O SACRIFÍCIO DE CRISTO REVELADO NO MONTE MORIÁ

Introdução: Génesis 22:1-8
1. A salvação pela graça foi sempre o método divino oferecido à humanidade desde a entrada do pecado no mundo.
2. A salvação é o auge da revelação de Deus a fim de atrair o pecador. Deus faz de tudo para torná-la compreensível!
3. A salvação é um assunto que Deus mais quer esclarecer ao pecador, de valor incalculável.
4. A salvação pela graça é ilustrada de maneira pedagógica, didáctica e trágica no pedido de Deus a Abraão.
I. Abraão representa a – dedicação – de Deus Pai: Génesis 22:2-3, 161. “Toma agora o teu filho”. Se estas palavras foram pronunciadas lentamente, como é provável, Abraão deve ter sentido sucessivamente: orgulho, temor e horror.
1.1 A repetição foi calculada por Deus para despertar o afecto paternal e para preparar Abraão para a severa prova que em breve iria viver. Ao referir-se a Isaque como “teu único”filho. Deus queria dizer que ele era considerado o único herdeiro/legítimo herdeiro da promessa. Isto contrasta com a expressão do Génesis 21:12,13, onde Deus chama a Ismael “filho da serva”.
1.2 Nos tempos antigos era comum a oferta de sacrifícios humanos, especialmente meninos. Tanto na Bíblia
como a arqueologia afirma que os cananeus praticavam tais ritos. Por isso, não era uma ideia estranha a Abraão o sacrifício do primogénito à Divindade. No entanto, Deus proibiu explicitamente tais sacrifícios: Levíticos 18:21, (não se sabe se para Abraão a proibição de Deus era do seu conhecimento). Será que Abraão não teve conhecimento do pedido de Deus? Ou, conhecia Abraão Deus pessoalmente?
1.3 “levantou-se pois de manhã cedo”. (19:27; 21:14, levanta-se cedo). A verdade, Abraão era um homem de acção, e agora que Deus tinha falado, o seu único pensamento foi obedecer imediatamente. Por outro lado, como poderia ele dormir tendo recebido esta mensagem? Que dúvidas devem ter assaltado Abraão! Será que ouvi bem? Será que a minha mente está suficientemente lúcida?
Que temores!
Que dirá Sara? A verdade, na prova suprema de uma vida cheia de trabalhos, Abraão obedeceu sem formular uma única pergunta, sem apresentar uma única objecção e sem procurar um único conselho humano.
Quando está implicado um princípio, o cristão amadurecido tem uma percepção clara do dever. A cooperação de Abraão emana de um coração pelo de amor a Deus e plenamente consagrado. Certamente, houve luta no coração do “amigo de Deus”.
2. Abraão entregou completamente o seu filho a Deus. Deus amou tanto o mundo que deu o Seu Filho a fim de morrer e oferecer salvação aos pecadores (João 3:16)
3. Abraão esperou o filho da promessa, o qual seria uma bênção para todas as nações (Génesis 22:15-18), como Deus prometeu e cumpriu a promessa de enviar o Seu Filho para ser o Desejado de todas as nações (Ageu 2:7).
4. Abraão não poupou o seu “único” filho, como Deus também “nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós” (Romanos 8:32).
II. Há uma forma didáctica na atitude de Isaque (prefigura a atitude de Deus Filho): Génesis 22:6-101. v.6: “foram”, pai e filho começam a subida em silêncio, Abraão em meditação e oração. Isaque estranha o silêncio do pai, a viagem e o propósito. “estranha a falta do cordeiro”.
1.2 v.7. “Meu pai!” esta expressão carinhosa deve ter lacerado o coração de Abraão. Isaque é um jovem muito bem educado, filho de uma família culta. Naquele tempo nenhum filho bem educado ousava fazer perguntas ou a formular declarações sem a autorização dos pais. Abraão permitiu: “Eis-me aqui, meu filho!”
1.3 v.9 “amarrou a Isaque”, quando tudo estava pronto e não faltava mais nada, tremendo, Abraão tendo explicado (v. 8), e tendo explicitado a sua própria fé na restauração de Isaque. É difícil de explicar os sentimentos que terão surgido no peito de Isaque: assombro, terror, submissão e finalmente confiança. Terá, certamente, pensado na honra de entregar a sua vida em sacrifício. Sendo um jovem de 20 anos, facilmente podia ter resistido. Em vez, animou o pai nos momentos que precederam a realizar o pedido de Deus. Assim Isaque torna-se converte-se no símbolo adequando do Filho de Deus, que se submeteu à vontade do Pai (Mat. 26:39). Em ambos os casos, o pai entrega o seu único filho.
2. Isaque apontava para Cristo por ser o Filho da promessa; da mesma forma Jesus foi prometido na primeira profecia bíblica na figura do descendente da mulher (Génesis 3:15) desde o início da história do pecado no mundo.
3. Isaque apenas apontava para Cristo no comportamento, pois não poderia morrer para salvar a ninguém, por isso o anjo não permitiu que ele fosse sacrificado.
III. O Cordeiro é o verdadeiro tipo (símbolo) do sacrifício de Jesus: Génesis 22:8, 13-141. v.8 “Deus proverá para si o cordeiro”. A resposta constitui uma expressão profética emanada pela fé. Por inspiração divina apontava para o cordeiro (v. 13) como o Cordeiro de Deus, que estava para além do alcance da vista.
1.1 Não fora a convicção de que estava a realizar a vontade de Deus e que o seu “único” filho lhe seria restituído, a agonia de Abraão face ao pensamento de o perder teria sido insuportável. Contudo, a pergunta do filho deve ter-lhe atravessado o coração de pai. Compreenderia Isaque?
1.2 V.13 “tomou o carneiro”. Ao descobrir o carneiro e ao perceber a sua presença como um sinal adicional da providência de Deus, Abraão não necessitou de mais instruções da forma como deveria agir. Ali estava o cordeiro do v. 8!
1.3 V.14 “O Senhor proverá” (Moriah). Sim, Deus proverá.
2. O cordeiro foi providenciado por Deus porque a fé e a abnegação de Abraão eram insuficientes para salvar-se a si e ao seu filho da morte.
3. O Cordeiro (ou carneiro) simboliza Cristo, o meio pelo qual Deus providenciou a fim de executar um sacrifício expiatório em lugar do pecador (Hebreus 10:5-10).
Conclusão:
1. Este relato é vital para a compreensão do evangelho tanto no Antigo como no Novo Testamento. Jesus morreu para que nós não fossemos lançados na morte eterna.
2. Este episódio retrata o evangelho de maneira que todos em todas as épocas o podem compreender. Os pecadores devem morrer, mas Jesus como Cordeiro inocente tomou o lugar do pecador culpado.
3. Este incidente revela a provisão que Deus fez para nos livrar da condenação do pecado, que é a morte. Com a morte de Cristo é possível libertar-nos do pecado e das suas trágicas consequências.
APELO:
1. Aceitemos o sacrifício que Deus Pai e Filho fizeram para nos libertar do pecado e das suas consequências.
2. Aceitemos a substituição realizada por Cristo no nosso lugar, Ele deu a vida por mim e por ti para que demos voluntariamente a vida.
3. Tomemos a decisão de viver longe do pecado e próximo de Deus pela fé, como Abraão.

1 comentário:

  1. Como sabe que Isaque tinha 20 anos ao ser levado para sacrificio?

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