SANTUÁRIO - Uma Viagem ao Templo de Deus (em 3D).



O SANTUÁRIO CELESTIAL – COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 1 (28/09 a 05/10/2013)

O Santuário e seu sistema a sua linguagem, ensinam sobre as verdades da vida cristã e apontam para a salvação mediante o sacrifício de Jesus Cristo. O Juízo está em andamento no céu e os que forem avaliados positivamente serão selados para a vida eterna e os que forem avaliados negativamente serão motivo da ira de  Deus ‘Pesado foste na balança, e foste achado em falta’.

Escolha o seu caminho diz o tempo de hoje !
7pecadoscapitais
VERSO ÁUREO: “Ouve então nos céus, assento da tua habitação, a sua oração e a sua súplica, e faze-lhes justiça.” I Reis 8:49
INTRODUÇÃO: Conta-se a história de uma menina que vivia em uma grande cidade. Com todas aquelas luzes da cidade, ela nunca teve a oportunidade de ver as estrelas. Certo verão sua mãe levou-a para passar as férias no campo. Durante a noite, após o pôr-do-sol, as estrelas brilhavam como diamantes no céu. A menininha olhou para cima espantada, e ficou encantada com a beleza daquele céu cheio de estrelas. Então, exclamou: Ah, mamãe, se o céu é tão bonito do lado avesso, que maravilha deve ser do lado certo!
E é verdade! A bíblia mostra a beleza de como é o céu e de como será a eternidade. A bíblia está cheia de detalhes sobre a Nova Jerusalém. Mas, algumas pessoas não acreditam no céu. Há ainda outros que dizem que o céu não é um lugar real, mas um estado de espírito. Deus quer que nós saibamos como é o céu, para que desejemos estar lá. O céu não é um lugar secreto, que Deus está escondendo de nós, antes Ele o revelou com detalhes.
Durante este trimestre, vamos estudar sobre o santuário celestial e os os aspectos que indicam nossa situação num tempo de juízo divino, onde os nomes dos falsos crentes são retirados do Livro da Vida e os crentes justificados pelo sangue do Cordeiro são ratificados nos registros do Céu.
Segundo o Comentário Bíblico Adventista, no livro da vida “são registrados os nomes de todos os que professam ser filhos de Deus. Os que se afastam de Deus, e que em virtude de sua relutância em abandonar o pecado se tornam endurecidos contra a influência do Espírito Santo, terão seus nomes apagados do livro da vida, e serão destruídos”. – SDABC, vol. 1, pág. 668.

A igreja Adventista do 7º Dia defende duas doutrinas diferentes de quase todas as outras  igrejas,
a) O 4º mandamento, que requer a santificação do sábado e

b) A compreensão correta do estado do ser humano na morte, que é de inconsciência.
Mas há uma doutrina que é seguida somente pelos Adventistas do 7º Dia; é a existência do santuário celestial, onde está a habitação de Deus.
Seguem alguns textos que falam do lugar celestial que Deus preparou para aqueles que O amam:
“Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade.” Hebreus 11:16.
“Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.” Filipenses 3:20
“Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial; se, todavia, formos encontrados vestidos e não nus. Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida.” II Coríntios 5:1-4
O céu é real? Algumas pessoas dizem que o céu é apenas um lugar imaginário. Enquanto pensam nesse lugar cheio de fantasias, os problemas ficam mais fáceis de serem resolvidos. O Céu é com certeza um lugar real. A Bíblia nos diz que o céu é o trono de Deus. Ver Isaías 66:1, Atos 7:48-49 e Mateus 5:34-35. Depois da ressurreição e aparição de Jesus, na terra aos Seus discípulos, Ele: “…foi recebido no céu e assentou-se à dextra de Deus.” Marcos 16:19, Atos 7:55-56. “Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus.” Hebreus 9:24. Jesus não só foi adiante de nós, entrando em nosso favor, mas Ele está vivo e tem um ministério atual no céu, servindo como nosso sumo-sacerdote, no verdadeiro tabernáculo feito por Deus. Ver Hebreus 6:19-20; 8:1-2.
Jesus disse que há muitas moradas na casa de Deus e que Ele foi preparar um lugar para nós. Temos a garantia da Sua palavra que um dia Ele voltará, à terra, para nos levar com Ele de volta ao céu. Ver João 14:1-4. Nossa crença em um lar eterno, no céu, é baseada em uma promessa explícita de Jesus. O céu com certeza é um lugar real. O céu realmente existe!
DOMINGO (29 de setembro) A HABITAÇÃO DE DEUS - Onde está a habitação de Deus? A bíblia menciona que Deus mora nos céus, como vemos em vários textos: “Pois olhou desde o alto do seu santuário, desde os céus o Senhor contemplou a terra.” Salmos 102:19
“Assim diz o Senhor: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Isaías 66:1
Salomão orou na dedicação do templo: “Ouve, pois, a súplica do teu servo, e do teu povo Israel, quando orarem neste lugar; também ouve tu no lugar da tua habitação nos céus; ouve também, e perdoa.” I Reis 8:30
Paulo em uma visão que teve disse: “Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu. E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar.” II Coríntios 12:2-4.
Paulo a exortar os Filipenses exclamou: “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.” Filipenses 3:20.
Se a habitação oficial de Deus está nos céus, como explicar que Ele também habita com o contrito e humilde de espírito? “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita na eternidade, o qual tem o nome de Santo: habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e vivificar o coração dos contritos.” Isaías 57:15
Deus habita no alto e sublime trono, nos céus; longe da terra, do pecado e da contaminação. O Seu nome é Santo porque está separado de todo mal e não pode tolerar o pecado. Mas Ele habita no coração do contrito de espírito. Contrito é o arrependido; é aquele que sente pesar pelos pecados cometidos. Ele habita no coração do abatido de espírito. Abatido é o desanimado, o ferido e quebrantado; física e moralmente. Deus tem prazer em habitar com aqueles que sofrem, porque Ele sabe o que é o sofrimento: “Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores e que sabe o que é padecer.” Isaías 53:3
“Foi para isso que Ele sofreu todas as coisas e em tudo se tornasse como seus irmãos para ser misericordioso e fiel Sumo-sacerdote nas cousas referentes a Deus e para fazer a propiciação pelos nossos pecados. Pois naquilo que Ele mesmo sofreu, tendo sido tentado é poderoso para socorrer os que são tentados.” Hebreus 2:17 e 18
Hoje Deus faz moradas na humanidade através do Espírito Santo. Qual é o papel do Espírito Santo em nossas vidas? De todos os presentes que Deus tem dado à humanidade, não há um maior do que a presença do Espírito Santo. O Espírito tem muitas funções, papéis e atividades. 1) Ele trabalha nos corações de todas as pessoas e em todos lugares. Jesus disse aos Seus discípulos que enviaria o Espírito ao mundo para convencer “o mundo do pecado, da justiça e do juízo”. Ver João 16:7-11. Todas as pessoas têm uma consciência de que Deus existe, quer admitam ou não, pois o Espírito aplica as verdades de Deus às mentes dos homens para convencê-los com argumentos suficientes e justos de que são pecadores. Responder a essa convicção, ou não, leva os homens à salvação ou à perdição.
SEGUNDA-FEIRA (30 de setembro) A SALA DO TRONO – Em que lugar do céu está localizado o trono de Deus? Por inferência bíblica percebemos que o trono de Deus está no lugar santíssimo do santuário celestial, sendo o lugar santo a habitação pessoal de Deus. A

SALMO 116

Amor e gratidão para com Deus pela sua salvação
1  AMO ao SENHOR, porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica.
2  Porque inclinou a mim os seus ouvidos; portanto, o invocarei enquanto viver.
3  Os cordéis da morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim; encontrei aperto e tristeza.
4  Então invoquei o nome do SENHOR, dizendo: Ó SENHOR, livra a minha alma.
5  Piedoso é o SENHOR e justo; o nosso Deus tem misericórdia.
6  O SENHOR guarda aos símplices; fui abatido, mas ele me livrou.
7  Volta, minha alma, para o teu repouso, pois o SENHOR te fez bem.
8  Porque tu livraste a minha alma da morte, os meus olhos das lágrimas, e os meus pés da queda.
9  Andarei perante a face do SENHOR na terra dos viventes.
10  Cri, por isso falei. Estive muito aflito.
11  Dizia na minha pressa: Todos os homens são mentirosos.
12  Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito?
13  Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do SENHOR.
14  Pagarei os meus votos ao SENHOR, agora, na presença de todo o seu povo.
15  Preciosa é à vista do SENHOR a morte dos seus santos.
16  Ó SENHOR, deveras sou teu servo; sou teu servo, filho da tua serva; soltaste as minhas ataduras.
17  Oferecer-te-ei sacrifícios de louvor, e invocarei o nome do SENHOR.
18  Pagarei os meus votos ao SENHOR, na presença de todo o seu povo,
19  Nos átrios da casa do SENHOR, no meio de ti, ó Jerusalém. Louvai ao SENHOR.
SALMO 116

Um Reino Espiritual

Respondeu Jesus: O Meu Reino não é deste mundo. João 18:36.{MG 6.1}
O reino de Deus não vem com aparência exterior. O evangelho da graça de Deus, com seu espírito de abnegação, não se pode nunca harmonizar com o do mundo. Os dois princípios são antagónicos. ...{MG 6.2}
Mas hoje, no mundo religioso, existem multidões que, segundo crêem, trabalham pelo estabelecimento do reino de Cristo como um domínio terrestre e temporal. Desejam tornar nosso Senhor o governador dos reinos deste mundo, o governador em seus tribunais e acampamentos, em suas câmaras legislativas, seus palácios e centros de negócios. Esperam que Ele governe por meio de decretos, reforçados por autoridade humana. Uma vez que Cristo não Se encontra aqui pessoalmente, eles próprios empreenderão agir em Seu lugar, para executar as leis de Seu reino. O estabelecimento de tal reino era o que desejavam os judeus ao tempo de Cristo. Teriam recebido Jesus, houvesse Ele estado disposto a estabelecer um domínio temporal, impor o que consideravam como sendo leis de Deus, e fazê-los os expositores de Sua vontade e os instrumentos de Sua autoridade. Mas Ele disse: “O Meu reino não é deste mundo.” João 18:36. Não quis aceitar o trono terrestre. ...{MG 6.3}
Não pelas decisões dos tribunais e conselhos, nem pelas assembleias legislativas, nem pelo patrocínio dos grandes do mundo, há de estabelecer-se o reino de Cristo, mas pela implantação de Sua natureza na humanidade, mediante o operar do Espírito Santo. ... Aí está o único poder capaz de erguer a humanidade. E o instrumento humano para a realização dessa obra é o ensino e a observância da Palavra de Deus. ...{MG 6.4}

Hoje, como no tempo de Cristo, a obra do reino de Deus não se acha a cargo dos que reclamam o reconhecimento e apoio dos dominadores terrestres e das leis humanas, mas dos que estão declarando ao povo, em Seu nome, as verdades espirituais que operarão, nos que as recebem, a experiência de Paulo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.” Gálatas 2:20. — O Desejado de Todas as Nações, 509, 510.{MG 6.5}

O SANTUÁRIO


Aversão do verdadeiro santuário celestial construída á escala por Moisés
é chamada nas escrituras "santuário terrestre"(Hebreus 9:1). Este santuário terrestre consistia em três partes: o Pátio, o Lugar Santo, e o Lugar Santíssimo. Cada ária simbolizava uma fase do plano da salvação e ensinava a forma como Deus remove o pecado e nos restaura à Sua presença. Por exemplo, o pátio representa o nosso mundo, onde Jesus Se tornou o cordeiro sacrificado cujo sangue paga a culpa dos pecadores

(1 Pedro 1:18,19). A pia de água, onde os sacerdotes se lavavam antes de entrar no Lugar Santo, simbolizava o Espírito que nos purifica antes de entrarmos no Céu (Tito 3:5-8). Todos os serviços eram "sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo" (Colossenses 2:17).

BODE POR AZAZEL - SIGNIFICADO

PERGUNTA
APÓS TRANSFERIR TODOS OS PECADOS DO TABERNÁCULO CONTAMINADO PELOS PECADOS DO POVO DURANTE O ANO TODO PARA O BODE AZAZEL OU BODE EMISSÁRIO NO DIA DA EXPIAÇÃO (PURIFICAÇÃO DO SANTUÁRIO TERRESTRE), O QUE ACONTECIA COM O BODE ?
RESPOSTA
O BODE AZAZEL OU BODE EMISSÁRIO ERA CONDUZIDO POR UMA PESSOA,PARA SER 
DEIXADO NO DESERTO ( TERRA SOLITÁRIA )

ASSIM, O BODE VIVO TRANSPORTAVA TODOS OS PECADOS DO POVO PARA O DESERTO OU TERRA SOLITÁRIA.
BODE AZAZEL ( SÍMBOLO DE SATANÁS) ERA APRESENTADO VIVO,ELE NÃO MORRIA POR NINGUÉM, NÃO PURIFICAVA NADA,MAIS TRANSPORTARIA TODOS OS PECADOS DO POVO, QUE HAVIA CONFESSADO E ARREPENDIDO. SÍMBOLO QUE ELE BODE AZAZEL (SATANÁS) É O CULPADO DE FAZER O POVO PECAR.
POR ISSO, SATANÁS FICARÁ AQUI NESSA TERRA DESERTA,SOLITÁRIA ,APÓS A VOLTA DE CRISTO, DURANTE MIL ANOS (Apo 20:2;3;7)
Apocalipse
20.2 Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; 20.3 lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo. 20.4 Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. 20.5 Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. 20.6 Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos. 20.7 Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão
Levítico

16.21 Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, todas as suas transgressões e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode e enviá-lo ao deserto, pela mão de um homem à disposição para isso. 
16.22 Assim, aquele bode levará sobre si todas as iniquidades deles para terra solitária; e o homem soltará o bode no deserto. 16.26 E aquele que tiver levado o bode emissário lavará as suas vestes, banhará o seu corpo em água e, depois, entrará no arraial.

Leis no tempo de Cristo

Texto principal:
"Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos" (Rm 2:14).

Na maioria das sociedades, várias leis funcionam ao mesmo tempo. Pode haver leis gerais que se aplicam a todos e leis que têm validade apenas em uma comunidade específica.

Nos tempos do Novo Testamento, quando uma pessoa usava a palavra comum para "lei" (nomos, em grego, lex em latim e Torah em hebraico), podia estar se referindo a qualquer uma de uma série de leis. Muitas vezes, o único indicador quanto à lei exata que estava em discussão era o contexto da conversa. Assim, à medida que estudarmos neste trimestre, sempre precisaremos ter em mente o contexto imediato, a fim de entender melhor qual lei está sendo discutida.

A lição desta semana examina as várias leis que estavam em vigência na comunidade durante o tempo de Cristo e da igreja primitiva. Estudaremos essas diversas leis, mas apenas no contexto de sua utilidade para estabelecer a base para o estudo da lei que será nosso foco principal neste trimestre: a lei moral de Deus, os Dez Mandamentos.

Lei romana
1. Leia Lucas 2:1-5. De que forma José e Maria interagiram com o poder político? Que lições podemos aprender com isso?

Desde o tempo da primeira república, os romanos reconheciam a importância das leis escritas para o governo da sociedade. Na verdade, o sistema de direito constitucional estabelecido pelos romanos continua sendo a base dos sistemas jurídicos encontrados em muitas sociedades democráticas atuais.

Na maior parte das vezes, Roma permitia que os reinos vassalos mantivessem os próprios costumes, mas todos os súditos deviam obedecer às leis do império e do senado romano. Obviamente, isso era válido também para José e Maria.

A ênfase da lei romana era a ordem na sociedade. Por isso, ela não abordava apenas questões de governo, mas também estabelecia regras para o comportamento no âmbito doméstico. Além de estipular os procedimentos para a seleção de pessoas para cargos públicos, o direito romano também lidava com coisas como o adultério e a relação entre senhores e escravos. Muitos dos códigos sociais são semelhantes aos encontrados no Antigo Testamento e em outras sociedades.

Todas as tentativas de entender a cultura em que os livros do Novo Testamento foram escritos devem levar em conta o fato de que o Império Romano formava o cenário político para o mundo em que viveram Jesus e a igreja primitiva. Muitas coisas que ocorreram no Novo Testamento, desde a morte de Jesus até a prisão de Paulo, fazem muito mais sentido quando conhecemos o contexto de seu tempo. Não é preciso ser especialista em história romana a fim de compreender o que precisamos para a salvação. No entanto, o conhecimento histórico é realmente útil.

Apesar do milagre da gravidez de Maria e da atuação do Senhor nesse acontecimento, o casal ainda obedeceu à lei, que exigia que eles deixassem seu lar, mesmo quando Maria estava em um estágio avançado da gravidez. Não teria sido melhor simplesmente ter ficado em casa, considerando as circunstâncias extraordinárias? O que suas ações ensinam sobre a atitude que devemos ter para com a lei civil? Pense na facilidade que eles teriam para justificar a desobediência.

Lei civil do Antigo Testamento
Embora os judeus estivessem sob o domínio romano na época de Jesus, eles receberam autoridade sobre questões exclusivas de seus costumes e religião (At 18:15). O órgão legislativo responsável pela administração da lei judaica era chamado Sinédrio. Às vezes mencionado como conselho (Jo 11:47; At 5:27, ARC), o Sinédrio era composto por 71 homens escolhidos entre os sacerdotes, anciãos e rabinos e era presidido pelo sumo sacerdote. Servia como uma espécie de Supremo Tribunal Federal que lidava com costumes, tradições e leis dos judeus.

A lei civil judaica estava fundamentada nos códigos civis revelados nos cinco livros de Moisés. Porque Moisés foi o autor dos cinco primeiros livros bíblicos, as leis são mencionadas como a lei de Moisés. Quando Deus originalmente deu as leis a Moisés, planejou um estado em que Ele seria o governante e o povo cumpriria Seus mandamentos. Na época de Jesus, os judeus estavam sujeitos ao direito romano. No entanto, o governo romano permitia que eles usassem a lei mosaica a fim de resolver questões relacionadas com seus costumes. Nesse aspecto, o trabalho do Sinédrio era especialmente importante.

O Novo Testamento apresenta vários exemplos de aplicação da lei mosaica, ou de referências a ela, em questões civis: homens judeus ainda deviam pagar o imposto de meio siclo para o templo (Mt 17:24-27; Êx 30:13); divórcios ainda eram regidos pelas disposições estabelecidas por Moisés (Mt 19:7; Dt 24:1-4); as pessoas ainda seguiam a lei do levirato, em que a viúva devia se casar com o irmão de seu marido (Mt 22:24; Dt 25:5); meninos ainda eram circuncidados no oitavo dia (Jo 7:23; Lv 12:3) e os adúlteros deviam ser punidos por apedrejamento (Jo 8:5; Dt 22:23, 24).

2. Leia Mateus 26:59-61; Hebreus 10:28; Deuteronómio 17:2-6. Que princípio importante é visto nesses textos? O que isso nos diz a respeito dos conceitos bíblicos de justiça e igualdade?

Leia algumas leis civis encontradas nos primeiros livros da Bíblia. Algumas dessas leis não nos parecem estranhas? Veja, por exemplo, Deuteronómio 21. Considerando que Deus é o autor dessas leis, o que isso nos diz sobre a confiança que devemos ter nEle em todas as coisas, principalmente naquilo que não compreendemos completamente?

Lei cerimonial do Antigo Testamento
3. Leia Levítico 1:1-9; 2:14-16; 5:11-13. A que essas leis se referiam? Que importantes verdades elas ensinavam?

Além das leis civis de Israel, havia também o que é geralmente chamado de "lei cerimonial". Essa lei estava centralizada no santuário e em seus rituais, os quais foram projetados para ensinar aos filhos de Israel o plano da salvação e apontar para eles o Messias que viria. Nas passagens bíblicas acima, por duas vezes é mencionado que a "expiação" seria feita por intermédio dessas cerimônias. Essas leis foram consideradas "miniprofecias" de Cristo e Sua obra expiatória pelos pecados do povo.

"A lei cerimonial foi dada por Cristo. Mesmo depois que ela não mais devia ser observada, Paulo a apresentou aos judeus em sua verdadeira posição e valor, mostrando seu lugar no plano da redenção e sua relação com a obra de Cristo. E o grande apóstolo declara gloriosa essa lei, digna de seu divino Autor. O serviço solene do santuário tipificava as grandiosas verdades que seriam reveladas durante gerações sucessivas. [...] Assim, através de séculos e séculos de trevas e apostasia, a fé se conservou viva no coração dos homens até chegar o tempo para o advento do Messias prometido" (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 367).

Embora instituído por Jesus, o sistema cerimonial foi concebido para funcionar apenas como um tipo, um símbolo de uma realidade futura: a vinda de Jesus, Sua morte e ministério sacerdotal. Uma vez que Ele completasse Sua obra na Terra, esse antigo sistema, com seus sacrifícios, rituais e festas já não seria necessário (Hb 9:9-12). Embora já não observemos a lei cerimonial, ao estudá-la, podemos reunir ideias sobre o plano da salvação.

No centro do serviço do santuário estava o sacrifício de animais, que apontava para a morte de Jesus. Por que nossa salvação depende da Sua morte em nosso favor? O que isso diz sobre o
custo do pecado?

Lei rabínica
Além das leis mosaicas, os judeus da época de Jesus também estavam familiarizados com a lei dos rabinos. Estes eram o braço acadêmico dos fariseus, e assumiam a responsabilidade de garantir que a lei mosaica permanecesse relevante para o povo. Os rabinos contaram 613 leis nos cinco livros de Moisés (incluindo 39 relacionadas ao sábado). Eles usavam essas leis como base para sua legislação e complementavam as leis escritas com uma lei oral que consistia em interpretações dos principais rabinos.

A lei oral é conhecida como halakha, que significa "caminhar". Os rabinos consideravam que, se o povo seguisse suas numerosas halakoth (plural de halakha), eles iriam andar no caminho das 613 leis principais. Embora tenham surgido como lei oral, as halakoth rabínicas foram organizadas e registradas em forma de livro. Algumas das interpretações da época de Jesus sobreviveram em comentários conhecidos como Midrash, enquanto outras estão registradas em uma coleção de leis chamada Mishná. Muitos judeus religiosos ao longo dos séculos, e até hoje, procuram cumprir rigorosamente essas leis.

4. Leia Lucas 14:1-6; João 9. Embora Jesus tenha sido acusado de transgredir o sábado com Seus milagres de cura, será que o Antigo Testamento considerava pecado curar no dia de sábado? Como podemos evitar os erros dos judeus enquanto procuramos "andar fielmente no caminho"?

Embora seja fácil, da nossa perspectiva, ridicularizar muitas dessas leis orais, especialmente porque elas foram usadas contra Jesus, a falha estava mais na atitude dos líderes, não nas leis. Ainda que fosse cumprida de maneira legalista, as halakoth foram feitas para ser muito espirituais, infundindo um elemento espiritual nas atividades mais rotineiras, dando-lhes um significado religioso.

Como podemos dar um significado religioso às mais corriqueiras atividades de nossa vida?

A lei moral
Por mais que o direito romano, a lei mosaica e a lei rabínica impactassem a vida dos judeus que viveram em Israel no primeiro século, muitas pessoas que seguiam a religião de Israel viviam fora da Palestina e além das fronteiras do Império Romano. Assim, muitas dessas leis não teriam desempenhado um papel importante em sua vida.

No entanto, todo seguidor do Deus de Israel teria sido fiel aos Dez Mandamentos. "Os Dez Mandamentos proviam a estrutura moral que sustentava Israel. A metáfora que a Bíblia usa para expressar essa relação é aliança. Embora a metáfora venha da esfera do direito internacional, é errado compreender os mandamentos apenas como um resumo das obrigações de Israel para com Deus. [...] A obediência de Israel aos mandamentos era mais uma resposta ao amor do que uma questão de submissão à vontade divina" (Leslie J. Hoppe, "Ten Commandments" [Dez Mandamentos], Eerdmans Dictionary of the Bible [Dicionário da Bíblia]; Grand Rapids, MI: Eerdmans, 2000, p. 1.285).

Os Dez Mandamentos superavam qualquer sistema jurídico conhecido por judeus no primeiro século. Mesmo os fariseus, que tinham memorizado meticulosamente as 613 leis mosaicas, reconheciam a importância dos Dez Mandamentos. A divisão da Mishná chamada Tamid (5:1) contém um mandamento rabínico de recitar os Dez Mandamentos diariamente. Acreditava-se que todas as outras leis estavam contidas nos Dez Mandamentos. Na verdade, o filósofo judeu Filo, contemporâneo de Jesus, escreveu um livro sobre a posição central que os Dez Mandamentos tinham entre todas as leis bíblicas.

5. Leia Mateus 19:16-19; Romanos 13:8-10; Tiago 2:8-12. O que esses versos dizem sobre o papel dos Dez Mandamentos na vida dos seguidores de Cristo?

À semelhança de seus irmãos judeus, os escritores do Novo Testamento reconheciam o propósito dos Dez Mandamentos para o povo de Deus. Algumas das lições deste trimestre falarão sobre a maneira pela qual Cristo interagiu com outros sistemas de leis do Seu tempo. No entanto, a ênfase principal será Sua relação com os Dez Mandamentos, conhecidos como a "lei moral".

Leia:
"Se Adão não tivesse transgredido a lei de Deus, nunca teria sido instituída a lei cerimonial. O evangelho das boas-novas foi primeiramente dado a Adão na declaração que lhe foi feita, de que a semente da mulher feriria a cabeça da serpente; e foi transmitido através de sucessivas gerações a Noé, Abraão e Moisés. O conhecimento da lei de Deus e do plano da salvação foi comunicado a Adão e Eva pelo próprio Cristo. Entesouraram cuidadosamente a importante lição, transmitindo-a verbalmente aos filhos e aos filhos dos filhos. Assim foi preservado o conhecimento da lei de Deus" (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 230).


O Juízo Pré-Advento do Santuário Celestial

Jesus Santuário Celeste
Hebreus 8:1-2, 9:11 e 24, declara que Jesus entrou no Santuário Celeste como nosso advogado e intercessor. Veja antes as páginas: O Santuário Terrestre e O Santuário Celestial. A Bíblia também nos ensina que no dia 22 de Outubro de 1844, Jesus começou o julgamento dos humanos neste Santuário. Como descobrimos isso?

O juízo universal

No livro do Apocalipse encontramos o anúncio de um juízo. Um juízo universal e de consequências eternas. Um dia Lúcifer disse que estava certo e Deus, errado. O Criador deu-lhe o tempo necessário para provar a validade de suas acusações e para esclarecer qualquer dúvida na mente das criaturas. Mas, finalmente, chega o dia em que todas as acusações e seus resultados devem ser julgados.
No capítulo 14 de Apocalipse, o apóstolo João nos leva a contemplar essa cena crucial do grande conflito entre o bem e o mal. “Vi outro anjo” – diz o profeta – “voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, tribo, língua, e povo.” (Apocalipse 14:6).
  • Quem é esse anjo e a quem simboliza?
Ao longo de todo o livro do Apocalipse são mencionados muitos anjos. Dessa vez João vê outro anjo. Este “anjo” ou “mensageiro” representa, segundo os comentaristas bíblicos, “os servos de Deus empenhados na tarefa de proclamar o evangelho”.1 Afinal de contas, a missão de pregar o evangelho foi dada por Jesus aos discípulos antes de o Mestre partir.” (Marcos 16:15 e 16). Quer dizer que, hoje, existe neste mundo um povo especial, com uma mensagem especial para ser dada aos moradores da Terra.
A mensagem que essas pessoas proclamam é a seguinte: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora de Seu juízo.” (Apocalipse 14:7). Essa mensagem é de suma importância porque é o anúncio do dia do acerto de contas: finalmente chegou a hora do julgamento. Quando o juízo findar, todo o Universo saberá sem sombras de dúvidas quem estava com a razão: Satanás ou Cristo. Lá nos céus, muito tempo atrás, Lúcifer acusou a Deus de ser tirano, arbitrário e cruel. Acusou-O de estabelecer princípios de vida que nenhuma criatura poderia cumprir e, portanto, de não merecer mais adoração nem obediência. Mas agora chegou o momento do veredicto final. A História encarregou-se de acumular as provas. Os livros serão abertos, e o juízo começará.

Analisando Hebreus 9:12: Jesus Entrou no Lugar Santo ou Santíssimo?

Santuário Celeste Santíssimo

Jesus Oficiando Oniscientemente no Lugar Santíssimo Celeste pós 1844.
A tradução de João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada de Hebreus 9:12 afirma que Jesus entrou no Lugar Santíssimo por ocasião de sua ascenção aos Céus:
Hebreus 9:12: não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.
Esta edição da Almeida se enganou em sua tradução do grego. Para fazer prova inequívoca deste fato iremos citar 10 traduções bíblicas que não concordam com a tradução da Almeida Revista e Atualizada:
A Edição em Espanhol Reina Valera afirma:
Hebreus 9:12: Y no por sangre de machos cabríos ni de becerros, mas por su propia sangre, entró una sola vez en el santuario, habiendo obtenido eterna redención.
A tradução mais exaltada da lingua inglesa, a King James, afirma que Jesus entrou no Lugar Santo:
Hebreus 9:12: Neither by the blood of goats and calves, but by his own blood he entered in once into the holy place, having obtained eternal redemption for us.
A tradução Italiana de Giovanni Diodati (1649) afirma:
Hebreus 9:12: e non per sangue di becchi e di vitelli; ma per lo suo proprio sangue, è entrato una volta nel santuario, avendo acquistata una redenzione eterna.
A própria João Ferreira de Almeida Atualizada, afirma:
Hebreus 9:12: e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção.
A Tradução das Testemunhas de Jeová (Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas de 1986) dizem:
Hebreus 9:12: ele entrou no lugar santo, não, não com o sangue de bodes e novilhos, mas com o seu próprio sangue, de uma vez para sempre e obteve [para nós] um livramento eterno.