O PRIMEIRO COMPARTIMENTO: O LUGAR SANTO

No lugar santo (veja na imagem o cômodo à direita) se encontrava a mesa de pães, o castiçal e o altar de incenso. Quando o sacerdote entrava com a bacia de sangue noprimeiro compartimento do santuário espirrava o sangue 7 vezes no altar de incenso, perto da segunda cortina. Os pecados individuais do povo eram transferidos simbolicamente para o santuário. Isso acontecia pelo menos 2 vezes por dia durante 1 ano inteiro! O sangue sapilcava a cortina que dividia o primeiro do segundo compartimento enão podia ser lavada. O Sacerdote JAMAIS entrava no SEGUNDO compartimento. Isso era feito apenas uma vez por ano.
3. O Segundo Compartimento (O Lugar Santíssimo)
No Lugar Santíssimo ficava a ARCA DA ALIANÇA. Dentro dela estavam os 10 mandamentos recebidos no Monte Sinai. Um luz sobrenatural irradiava sobre a arca, demonstrando a presença de Deus. O Sumo Sacerdote só entrava no Santíssimo uma vez por ano guando chegava até a presença de Deus, diante da arca da aliança e esparramava o sangue do cordeiro por cima da tampa da arca (o propiciatório). Nesse dia os pecados do ano inteiro eram expiados (o chamado yon Kippur judaico) e a cortina encharcada de sangue que dividia os compartimentos era retirada e colocada uma nova. Esse dia era cosiderado o dia de julgamento quando a nação ficava livre de seus pecados.
A Luz sobrenatural veio a desaparecer posteriormente. Já não existia quando o Profeta Jeremias mandou esconder a arca da aliança, antes da destruição do Templo em 587 AC.

O Santuário Celestial
A Bíblia diz que quando Jesus morreu na cruz, os símbolos do santuário terrestre se cumpriram. Então para Deus demonstrar que o serviço do Santuário terrestre deveria cessar, rasgou a cortina que dividia o lugar santo do santíssimo (Leia Mateus 27:50-51):

Desde o Século XIX os estudantes Bíblicos encontraram provas indiscutíveis da existência de um santuário no Céu. Moisés fez o santuário terrestre segundo o modelo que lhe foi mostrado. Paulo declara que aquele modelo era baseado no verdadeiro santuário que está no Céu. (ver Heb. 8:2 e 5). E João testifica de que o viu no Céu, inclusive com uma arca da aliança original. (Apoc. 11:19).
O Santuário Terrestre, construído por Moisés de acordo com o modelo que lhe foi mostrado no monte, por ordem de Deus, era uma “alegoria para o tempo presente, em que se oferecem dons e sacrifícios” (Heb. 9:9). Os seus dois lugares santos eram “figuras das coisas que estão no Céu” (Heb. 9:23). Jesus Cristo, nosso grande Sumo Sacerdote, subiu aos Céus e se tornou “ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem” (Heb. 8:2). A Bíblia declara expressamente que “Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo Céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus”. Heb. 9:24.
O santuário do Céu, no qual Jesus passou a ministrar em nosso favor, é o grande original, de que o santuário terrestre construído por Moisés foi uma cópia. Assim como no santuário terrestre havia dois compartimentos, o santo e o santíssimo, existem dois lugares santos no santuário celestial. A arca contendo a lei de Deus, o altar de incenso e outros instrumentos, que se encontravam no santuário de baixo, também têm sua parte correspondente no santuário de cima. Assim, Tipo (O santuário terrestre) e o Anti-Típico ( o celestial) se encontraram perfeitamente.
Em santa visão, foi permitido ao apóstolo João penetrar no Céu, e ele contemplou Jesus entre o castiçal e o altar de incenso que fica no Lugar Santo conforme relata em Apocalipse 1:12-18. Veja a imagem que ilustra Jesus no Lugar Santo:

Novamente, contemplando os eventos finais da história desse planeta João vê “abrindo -se no céu o templo de Deus“, e dessa forma contempla também “a arca do Seu concerto”, no Lugar Santíssimo. (Leia Apoc. 11:19).

Na Arca da Aliança celeste, anjos verdadeiros velam o Trono de Deus .
A Purificação do Santuário
Como antigamente os pecados do povo eram transferidos, em figura, para o santuário terrestre mediante o sangue da oferta pelo pecado, assim nossos pecados são, de fato, transferidos para o santuário celestial, mediante o sangue de Cristo. E como a purificação típica do santuário terrestre se efetuava mediante a remoção dos pecados pelos quais se poluíra, conseqüentemente, a real purificação do santuário celeste deve efetuar-se pela remoção, ou apagamento, dos pecados que ali estão registrados. Isso necessita um exame dos livros de registro para determinar quem, pelo arrependimento dos pecados e fé em Cristo, tem direito aos benefícios de Sua expiação. A purificação do santuário, portanto, envolve uma obra de juízo investigativo. Na antiguidade essa obra era feita no Santuário e depois no Templo de Jerusalém, sendo simbolizados pelo Dia da Expiação ou Yon Kippur.
Cristo deveria fazer o mesmo trabalho no santuário celeste. Ele foi simbolicamente o cordeiro morto no pátio e agora é nosso único sacerdote. Assim, ele entrou com (a Sua ascenção no ano 31) no lugar Santo. Ali, ele fazia o ofício de advogado, salvando a todos os que se refugiassem nele. Mas em determinado momento da história ele deveria começar o julgamento da raça humana. Ao contrário do entendimento leigo, o julgamento não se dá após a segunda vinda, mas antes, porque na segunda vinda é dada somente a sentença! As 7 pragas que acontecem meses antes da segunda vinda, já fazem parte da sentença.
A Bíblia declara que Jesus ficou 18 séculos (do ano 31 até 22/10/1844) intercedendo em nosso favor fazendo o serviço tipificado no Lugar Santo. Após este período ele veio fazer o serviço típificado pelo Lugar Santíssimo. Vejamos o gráfico abaixo:

O Processo de conhecimento ou juízo de investigação ou Juízo Pré-Advento, começou em 22 de Outubro de 1844 conforme é explicado na página que trata de 2 grandes profecias Bíblicas: As 70 SEMANAS, e as 2300 TARDES E MANHÃS de Daniel capítulos 8 e 9.
Assim, após 1844 Cristo não faz apenas o trabalho de advogado, mas o de Juíz! Nesse julgamento celeste somente passa pelas mãos de Cristo o caso dos filhos de Deus. Começa desde Adão e Eva ate chegar a época presente, dos vivos. Por exemplo: o caso de Abel é examinado, mas o de Caim não, já que negou Deus abertamente. Seguindo 4000 mil anos no futuro, o caso de Pedro é examinado, mas o de Pilatos, Judas ou Herodes não passa pelas mãos de Cristo, pois eles morreram sem advogado e portanto estão literalmente condenados. Dessa forma, quando terminar o juízo dos santos vivos, Cristo retornará!
OBS: A expiação de acordo com o modelo mostrado a Moisés em Exodo e confirmado no livro de Hebreus, não termina na Cruz. Ela prossegue no santuário celestial, onde é feita a intercessão contínua, especialmente após 1844, quando começou o Juízo Pré-advento (Yom Kipur).

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