COMPREENDER OS MISTÉRIOS DO SANTUÁRIO

1 - Muitas pessoas não compreendem as leis e cerimónias apresentadas no Velho Testamento. Qual o seu significado? Estão ainda em vigor nos nossos dias?
2 - O santuário é o lugar onde Deus habita com o Seu povo (Êxo. 25:8).

I - Tendo uma Visão do Santuário

1 - Três homens, pelo menos, tiveram visões do santuário:
a) Moisés – recebeu uma ordem de Deus: "Faze segundo o modelo celestial, que no monte se te mostrou." (Êxodo 25:8; Hebreus 8:5).
b) Paulo – foram-lhe reveladas coisas maravilhosas no santuário. O Apóstolo apresenta um relato exaustivo no livro aos Hebreus.
c) João – teve visões do santuário, as quais estão descritas em vários capítulos do Apocalipse (Apoc. 11:19). Estas visões são do santuário celestial. Nesta terra havia uma miniatura do santuário celestial.
d) O plano da salvação está esboçado na obra do santuário, então devemos conhecê-lo bem.

2 - Como era o santuário (o tabernáculo desmontável) do Antigo Testamento?
Era uma tenda de cortinas brancas ao redor, símbolo da pureza de Cristo, aqui eram ministrados os serviços religiosos.

II - Peças do Santuário

1 - Altar de holocausto - ficava à entrada, fora da tenda, mas dentro do recinto ladeado por uma cerca. Aqui eram sacrificados os animais.
a) Jesus padeceu fora das portas de Jerusalém, no Calvário (Heb. 13:12). Cristo teve que descer à Terra. Não podia salvar o pecador sem deixar o Céu, por isso empreendeu essa grande viagem.
b) A vítima era queimada no altar de holocausto. c) Assim Jesus deu-Se inteiramente para nos salvar.

2 - Pia de cobre - continha a água na qual o sacerdote se purificava antes de entrar no santuário (tenda). No interior da pia havia um espelho doado pelas mulheres, onde o sacerdote se via. Podia ver se estava limpo para se apresentar no serviço religioso diário.
a) A água representa a graça de Cristo, que serve para nos purificar de todo o pecado. No Céu não entrará nenhuma pessoa impura (Apoc. 21:27 e 22:14).
b) Espelho - representa a lei de Deus, os Dez Mandamentos. Vemos os nossos defeitos e pecados quando olhamos a lei. Deus deixou a Sua lei como o espelho da nossa alma, é o espelho do cristianismo. Ela apenas aponta o pecado (S. Tia. 1:23-25).

3 - O santuário (a tenda) era dividido em dois compartimentos:
a) Lugar santo e santíssimo: um véu separava os dois compartimentos. O véu era vermelho, representando o sangue de Cristo, o Seu sacrifício. No santuário só se podia entrar com sangue. O sangue de Cristo é o preço para a entrada no Céu (Heb. 10: 19).
b) O lugar santíssimo era uma miniatura do que há nos Céus. Era ali que se manifestava a presença divina.

4 - Peças do Lugar Santo ou primeiro compartimento:
a) Castiçal - com sete lâmpadas (sete = perfeição) – representava a plenitude do Espírito Santo.
b) Mesa com os pães da proposição - No próprio pão que comemos representa o sacrifício no Calvári... o trigo tem que ser moído. Cristo é o pão da vida.
Jesus é o único por meio de quem podemos ter vida. Semeamos, colhemos, mas quem dá a vida? Quem faz a semente germinar?
c) Altar de incenso - Permanecia dia e noite aceso. Nele queimava-se incenso cuja fragrância subia, representando as orações dos justos desejosos de salvação.
Representa também os méritos de Cristo em cheiro suave a Deus.
Juntamente com o incenso era oferecido sangue.

5 - Um véu separava o lugar santo do santíssimo. Apenas o sumo sacerdote podia entrar no santíssimo, uma vez ao ano, no dia dez do 7 mês.
a) Santíssimo – neste lugar só existia uma peça: Arca do concerto - contendo as tábuas de pedra com os Dez Mandamentos. A arca era revestida de ouro puro. Em cima da tampa havia dois querubins em atitude de reverência para com a lei de Deus. Essa parte sagrada era chamada o Propiciatório.
b) No Propiciatório revelava-se a glória de Deus numa nuvem luminosa chamada Shekinah. Essa luz representava Cristo, nosso intercessor (I Tim. 2:5).
c) Ali estava representada a justiça - a lei e a misericórdia - o sangue de Cristo.

III - Descrição dos Serviços do Santuário

1 - As vítimas expiatórias (Lev. 4:27-29).
Quando alguém pecava e se arrependia, escolhia um animal: cordeiro, cabrito ou pomba... punha a mão sobre a cabeça da vítima, confessando a falta e dizendo pela fé: eu creio naquele que há de vir para tirar os meus pecados.

2 - Todos os dias, pela manhã e à tarde, o sacerdote oferecia um cordeiro em sacrifício pelo pecado de todo o povo. Sem sangue não havia remissão. (Heb. 9:22.)
O sacerdote tomava o sangue e espargia-o junto ao véu do santíssimo. Os pecados eram então transferidos para a vítima e desta para o santuário. Havia, porém, um dia em que eram purificados.

3 – O dia de expiação - era um dia introspecção. Dia de juízo.

a) O dia da purificação ocorria no décimo dia do sétimo mês. O primeiro dia desse mês era o dia das trombetas, em que os israelitas examinavam o coração, a fim de pôr a sua vida em harmonia com a lei divina, antes do décimo dia, que era o da expiação, ou purificação do santuário.

b) Só o sumo sacerdote podia presidir a esta cerimónia. No início deste solene ritual, o povo devia ajoelhar ao redor do tabernáculo, examinando a consciência e confessando a Deus todos os seus pecados.

c) Enquanto o povo orava a Deus, o sumo sacerdote tomava dois bodes, um para Deus e outro para Azazel. O sumo sacerdote, colocava a sua mão sobre a cabeça do bode que simbolizava Cristo, confessava todos os pecados que em tipo tinham sido levados para o santuário durante todo o ano. Depois disto era imolado o bode, aparando o sangue numa vasilha. Depois de lavar as mãos e os pés na pia de cobre como sinal de purificação moral e espiritual, ele entrava no lugar santo. Tomava então o incensário de ouro que estava ao lado do altar de incenso, abria as cortinas que separava o santo do santíssimo, e entrava no compartimento interior, onde a nuvem de incenso o escondia da glória de Deus.
d) Diante da arca, ele aspergia o sangue sete vezes.
Isto simbolizava o facto de a lei requerer o sangue do pecador.
Esta cerimónia prefigurava a morte de Jesus como satisfação às exigências da lei.

e) Depois de concluir esta parte da cerimónia, saía para o pátio, onde um sacerdote solenemente lhe apresentava o bode por Azazel (representava Satanás). Agora o sumo sacerdote confessava sobre a cabeça desse bode e deste modo os pecados eram transferidos do santuário para este animal. Dessa forma, o santuário ficava purificado de todos os pecados confessados durante o ano. Depois da confissão um levita era indicado para levar para o deserto o bode por Azazel, onde era abandonado para morrer.

4 - Quando pecamos há dois culpados: nós e o diabo que nos tentou e fez cair.

Cristo assume as nossas culpas confessadas e as perdoa. Um dia elas serão transferidas para o diabo, ele é o grande causadador do mal, ele pagará pela sua rebelião e pagará também as consequencias do pecado. O pecador não arrependido não pode ser inocentado.

Estude o assunto do milénio e compreenderá melhor o significado desta transferência do pecado, bem como a purificação.

5 - Tudo que se fazia no santuário terrestre era uma alegoria, uma figura da obra do Santuário celestial (Heb. 8:1 e 2).

O santuário terrestre terminou. Agora há um santuário no próprio Céu, do qual Jesus é o Sumo Sacerdote (Heb. 8:1 e 2).

IV - O Santuário e a Sombra da Cruz

1 - De Abel a Cristo vivia-se à sombra da cruz. Todos os cordeiros mortos apontavam para ela.
Vivemos, porém, nós agora à sombra da cruz?

2 - Que aconteceu quando Cristo morreu? (S. Mat. 27:51.)
Rasgou-se o véu do Templo de alto a baixo, por uma mão invisível (Se fosse de baixo para cima poderia ter sido um homem).

3 - Terminou assim a obra do santuário terrestre, após a ascensão de Cristo para o Santuário Celestial (Heb. 9:24).

v - Santuário Celestial

1 - Jesus é um sumo sacerdote perfeito, sem pecado (Heb. 7:26). É um sumo sacerdote que nos conhece, nos ama, e que faz a expiação através de seu próprio sangue (Heb. 9:12).

2 - O santuário terrestre era purificado cada dia dez do sétimo mês. O santuário do Céu, onde nossos pecados confessados vão sendo acumulados, deverá também ser purificado.
a) Conforme Daniel 8:14 o santuário seria purificado depois de 2.300 anos, os quais terminaram em 1844. Sendo que nesse tempo não havia mais santuário terrestre, concluímos que a referência de Daniel é ao santuário celestial.
b) Jesus permaneceu no santuário, desde que ascendeu ao Céu. Porém, segundo a profecia, em 1844 penetrou no santíssimo para efetuara obra de purificação, ou seja, executar o juízo investigativo.

3 - Única forma para a purificação - Sangue (Heb. 9:22). Precisamos crer no sangue de Cristo (Apoc. 22:14). "Bem-aventurados os que lavam suas vestiduras..."
Ele morreu na cruz por ti e por mim. Que fazes tu por Ele?

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