O Juízo Pré-Advento do Santuário Celestial

Jesus Santuário Celeste
Hebreus 8:1-2, 9:11 e 24, declara que Jesus entrou no Santuário Celeste como nosso advogado e intercessor. Veja antes as páginas: O Santuário Terrestre e O Santuário Celestial. A Bíblia também nos ensina que no dia 22 de Outubro de 1844, Jesus começou o julgamento dos humanos neste Santuário. Como descobrimos isso?

O juízo universal

No livro do Apocalipse encontramos o anúncio de um juízo. Um juízo universal e de consequências eternas. Um dia Lúcifer disse que estava certo e Deus, errado. O Criador deu-lhe o tempo necessário para provar a validade de suas acusações e para esclarecer qualquer dúvida na mente das criaturas. Mas, finalmente, chega o dia em que todas as acusações e seus resultados devem ser julgados.
No capítulo 14 de Apocalipse, o apóstolo João nos leva a contemplar essa cena crucial do grande conflito entre o bem e o mal. “Vi outro anjo” – diz o profeta – “voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, tribo, língua, e povo.” (Apocalipse 14:6).
  • Quem é esse anjo e a quem simboliza?
Ao longo de todo o livro do Apocalipse são mencionados muitos anjos. Dessa vez João vê outro anjo. Este “anjo” ou “mensageiro” representa, segundo os comentaristas bíblicos, “os servos de Deus empenhados na tarefa de proclamar o evangelho”.1 Afinal de contas, a missão de pregar o evangelho foi dada por Jesus aos discípulos antes de o Mestre partir.” (Marcos 16:15 e 16). Quer dizer que, hoje, existe neste mundo um povo especial, com uma mensagem especial para ser dada aos moradores da Terra.
A mensagem que essas pessoas proclamam é a seguinte: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora de Seu juízo.” (Apocalipse 14:7). Essa mensagem é de suma importância porque é o anúncio do dia do acerto de contas: finalmente chegou a hora do julgamento. Quando o juízo findar, todo o Universo saberá sem sombras de dúvidas quem estava com a razão: Satanás ou Cristo. Lá nos céus, muito tempo atrás, Lúcifer acusou a Deus de ser tirano, arbitrário e cruel. Acusou-O de estabelecer princípios de vida que nenhuma criatura poderia cumprir e, portanto, de não merecer mais adoração nem obediência. Mas agora chegou o momento do veredicto final. A História encarregou-se de acumular as provas. Os livros serão abertos, e o juízo começará.

Analisando Hebreus 9:12: Jesus Entrou no Lugar Santo ou Santíssimo?

Santuário Celeste Santíssimo

Jesus Oficiando Oniscientemente no Lugar Santíssimo Celeste pós 1844.
A tradução de João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada de Hebreus 9:12 afirma que Jesus entrou no Lugar Santíssimo por ocasião de sua ascenção aos Céus:
Hebreus 9:12: não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.
Esta edição da Almeida se enganou em sua tradução do grego. Para fazer prova inequívoca deste fato iremos citar 10 traduções bíblicas que não concordam com a tradução da Almeida Revista e Atualizada:
A Edição em Espanhol Reina Valera afirma:
Hebreus 9:12: Y no por sangre de machos cabríos ni de becerros, mas por su propia sangre, entró una sola vez en el santuario, habiendo obtenido eterna redención.
A tradução mais exaltada da lingua inglesa, a King James, afirma que Jesus entrou no Lugar Santo:
Hebreus 9:12: Neither by the blood of goats and calves, but by his own blood he entered in once into the holy place, having obtained eternal redemption for us.
A tradução Italiana de Giovanni Diodati (1649) afirma:
Hebreus 9:12: e non per sangue di becchi e di vitelli; ma per lo suo proprio sangue, è entrato una volta nel santuario, avendo acquistata una redenzione eterna.
A própria João Ferreira de Almeida Atualizada, afirma:
Hebreus 9:12: e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção.
A Tradução das Testemunhas de Jeová (Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas de 1986) dizem:
Hebreus 9:12: ele entrou no lugar santo, não, não com o sangue de bodes e novilhos, mas com o seu próprio sangue, de uma vez para sempre e obteve [para nós] um livramento eterno.

O Conceito Fulcral dos Sacrifícios

Texto principal: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” Romanos 12:1.
Nas línguas bíblicas, as palavras para “sacrifício” retratam, frequentemente, a ideia de aproximação e de levar alguma coisa a Deus. O significado básico do termo Hebraico para “oferta” ou “sacrifício” descreve o ato de aproximação, o ato de apresentar alguma coisa diante de Deus. O equivalente Grego significa “dádiva” e descreve a apresentação de um sacrifício.

De igual modo, a palavra portuguesa “oferta” deriva do termo latino offerre, a apresentação de uma oferenda ou de um donativo. A palavra “sacrifício” é uma combinação dos termos latinos sacer (“santo”) e facere (“fazer”) e aponta para o ato de tornar alguma coisa sagrada.

Esta semana vamos ver alguns dos sacrifícios que os crentes ofereceram a Deus. Descobriremos que Deus estava sempre a apelar a sacrifícios e que Ele continua a fazê-lo ainda hoje.

É claro que, e isso é o mais importante, Deus providenciou o Sacrifício Supremo, o de Si mesmo, na pessoa de Jesus Cristo.

O PRIMEIRO SACRIFÍCIO
Adão e Eva viviam num mundo perfeito, num jardim semelhante a um Santuário, e Deus concedia-lhes a possibilidade de comunhão, face a face, com o seu Criador. O seu primeiro pecado criou um fosso quase intransponível no seu relacionamento com Deus. No entanto, Deus já tinha planeado o meio de contrariar essa quebra de confiança e, mesmo antes de se ouvir qualquer anúncio de julgamento contra o casal, Ele comunicou-lhes a esperança de um Salvador (Gén. 3:15).

“Adão e Eva achavam-se como criminosos diante do seu Deus, aguardando a sentença que a transgressão atraíra sobre eles. Antes, porém, de ouvirem falar nos cardos e nos espinhos, na dor e na angústia que lhes caberia em quinhão, e do pó a que deveriam voltar, escutaram palavras que lhes deviam inspirar esperança. Se bem que tivessem de sofrer … poderiam aguardar no futuro a vitória final.” – Ellen G. White, Para Conhecê-l'O (Meditações Matinais de 1965), p. 16.

O Senhor revelou-lhes o fundamento supremo dessa vitória, quando, imediatamente após o Seu discurso de sentença, lhes fez vestes de pele para cobrir a sua nudez e prevenir a sua vergonha. Embora não seja afirmado, é razoável supor que um animal inocente tenha tido de morrer em consequência do ato de criação das vestes e que talvez essa morte até tenha sido entendida como um tipo de sacrifício (Gén. 3:21).

Deus a providenciar vestes para os culpados tornou-se num ato simbólico. Assim como os sacrifícios no Santuário, no deserto, asseguravam o relacionamento especial entre Deus e o Seu povo, também as vestes no Jardim garantiram aos culpados a disposição imutável de Deus para com eles.

Assim sendo, desde os primeiros dias da história humana, os sacrifícios ensinaram que os seres humanos pecadores podiam encontrar a união com Deus, mas unicamente por meio da morte de Jesus, prefigurada nesses sacrifícios.

Leia mais uma vez Génesis 3:9-21. O que lhe diz, pessoalmente, o facto de, mesmo antes de Deus ter dirigido quaisquer palavras de condenação ao casal culpado, Ele lhes ter dado a promessa da “vitória final”? Que nos revela isto sobre a atitude de Deus para connosco, mesmo na nossa condição de pecadores?

TIPOS DE OFERTAS
Nos tempos do Velho Testamento, os crentes podiam trazer ofertas em diferentes ocasiões e em diversas circunstâncias pessoais. Também eram consentidos diferentes objetos como ofertas, que incluíam animais

Santuário Celestial em Miniatura

Foi comunicada a Moisés, enquanto se achava no monte com Deus, esta ordem: “E Me farão um santuário, e habitarei no meio deles” (Êxodo 25:8), e foram dadas instruções completas para a construção do tabernáculo. Em virtude de sua apostasia, os israelitas ficaram despojados da bênção da presença divina, e por algum tempo impossibilitaram a ereção de um santuário para Deus, entre eles. Mas, depois de novamente haverem sido recebidos no favor do Céu, o grande chefe procedeu à execução do mando divino. {CS 25.1}
Homens escolhidos foram especialmente dotados por Deus de habilidade e sabedoria para a construção do sagrado edifício. O próprio Deus deu a Moisés o plano daquela estrutura, com instruções específicas quanto ao seu tamanho e forma, materiais a serem empregados, e cada peça que fazia parte do aparelhamento que deveria a mesma conter. Os lugares santos, feitos a mão, deveriam ser “figura do verdadeiro”, “figuras das coisas que estão no Céu” (Hebreus 9:24, 23) — uma representação em miniatura do templo celestial, onde Cristo, nosso grande Sumo-Sacerdote, depois de oferecer Sua vida em sacrifício, ministraria em prol do pecador. Deus expôs perante Moisés, no monte, um aspecto do santuário celestial, e mandou-lhe fazer todas as coisas de acordo com o modelo a ele mostrado. Todas estas instruções foram cuidadosamente registradas por Moisés, que as comunicou aos chefes do povo. {CS 25.2}
Para a edificação do santuário, grandes e dispendiosos preparativos eram necessários; grande quantidade dos materiais mais preciosos e caros era exigida; todavia o Senhor apenas aceitava ofertas voluntárias. “De todo o homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a Minha oferta” (Êxodo 25:2), foi a ordem divina repetida por Moisés à congregação. A devoção a Deus e o espírito de sacrifício eram os primeiros requisitos ao preparar-se uma morada para o Altíssimo. {CS 26.1}
Todo o povo correspondeu unanimemente. “E veio todo o homem, a quem o seu coração moveu, e todo aquele cujo espírito voluntariamente o excitou, e trouxeram a oferta alçada ao Senhor para a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e para os vestidos santos. E assim vieram homens e mulheres, todos dispostos de coração: trouxeram fivelas, e pendentes, e anéis, e braceletes, todo o vaso de ouro; e todo o homem oferecia oferta de ouro ao Senhor.” Êxodo 35:21, 22. {CS 26.2}
“E todo o homem que se achou com azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabra, e peles de carneiro tintas de vermelho, e peles de texugos, os trazia; todo aquele que oferecia oferta alçada de prata ou de metal, a trazia por oferta alçada ao Senhor: e todo aquele que se achava com madeira de setim, a trazia para toda a obra do serviço. {CS 26.3}
“E todas as mulheres sábias de coração fiavam com as suas mãos, e traziam o fiado, o azul e a púrpura, o carmesim, e o linho fino. E todas as mulheres, cujo coração as moveu em sabedoria, fiavam os pêlos das cabras. E os príncipes traziam pedras sardónicas, e pedras de engastes para o éfode e para o peitoral, e especiarias, e azeite para a luminária, e para o óleo da unção, e para o incenso aromático.” Êxodo 35:23-28. {CS 26.4}
Enquanto a construção do santuário estava em andamento, o povo, velhos e jovens — homens, mulheres e crianças — continuou a trazer suas ofertas até que aqueles que tinham a seu cargo o trabalho acharam que tinham o suficiente, e mesmo mais do que se poderia usar. E Moisés fez com que se proclamasse por todo o acampamento: “Nenhum homem nem mulher faça mais obra alguma para a oferta alçada do santuário. Assim o povo foi proibido de trazer mais.” Êxodo 36:6. As murmurações dos israelitas e as visitações dos juízos de Deus por causa de seus pecados, estão registradas como advertência às gerações posteriores. E sua devoção, zelo e liberalidade, são um exemplo digno de imitação. Todos os que amam o culto a Deus, e prezam as bênçãos de Sua santa presença, manifestarão o mesmo espírito de sacrifício ao preparar-se uma casa onde Ele possa encontrar-Se com eles. Desejarão trazer ao Senhor uma oferta do melhor que possuem. Uma casa construída para Deus não deve ser deixada em dívida, pois desta maneira Ele é desonrado. Uma porção suficiente para realizar o trabalho deve ser dada livremente, a fim de que os operários digam: ... “Não tragais mais ofertas.” {CS 26.5}
O tabernáculo e sua construção
O tabernáculo foi construído de tal maneira que podia ser todo desmontado e levado com os israelitas em todas as suas jornadas. Era, portanto, pequeno, não tendo mais de vinte metros de comprimento, e seis de largura e altura. Contudo, era uma estrutura magnificente. A madeira empregada para a edificação e seu aparelhamento era a acácia, menos sujeita a arruinar-se do que qualquer outra que se podia obter no Sinai. As paredes consistiam em tábuas verticais colocadas em encaixes de prata, e mantidas firmemente por colunas e barras que as ligavam; e todas estavam cobertas de ouro, dando ao edifício a aparência de ouro maciço. O teto era formado de quatro jogos de cortinas sendo a mais interior de “linho fino torcido, e azul, púrpura, e carmesim; com querubins as farás de obra esmerada” (Êxodo 26:1); as outras três eram respectivamente de pêlo de cabras, pele de carneiro tingida de vermelho, e pele de texugo, dispostas de tal maneira que proporcionassem proteção completa. {CS 27.1}
O edifício era dividido em dois compartimentos por uma rica e linda cortina, ou véu, suspensa de colunas chapeadas de ouro; e um véu semelhante fechava a entrada ao primeiro compartimento. Estes véus, como a cobertura interior que formava o teto, eram das mais belas cores, azul, púrpura e escarlata, lindamente dispostas, ao mesmo tempo que trabalhados a fios de ouro e prata havia neles querubins para representarem a hoste angélica, que se acha em conexão com o trabalho do santuário celestial, e são espíritos ministradores ao povo de Deus na Terra. {CS 27.2}
A tenda sagrada ficava encerrada em um espaço descoberto chamado o pátio, que estava rodeado de cortinas ou anteparos, de linho fino, suspensos de colunas de cobre. A entrada para este recinto ficava na extremidade oriental. Era fechado com cortinas de custoso material e bela confecção, se bem que inferiores às do santuário. Sendo os anteparos do pátio apenas da metade da altura das paredes do tabernáculo aproximadamente, o edifício podia ser perfeitamente visto pelo povo do lado de fora. No pátio, e bem perto da entrada, achava-se o altar de cobre para as ofertas queimadas, ou holocaustos. Sobre este altar eram consumidos todos os sacrifícios feitos com fogo ao Senhor, e os seus cornos eram aspergidos com o sangue expiatório. Entre o altar e a porta do tabernáculo, estava o lavadouro, que também era de cobre, feito dos espelhos que tinham sido ofertas voluntárias das mulheres de Israel. No lavadouro os sacerdotes deveriam lavar as mãos e os pés sempre que entravam nos compartimentos sagrados ou se aproximavam do altar para oferecerem uma oferta queimada ao Senhor. {CS 27.3}
No primeiro compartimento, ou lugar santo, estavam a mesa dos pães da proposição, o castiçal ou candelabro, e o altar de incenso. A mesa com os pães da proposição ficava do lado do norte. Com a sua coroa ornamental, era ele coberto de ouro puro. Sobre esta mesa os sacerdotes deviam cada sábado colocar doze pães, dispostos em duas colunas, e aspergidos com incenso. Os pães que eram removidos, sendo considerados santos, deviam ser comidos pelos sacerdotes. Do lado do sul estava o castiçal de sete ramos, com as suas sete lâmpadas. Seus ramos eram ornamentados com flores artisticamente trabalhadas, semelhantes a lírios, e o todo era feito de uma peça de ouro maciço. Não havendo janelas no tabernáculo, nunca ficavam apagadas todas as lâmpadas a um tempo, mas espargiam a sua luz dia e noite. Precisamente diante do véu que separava o lugar santo do santíssimo e da presença imediata de Deus, achava-se o áureo altar de incenso. Sobre este altar o sacerdote devia queimar incenso todas as manhãs e tardes; seus cornos

Encerramento do Ministério de Cristo no Santuário Celestial

A pregação de um tempo definido para o juízo, na proclamação da primeira mensagem, foi ordenada por Deus. O cômputo dos períodos proféticos nos quais se baseava aquela mensagem, localizando o final dos 2.300 dias no outono de 1844, paira acima de qualquer contestação. — O Grande Conflito, 457. {CS 109.1}
“Eu continuei olhando”, diz o profeta Daniel, “até que foram postos uns tronos, e um Ancião de dias Se assentou: o Seu vestido era branco como a neve, e o cabelo de Sua cabeça como a limpa lã; o Seu trono chamas de fogo, e as rodas dele fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante d´Ele; milhares de milhares O serviam, e milhões de milhões estavam diante d´Ele: assentou-se o juízo, e abriram-se os livros.” Daniel 7:9, 10. {CS 109.2}
Assim foi apresentado à visão do profeta o grande e solene dia em que o caráter e vida dos homens passariam em revista perante o Juiz de toda a Terra, e cada homem seria recompensado “segundo as suas obras”. O Ancião de dias é Deus, o Pai. Diz o salmista: “Antes que os montes nascessem, ou que Tu formasses a Terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, Tu és Deus.” Salmos 90:2. É Ele, fonte de todo ser e de toda lei, que deve presidir ao juízo. E santos anjos, como ministros e testemunhas, em número de “milhares de milhares, e milhões de milhões”, assistem a esse grande tribunal. {CS 109.3}
“E, eis que vinha nas nuvens do céu Um como o Filho do homem: e dirigiu-Se ao Ancião de dias, e O fizeram chegar até Ele. E foi-Lhe dado o domínio e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas O servissem: O Seu domínio é um domínio eterno, que não passará.” Daniel 7:13, 14. A vinda de Cristo aqui descrita não é a Sua segunda vinda à Terra. Ele vem ao Ancião de dias, no Céu, para receber o domínio, a honra, e o reino, os quais Lhe serão dados no final de Sua obra de mediador. É esta vinda, e não o Seu segundo advento à Terra, que foi predita na profecia como devendo ocorrer ao terminarem os 2.300 dias, em 1844. Assistido por anjos celestiais, nosso grande Sumo-Sacerdote entra no lugar santíssimo, e ali comparece à presença de Deus a fim de Se entregar aos últimos atos de Seu ministério em prol do homem, a saber: realizar a obra do juízo de investigação e fazer expiação por todos os que se verificarem com direito aos benefícios da mesma. {CS 110.1}
Que únicos casos são considerados?
No cerimonial típico, somente os que tinham vindo perante Deus com confissão e arrependimento, e cujos pecados, por meio do sangue da oferta para o pecado, eram transferidos para o santuário, é que tinham parte na cerimónia do dia da expiação. Assim, no grande dia da expiação final e do juízo de investigação, os únicos casos a serem considerados são os do povo professo de Deus. O julgamento dos ímpios constitui obra distinta e separada, e ocorre em ocasião posterior. “É tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho?” 1 Pedro 4:17. {CS 110.2}
Os livros de registro no Céu, nos quais estão relatados os nomes e ações dos homens, devem determinar a decisão do juízo. Diz o profeta Daniel: “Assentou-se o juízo, e abriram-se os livros.” O escritor do Apocalipse, descrevendo a mesma cena, acrescenta: “Abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.” Apocalipse 20:12. {CS 110.3}
O livro da vida contém os nomes de todos os que já entraram para o serviço de Deus. Jesus ordenou a Seus discípulos: “Alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos Céus.” Lucas 10:20. Paulo fala de seus fiéis cooperadores, “cujos nomes estão no livro da vida”. Filipenses 4:3. Daniel, olhando através dos séculos para um “tempo de angústia, qual nunca houve”, declara que se livrará o povo de Deus, “todo aquele que se achar escrito no livro.” E João, no Apocalipse, diz que apenas entrarão na cidade de Deus aqueles cujos nomes “estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.” Daniel 12:1; Apocalipse 21:27. {CS 110.4}
“Há um memorial escrito diante” de Deus, no qual estão registradas as boas ações dos “que temem ao Senhor, e para os que se lembram do Seu nome.” Malaquias 3:16. Suas palavras de fé, seus atos de amor, acham-se registrados no Céu. Neemias a isto se refere quando diz: “Deus meu, lembra-Te de mim; e não risques as beneficências que eu fiz à casa de meu Deus.” Neemias 13:14. No livro memorial de Deus toda ação de justiça se acha imortalizada. Ali, toda tentação resistida, todo mal vencido, toda palavra de terna compaixão que se proferir, acham-se fielmente historiados. E todo ato de sacrifício, todo sofrimento e tristeza, suportado por amor a Cristo, encontra-se registrado. Diz o salmista: “Tu contaste as minhas vagueações: põe as minhas lágrimas no Teu odre: não estão elas no Teu livro?” Salmos 56:8. {CS 111.1}
Há também um relatório dos pecados dos homens. “Porque Deus há-de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom quer seja mau.” “De toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo.” Disse o Salvador: “por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado.” Eclesiastes 12:14; Mateus 12:36, 37. Os propósitos e intuitos secretos aparecem no infalível registro; pois Deus “trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações.” 1 Coríntios 4:5. “Eis que está escrito diante de Mim: ... as vossas iniquidades, e juntamente as iniquidades de vossos pais, diz o Senhor.” Isaías 65:6, 7. {CS 111.2}
A obra de cada homem passa em revista perante Deus, e é registrada pela sua fidelidade ou infidelidade. Ao lado de cada nome, nos livros do Céu, estão escritos, com terrível exatidão, toda má palavra, todo ato egoísta, todo dever não cumprido, e todo pecado secreto, juntamente com toda artificiosa hipocrisia. Advertências ou admoestações enviadas pelo Céu, e que foram negligenciadas, momentos desperdiçados, oportunidades não aproveitadas, influência exercida para o bem ou para o mal, juntamente com seus resultados de vasto alcance, tudo é historiado pelo anjo relator. {CS 111.3}
A lei de Deus é a norma
A lei de Deus é a norma pela qual o caráter e vida dos homens serão aferidos no juízo. Diz o sábio: “Teme a Deus, e guarda os Seus mandamentos porque este é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra.” Eclesiastes 12:13, 14. O apóstolo Tiago admoesta a Seus irmãos: “Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade.” Tiago 2:12. {CS 112.1}

Exortações Encontradas no Estudo do Santuário

Texto principal
"Tendo grande Sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura" (Hb 10:21, 22).

No livro de Hebreus, passagens sobre a fé cristã se alternam com passagens sobre a vida cristã. Em outras palavras, a teologia tem implicações práticas. O "quê" da fé leva ao "como" do viver a fé. Depois de pintar o magnífico quadro teológico de Cristo como nosso sacrifício e Sumo Sacerdote (Hb 7:1–10:18), o autor de Hebreus encorajou e exortou os cristãos a viver de acordo com as implicações dessas verdades. Essa exortação é especialmente vista em Hebreus 10:19-25.

Em grego, essa passagem é uma frase longa e complexa. Ela consiste de dois fatos básicos que levam a três exortações, cada uma delas começando com um apelo especial (aproximemo-nos, guardemos e consideremos). Cada uma das exortações contém um dos elementos da tríade familiar da fé, esperança e amor. Além disso, cada uma das exortações contém outro aspecto da fé cristã.

Nesta semana, estudaremos Hebreus 10:19-25 e suas exortações práticas para a vida cristã.

Acesso ao santuário celestial
1. Leia Hebreus 4:16; 6:19, 20; 10:19-21. A que os cristãos têm acesso, e o que isso significa para nós? Que esperança é oferecida ali e que impacto essa esperança deve ter sobre nossa vida e fé?

Pela fé, os cristãos têm acesso ao santuário celestial, ao próprio trono de Deus. Podemos buscar intimidade com Deus, porque nossa "entrada" se tornou possível pelo sangue de Cristo e porque Ele nos representa como Sumo Sacerdote. Os textos nos asseguram que nossa alma tem uma âncora, Jesus Cristo, que está na presença de Deus (Hb 4:14-16; 6:19, 20). A garantia para nós é de que Cristo obteve pleno acesso a Deus depois de ter sido empossado como Sumo Sacerdote celestial (Hb 6:20). Ao tomar posse, Cristo Se assentou no trono celestial, uma imagem que demonstra Seu status real (Ap 3:21).

A boa notícia para nós é que nosso Representante está na presença do Pai. Nenhum mero sacerdote terreno, pecador, ministra em nosso favor. Temos o melhor Sacerdote! Nada separa o Pai do Filho. Visto que Cristo é perfeito e sem pecado, não é preciso haver um véu que proteja Jesus, nosso Sumo Sacerdote, diante da santidade de Deus (Hb 10:20).

"O que a intercessão envolve? É a cadeia dourada que liga o homem finito ao trono do infinito Deus. O ser humano, para cuja salvação Jesus morreu, se dirige insistentemente ao trono de Deus, e sua petição é levada por Jesus que o comprou com o próprio sangue. Nosso grande Sumo Sacerdote coloca Sua justiça ao lado

O Conflito Cósmico Contra o Caráter de Deus

Texto especial
"Ouvi do altar que se dizia: Certamente, ó Senhor Deus, todo-­poderoso, verdadeiros e justos são os Teus juízos" (Ap 16:7).
Os adventistas do sétimo dia compreendem a realidade por meio do conceito bíblico do "grande conflito entre Cristo e Satanás". Para usar uma expressão da filosofia, é a "metanarrativa", a grande e abrangente história, que ajuda a explicar nosso mundo e as coisas que acontecem nele.


Muito importante nesse conflito é o santuário, que, como vimos, apresenta um tema recorrente que vai do começo ao fim da história da salvação: a redenção da humanidade mediante a morte de Jesus. Adequadamente compreendida, a mensagem do santuário também ajuda a ilustrar o caráter de Deus, que Satanás tem atacado desde o início do grande conflito no Céu.
Nesta semana, estudaremos alguns fatos importantes no grande conflito entre Cristo e Satanás, que revelam a verdade sobre o caráter de Deus e expõem as mentiras de Satanás.

Revolta no santuário celestial
1. Leia Ezequiel 28:12-17 e Isaías 14:12-15. O que esses versos ensinam sobre a queda de Lúcifer?

À primeira vista, Ezequiel 28:11, 12 parece estar falando apenas sobre um monarca terrestre. Vários aspectos, no entanto, sugerem que o texto realmente se refere a Satanás.

Para começar, esse ser é mencionado como o querubim da guarda ungido (ou "querubim ungido que cobre", Ez 28:14, Tradução Brasileira), o que relembra o lugar santíssimo do santuário terrestre, onde dois querubins cobriam a arca e a presença do Senhor (Êx 37:7-9). Esse ser celestial também andava "no meio das pedras afogueadas", isto é, no "monte santo de Deus" (Ez 28:14, RC) e no centro do "Éden, jardim de Deus" (Ez 28:13), ambas sendo expressões das figuras do santuário. A cobertura de pedras preciosas, descrita no verso 13, contém nove pedras que também são encontradas no peitoral do sumo sacerdote (Êx 39:10–13). Portanto, nesse ponto também temos mais referências ao santuário.

Depois de descrever o incomparável esplendor do querubim, o texto passa a falar de sua queda moral. Sua glória "subiu para a cabeça". Sua beleza tornou orgulhoso seu coração, seu esplendor corrompeu sua

A Última Mensagem Proféticas

Verso Principal
"Vi outro anjo voando pelo meio do Céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o Céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas" (Ap 14:6, 7).
A mensagem do juízo em Daniel 7 e 8 está relacionada diretamente com o cenário do grande conflito descrito em Apocalipse 12–14, onde encontramos as mensagens dos três anjos, que contêm os temas da criação, juízo e evangelho (Ap 14:6-12). Esse texto apresenta o urgente chamado final a fim de que as pessoas se preparem para a segunda vinda de Jesus.

A mensagem do primeiro anjo é realmente o "evangelho eterno", porque é a mesma verdade que os