Santuário Celestial em Miniatura
Foi comunicada a Moisés, enquanto se achava no monte com
Deus, esta ordem: “E Me farão um santuário, e habitarei no meio deles” (Êxodo
25:8), e foram dadas instruções completas para a construção do tabernáculo. Em
virtude de sua apostasia, os israelitas ficaram despojados da bênção da
presença divina, e por algum tempo impossibilitaram a ereção de um santuário
para Deus, entre eles. Mas, depois de novamente haverem sido recebidos no favor
do Céu, o grande chefe procedeu à execução do mando divino. {CS 25.1}
Homens escolhidos foram especialmente dotados por Deus de
habilidade e sabedoria para a construção do sagrado edifício. O próprio Deus
deu a Moisés o plano daquela estrutura, com instruções específicas quanto ao
seu tamanho e forma, materiais a serem empregados, e cada peça que fazia parte
do aparelhamento que deveria a mesma conter. Os lugares santos, feitos a mão,
deveriam ser “figura do verdadeiro”, “figuras das coisas que estão no Céu”
(Hebreus 9:24, 23) — uma representação em miniatura do templo celestial, onde
Cristo, nosso grande Sumo-Sacerdote, depois de oferecer Sua vida em sacrifício,
ministraria em prol do pecador. Deus expôs perante Moisés, no monte, um aspecto
do santuário celestial, e mandou-lhe fazer todas as coisas de acordo com o
modelo a ele mostrado. Todas estas instruções foram cuidadosamente registradas
por Moisés, que as comunicou aos chefes do povo. {CS 25.2}
Para a edificação do santuário, grandes e dispendiosos
preparativos eram necessários; grande quantidade dos materiais mais preciosos e
caros era exigida; todavia o Senhor apenas aceitava ofertas voluntárias. “De
todo o homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a Minha
oferta” (Êxodo 25:2), foi a ordem divina repetida por Moisés à congregação. A
devoção a Deus e o espírito de sacrifício eram os primeiros requisitos ao
preparar-se uma morada para o Altíssimo. {CS 26.1}
Todo o povo correspondeu unanimemente. “E veio todo o homem,
a quem o seu coração moveu, e todo aquele cujo espírito voluntariamente o
excitou, e trouxeram a oferta alçada ao Senhor para a obra da tenda da
congregação, e para todo o seu serviço, e para os vestidos santos. E assim
vieram homens e mulheres, todos dispostos de coração: trouxeram fivelas, e
pendentes, e anéis, e braceletes, todo o vaso de ouro; e todo o homem oferecia
oferta de ouro ao Senhor.” Êxodo 35:21, 22. {CS 26.2}
“E todo o homem que se achou com azul, e púrpura, e
carmesim, e linho fino, e pêlos de cabra, e peles de carneiro tintas de
vermelho, e peles de texugos, os trazia; todo aquele que oferecia oferta alçada
de prata ou de metal, a trazia por oferta alçada ao Senhor: e todo aquele que
se achava com madeira de setim, a trazia para toda a obra do serviço. {CS 26.3}
“E todas as mulheres sábias de coração fiavam com as suas
mãos, e traziam o fiado, o azul e a púrpura, o carmesim, e o linho fino. E
todas as mulheres, cujo coração as moveu em sabedoria, fiavam os pêlos das
cabras. E os príncipes traziam pedras sardónicas, e pedras de engastes para o
éfode e para o peitoral, e especiarias, e azeite para a luminária, e para o
óleo da unção, e para o incenso aromático.” Êxodo 35:23-28. {CS 26.4}
Enquanto a construção do santuário estava em andamento, o
povo, velhos e jovens — homens, mulheres e crianças — continuou a trazer suas
ofertas até que aqueles que tinham a seu cargo o trabalho acharam que tinham o
suficiente, e mesmo mais do que se poderia usar. E Moisés fez com que se
proclamasse por todo o acampamento: “Nenhum homem nem mulher faça mais obra
alguma para a oferta alçada do santuário. Assim o povo foi proibido de trazer
mais.” Êxodo 36:6. As murmurações dos israelitas e as visitações dos juízos de
Deus por causa de seus pecados, estão registradas como advertência às gerações
posteriores. E sua devoção, zelo e liberalidade, são um exemplo digno de
imitação. Todos os que amam o culto a Deus, e prezam as bênçãos de Sua santa
presença, manifestarão o mesmo espírito de sacrifício ao preparar-se uma casa
onde Ele possa encontrar-Se com eles. Desejarão trazer ao Senhor uma oferta do
melhor que possuem. Uma casa construída para Deus não deve ser deixada em
dívida, pois desta maneira Ele é desonrado. Uma porção suficiente para realizar
o trabalho deve ser dada livremente, a fim de que os operários digam: ... “Não
tragais mais ofertas.” {CS 26.5}
O tabernáculo e sua
construção
O tabernáculo foi construído de tal maneira que podia ser
todo desmontado e levado com os israelitas em todas as suas jornadas. Era,
portanto, pequeno, não tendo mais de vinte metros de comprimento, e seis de
largura e altura. Contudo, era uma estrutura magnificente. A madeira empregada
para a edificação e seu aparelhamento era a acácia, menos sujeita a arruinar-se
do que qualquer outra que se podia obter no Sinai. As paredes consistiam em
tábuas verticais colocadas em encaixes de prata, e mantidas firmemente por
colunas e barras que as ligavam; e todas estavam cobertas de ouro, dando ao
edifício a aparência de ouro maciço. O teto era formado de quatro jogos de
cortinas sendo a mais interior de “linho fino torcido, e azul, púrpura, e
carmesim; com querubins as farás de obra esmerada” (Êxodo 26:1); as outras três
eram respectivamente de pêlo de cabras, pele de carneiro tingida de vermelho, e
pele de texugo, dispostas de tal maneira que proporcionassem proteção completa.
{CS 27.1}
O edifício era dividido em dois compartimentos por uma rica
e linda cortina, ou véu, suspensa de colunas chapeadas de ouro; e um véu
semelhante fechava a entrada ao primeiro compartimento. Estes véus, como a
cobertura interior que formava o teto, eram das mais belas cores, azul, púrpura
e escarlata, lindamente dispostas, ao mesmo tempo que trabalhados a fios de
ouro e prata havia neles querubins para representarem a hoste angélica, que se
acha em conexão com o trabalho do santuário celestial, e são espíritos
ministradores ao povo de Deus na Terra. {CS 27.2}
A tenda sagrada ficava encerrada em um espaço descoberto
chamado o pátio, que estava rodeado de cortinas ou anteparos, de linho fino,
suspensos de colunas de cobre. A entrada para este recinto ficava na
extremidade oriental. Era fechado com cortinas de custoso material e bela
confecção, se bem que inferiores às do santuário. Sendo os anteparos do pátio
apenas da metade da altura das paredes do tabernáculo aproximadamente, o
edifício podia ser perfeitamente visto pelo povo do lado de fora. No pátio, e
bem perto da entrada, achava-se o altar de cobre para as ofertas queimadas, ou
holocaustos. Sobre este altar eram consumidos todos os sacrifícios feitos com
fogo ao Senhor, e os seus cornos eram aspergidos com o sangue expiatório. Entre
o altar e a porta do tabernáculo, estava o lavadouro, que também era de cobre,
feito dos espelhos que tinham sido ofertas voluntárias das mulheres de Israel.
No lavadouro os sacerdotes deveriam lavar as mãos e os pés sempre que entravam
nos compartimentos sagrados ou se aproximavam do altar para oferecerem uma
oferta queimada ao Senhor. {CS 27.3}
No primeiro compartimento, ou lugar santo, estavam a mesa
dos pães da proposição, o castiçal ou candelabro, e o altar de incenso. A mesa
com os pães da proposição ficava do lado do norte. Com a sua coroa ornamental,
era ele coberto de ouro puro. Sobre esta mesa os sacerdotes deviam cada sábado
colocar doze pães, dispostos em duas colunas, e aspergidos com incenso. Os pães
que eram removidos, sendo considerados santos, deviam ser comidos pelos
sacerdotes. Do lado do sul estava o castiçal de sete ramos, com as suas sete
lâmpadas. Seus ramos eram ornamentados com flores artisticamente trabalhadas,
semelhantes a lírios, e o todo era feito de uma peça de ouro maciço. Não
havendo janelas no tabernáculo, nunca ficavam apagadas todas as lâmpadas a um
tempo, mas espargiam a sua luz dia e noite. Precisamente diante do véu que
separava o lugar santo do santíssimo e da presença imediata de Deus, achava-se
o áureo altar de incenso. Sobre este altar o sacerdote devia queimar incenso
todas as manhãs e tardes; seus cornos
Encerramento do Ministério de Cristo no Santuário Celestial
A pregação de um tempo definido para o juízo, na proclamação
da primeira mensagem, foi ordenada por Deus. O cômputo dos períodos proféticos
nos quais se baseava aquela mensagem, localizando o final dos 2.300 dias no
outono de 1844, paira acima de qualquer contestação. — O Grande Conflito, 457.
{CS 109.1}
“Eu continuei olhando”, diz o profeta Daniel, “até que foram
postos uns tronos, e um Ancião de dias Se assentou: o Seu vestido era branco
como a neve, e o cabelo de Sua cabeça como a limpa lã; o Seu trono chamas de
fogo, e as rodas dele fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante d´Ele;
milhares de milhares O serviam, e milhões de milhões estavam diante d´Ele:
assentou-se o juízo, e abriram-se os livros.” Daniel 7:9, 10. {CS 109.2}
Assim foi apresentado à visão do profeta o grande e solene
dia em que o caráter e vida dos homens passariam em revista perante o Juiz de
toda a Terra, e cada homem seria recompensado “segundo as suas obras”. O Ancião
de dias é Deus, o Pai. Diz o salmista: “Antes que os montes nascessem, ou que
Tu formasses a Terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, Tu és Deus.”
Salmos 90:2. É Ele, fonte de todo ser e de toda lei, que deve presidir ao
juízo. E santos anjos, como ministros e testemunhas, em número de “milhares de
milhares, e milhões de milhões”, assistem a esse grande tribunal. {CS 109.3}
“E, eis que vinha nas nuvens do céu Um como o Filho do
homem: e dirigiu-Se ao Ancião de dias, e O fizeram chegar até Ele. E foi-Lhe
dado o domínio e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas
O servissem: O Seu domínio é um domínio eterno, que não passará.” Daniel 7:13,
14. A vinda de Cristo aqui descrita não é a Sua segunda vinda à Terra. Ele vem
ao Ancião de dias, no Céu, para receber o domínio, a honra, e o reino, os quais
Lhe serão dados no final de Sua obra de mediador. É esta vinda, e não o Seu
segundo advento à Terra, que foi predita na profecia como devendo ocorrer ao
terminarem os 2.300 dias, em 1844. Assistido por anjos celestiais, nosso grande
Sumo-Sacerdote entra no lugar santíssimo, e ali comparece à presença de Deus a
fim de Se entregar aos últimos atos de Seu ministério em prol do homem, a
saber: realizar a obra do juízo de investigação e fazer expiação por todos os
que se verificarem com direito aos benefícios da mesma. {CS 110.1}
Que únicos casos são
considerados?
No cerimonial típico, somente os que tinham vindo perante
Deus com confissão e arrependimento, e cujos pecados, por meio do sangue da
oferta para o pecado, eram transferidos para o santuário, é que tinham parte na
cerimónia do dia da expiação. Assim, no grande dia da expiação final e do juízo
de investigação, os únicos casos a serem considerados são os do povo professo
de Deus. O julgamento dos ímpios constitui obra distinta e separada, e ocorre
em ocasião posterior. “É tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se
primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao
evangelho?” 1 Pedro 4:17. {CS 110.2}
Os livros de registro no Céu, nos quais estão relatados os
nomes e ações dos homens, devem determinar a decisão do juízo. Diz o profeta
Daniel: “Assentou-se o juízo, e abriram-se os livros.” O escritor do
Apocalipse, descrevendo a mesma cena, acrescenta: “Abriu-se outro livro, que é
o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos
livros, segundo as suas obras.” Apocalipse 20:12. {CS 110.3}
O livro da vida contém os nomes de todos os que já entraram
para o serviço de Deus. Jesus ordenou a Seus discípulos: “Alegrai-vos antes por
estarem os vossos nomes escritos nos Céus.” Lucas 10:20. Paulo fala de seus
fiéis cooperadores, “cujos nomes estão no livro da vida”. Filipenses 4:3.
Daniel, olhando através dos séculos para um “tempo de angústia, qual nunca
houve”, declara que se livrará o povo de Deus, “todo aquele que se achar
escrito no livro.” E João, no Apocalipse, diz que apenas entrarão na cidade de
Deus aqueles cujos nomes “estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.” Daniel
12:1; Apocalipse 21:27. {CS 110.4}
“Há um memorial escrito diante” de Deus, no qual estão
registradas as boas ações dos “que temem ao Senhor, e para os que se lembram do
Seu nome.” Malaquias 3:16. Suas palavras de fé, seus atos de amor, acham-se
registrados no Céu. Neemias a isto se refere quando diz: “Deus meu, lembra-Te de
mim; e não risques as beneficências que eu fiz à casa de meu Deus.” Neemias
13:14. No livro memorial de Deus toda ação de justiça se acha imortalizada.
Ali, toda tentação resistida, todo mal vencido, toda palavra de terna compaixão
que se proferir, acham-se fielmente historiados. E todo ato de sacrifício, todo
sofrimento e tristeza, suportado por amor a Cristo, encontra-se registrado. Diz
o salmista: “Tu contaste as minhas vagueações: põe as minhas lágrimas no Teu
odre: não estão elas no Teu livro?” Salmos 56:8. {CS 111.1}
Há também um relatório dos pecados dos homens. “Porque Deus há-de
trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom quer
seja mau.” “De toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no
dia do juízo.” Disse o Salvador: “por tuas palavras serás justificado, e por
tuas palavras serás condenado.” Eclesiastes 12:14; Mateus 12:36, 37. Os
propósitos e intuitos secretos aparecem no infalível registro; pois Deus “trará
à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações.” 1
Coríntios 4:5. “Eis que está escrito diante de Mim: ... as vossas iniquidades,
e juntamente as iniquidades de vossos pais, diz o Senhor.” Isaías 65:6, 7. {CS
111.2}
A obra de cada homem passa em revista perante Deus, e é
registrada pela sua fidelidade ou infidelidade. Ao lado de cada nome, nos
livros do Céu, estão escritos, com terrível exatidão, toda má palavra, todo ato
egoísta, todo dever não cumprido, e todo pecado secreto, juntamente com toda
artificiosa hipocrisia. Advertências ou admoestações enviadas pelo Céu, e que
foram negligenciadas, momentos desperdiçados, oportunidades não aproveitadas,
influência exercida para o bem ou para o mal, juntamente com seus resultados de
vasto alcance, tudo é historiado pelo anjo relator. {CS 111.3}
A lei de Deus é a
norma
A lei de Deus é a norma pela qual o caráter e vida dos
homens serão aferidos no juízo. Diz o sábio: “Teme a Deus, e guarda os Seus
mandamentos porque este é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a
juízo toda a obra.” Eclesiastes 12:13, 14. O apóstolo Tiago admoesta a Seus
irmãos: “Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da
liberdade.” Tiago 2:12. {CS 112.1}
Exortações Encontradas no Estudo do Santuário
Texto principal
"Tendo grande Sacerdote sobre a casa de Deus,
aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração
purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura" (Hb 10:21,
22).
No livro de Hebreus, passagens sobre a fé cristã se alternam
com passagens sobre a vida cristã. Em outras palavras, a teologia tem
implicações práticas. O "quê" da fé leva ao "como" do viver
a fé. Depois de pintar o magnífico quadro teológico de Cristo como nosso
sacrifício e Sumo Sacerdote (Hb 7:1–10:18), o autor de Hebreus encorajou e
exortou os cristãos a viver de acordo com as implicações dessas verdades. Essa
exortação é especialmente vista em Hebreus 10:19-25.
Em grego, essa passagem é uma frase longa e complexa. Ela
consiste de dois fatos básicos que levam a três exortações, cada uma delas
começando com um apelo especial (aproximemo-nos, guardemos e consideremos).
Cada uma das exortações contém um dos elementos da tríade familiar da fé,
esperança e amor. Além disso, cada uma das exortações contém outro aspecto da
fé cristã.
Nesta semana, estudaremos Hebreus 10:19-25 e suas exortações
práticas para a vida cristã.
Acesso ao santuário
celestial
1. Leia Hebreus 4:16;
6:19, 20; 10:19-21. A que os cristãos têm acesso, e o que isso significa
para nós? Que esperança é oferecida ali e que impacto essa esperança deve ter
sobre nossa vida e fé?
Pela fé, os cristãos têm acesso ao santuário celestial, ao
próprio trono de Deus. Podemos buscar intimidade com Deus, porque nossa
"entrada" se tornou possível pelo sangue de Cristo e porque Ele nos
representa como Sumo Sacerdote. Os textos nos asseguram que nossa alma tem uma
âncora, Jesus Cristo, que está na presença de Deus (Hb 4:14-16; 6:19, 20). A
garantia para nós é de que Cristo obteve pleno acesso a Deus depois de ter sido
empossado como Sumo Sacerdote celestial (Hb 6:20). Ao tomar posse, Cristo Se assentou
no trono celestial, uma imagem que demonstra Seu status real (Ap 3:21).
A boa notícia para nós é que nosso Representante está na
presença do Pai. Nenhum mero sacerdote terreno, pecador, ministra em nosso
favor. Temos o melhor Sacerdote! Nada separa o Pai do Filho. Visto que Cristo é
perfeito e sem pecado, não é preciso haver um véu que proteja Jesus, nosso Sumo
Sacerdote, diante da santidade de Deus (Hb 10:20).
"O que a intercessão envolve? É a cadeia dourada que
liga o homem finito ao trono do infinito Deus. O ser humano, para cuja salvação
Jesus morreu, se dirige insistentemente ao trono de Deus, e sua petição é
levada por Jesus que o comprou com o próprio sangue. Nosso grande Sumo
Sacerdote coloca Sua justiça ao lado
O Conflito Cósmico Contra o Caráter de Deus
Texto especial
"Ouvi do altar que se dizia: Certamente, ó Senhor Deus,
todo-poderoso, verdadeiros e justos são os Teus juízos" (Ap 16:7).
Os adventistas do sétimo dia compreendem a realidade por
meio do conceito bíblico do "grande conflito entre Cristo e Satanás".
Para usar uma expressão da filosofia, é a "metanarrativa", a grande e
abrangente história, que ajuda a explicar nosso mundo e as coisas que acontecem
nele.
Muito importante nesse conflito é o santuário, que, como
vimos, apresenta um tema recorrente que vai do começo ao fim da história da
salvação: a redenção da humanidade mediante a morte de Jesus. Adequadamente
compreendida, a mensagem do santuário também ajuda a ilustrar o caráter de
Deus, que Satanás tem atacado desde o início do grande conflito no Céu.
Nesta semana, estudaremos alguns fatos importantes no grande
conflito entre Cristo e Satanás, que revelam a verdade sobre o caráter de Deus
e expõem as mentiras de Satanás.
Revolta no santuário
celestial
1. Leia Ezequiel 28:12-17 e Isaías 14:12-15. O que esses versos
ensinam sobre a queda de Lúcifer?
À primeira vista, Ezequiel 28:11, 12 parece estar falando
apenas sobre um monarca terrestre. Vários aspectos, no entanto, sugerem que o
texto realmente se refere a Satanás.
Para começar, esse ser é mencionado como o querubim da
guarda ungido (ou "querubim ungido que cobre", Ez 28:14, Tradução
Brasileira), o que relembra o lugar santíssimo do santuário terrestre, onde
dois querubins cobriam a arca e a presença do Senhor (Êx 37:7-9). Esse ser
celestial também andava "no meio das pedras afogueadas", isto é, no
"monte santo de Deus" (Ez 28:14, RC) e no centro do "Éden,
jardim de Deus" (Ez 28:13), ambas sendo expressões das figuras do
santuário. A cobertura de pedras preciosas, descrita no verso 13, contém nove
pedras que também são encontradas no peitoral do sumo sacerdote (Êx 39:10–13).
Portanto, nesse ponto também temos mais referências ao santuário.
Depois de descrever o incomparável esplendor do querubim, o texto
passa a falar de sua queda moral. Sua glória "subiu para a cabeça".
Sua beleza tornou orgulhoso seu coração, seu esplendor corrompeu sua
A Última Mensagem Proféticas
Verso Principal
"Vi outro anjo voando pelo meio do Céu, tendo um
evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação,
e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe
glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o Céu, e a
Terra, e o mar, e as fontes das águas" (Ap 14:6, 7).
A mensagem do juízo em Daniel 7 e 8 está relacionada
diretamente com o cenário do grande conflito descrito em Apocalipse 12–14, onde
encontramos as mensagens dos três anjos, que contêm os temas da criação, juízo
e evangelho (Ap 14:6-12). Esse texto apresenta o urgente chamado final a fim de
que as pessoas se preparem para a segunda vinda de Jesus.
A mensagem do primeiro anjo é realmente o "evangelho
eterno", porque é a mesma verdade que os
O ritual do templo judaico é modelo para o culto cristão?
por Isaac Meira
Nas publicações que tratam sobre culto e adoração, é comum o uso de episódios bíblicos do Antigo Testamento como normativos para o culto cristão. O problema fundamental aqui é saber como identificar nesses episódios os elementos prescritivos e os meramente descritivos. Em algumas publicações há a sugestão, implícita ou explícita, de que esses episódios contêm exemplos e orientações que devem ser seguidos à risca.[1]
Com frequência, é destacado o fato de que determinadas atividades ou instrumentos musicais aparecem na Bíblia em cenas de adoração “fora do templo”. Assim, por associação, os cristãos não deveriam usar tais coisas “dentro da igreja” hoje, pois a igreja é o templo cristão. Há uma importante questão hermenêutica envolvida aqui: a analogia do templo judaico com os locais de culto cristão da atualidade.
A comparação pode ser resumida nas palavras de Bacchiocchi: “A música na igreja deveria diferir da música secular, porque a igreja, como o antigo Templo, é a Casa de Deus na qual nos reunimos para adorar ao Senhor e não para sermos entretidos.”[2]
Mas, será que o lugar onde ocorre o culto cristão é comparável ao templo judaico? Se sim, em que sentido?
Os cristãos e o templo de Jerusalém
O templo era, principalmente, lugar de sacrifícios e orações. As “reuniões” no templo eram diárias, mas por questões geográficas, era exigido do adorador o comparecimento em apenas três eventos por ano em Jerusalém (Dt 16:16).[3]
Quando estava em Jerusalém, Jesus frequentemente ia ao templo (Jo 2:13-17; 5:14; 7:14; 8:2; 10:23; 18:20). Após a ascensão de Cristo, os primeiros cristãos continuaram indo ao templo tanto para pregar (At 3:11-26; 5:20-25, 42) quanto para participar do cerimonial (At 15:1-5; 21:20; Gl 2:3-5; 5:1-5).
Os primeiros cristãos provavelmente não tinham uma compreensão clara dos significados da morte de Jesus e suas implicações sobre o culto. Alguns deles ainda ofereciam sacrifícios e celebravam festas judaicas (At 3:1; 20:16; 21:17-26; Hb 5:11-14).
Porém, mesmo permanecendo ligados à Jerusalém e ao templo (At 2:46; 3:1; 5:12, 20-21, 25, 42), os primeiros cristãos não tentaram transferir o cerimonial litúrgico do templo às reuniões cristãs (que aconteciam nas casas e também nas sinagogas). As primeiras décadas do cristianismo foram um período de transição e crescimento na compreensão da vida e morte de Jesus, e isso era refletido no culto cristão.
Os cristãos e as sinagogas
Após a destruição do templo (em 70 d. C.), e com uma melhor compreensão do significado do Evento Cristo, os cristãos continuaram se reunindo nas casas e nas sinagogas. As reuniões exclusivamente cristãs eram feitas nas casas, e o principal evento era a Santa Ceia.
Com o tempo, os cristãos deixaram de se reunir nas sinagogas com os judeus e passaram a fazer reuniões apenas nas “igrejas do lar”, nas casas. Para alguns autores, o modelo paradigmático dessas reuniões cristãs foram as sinagogas, e não o templo.
Os primeiros cristãos não se viam como uma nova religião fora do judaísmo. Eram considerados como uma das seitas do judaísmo, frequentavam as sinagogas, e, como o judaísmo era a única religião lícita no Império Romano da época (além da própria religião imperial), “se não fosse por sua identificação com o judaísmo (cf. At 18:12-16), o cristianismo teria pouca ou nenhuma chance de sobreviver no mundo grego-romano.”[4]
Alguns autores sugerem que as reuniões cristãs nas sinagogas teriam sido apenas circunstanciais, à medida em que os primeiros cristãos ainda se consideravam parte do judaísmo. Além disso, mesmo em suas reuniões nos lares, os primeiros cristãos teriam desenvolvido uma liturgia própria, seguindo o estilo de culto das sinagogas.[5]
Outros autores duvidam que a sinagoga tenha sido modelo para o culto cristão do primeiro século.[6] Afirmam que o culto cristão era uma novidade cultural,[7] apenas incluindo alguns elementos da sinagoga, e não uma cópia de seu formato. De fato, posteriormente o formato do culto cristão passou a absorver mais elementos das reuniões das sinagogas, mas a ideia de que elas foram o grande paradigma para o culto cristão teria surgido tardiamente, por volta do século XVII.[8]
Além disso, não há uma evidência bíblica forte de que as sinagogas, e sua liturgia, tenham surgido por ordem divina. Nem há qualquer recomendação bíblica para que os cristãos continuassem com o formato de culto das sinagogas, e nem mesmo há sequer uma justificativa bíblica para a existência das sinagogas.[9]
De qualquer forma, mesmo se o uso da sinagoga como modelo para o culto cristão primitivo tivesse sido divinamente orientado, esse fato por si só não deveria significar que os cristãos atuais estivessem obrigados a seguir rigidamente a liturgia e o estilo de culto das sinagogas do primeiro século.
Afirmada a Real Existência do Santuário Celestial
“Ouve então nos céus, assento da tua
habitação, a sua oração e a sua súplica, e faze-lhes justiça.” I Reis 8:49
INTRODUÇÃO:
Conta-se a história de uma menina que vivia numa grande cidade. Com todas
aquelas luzes da cidade, ela nunca teve a oportunidade de ver as estrelas.
Certo verão a sua mãe levou-a para passar as férias no campo. Durante a noite,
após o pôr-do-sol, as estrelas brilhavam como diamantes no céu. A menininha
olhou para cima espantada, e ficou encantada com a beleza daquele céu cheio de
estrelas. Então, exclamou: Ah, mamãe, se o céu é tão bonito do lado avesso, que
maravilha deve ser do lado certo!
E é verdade! A bíblia mostra a beleza de como é o céu e de
como será a eternidade. A bíblia está cheia de detalhes sobre a Nova Jerusalém.
Mas, algumas pessoas não acreditam no céu. Há ainda outros que dizem
O Dia Escatológico da Expiação - Santuário Celestial
Texto principal:
"Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e
manhãs; e o santuário será purificado" (Dn 8:14).
Para melhor compreensão da mensagem do santuário, estude
esta tabela, que mostra como a cena do grande juízo em Daniel 7 (estudada na
semana passada) é o mesmo evento que a purificação do santuário em Daniel 8:14.
Nesta semana, estudaremos Daniel 8. Descobriremos a
verdadeira questão do conflito entre o poder do chifre pequeno e Deus, e
veremos por que a purificação do santuário, iniciada em 1844, é a perfeita
resposta de Deus a esse desafio.
O ataque do chifre
pequeno
1. Leia Daniel 8,
focalizando principalmente os versos 9-14 e 23-25. Qual é o alvo do ataque do
poder representado pelo chifre pequeno?
O poder representado pelo chifre pequeno interfere na
adoração ao divino "Príncipe do exército" (v. 11; compare com Js
5:13-15) e remove dEle (Dn 8:11, 12) "o diário" (em hebraico tamid),
uma palavra que se refere repetidas vezes ao sacrifício diário no ritual do
santuário terrestre. Uma vez que o agente das atividades diárias [tamid] no
santuário era um sacerdote, muitas vezes o sumo sacerdote, o chifre pequeno
tentou usurpar o papel do (Sumo) Sacerdote, ordenar seu próprio
"exército" falso, e tirar "o
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