ints de Queijo Branco - Receita Israelita

Faltam apenas alguns dias para Shavuot, você deve ter percebido pela contagem do Ômer, não é mesmo?
Pois nessa época do ano é costume consumir alimentos a base de leite, já que a Torah é comparada ao leite materno (completo!) e Shavuot comemora a outorga da Torah, além da colheita dos primeiros frutos da terra e a descida do Espírito Santo sobre os discípulos em Jerusalém.
Experimente esta saborosa receita conosco e Feliz Festa de Shavuot!!
 
Ingredientes:
1 e ½ xícara de água ou leite
¾ xícara de farinha
½ colherinha de sal
3 ovos
Recheio:
2 colheres de creme de leite azêdo
2 colheres de açúcar
400 gramas de queijo branco
2 colherinhas de sal
2 gemas
Modo de preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Unte uma frigideira com um pouco de manteiga e aqueça. Adicione uma pequena porção da massa utilizando uma concha. Observe a superfície da massa que deverá perder o brilho e as laterais que ficarão levemente douradas: é hora de retirar a massa da frigideira. Repita o processo até acabar. Coloque os discos de massa num prato, o lado torrado para cima, e despeje uma colher do recheio. Enrole e feche em forma de envelope e acomode num pirex. Leve ao forno moderado e sirva quente com um creme de sua preferência.
Recheio:
Misturar bem todos os ingredientes indicados.

A Verdade do Santuário uma Introdução

Escrevendo sobre o que devia ser realizado antes da vinda do Senhor, pela Igreja Adventista do Sétimo Dia que despontava, Ellen G. White disse em 1883: {CS 7.1}
“O espírito dos crentes devia se dirigido ao santuário celeste, aonde Cristo entrara para fazer expiação por Seu povo.” — Mensagens Escolhidas 1:67. {CS 7.2}
Numa situação de crise em 1906, quando vários dos ensinos básicos dos adventistas do sétimo dia estavam sendo ameaçados, ela escreveu: {CS 7.3}
“A compreensão correta do ministério do santuário celestial constitui o alicerce de nossa fé.” — Evangelismo, 221. {CS 7.4}
O fim dos 2300 dias
Entre as profecias que formam a base do despertamento do movimento adventista na primeira década dos anos 1830 e 1840 estava a de Daniel 8:14: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” Ellen White, que passou pela experiência, esclarece com respeito à aplicação desta profecia: {CS 7.5}
“Em conformidade com o resto do mundo cristão, os adventistas admitiam, nesse tempo, que a Terra, ou alguma parte dela, era o santuário. Entendiam que a purificação do santuário fosse a purificação da Terra pelos fogos do último grande dia, e que ocorreria por ocasião do segundo advento. Daí a conclusão de que Cristo voltaria à Terra em 1844.” — O Grande Conflito, 408. {CS 8.1}
Este período profético chegou ao fim em 22 de Outubro de 1844. Para os que esperavam encontrar o Senhor nesse dia, o desapontamento foi grande. Hirão Edson, um criterioso estudioso da Bíblia na parte média do Estado de Nova Iorque, descreve o que aconteceu entre o grupo de crentes de que ele era parte: {CS 8.2}
“Nossas expectações haviam-se elevado alto, e assim aguardávamos a vinda de nosso Senhor, até que o relógio soou as doze horas da meia-noite. O dia havia-se passado então, e nosso desapontamento havia-se tornado uma certeza. Nossas mais fundas esperanças e expectações foram derruídas, e sobre nós veio tal espírito de pranto como jamais havíamos experimentado antes. Parecia que a perda de todos os amigos terrestres não podia ter comparação. Choramos e choramos, até que o dia raiou. ... {CS 8.3}
“Ponderando em meu coração, eu disse a mim mesmo: ‘Minha experiência do advento tem sido a mais bela de toda a minha experiência cristã. ... Falhou a Bíblia? Não há Deus, nem Céu, nem cidade dourada e nem

Cativos Para Babiónia

No ano nono do reinado de Zedequias, “Nabucodonosor, rei de Babilónia  veio contra Jerusalém, ele e todo o seu exército”, a fim de sitiar a cidade. II Reis 25:1. A perspectiva para Judá era desesperadora. “Eis que sou contra ti”, o Senhor mesmo declarou por intermédio de Ezequiel. “Eu o Senhor, tirei a Minha espada da bainha; nunca mais voltará a ela. … Todo o coração desmaiará, e todas as mãos se enfraquecerão, e todo o espírito se angustiará, e todos os joelhos de desfarão em águas.” “Derramarei sobre ti a Minha indignação, assoprarei contra ti o fogo do Meu furor, entregar-te-ei nas mãos dos homens brutais, inventores de destruição.” Ezeq. 21:3, 5-7 e 31.

Os egípcios procuraram vir em socorro da cidade sitiada; e os caldeus, com o propósito de afastá-los, abandonaram por algum tempo o cerco da capital de Judá. A esperança repontou no coração de Zedequias, e ele enviou um mensageiro a Jeremias, pedindo-lhe que orasse a Deus em favor da nação hebraica.
A terrível resposta do profeta foi que os caldeus retornariam e destruiriam a cidade. O decreto havia saído; não mais poderia a impenitente nação evitar os juízos divinos. “Não enganeis as vossas almas”, o Senhor advertiu a Seu povo. “Os caldeus… não se irão. Porque ainda que ferísseis a todo o exército dos caldeus, que peleja contra vós, e ficassem deles apenas homens trespassados, cada um se levantaria na sua tenda, e queimaria a fogo esta cidade.” Jer. 37:9 e 10. O remanescente de Judá devia ir em cativeiro, a fim de que aprendesse através da adversidade as lições que tinha recusado aprender em circunstâncias mais favoráveis. Deste decreto do santo Vigia não haveria apelação.
Entre os justos que ainda restavam em Jerusalém, a quem tinha sido tornado claro o propósito divino, alguns havia que se determinaram colocar além do alcance das mãos cruéis a sagrada arca que continha as tábuas de pedra sobre a qual haviam sido traçados os preceitos do decálogo. Isto eles fizeram. Com lamento e tristeza esconderam a arca numa caverna, onde devia ficar oculta do povo de Israel e de Judá por causa de seus pecados, não mais sendo-lhes restituída. Esta sagrada arca ainda está oculta. Jamais foi perturbada desde que foi escondida.
Por muitos anos Jeremias havia estado perante o povo como uma fiel testemunha de Deus; e agora, estando

Casamento Judaico.

Os escritos Judaicos ensinam que os casamentos são “combinados” nos Céus. Diz o Talmud (no tratado Sotá 2a): “Quarenta dias antes da concepção é decretado nos Céus que a filha desta pessoa está prometida ao filho daquela outra”.
Fonte: Revista Morashá Edição 29 – Junho de 2000
Mas não podemos esquecer do livre arbítrio. Por isso, apesar de Deus estar envolvido na união de cada par, a decisão final cabe ao indivíduo, já que cada um de nós pode interferir no seu próprio destino.
 O próprio Todo-Poderoso, ao criar o homem, percebeu a necessidade deste ter um companheiro fiel que o acompanhasse ao longo da vida. “E disse o Eterno: “Não é bom que o homem esteja só” (Génese 2:18). E Deus criou Eva a partir da costela de Adão, assim ordenando: “E é por isso que o homem deixará o seu pai

Qual a Razão dos Dez Mandamentos Terem Sido Dados no Sinai?

Todos sabem que os Dez Mandamentos foram outorgados por Deus no Monte Sinai. Mas por que especialmente no Monte Sinai?
A Midrash afirma que o Monte Sinai não era a mais alta e a mais esplêndida das montanhas. Na verdade, é descrita como sendo a menos alta de todas as montanhas que poderiam ter sido escolhidas. Apesar disso, Deus escolheu o Sinai para dar a Torá para ensinar-nos uma importante mensagem: dizer-nos que a humildade é um pré-requisito para o estudo de Torá.
A Torá vem de Deus. Ao ouvirmos uma instrução da Torá, precisamos da capacidade de ouvir. Esta é uma rara qualidade: geralmente o nosso próprio ego intromete-se. Ouvimos as nossas próprias ideias, não aquilo que a Torá está a dizer. A humildade está uma etapa além do nosso ego, um estado de espírito de ausência de egoísmo, que nos torna receptivos à Torá. Assim é dito no final da prece diária de Amidá: "Que minha alma seja como o pó - abre meu coração à Tua Torá."
Um comentário chassídico sobre esta ideia vai um passo além. Certamente, se a ênfase está na humildade, por que então escolher uma montanha? A mensagem não teria sido mais profundamente sentida se a Torá fosse entregue numa planície, ou melhor ainda, num vale?
 
Este enigma é explicado assim: embora a humildade seja importante, há muitas ocasiões na vida judaica em que se exige uma atitude mais enérgica e mais determinada. O sacrifício pessoal, perseverança em face ao ridículo ou ao desprezo, a prontidão de sofrer pela fé são reações muitas vezes necessárias.
É interessante que bem no início do Código da Lei Judaica esteja a afirmação: "Não fique constrangido por zombaria e ridículo." Se alguém vacilasse no cumprimento de uma lei judaica simplesmente devido à crítica zombeteira dos outros, logo não existiria mais muita observância das leis!
Portanto, duas qualidades são necessárias: humildade e força. A capacidade de ouvir, e também a firmeza de ser capaz de lutar contra a corrente. Ambas as qualidades estão expressas na imagem do Monte Sinai.
Transcrito por: Ernesto Neto (Eliyahu ben Avraham)

Adaptação por José Carlos Costa

O Tabernáculo de Moisés e Cerimónias

A posição dos querubins, tendo o rosto voltado um para o outro, e olhando reverentemente abaixo para a arca, representava a reverência com que a hoste celestial considera a lei de Deus, e seu interesse no plano da redenção.
Acima do propiciatório estava o shekinah, manifestação da presença divina; e dentre os querubins Deus tornava conhecida a Sua vontade. Mensagens divinas às vezes eram comunicadas ao sumo sacerdote por uma voz da nuvem. Algumas vezes uma luz caía sobre o anjo à direita, para significar aprovação ou aceitação; ou uma sombra ou nuvem repousava sobre o que ficava ao lado esquerdo, para revelar reprovação ou rejeição.

A lei de Deus, encerrada na arca, era a grande regra de justiça e juízo. Aquela lei sentenciava a morte ao transgressor; mas acima da lei estava o propiciatório, sobre o qual se revelava a presença de Deus, e do qual, em virtude da obra expiatória, se concedia o perdão ao pecador arrependido. Assim …”a misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram”. Sal. 85:10.
Nenhuma linguagem pode descrever a glória do cenário apresentado dentro do santuário – as paredes chapeadas de ouro que refletiam a luz do áureo castiçal, os brilhantes matizes das cortinas ricamente bordadas com seus resplendentes anjos, a mesa e o altar de incenso, brilhante pelo

Encerramento do Ministério de Cristo no Santuário Celestial


A pregação de um tempo definido para o juízo, na proclamação da primeira mensagem, foi ordenada por Deus. O cômputo dos períodos proféticos nos quais se baseava aquela mensagem, localizando o final dos 2.300 dias no outono de 1844, paira acima de qualquer contestação. O Grande Conflito, pág. 457.
"Eu continuei olhando", diz o profeta Daniel, "até que foram postos uns tronos, e um Ancião de Dias Se assentou; o Seu vestido era branco como a neve, e o cabelo de Sua cabeça como a limpa lã; o Seu trono chamas de fogo, e as rodas dele fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dEle; milhares de milhares O serviam, e milhões de milhões estavam diante dEle; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros." Dan. 7:9 e 10.
Assim foi apresentado à visão do profeta o grande e solene dia em que o caráter e vida dos homens passariam em revista perante o Juiz de toda a Terra, e cada homem seria recompensado "segundo as suas obras". O Ancião de Dias é Deus, o Pai. Diz o salmista: "Antes que os montes nascessem, ou que Tu formasses a Terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, Tu és Deus." Sal. 90:2. É Ele, fonte de todo ser e de toda lei, que deve presidir ao juízo. E santos anjos, como ministros e testemunhas, em número de "milhares de milhares, e milhões de milhões", assistem a esse grande tribunal.
"E, eis que vinha nas nuvens do céu Um como o Filho do homem; e dirigiu-Se ao Ancião de Dias, e O fizeram chegar até Ele. E foi-lhe dado o domínio e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas O servissem; o Seu domínio é um domínio eterno, que não passará." Dan. 7:13 e 14. A vinda de Cristo aqui descrita não é a Sua segunda vinda à Terra. Ele vem ao Ancião de Dias, no Céu, para receber o domínio, a honra, e o reino, os quais Lhe serão dados no final de Sua obra de mediador. É esta vinda, e não o seu segundo advento à Terra, que foi predita na profecia como devendo ocorrer ao terminarem os 2.300 dias, em 1844. Assistido por anjos celestiais, nosso grande Sumo Sacerdote entra no lugar santíssimo, e ali comparece à presença de Deus a fim de Se entregar aos últimos atos de Seu ministério em prol do homem, a saber: realizar a obra do juízo de investigação e fazer expiação por todos os que se verificarem com direito aos benefícios da mesma.
Os Únicos Casos Considerados
No cerimonial típico, somente os que tinham vindo perante Deus com confissão e arrependimento, e cujos pecados, por meio do sangue da oferta para o pecado, eram transferidos para o santuário, é que tinham parte na cerimónia do dia da expiação. Assim, no grande dia da expiação final e do juízo investigativo, os únicos casos a serem considerados são os do povo professo de Deus. O julgamento dos ímpios constitui obra distinta e separada, e ocorre em ocasião posterior. "É tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho?" I Ped. 4:17.
Os livros de registro no Céu, nos quais estão relatados os nomes e ações dos homens, devem determinar a decisão do juízo. Diz o profeta Daniel: "Assentou-se o juízo, e abriram-se os livros." O escritor do Apocalipse, descrevendo a mesma cena, acrescenta: "Abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras." Apoc. 20:12.
O livro da vida contém os nomes de todos os que já entraram para o serviço de Deus. Jesus ordenou a Seus discípulos:
"Alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos Céus." Luc. 10:20. Paulo fala de seus fiéis cooperadores, "cujos nomes estão no livro da vida". Filip. 4:3. Daniel olhando através dos séculos para um "tempo de angústia qual nunca houve", declara que se livrará o povo de Deus, "todo aquele que se achar escrito no livro". E João, no Apocalipse, diz que apenas entrarão na cidade de Deus aqueles cujos nomes "estão inscritos no livro da vida do Cordeiro". Dan. 12:1; Apoc. 21:27.
"Há um memorial escrito diante" de Deus, no qual estão registradas as boas ações dos "que temem ao Senhor, e para os que se lembram do Seu nome." Mal. 3:16. Suas palavras de fé, seus atos de amor, acham-se registrados no Céu. Neemias a isto se refere quando diz: "Deus meu, lembra-Te de mim; e não risques as beneficências que eu fiz à casa de meu Deus." Nee. 13:14. No livro memorial de Deus

A CHAMA DESVANECIDA


Era a primeira noite de Chanucá. Do lado de fora, uma tempestade de neve assolava a região, mas no interior da casa havia tranquilidade e calor. O Rebe, Rabino Baruch de Mezhibuz, neto do Baal Shem Tov, estava parado diante da chanuquiá, rodeado por um grupo dos seus chassidim.
Recitando as bênçãos com grande devoção, acendeu a vela única, colocou o shamash, a vela auxiliar, no lugar apropriado, e começou a cantar Hanerot Halalu. O seu rosto irradiava santidade e júbilo; os chassidim, extasiados, tinham o olhar fixo no mestre.
A chama da vela ardia com vigor. O Rebe e seus chassidim, sentados ao lado, cantavam Maoz Tsur e outras melodias de Chanucá. De repente, a vela começa a tremeluzir e a saltar, descontrolada, apesar de não haver, na casa fechada, nenhuma corrente de ar. Era como se a chama estivesse dançando, animadamente. Ou se debatendo. E, de repente, desapareceu!
Não que se tivesse apagado pois não havia fumo; simplesmente se desvanecera. Era como se tivesse voado para outra parte. O Rebe parecia perdido, absorto nos seus pensamentos. O seu assistente quis reacender o pavio, no que foi impedido pelo mestre.
Fez um sinal para que os chassidim continuassem a cantar. Várias vezes, entre as melodias, o Rebe comentava trechos da Torá. A noite passou, muito agradável, e os chassidim que lá estavam esqueceram-se, por completo, da vela de Chanucá desaparecida.
Já era quase meia-noite, quando a tranquilidade foi bruscamente interrompida pelo som áspero das rodas de uma carruagem rangendo contra o gelo da neve endurecida. A porta da casa abriu-se, num rompante, fazendo surgir um chassid que vinha de um vilarejo distante. A sua entrada foi um choque. As suas vestes estavam rasgadas e sujas, o seu rosto inchado e sangrando. Mas, apesar do contraste gritante com a sua aparência física, os seus olhos brilhavam e as suas feições resplandeciam de júbilo.
 
Sentou-se à mesa e, com todos os olhos cravados nele, começou a falar, com grande excitação. “Não é a primeira vez que venho a Mezhibuz pelo caminho da floresta e conheço muito bem o trajeto. Mas, esta semana, houve uma grande nevasca e isto retardou a minha viagem. Comecei a me preocupar que não chegaria aqui a tempo de desfrutar da companhia do Rebe na primeira noite de Chanucá. Este pensamento me perturbou a tal ponto que não esperei que a tempestade cedesse, continuando a jornada, dia e noite, na esperança de chegar a meu destino a tempo.
 
“A ideia foi tola, tenho que admitir, mas quando me dei conta, já era tarde. Ontem à noite, deparei-me com um bando de ladrões que ficaram felizes de me encontrar. Imaginavam que se eu estava em viagem com aquele tempo, à noite, sozinho, certamente era um rico comerciante cujos negócios não poderiam tolerar nenhum atraso. Obrigaram-me a lhes entregar todo o meu dinheiro.
Tentei explicar-lhes as minhas razões, implorando-lhes, mas eles recusaram terminantemente a acreditar que eu não tinha dinheiro. Agarraram as rédeas do meu cavalo e saltaram sobre a carroça. Aboletaram-se a meu lado, mantendo-me sob sua mira, e dirigiram a carroça até ao acampamento do chefe do bando para lá decidir a minha sorte.
Enquanto esperavam pelo chefe, questionaram-me e me perscrutaram, com riqueza de detalhes, revistando a carroça e a minha pessoa. Espancaram-me, na tentativa de arrancar o segredo acerca do meu dinheiro. Só tinha para lhes contar a verdade e esta eles não estavam preparados para aceitar.
 
Após horas daquela tortura, eles me amarraram e me atiraram, ferido e exausto, num porão escuro. Os meus ferimentos sangravam e todo o meu corpo ardia de dor. Lá fiquei até à noite, quando o chefe dos bandidos veio ter comigo.
 
Tentei, da melhor forma possível, descrever-lhe a grande alegria de estar na presença do Rebe e de como era importante, para mim, chegar à sua casa antes que se iniciasse a festividade. E tamanha importância justificava o risco que eu correra por viajar à noite, em meio à tempestade.
 
Ao que parece, as minhas palavras o impressionaram. Ou então ele foi persuadido pela minha determinação inabalável, ainda que sob tortura. Não importa o motivo, mas dou graças a D”us por ele ter-me livrado das algemas, dizendo”:
“Vejo que a tua fé em D”us é forte e que o teu desejo de estar com o seu Rebe é genuíno e intenso. Mas agora veremos se isto é verdade. Vou libertá-lo, mas fique sabendo que o caminho é extremamente perigoso. Mesmo os mais resistentes não se expõem a atravessar a floresta, sozinhos, fazendo-o apenas em grupo, e muito menos numa noite de tempestade. Vá embora e tente a sua sorte. E lhe prometo: se você conseguir cruzar a floresta nestas condições terríveis e chegar do outro lado a salvo, sem ser molestado pelas bestas ferozes e outros perigos, acabarei com o meu bando e mudarei completamente o meu comportamento e meus hábitos:
Se conseguir sair dos limites da cidade, jogue o seu lenço na vala à beira da estrada, atrás da placa de sinalização. Um dos meus homens estará esperando. Assim saberei se você o conseguiu”.
 
“Foi aí que o terror voltou a se apossar de mim. As agruras pelas quais eu passara já se tinham cicatrizado, em minha alma. E, agora, pesadelos ainda mais negros me assaltavam. Mas quando pensei na maravilha que seria estar com o Rebe à luz da chanuquiá, afastei do meu espírito todas as apreensões. Não tinha mais nenhum minuto a perder. Devolveram-me o meu cavalo e a carroça e me pus a caminho:
Estava um breu, do lado de fora. Ouvia perfeitamente os sons dos animais da floresta, que pareciam estar muito próximos. Temi estar cercado por um bando de lobos.
Agachando-me próximo ao pescoço do cavalo, com a espora instiguei-o a andar. Ele se recusava a adentrar naquela escuridão total. Chicoteei-o. O animal nem se moveu.

Não sabia mais o que fazer. Naquele momento, surgiu uma luzinha tremeluzente diante da carroça. O cavalo adiantou-se em sua direção. A luz avançava; o cavalo, seguindo-a. E durante todo o caminho, os animais ferozes fugiam de nós, como se aquela chama minúscula e dançante os estivesse afastando.
 
Seguimos a chama até chegar aqui. Cumpri a minha parte do trato e atirei o lenço no local indicado. Quem sabe? Talvez aqueles bandidos cruéis mudassem seu comportamento, tudo por mérito daquela pequenina luz”.
Foi aí que os chassidim perceberam que a luz de Chanucá havia retornado ao seu lugar. E lá estava, ardendo no lindo candelabro, com uma chama forte e pura, como se tivesse sido acesa há pouco.
 
Nota biográfica:
 O Rabino Baruch nasceu em 1753, em Mezhibuz, a cidade de onde o seu ilustre avô, o Baal Shem Tov, conduziu o Movimento do Chassidismo, por ele fundado. O Rabino era filho de Adele, filha do Baal Shem Tov e do Rabino Yechiel Ashkenazi. Ele foi um dos rabinos mais proeminentes na geração de discípulos do Maguid de Mezritch e teve milhares de chassidim como seus seguidores.
 
Bibliografia:
 Recontado pelo Rabino Yrachmiel Tilles, na Sichat Ha-Shavua nº 53, publicada pela organização ASCENT, de Safed, em Israel.
 (Tradução: L. Wachsmann)
 
Fonte: Revista Morashá – Edição 39 – Dezembro de 2002

A Vivência do Shabatt na Família Israelita


Génesis 2:1-2 “ASSIM os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados.
  E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.
E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.”
No Shabat, os judeus relembram que o mundo não foi dado à humanidade para que ela faça dele o que bem entender, mas que se trata de uma criação de Deus. Os judeus também relembram a escravidão pela qual passaram no (Êxodo 16) Egito e a promessa divina de que jamais voltarão a ser escravizados novamente – as obrigações diárias com o trabalho e outros compromissos são ferramentas pelas quais os judeus procuram cumprir o propósito divino na terra, e elas não nos devem nos escravizar.
 O Shabat é a identidade judaica, é a noiva de Israel, a alma gémea do povo judeu. É uma das formas mais poderosas e significativas de se demonstrar o judaísmo e transmiti-lo aos filhos e netos. Os judeus têm permanecido fiéis no cumprimento do Shabat em diferentes lugares, culturas e circunstâncias nos últimos 4 mil anos da nossa história – desde os dias mais gloriosos até os mais negros e trágicos. Nas palavras de um famoso escritor judeu: “Mais do que os judeus têm guardado o Shabat, o Shabat tem guardado o povo judeu”.
 O Shabat representa momento de prazer. É um dia em que os judeus preparam uma mesa de refeição farta e diversificada. Completam a beleza desse dia o brilho das velas, cânticos suaves e uma revigorante noite de sono. No decorrer da semana é um desafio aproveitam corretamente os bons momentos que a vida traz. Eles compreendem que somos seres físicos num mundo materialista, por isso, precisamos estar atentos para que os nossos prazeres diários não tomem conta de nós de forma descontrolada. Mas, no Shabat, tanto o corpo como o espírito e mente são igualmente elevados para um plano espiritual superior. Assim, os prazeres provenientes da comida, bebida e do descanso tornam-se uma mitzvá, um ato divino.
 
O Shabat é espiritualidade. É a alma da semana. Os cabalistas ensinam que no Shabat todas as realizações da semana anterior alcançam plenitude e elevação e, a partir do Shabat, todos os esforços e projetos para a próxima semana são abençoados. Guardar o Shabat garante a bênção de Deus para o sucesso de toda a semana de trabalho que está por vir e enche as nossas vidas de propósito e significado.
 O Shabat é uma visão prévia do Mundo Vindouro. “Naquele tempo, não haverá fome nem guerra, nem ciúmes ou rivalidade. O bem será pleno e todas as iguarias estarão disponíveis como poeira. O Mundo inteiro estará dedicado a conhecer a Deus”. Também os sábios e profetas de Israel descreveram a Era da Redenção – o “sétimo milénio” quando ocorrerá a realização e o cumprimento de seis milénios da história humana na sua empreitada para fazer da terra a morada de Deus (Is. 66).
 O Shabat é o nosso vislumbre semanal deste mundo vindouro.
 E, assim como o gosto de uma deliciosa comida, só é possível compreender o que é o Shabat uma vez que se tenha experimentado vivê-lo plenamente. Portanto, em última análise, a resposta mais adequada para a pergunta “O que é o Shabat?” é: “Experimente-o!”.
Os Rituais
O Shabat é especial porque Deus o santificou tornando-o singular. A característica especial desse dia é demonstrada pelos judeus através atitudes pouco comuns e através de rituais específicos que tornam única a experiência de guardar o Shabat. Esses rituais dão ao Shabat uma áurea de separação dos demais dias da semana e trazem a santidade do Shabat às nossas vidas.
 Tudo começa com a forma como recepcionam o Shabat. Trabalham com intensidade na sexta-feira para se prepararem para o momento em que começa o Shabat. De repente, 18 minutos antes do pôr-do-sol, tudo se torna quieto e tranquilo. As mulheres acendem as velinhas de Shabat, cobrem os seus olhos e recitam a bênção apropriada. A tranquilidade do Shabat que cai sobre a família permanece até o serviço religioso na sinagoga, na sexta à noite: “Venha meu Amado conhecer sua Noiva; saudemos o Shabat”. Após o kidush, realizam uma refeição festiva em honra ao Shabat. Ao final, ao entardecer de sábado, realizamos a cerimónia de Havdalá, em despedida ao Shabat.
 São com esses rituais: as velas, as orações, o kidush, as refeições festivas e a havdalá, que cumprem a mitzvá de guardar o Shabat. Tais rituais s habilitam a receber a santidade do Shabat na vida.
As velas
Entram na paz e santidade do Shabat acendendo as velas ao pôr-do-sol de todas as sextas-feiras. As velas devem ser acesas 18 minutos antes do pôr-do-sol, momento que marca o começo do Shabat. A mitzvá de acender as velas foi entregue especialmente às mulheres judias, mas, por ser uma obrigação a ser realizada em todas as casas judaicas, se uma mulher não estiver presente, as velas podem ser acesas pelo homem da casa.
 A partir do momento em que uma jovem já puder compreender o significado do Shabat e recitar a bênção (aproximadamente aos três anos de idade) ela já deve acender a sua própria velinha de Shabat. A jovem deve acender antes da sua mãe, pois somente assim sua mãe poderá prestar-lhe assistência, caso necessário. As velas devem, preferencialmente serem acesas na mesa, ou próximas a ela, onde é realizado o jantar de Shabat.
 É costume depositar em um cofre de caridade algumas moedas antes de acender a vela de Shabat. A razão prática disso é o fato de que, no Shabat, os judeus não podem manusear dinheiro, assim, dão uma caridade extra antes do início do Shabat para compensar a ausência dessa boa ação nesse período. A razão espiritual é para que relembrar a importância de considerar as necessidades daquelas pessoas menos favorecidas, especialmente em momentos de grande elevação, como o Shabat.
 Após depositar as moedas e colocar de lado a caixinha de Tzedaká, acende as velas de Shabat.
 Jovens solteiras acedem apenas uma vela. Após casadas, as mulheres devem acender duas velas. Algumas têm o costume de acender uma vela para cada membro direto da família (filhos e filhas).
Levam as mãos sobre as chamas e a seguir encostam ao peito, como se traxessem o calor da luz para o seu interior.
 Cubrem os olhos e recitam a bênção:
 
Transliteração: Baruch Atá Ado-nai, E-lo-hei-nu Me-lech Ha-Olam, A-sher Ki-de-sha-nu Be-mitz-vo-tav Ve-Tzi-va-nu Le-Ha-dlik Ner Shel Sha-bat Ko-desh.
 Tradução:
 Bendito És Tu, Senhor nosso Deus, Rei do universo, que nos santificou com Teus mandamentos e nos ordenou acender as velas do Shabat.
 Tiram as mãos dos olhos e observam por alguns instantes a luz das velas. Cumprimentam a sua família e os presentes com um caloroso Shabat Shalom!
 Logo após acender as velas, é costume as mulheres pedirem por saúde e felicidade para seus filhos. As meninas também oferecem asa suas orações nesse momento especial, enquanto descobrem a beleza dessa prática que trará vida e luz para o resto de suas vidas.

 Após acender as velas e recitar a bênção, o Shabat é efetivamente acolhido. O fogo é considerado muktzá no Shabat. Por isso, é proibido tocar nas velas e nos castiçais até ao final do Shabat.
 
As boas-vindas
Ao escurecer, após acender as velas, vamos a pé até a sinagoga para a oração especial de Shabat. A cerimónia, conhecida também como Cabalat Shabat, é famosa por suas rezas poéticas e melodias marcantes.
 A cerimónia se inicia com “Lechu Neranená” – “Venha, vamos cantar”. O destaque da noite fica com a reza “Lechá Dodi”. Neste hino místico, os judeus descrevem os preparativos para as boas-vindas ao Shabat. O refrão é: “Venha, meu Amado, para se encontrar com sua Noiva; saudemos o Shabat!”.
 A prece de Lechá Dodi foi escrita por Rabi Shlomo Halevi Alkabetz (5260-5340), professor e cunhado do renomado cabalista Rabi Moshe Cordovera. O autor assinou o seu nome, Shlomo Halevi, como acróstico na primeira letra de cada estrofe.
 Após as rezas de boas-vindas ao Shabat, seguem as demais: Barechu, Shemá, a Amidá e Alênu.
 Caso não seja possível ir a pé para a sinagoga, ou não haja uma na cidade, as orações podem ser feitas em casa.
 
Kidush e refeição noite sexta-feira
Yom Hashishi. “E os céus e a terra e todas as hostes que neles habitam foram finalmente concluídas… E abençoou D-us o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que D-us criara e fizera.” (Génesis 1:31 2:1-31)
 Antes da refeição de Shabat, na sexta-feira à noite, é realizada uma pequena cerimónia, chamada de Kidush. Logo após chegar da sinagoga, reúna sua família, amigos e convidados ao redor da mesa. É costume recitar o cântico “Shalom Aleichem” em agradecimento à presença dos anjos na cerimónia de Cabalat Shabat.
 Em seguida, recita-se “Aishet Chayil” , poema de autoria do Rei Salomão, em louvor ao Shabat e agradecimento às mulheres. Segundo o Midrash, esta homenagem foi originalmente composta pelo Patriarca Abraão, como um tributo por ocasião do falecimento da sua esposa, Sara. É costume todos os homens refletirem e agradecerem, ao final de mais uma semana, a importância e o papel que as suas esposas têm desempenhado nos afazeres diários. O poema também se refere à “Rainha do Shabat”, a alma gémea espiritual de toda a Nação Judaica.
 Agora, enchem o copo de kidush até a borda de forma com que transborde um pouco – usar um recipiente de prata, com detalhes e adornos a sua volta – não usar copo plástico.
 Levanta-se, segura o copo com a mão direita, e recitam a bênção:
 Yom ha-shishi, Va-yechulu ha-shamayim ve-haaretz ve-chol tzevaam.
 Va-yechal Elohim ba-yom ha-shevii melachto asher asah, va-yishbot ba-yom ha-shevii mi-kol melachto asher asah.
 Va-yevarech Elohim et yom ha-shevii va-yekadeish oto, ki vo shavat mi-kol melachto asher bara Elohim laasot.
 Savri maranan:
 Baruch ata Hashem, Elokeinu melech ha-olam,borei peri ha-gafen. (Os presentes respondem: Amen)
 Baruch atah Hashem, Eloheinu melech ha-olam, asher kideshanu be-mitzvotav ve-ratzah banu, ve-Shabbat kodesho be-ahava uve-ratzon hinchilanu, zikaron le-ma’aseh vereishit, techilah le-mikra’ei kodesh, zeicher litziat mitzrayim.
 Ki vanu vecharta ve-otanu kidashta mi-kol ha-amim, ve-Shabbat kodshecha be-ahavah uve-ratzon hinchaltanu.
 Baruch ata Hashem, mekadeish ha-Shabbat. (Amen)
 Tradução:
 No sexto dia. E o céu e a terra e tudo o que neles há foi concluído. E Deus terminou no Sétimo Dia a obra que Ele havia iniciado, e Ele descansou no Sétimo Dia de toda obra que Ele tinha realizado.
 E abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.
 Atenção senhores! Bendito És Tu, Senhor Nosso Deus, Rei do Universo, que criaste o fruto da videira.
 
Bendito És Tu, Senhor Nosso Deus, Rei do Universo, que nos fez santos com os Teus mandamentos e nos agraciaste, e nos deste o Seu Santo Shabat com amor e para nosso benefício, para que seja a nossa herança, e como lembrança da Criação. É a primeira das festividades sagradas, comemorando o êxodo do Egito.
 Pois Tu nos escolheste e nos santificaste dentre todos os povos da terra, e com amor e boa vontade nos deste o Teu Shabat santificado como herança. Bendito És Tu, Senhor, que santificas o Shabat.
 Sentam-se, bebem pelo menos metade do copo de vinho, e derramam o restante em copos para os demais que estão presentes.
 Certificam-se que todos bebam ao menos um golo do vinho.
 A cerimónia de kidush está completa! Agora estão prontos para a refeição de Shabat.
 O kidush deve ser feito pelo chefe da casa.
A refeição
Depois do kidush, lavam as mãos como de costume para comer pão. Cada pessoa enche um copo grande e derrama a água duas ou três vezes, primeiro na mão direita, depois na esquerda. Levantam as mãos à altura dos olhos e recitam a seguinte bênção:
 Baruch Atá A-donai, Elo-henu Melech Ha’Olam, asher kidshanu be’mitzvotav vetzvanu al netilat yadaim.
 Bendito És Tu, Senhor Nosso Deus, Rei do universo, que nos santificaste com os Teus mandamentos e nos ordenaste a lavagem das mãos.
 Em silêncio, todos retornam à mesa. O chefe da casa ergue as duas chalot e recita a hamotzí e todos dizem Ámen. Corta a chalá, mergulha-o em sal antes de comer. Come o pedaço de chalá salgada imediatamente após recitar a bênção, sem nenhuma interrupção. O restante da chalá é cortado e distribuído para os demais que devem recitar a bênção individualmente, mergulhando-a no sal e ingerindo-a em seguida.
chalá
 É mandamento divino expressar alegria e deleite no Shabat. Essas obrigações são cumpridas através de três refeições festivas: à noite, almoço de Sábado e ao entardecer. São servidas as melhores comidas que podem dispor que devem incluir carne ou frango e peixe.
 
Havdala e o término do Shabat
Na cerimónia de Havdalá os judeus proferem quatro bênçãos: a) a hagafen, sobre um copo de vinho; b) a bênção proferida sobre especiarias aromáticas; c) a bênção sobre a vela; e d) a bênção de Havdalá em si, de agradecimento a Deus que criou a separação entre o sagrado e o mundano (o Shabat e os dias da semana).
 Após recitar alguns versos de inspiração e a bênção sobre o vinho, são recitadas as bênçãos sobre as especiarias aromáticas e sobre a vela. Com o copo de vinho na mão, recita-se a bênção de Havdalá. Depois de concluir a bênção, aquele que a recitou senta-se e bebe parte do vinho do copo.
 Após a Havdalá, a chama da vela é extinta mergulhando-a no vinho que transbordou no prato sob o copo.
 Muitos têm o costume de, após apagada a chama da vela, mergulhar os dedos no vinho derramado e esfregá-los na testa, logo acima das sobrancelhas. Isto se dá, pois, ao cumprir esta mitzvá, abrem-se os olhos para a semana que está por vir. Outros também têm o costume de passar os dedos nos bolsos como uma forma de antecipar o desejo de uma semana próspera e abundante.