A Vivência do Shabatt na Família Israelita


Génesis 2:1-2 “ASSIM os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados.
  E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.
E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.”
No Shabat, os judeus relembram que o mundo não foi dado à humanidade para que ela faça dele o que bem entender, mas que se trata de uma criação de Deus. Os judeus também relembram a escravidão pela qual passaram no (Êxodo 16) Egito e a promessa divina de que jamais voltarão a ser escravizados novamente – as obrigações diárias com o trabalho e outros compromissos são ferramentas pelas quais os judeus procuram cumprir o propósito divino na terra, e elas não nos devem nos escravizar.
 O Shabat é a identidade judaica, é a noiva de Israel, a alma gémea do povo judeu. É uma das formas mais poderosas e significativas de se demonstrar o judaísmo e transmiti-lo aos filhos e netos. Os judeus têm permanecido fiéis no cumprimento do Shabat em diferentes lugares, culturas e circunstâncias nos últimos 4 mil anos da nossa história – desde os dias mais gloriosos até os mais negros e trágicos. Nas palavras de um famoso escritor judeu: “Mais do que os judeus têm guardado o Shabat, o Shabat tem guardado o povo judeu”.
 O Shabat representa momento de prazer. É um dia em que os judeus preparam uma mesa de refeição farta e diversificada. Completam a beleza desse dia o brilho das velas, cânticos suaves e uma revigorante noite de sono. No decorrer da semana é um desafio aproveitam corretamente os bons momentos que a vida traz. Eles compreendem que somos seres físicos num mundo materialista, por isso, precisamos estar atentos para que os nossos prazeres diários não tomem conta de nós de forma descontrolada. Mas, no Shabat, tanto o corpo como o espírito e mente são igualmente elevados para um plano espiritual superior. Assim, os prazeres provenientes da comida, bebida e do descanso tornam-se uma mitzvá, um ato divino.
 
O Shabat é espiritualidade. É a alma da semana. Os cabalistas ensinam que no Shabat todas as realizações da semana anterior alcançam plenitude e elevação e, a partir do Shabat, todos os esforços e projetos para a próxima semana são abençoados. Guardar o Shabat garante a bênção de Deus para o sucesso de toda a semana de trabalho que está por vir e enche as nossas vidas de propósito e significado.
 O Shabat é uma visão prévia do Mundo Vindouro. “Naquele tempo, não haverá fome nem guerra, nem ciúmes ou rivalidade. O bem será pleno e todas as iguarias estarão disponíveis como poeira. O Mundo inteiro estará dedicado a conhecer a Deus”. Também os sábios e profetas de Israel descreveram a Era da Redenção – o “sétimo milénio” quando ocorrerá a realização e o cumprimento de seis milénios da história humana na sua empreitada para fazer da terra a morada de Deus (Is. 66).
 O Shabat é o nosso vislumbre semanal deste mundo vindouro.
 E, assim como o gosto de uma deliciosa comida, só é possível compreender o que é o Shabat uma vez que se tenha experimentado vivê-lo plenamente. Portanto, em última análise, a resposta mais adequada para a pergunta “O que é o Shabat?” é: “Experimente-o!”.
Os Rituais
O Shabat é especial porque Deus o santificou tornando-o singular. A característica especial desse dia é demonstrada pelos judeus através atitudes pouco comuns e através de rituais específicos que tornam única a experiência de guardar o Shabat. Esses rituais dão ao Shabat uma áurea de separação dos demais dias da semana e trazem a santidade do Shabat às nossas vidas.
 Tudo começa com a forma como recepcionam o Shabat. Trabalham com intensidade na sexta-feira para se prepararem para o momento em que começa o Shabat. De repente, 18 minutos antes do pôr-do-sol, tudo se torna quieto e tranquilo. As mulheres acendem as velinhas de Shabat, cobrem os seus olhos e recitam a bênção apropriada. A tranquilidade do Shabat que cai sobre a família permanece até o serviço religioso na sinagoga, na sexta à noite: “Venha meu Amado conhecer sua Noiva; saudemos o Shabat”. Após o kidush, realizam uma refeição festiva em honra ao Shabat. Ao final, ao entardecer de sábado, realizamos a cerimónia de Havdalá, em despedida ao Shabat.
 São com esses rituais: as velas, as orações, o kidush, as refeições festivas e a havdalá, que cumprem a mitzvá de guardar o Shabat. Tais rituais s habilitam a receber a santidade do Shabat na vida.
As velas
Entram na paz e santidade do Shabat acendendo as velas ao pôr-do-sol de todas as sextas-feiras. As velas devem ser acesas 18 minutos antes do pôr-do-sol, momento que marca o começo do Shabat. A mitzvá de acender as velas foi entregue especialmente às mulheres judias, mas, por ser uma obrigação a ser realizada em todas as casas judaicas, se uma mulher não estiver presente, as velas podem ser acesas pelo homem da casa.
 A partir do momento em que uma jovem já puder compreender o significado do Shabat e recitar a bênção (aproximadamente aos três anos de idade) ela já deve acender a sua própria velinha de Shabat. A jovem deve acender antes da sua mãe, pois somente assim sua mãe poderá prestar-lhe assistência, caso necessário. As velas devem, preferencialmente serem acesas na mesa, ou próximas a ela, onde é realizado o jantar de Shabat.
 É costume depositar em um cofre de caridade algumas moedas antes de acender a vela de Shabat. A razão prática disso é o fato de que, no Shabat, os judeus não podem manusear dinheiro, assim, dão uma caridade extra antes do início do Shabat para compensar a ausência dessa boa ação nesse período. A razão espiritual é para que relembrar a importância de considerar as necessidades daquelas pessoas menos favorecidas, especialmente em momentos de grande elevação, como o Shabat.
 Após depositar as moedas e colocar de lado a caixinha de Tzedaká, acende as velas de Shabat.
 Jovens solteiras acedem apenas uma vela. Após casadas, as mulheres devem acender duas velas. Algumas têm o costume de acender uma vela para cada membro direto da família (filhos e filhas).
Levam as mãos sobre as chamas e a seguir encostam ao peito, como se traxessem o calor da luz para o seu interior.
 Cubrem os olhos e recitam a bênção:
 
Transliteração: Baruch Atá Ado-nai, E-lo-hei-nu Me-lech Ha-Olam, A-sher Ki-de-sha-nu Be-mitz-vo-tav Ve-Tzi-va-nu Le-Ha-dlik Ner Shel Sha-bat Ko-desh.
 Tradução:
 Bendito És Tu, Senhor nosso Deus, Rei do universo, que nos santificou com Teus mandamentos e nos ordenou acender as velas do Shabat.
 Tiram as mãos dos olhos e observam por alguns instantes a luz das velas. Cumprimentam a sua família e os presentes com um caloroso Shabat Shalom!
 Logo após acender as velas, é costume as mulheres pedirem por saúde e felicidade para seus filhos. As meninas também oferecem asa suas orações nesse momento especial, enquanto descobrem a beleza dessa prática que trará vida e luz para o resto de suas vidas.

 Após acender as velas e recitar a bênção, o Shabat é efetivamente acolhido. O fogo é considerado muktzá no Shabat. Por isso, é proibido tocar nas velas e nos castiçais até ao final do Shabat.
 
As boas-vindas
Ao escurecer, após acender as velas, vamos a pé até a sinagoga para a oração especial de Shabat. A cerimónia, conhecida também como Cabalat Shabat, é famosa por suas rezas poéticas e melodias marcantes.
 A cerimónia se inicia com “Lechu Neranená” – “Venha, vamos cantar”. O destaque da noite fica com a reza “Lechá Dodi”. Neste hino místico, os judeus descrevem os preparativos para as boas-vindas ao Shabat. O refrão é: “Venha, meu Amado, para se encontrar com sua Noiva; saudemos o Shabat!”.
 A prece de Lechá Dodi foi escrita por Rabi Shlomo Halevi Alkabetz (5260-5340), professor e cunhado do renomado cabalista Rabi Moshe Cordovera. O autor assinou o seu nome, Shlomo Halevi, como acróstico na primeira letra de cada estrofe.
 Após as rezas de boas-vindas ao Shabat, seguem as demais: Barechu, Shemá, a Amidá e Alênu.
 Caso não seja possível ir a pé para a sinagoga, ou não haja uma na cidade, as orações podem ser feitas em casa.
 
Kidush e refeição noite sexta-feira
Yom Hashishi. “E os céus e a terra e todas as hostes que neles habitam foram finalmente concluídas… E abençoou D-us o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que D-us criara e fizera.” (Génesis 1:31 2:1-31)
 Antes da refeição de Shabat, na sexta-feira à noite, é realizada uma pequena cerimónia, chamada de Kidush. Logo após chegar da sinagoga, reúna sua família, amigos e convidados ao redor da mesa. É costume recitar o cântico “Shalom Aleichem” em agradecimento à presença dos anjos na cerimónia de Cabalat Shabat.
 Em seguida, recita-se “Aishet Chayil” , poema de autoria do Rei Salomão, em louvor ao Shabat e agradecimento às mulheres. Segundo o Midrash, esta homenagem foi originalmente composta pelo Patriarca Abraão, como um tributo por ocasião do falecimento da sua esposa, Sara. É costume todos os homens refletirem e agradecerem, ao final de mais uma semana, a importância e o papel que as suas esposas têm desempenhado nos afazeres diários. O poema também se refere à “Rainha do Shabat”, a alma gémea espiritual de toda a Nação Judaica.
 Agora, enchem o copo de kidush até a borda de forma com que transborde um pouco – usar um recipiente de prata, com detalhes e adornos a sua volta – não usar copo plástico.
 Levanta-se, segura o copo com a mão direita, e recitam a bênção:
 Yom ha-shishi, Va-yechulu ha-shamayim ve-haaretz ve-chol tzevaam.
 Va-yechal Elohim ba-yom ha-shevii melachto asher asah, va-yishbot ba-yom ha-shevii mi-kol melachto asher asah.
 Va-yevarech Elohim et yom ha-shevii va-yekadeish oto, ki vo shavat mi-kol melachto asher bara Elohim laasot.
 Savri maranan:
 Baruch ata Hashem, Elokeinu melech ha-olam,borei peri ha-gafen. (Os presentes respondem: Amen)
 Baruch atah Hashem, Eloheinu melech ha-olam, asher kideshanu be-mitzvotav ve-ratzah banu, ve-Shabbat kodesho be-ahava uve-ratzon hinchilanu, zikaron le-ma’aseh vereishit, techilah le-mikra’ei kodesh, zeicher litziat mitzrayim.
 Ki vanu vecharta ve-otanu kidashta mi-kol ha-amim, ve-Shabbat kodshecha be-ahavah uve-ratzon hinchaltanu.
 Baruch ata Hashem, mekadeish ha-Shabbat. (Amen)
 Tradução:
 No sexto dia. E o céu e a terra e tudo o que neles há foi concluído. E Deus terminou no Sétimo Dia a obra que Ele havia iniciado, e Ele descansou no Sétimo Dia de toda obra que Ele tinha realizado.
 E abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.
 Atenção senhores! Bendito És Tu, Senhor Nosso Deus, Rei do Universo, que criaste o fruto da videira.
 
Bendito És Tu, Senhor Nosso Deus, Rei do Universo, que nos fez santos com os Teus mandamentos e nos agraciaste, e nos deste o Seu Santo Shabat com amor e para nosso benefício, para que seja a nossa herança, e como lembrança da Criação. É a primeira das festividades sagradas, comemorando o êxodo do Egito.
 Pois Tu nos escolheste e nos santificaste dentre todos os povos da terra, e com amor e boa vontade nos deste o Teu Shabat santificado como herança. Bendito És Tu, Senhor, que santificas o Shabat.
 Sentam-se, bebem pelo menos metade do copo de vinho, e derramam o restante em copos para os demais que estão presentes.
 Certificam-se que todos bebam ao menos um golo do vinho.
 A cerimónia de kidush está completa! Agora estão prontos para a refeição de Shabat.
 O kidush deve ser feito pelo chefe da casa.
A refeição
Depois do kidush, lavam as mãos como de costume para comer pão. Cada pessoa enche um copo grande e derrama a água duas ou três vezes, primeiro na mão direita, depois na esquerda. Levantam as mãos à altura dos olhos e recitam a seguinte bênção:
 Baruch Atá A-donai, Elo-henu Melech Ha’Olam, asher kidshanu be’mitzvotav vetzvanu al netilat yadaim.
 Bendito És Tu, Senhor Nosso Deus, Rei do universo, que nos santificaste com os Teus mandamentos e nos ordenaste a lavagem das mãos.
 Em silêncio, todos retornam à mesa. O chefe da casa ergue as duas chalot e recita a hamotzí e todos dizem Ámen. Corta a chalá, mergulha-o em sal antes de comer. Come o pedaço de chalá salgada imediatamente após recitar a bênção, sem nenhuma interrupção. O restante da chalá é cortado e distribuído para os demais que devem recitar a bênção individualmente, mergulhando-a no sal e ingerindo-a em seguida.
chalá
 É mandamento divino expressar alegria e deleite no Shabat. Essas obrigações são cumpridas através de três refeições festivas: à noite, almoço de Sábado e ao entardecer. São servidas as melhores comidas que podem dispor que devem incluir carne ou frango e peixe.
 
Havdala e o término do Shabat
Na cerimónia de Havdalá os judeus proferem quatro bênçãos: a) a hagafen, sobre um copo de vinho; b) a bênção proferida sobre especiarias aromáticas; c) a bênção sobre a vela; e d) a bênção de Havdalá em si, de agradecimento a Deus que criou a separação entre o sagrado e o mundano (o Shabat e os dias da semana).
 Após recitar alguns versos de inspiração e a bênção sobre o vinho, são recitadas as bênçãos sobre as especiarias aromáticas e sobre a vela. Com o copo de vinho na mão, recita-se a bênção de Havdalá. Depois de concluir a bênção, aquele que a recitou senta-se e bebe parte do vinho do copo.
 Após a Havdalá, a chama da vela é extinta mergulhando-a no vinho que transbordou no prato sob o copo.
 Muitos têm o costume de, após apagada a chama da vela, mergulhar os dedos no vinho derramado e esfregá-los na testa, logo acima das sobrancelhas. Isto se dá, pois, ao cumprir esta mitzvá, abrem-se os olhos para a semana que está por vir. Outros também têm o costume de passar os dedos nos bolsos como uma forma de antecipar o desejo de uma semana próspera e abundante.

PURIM

Purim, palavra hebraica de influência Persa, significa “laçar a sorte”. É uma festa menor, em quatorze de Adar, comemorando a história do Livro de Ester, que é lida de um rolo manuscrito.
Ao entardecer faz-se uma refeição festiva para celebrar a vitória dos judeus sobre os seus inimigos persas.
Em Purim deve-se estender a caridade a pelo menos duas pessoas pobres, e, na verdade, a qualquer pobre que peça um donativo.
O nome vem da sorte (pur) lançada por Haman para determinar qual seria o melhor momento para atacar os judeus, embora, como se viu depois, viesse a ser um momento infeliz para ele mesmo e seus seguidores… costuma-se em Purim usar fantasias e representar paródias sobre as autoridades estabelecidas.
Ester
CAPÍTULO 7
Ester denuncia Hamã

1 VINDO, pois, o rei com Hamã, para beber com a rainha Ester,
2 Disse outra vez o rei a Ester, no segundo dia, no banquete do vinho: Qual é a tua petição, rainha Ester? E se te dará. E qual é o teu desejo? Até metade do reino, se te dará.
3 Então respondeu a rainha Ester, e disse: Se, ó rei, achei graça aos teus olhos, e se bem parecer ao rei, dê-se-me a minha vida como minha petição, e o meu povo como meu desejo.
4 Porque fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem, e aniquilarem de vez; se ainda por servos e por servas nos vendessem, calar-me-ia; ainda que o opressor não poderia ter compensado a perda do rei

5 Então falou o rei Assuero, e disse à rainha Ester: Quem é esse e onde está esse, cujo coração o instigou a assim fazer?


A Dança como Sinal de Adoração

1. A dança como sinal de adoração a Deus não é algo que vem do exterior, ela vem de dentro para fora, ela vem de uma vida no altar de Deus – João 7.38
Os profetas eram homens que ouviam e obedeciam à voz de Deus, isso significava que nós precisamos ouvir e obedecer. Quando sabemos que a palavra dança vem da intensidade do louvor, logo compreendemos que devemos ser intensos na presença de Deus.
Temos nós expressado o nosso amor por Jesus através da dança? Através dos nossos  gestos? Não! Não herdamos esta cultura de Israel, mais que cultura este louvor. Na nossa sociedade ocidental a dança está impregnada de tanta mundanidade e sensualismo que tolhemos a nossa manifestação de louvor.
2. A arte abre uma janela na alma do ser humano – 2 Reis 3.15
Quando os israelitas começavam a dançar, essas janelas abriam-se, e se assistimos presencialmente à dança israelita sentimos os nossos sentimentos encherem-se de reverência e respeito, as janelas de louvor e vida abrem-se em nós.  Eu senti isso em Israel.
Esta expressão do louvor é curadora, porque nos leva à santidade e nós precisamos de sentir esse vento de santidade como Jesus dizia a Nicodemos. Leia João 3:1 ss.
3. Eu e você provavelmente não somos bailarinos, eu não sou. Leia este texto surpreendente: "Então Miriã, a profetiza, a irmã de Arão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças."  (Êxodo 15 : 20)
Que tipo de dança era esta? O emprego da dança nas cerimónias religiosas, tão contrário às ideias ocidentais do decoro, foram sempre aceites na mentalidade e sentimentos orientais. Vários exemplos de danças religiosas são encontrados no A.T. David dançou diante da arca quando a levaram para Jerusalém (2ª Sam. 6:16).
Esta dança exige uma visão, esta relaciona-se que Ele é tudo e eu não sou nada. Tudo o que eu possa fazer por mais perfeito que seja, é insignificante diante da grandeza do Senhor. Se hoje ouvíssemos a voz do Senhor: “A quem enviarei?” Qual seria a nossa resposta? Sejamos sinceros. Regozijo ou abatimento, uma atitude semelhante á de Jonas, sim, seguramente!  
Onde está o sentimento de dança no nosso coração? Não há. Não existe, não iriamos dizer aos nossos familiares ou amigos que o Senhor nos tinha chamado. Este sentido do chamado e da resposta em alegria é o descalabro na relação com o Senhor. Como entrar no seu santuário?
Conclusão: Era bom que a dança mantivesse o sentido que havia em Israel mas não tem em nenhum sentido. Seja nas igrejas “milagreiras” ou culturais. Lamentavelmente dizemos o que disse a serva do Senhor: “Fiquemos livres de todas essas corrupções, dissipações e festivais de igreja que exercem uma influência desmoralizante sobre jovens e velhos. Não temos o direito de lançar sobre eles o manto da santidade porque os recursos devem ser empregados nos planos da igreja. Tais ofertas são defeituosas e doentias, e têm a maldição de Deus. São o preço de almas. Pode o púlpito defender festivais, dança, tômbolas, quermesses e luxuosos banquetes para obter recursos para os planos da igreja; mas não participemos de nenhuma dessas coisas, pois, se o fizermos, incorreremos no desagrado de Deus. Não nos propomos apelar para a concupiscência do apetite ou recorrer a diversões carnais como meio de induzir professos seguidores de Cristo a dar dos bens que Deus lhes tem confiado. Se não derem voluntariamente, por amor de Cristo, de maneira alguma será a oferta aceitável a Deus.” Conselhos Sobre Mordomia, págs. 201 e 202.
José Carlos Costa

O Sacerdócio Levítico



A Septuaginta deu o nome de Levítico (= Lv) a este terceiro livro da Bíblia, possivelmente para indicar que se trata de um texto destinado de modo particular aos levitas. Estes estavam encarregados de exercer o ministério sacerdotal e de atender aos múltiplos detalhes do culto tributado a Deus pelos israelitas. A Bíblia Hebraica, conforme a norma observada em todo o Pentateuco, nomeia o livro pela sua primeira palavra, Wayiqrá, que significa “e chamou”.
 
Os Levitas
Depois que a terra Canaã foi repartida, os levitas (isto é, os membros da tribo de Levi) receberam, em lugar de território, quarenta e oito “cidades para as habitar” (Núm. 35.2-8; cf. Js 21.1-42; 1Cr 6.54-81), repartidas entre as terras atribuídas às outras tribos. Eles, ao contrário, haviam sido separadamente por Deus para servir-lhe, para cuidarem das coisas sagradas e celebrarem os ofícios religiosos. Esta é a função específica a eles atribuída, especialmente depois que o culto e tudo que com ele se relacionava foram centralizados no templo de Jerusalém.
 
Conteúdo do Livro
Na sua maior parte, Levítico é formado por um conjunto de prescrições extremamente minuciosas, tendendo a fazer do culto um  cerimonial, como expressão da fé em Deus, o eixo ao redor do qual devia girar toda a vida do povo.
Este livro ritualista, cheio de instruções sobre o culto e disposições de caráter legal, encerra uma mensagem de alto valor religioso, na qual a santidade aparece como o princípio teológico predominante. Javé, o Deus de Israel, o Deus santo requer do seu povo escolhido que seja igualmente: “Santo sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (19.2). Em consequência, todas as normas e prescrições de Levítico estão ordenadas com a finalidade de estabelecer sobre a terra uma nação diferente das demais, separada para o seu Deus, consagrada inteiramente ao serviço do seu Senhor. Por isso, todas as formas legais e todos os elementos simbólicos do culto – vestes, ornamentos, ofertas e sacrifícios – têm uma dupla vertente: por um lado, louvar e homenagear, devidamente ao Deus eterno, criador e senhor de todas as coisas, por outro lado, fazer com que Israel entenda o significado da santidade e disponha de instrumentos de jurídicos, morais e religiosos para ser o povo santo que Deus quer que seja.
Divisão do Livro
Pode-se dividir o livro em várias seções:
A primeira delas (caps. 1 –7) é dedicada inteiramente à regulamentação da apresentação das ofertas e sacrifícios oferecidos como demonstração de gratidão ao Senhor ou como sinal de arrependimento e expiação de algum pecado cometido.
A segunda seção (caps. 8 – 10) descreve o ritual seguido por Moisés para consagrar como sacerdotes a Arão e aos seus filhos. Consiste em um conjunto de cerimónias oficiadas por Moisés conforme as instruções recebidas de Deus (cf Êxodo 29.1-37). Esses ritos de consagração, que incluem sacrifícios de animais e o uso de vestimentas especiais, foram o passo inicial para instauração do sacerdócio araónico – levítico, instituição que fundamenta a unidade corporativa do Israel antigo. O capítulo 10 relata a morte de dois filhos de Arão, por causa de um pecado de caráter ritual.
Os capítulos 11 – 15 formam a terceira seção do livro, dedicada a definir os termos da pureza e da impureza rituais. Fixa também as normas das quais, deveria se submeter todo aquele ou tudo aquilo que houvesse incorrido em algum tipo de impureza.
A seção seguinte traz a descrição dos ritos próprios do grande Dia da Expiação (hebr. Yom Kippur), que todo o povo deve celebrar no dia 10 do sétimo mês de cada ano.
A quinta seção (caps. 17 – 25) ocupa-se da assim chama A Lei de Santidade, enunciada de forma sintética em 19.2. Aqui nos encontramos em pleno coração do livro de Levítico, onde junto algumas instruções relativas ao culto, se assinalam as normas que Israel, tanto sacerdotes como povo, está obrigado a observar para que a vida de cada um, e cada um em particular, e da comunidade em geral permaneça regida pelos princípios da santidade, da justiça e do amor fraterno.
Os dois últimos capítulos, incluem respectivamente, uma série de bênçãos e maldições, que correspondem a atitudes de obediência ou desobediência a Deus (cap. 26), e uma relação de pessoas, animais e coisas que estão consagradas a Deus (cap. 27).
 
Esboço:
1. Ofertas e sacrifícios (1.1 – 7.38).
2. Consagração do sacerdote (8.1 – 10.20).
3. Leis referentes à pureza e impureza legais (11.1 – 15.33).
4. O Dia da Expiação (16.1-34)
5. A “Lei de santidade” (17.1 – 25.55).
6. Bênçãos e maldições (26.1-46).
7. Sobre o que é consagrado a Deus (27.1-34).

IMAGENS DO SANTUÁRIO

 
16 Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta:
17 E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades.
18 Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado.
19 Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus,
20 Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne,
21 E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus,
22 Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa,
23 Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu.
 HEBREUS 10:
 


Bíblia Almeida de 1681 Prova a Doutrina do Santuário

 Veja antes: Analisando Hebreus 9:12: Jesus entrou no Lugar Santo ou Santíssimo?

Como vimos na página anterior, 10 traduções bíblicas afirmam que Jesus entrou no lugar santo ou no santuário celeste por ocasião de sua ascenção. No entanto, a difundida tradução Almeida Revista e Atualizada afirma que Jesus já subiu direto ao “santo dos santos” no ano 31. Isso confunde a muitos, sendo um desafio a verdade de que Jesus apenas entrou no Santíssimo em 22/10/1844. Além das 10 traduções que provam que a Almeida Revista e Atualizada é uma tradução equivocada, trazemos uma edição antiga da própria, que acreditamos que encerra o assunto com chave de ouro.

O Novo Testamento Almeida Impresso na Companhia das Indias Orientais (Holanda, 1681) é uma grande prova em favor da doutrina do Santuário.Vejamos a Capa da Edição de 1691:

Bíblia Almeida 1691
Bíblia Almeida 1691.2

A Almeida Revista e Atualizada afirma afirma que Jesus entrou no Lugar Santíssimo por ocasião de sua ascenção aos Céus:

Hebreus 9:12: não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.

Vejamos a Página da edição de 1681 que traz o versículo 12 do capítulo 9 de Hebreus:

Almeida 1691. Hebreus 9.12

Vemos que Jesus entrou no SANTUÁRIO e não no lugar santíssimo, como trazem as versões modernas.

Hebreus 10:19 da Almeida Revista e Atualizada tb traz a expressão “santo dos santos”. Na edição de 1681 é diferente:

Almeida 1691. Hebreus 10.19

Novamente temos a Palavra SANTUÁRIO, concordando com a doutrina de que no ano 31 Jesus entrou no Santuário e apenas em 22/10/1844 ele acessou o Lugar Santíssimo, a sala do julgamento.

Publicado em por

Tabernáculo e Algumas das Cerimónias

 
Foi comunicada a Moisés, enquanto se achava no monte com Deus, esta ordem: “E Me farão um santuário, e habitarei no meio deles” (Êxo. 25:8), e foram dadas instruções completas para a construção do tabernáculo. Em virtude de sua apostasia, os israelitas ficaram despojados da bênção da presença divina, e por algum tempo impossibilitaram a construção de um santuário para Deus, entre eles. Mas, depois de novamente haverem sido recebidos no favor do Céu, o grande líder procedeu à execução da ordem divina.

Homens escolhidos foram especialmente dotados por Deus de habilidade e sabedoria para a construção do sagrado edifício. O próprio Deus deu a Moisés o plano daquela estrutura, com instruções específicas quanto ao seu tamanho e forma, materiais a serem empregados, e cada peça que fazia parte do aparelhamento que deveria a mesma conter… Deus expôs perante Moisés, no monte, uma visão do santuário celestial, e mandou-lhe fazer todas as coisas de acordo com o modelo a ele mostrado. Todas estas instruções foram cuidadosamente registradas por Moisés, que as comunicou aos chefes do povo.

Para a edificação do santuário, grandes e dispendiosos preparativos eram necessários; grande quantidade dos materiais mais preciosos e caros era exigida; todavia o Senhor apenas aceitava ofertas voluntárias. “De todo o homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a Minha oferta” (Êxo. 25:2), foi a ordem divina repetida por Moisés à congregação. A devoção a Deus e o espírito de sacrifício eram os primeiros requisitos ao preparar-se uma morada para o Altíssimo.
Todo o povo correspondeu unanimemente. “E veio todo o homem, a quem o seu coração moveu, e todo aquele cujo espírito voluntariamente o excitou, e trouxeram a oferta alçada ao Senhor para a obra da tenda da congregação; e para todo o seu serviço, e para os vestidos santos. E assim vieram homens e mulheres, todos dispostos de coração: trouxeram fivelas, e pendentes, e anéis, e braceletes, todo o vaso de ouro; e todo o homem oferecia oferta de ouro ao Senhor.” Êxo. 35:21 e 22.
“E todo o homem que se achou com azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabra, e peles de carneiro tintas de vermelho, e peles de teixugos, os trazia; todo aquele que oferecia oferta alçada de prata ou de metal, a trazia por oferta alçada ao Senhor; e todo aquele que se achava com madeira de setim, a trazia para toda a obra do serviço.

“E todas as mulheres sábias de coração fiavam com as suas mãos, e traziam o fiado, o azul e a púrpura, o carmesim, e o linho fino. E todas as mulheres, cujo coração as moveu em sabedoria, fiavam os pêlos das cabras. E os príncipes traziam pedras sardônicas, e pedras de engastes para o éfode e para o peitoral, e especiarias, e azeite para a luminária, e para o óleo da unção, e para o incenso aromático.” Êxo. 35:23-28.
Enquanto a construção do santuário estava em andamento, o povo, velhos e jovens – homens, mulheres e crianças – continuou a trazer suas ofertas até que aqueles que tinham a seu cargo o trabalho acharam que tinham o suficiente, e mesmo mais do que se poderia usar. E Moisés fez com que se proclamasse por todo o acampamento: “Nenhum homem nem mulher faça mais obra alguma para a oferta alçada do santuário. Assim o povo foi proibido de trazer mais.” Êxo. 36:6. As murmurações dos israelitas e as visitações dos juízos de Deus por causa de seus pecados, estão registradas como advertência às gerações posteriores. E sua devoção, zelo e liberalidade, são um exemplo digno de imitação. Todos os que amam o culto a Deus, e prezam as bênçãos de Sua santa presença, manifestarão o mesmo espírito de sacrifício ao preparar-se uma casa onde Ele possa encontrar-Se com eles. Desejarão trazer ao Senhor uma oferta do melhor que possuem. Uma casa construída para Deus não deve ser deixada em dívida, pois desta maneira Ele é desonrado. Uma porção suficiente para realizar o trabalho deve ser dada livremente, a fimde que os operários digam, como fizeram os construtores do tabernáculo: “Não tragais mais ofertas.”

Fonte: Patriarcas e Profetas, pág. 343 a 346, Ellen Gold White.

Sucót, a festa das cabanas 01 a 07 de outubro – 15 a 21 de tishrê



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A festa de Sucot é caracterizada principalmente pela obrigação do povo judeu de habitar em cabanas. A sucá lembra as tendas (ou as nuvens celestiais) que serviram como habitação para nossos antepassados durante os 40 anos que passaram no deserto do Sinai, após o Êxodo do Egito.

Celebramos Sucot após as festas de Rosh Hashaná (o ano novo) e Yom Kipur. Mas não seria mais apropriado construir cabanas em Pessach, já que o intuito desse mandamento é lembrar os milagres ocorridos na saída do povo judeu do Egito? Muitos já se fizeram essa pergunta. Existe uma resposta que é fundamental para se entender o significado de Sucot. Na Terra de Israel, Pessach cai sempre na primavera. Habitar em cabanas, ao ar livre, no verão, quando o calor dentro de casa é intenso, é agradável. Porém, um Mandamento Divino não deve ser cumprido pelo fato de ser agradável; não é assim que uma pessoa demonstra seu empenho e devoção em cumprir a Vontade de D’us. Ao habitar dentro de uma sucá durante o outono, apesar do frio, o povo de Israel demonstra ao Eterno sua firme intenção de obedecê-Lo. A festa de Sucot é celebrada durante o mês de Tishrei para mostrar que nem o frio, nem o vento podem impedir-nos de cumprir a vontade de D’us.
Há ainda uma outra explicação: após Rosh Hashaná e Yom Kipur é natural nos preocuparmos com o julgamento e os decretos Divinos. Será que nossas preces em Yom Kipur foram aceitas? Será que fomos perdoados? Mesmo sem saber a resposta e esperando pelo julgamento, construímos cabanas logo após Yom Kipur.

Nossos sábios ensinam que o exílio serve como expiação de pecados. Portanto, ao construir cabanas após Yom Kipur, é uma forma de dizer ao Todo Poderoso: se algum de nós foi condenado ao exílio (que D’us não o permita), que a mudança de endereço de nosso lar para a sucá sirva como cumprimento da sentença. Assim, ao cumprir este mandamento de D’us, possa a sentença ser considerada como cumprida e o perdão e a absolvição, conquistados.
Sim, é inacreditável! O ato de deixar a nossa residência permanente e mudar-nos para a sucá pode ser considerado um exílio. Daí deduzimos o quanto nossos atos são preciosos e importantes perante D’us. O judaísmo ensina que mesmo os atos mais simples e aparentemente insignificantes são de grande valor para o Eterno.
Os significados das leis da sucá
As leis das sucá, além de serem bastante específicas, dão-nos importantes lições de vida.
O Talmud ensina que a palavra sucá é derivada de schach que, em hebraico, significa cobertura. A sucá é uma habitação formada por paredes e teto. Para a fabricação das divisórias pode-se usar qualquer tipo de material sólido (pedra, madeira, ferro, vegetal, plástico e até junco). Porém, para construir a cobertura da cabana onde se deve habitar durante Sucot só é permitido usar material vegetal recém-cortado, como folhagem, bambu e madeira, entre outros.
As paredes da sucá simbolizam o status social do indivíduo ou da família que a constrói. Elas representam sua posição socioeconômica e o patrimônio adquirido ao longo dos anos. Por isso, a construção das paredes da sucá pode ser feita com qualquer tipo de material, do mais simples ao mais luxuoso. É até permitido construir uma sucá com paredes de ouro ou prata. Mas a lei determina que o schach que é o elemento fundamental da sucá seja feito de um vegetal cortado, que praticamente não tem valor econômico.
Para cumprir o mandamento da sucá, deve-se habitar debaixo da sombra provida pelo schach. Esta sombra representa a proteção Divina que todas as pessoas das mais bem-sucedidas às mais humildes necessitam e almejam. Por representar a Proteção Divina, o schach não pode ser feito de material industrializado pelo ser humano. Ao cobrirmos a sucá com o vegetal tal qual é encontrado na natureza, a nossa intenção é demonstrar que somos todos parecidos e todos necessitamos da proteção do Criador .
Outra lei referente a sucá é a exigência de que dentro da cabana a sombra seja mais importante de que a luminosidade. Por isso, devemos colocar bastante folhagem no schach para que a luz do sol não penetre tanto na sucá. O sol, neste caso representa as posses materiais. Em Sucot, nossa preocupação é com a sombra e a proteção Divina, que aquecem muito mais que o astro-rei.
A Sucá também não pode ser construída com paredes que tenham altura maior que 9,6 m. O Talmud explica a razão: se as paredes da sucá fossem mais altas, a pessoa estaria sentada sob a sombra das paredes e não do schach, como manda a lei. E esta, apesar de aparentar ser exclusivamente técnica, tem uma simbologia significativa. A pessoa deve residir sob a sombra do schach, ou, como vimos, a proteção Divina. Se sentasse debaixo da sombra resultantes de paredes altas, a pessoa estaria demonstrando que confia mais em suas posses materiais simbolizado pelas paredes da sucá, como explicado acima do que no amparo de D’us.

É esta a finalidade explícita para a construção da Sucá. Uma outra lei de Sucot estabelece que uma sucá que foi construída no ano anterior perde sua validade se não for, de alguma forma, alterada. O Talmud explica que o mandamento da sucá, como outros da Torá, deve ser cumprido de forma ativa: Taassé veló min Heassui o que quer dizer, em hebraico “faça e não [repita o mandamento] que já está cumprido”.
O ensinamento de “Taassé” veló min Heassui” é claro, categórico e universal: faça você mesmo as coisas e não espere que os outros as façam por você! Não fique de lado olhando e criticando! Arregace as mangas e coloque a “mão na massa”! Este conceito é a base do judaísmo e de uma vida significativa. A prática do judaísmo não é concretizada com pensamentos e palavras, mas apenas com atos. O ser humano costuma ter um olho crítico: reclama do comportamento de seus semelhantes, chama a atenção de outros e faz pouco caso das agruras alheias. Este não é o desejo de D’us, nem o caminho da Torá. Nossos sábios ensinam que a vontade Divina pode ser cumprida apenas com bons atos.
 
Conclusão
Para concluir, existe ainda um outro motivo pelo fato de comemoramos Sucot no mês de Tishrei. A sucá, devido à fragilidade de sua estrutura, é uma moradia provisória. De fato, a Torá exige que a sucá seja construída como uma moradia provisória; caso contrário, é inválida para o cumprimento do mandamento. Por que a sucá deve ser uma cabana e não uma bela residência? Para nos lembrar que a vida é passageira. Ao se referir à vida do ser humano, o Salmista declara: “Yamav ketsel over” seus dias são como uma sombra que passa. Consta no Midrash que nossa vida na Terra não é comparável à sombra de uma parede, nem à de uma árvore, mas à sombra de um pássaro que voa.
Aquele que se conscientiza deste grande ensinamento do judaísmo, desde o início do ano, saberá valorizar seu tempo e transformar cada dia de sua existência terrestre numa vida útil e produtiva.

O Santuário Terrestre

Santuario Tenda

 


Imagem Acima: Tenda que Deus mandou Moisés construir no Deserto por volta de 1500 AC. Este Santuário do Deserto se tornaria o Templo de Salomão (Imagem abaixo), um dos edifícios mais luxuxos da História:
Templo de Salomão
Introdução
Deus sempre revelou o futuro para os seus filhos. A Bíblia por exemplo declara que Cristo foi morto antes da fundação da Terra (Ap 13:8). A razão disso é que Deus já sabia que o homem poderia pecar e Ele tinha um plano de emergência para isso, O plano de Salvação! Ele daria Seu Filho para pagar a penalidade do pecado no lugar de todos os que cressem nEle e dessa maneira tivessem direito a vida eterna. Jesus pagaria a pena de morte que o pecador receberia! Só que para manter a fé dos homens na primeira vinda do Messias, Deus passou a simbolizar a futura morte de Seu Filho na cruz através de sacrifícios de animais. Deus pedia geralmente um cordeirinho sem defeito para sacrifício. É por isso que João Batista disse de Jesus: Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! João 1:29.
Isso passou a ser ensinado desde que o pecado entrou no nosso mundo. Adão e Eva já sabiam disso, e ensinou seus filhos a sacrificarem o cordeirinho. Abel fez o sacrificio do cordeiro como seus pais ensinaram, mas Caim desobedecendo a ordem levou o cereal da terra. (Veja Gênesis 4:4).
Cerca de 2 mil anos se passaram. Quando Deus retirou Israel do Egito resolveu apresentar o plano da salvação de maneira completa. Acrescentou novos detalhes ao mero sacrifício de cordeiros. Moisés deveria construir um santuário e Deus lhe mostrou uma planta. Veja Hebreus 8:5. Esse modelo era uma cópia simples do santuário que existe no céu, que o Senhor construiu e não um ser humano. Veja Hebreus 8:2. O santuário tinha 3 partes: a parte externa onde eram feitos os sacrifícios de animais, o lugar santo e o lugar santíssimo.

1. O Pátio Externo

Santuário1
No Pátio externo o pecador trazia uma animal sem defeito (que simbolizava o sacrifício de Cristo e confessava seus pecados sobre sua cabeça). Depois disso tinha que matá-lo, degolando-o com uma faca. O sacerdote pegava uma bacia de prata e coletava um pouco do sangue do cordeirinho. O resto da carne era queimada.
Santuário2
Enquanto a carne gordurosa era queimada (O Sacerdote poderia guardar a carne sem gordura para se alimentar, caso desejasse), o sacerdote se banhava na pia (à esquerda na imagem) antes de entrar com a bacia de sangue no Santuário.

2. O Primeiro Compartimento: O Lugar Santo

Santuário3
No lugar santo (veja na imagem o cômodo à direita) se encontrava a mesa de pães, o castiçal e o altar de incenso. Quando o sacerdote entrava com a bacia de sangue no primeiro compartimento do santuário espirrava o sangue 7 vezes no altar de incenso, perto da segunda cortina. Os pecados individuais do povo eram transferidos simbolicamente para o santuário. Isso acontecia pelo menos 2 vezes por dia durante 1 ano inteiro! O sangue sapilcava a cortina que dividia o primeiro do segundo compartimento e não podia ser lavada. O Sacerdote JAMAIS entrava no SEGUNDO compartimento. Isso era feito apenas uma vez por ano.
OS TIPOS DE SERVIÇOS DO SANTUÁRIO
Como agiam diante de cada situação quando se pecava
Sacrifício Onde? Por quem? Como era? Bíblia
BezerroPátio e Fora
Arraial
Sacerdote Ungido pecava por ignorânciaImposição de mãos, sangue aspergido 7x no lugar santo, sangue nos chifres do altar de incenso e derramado a base do altar de sacrifícios. Gordura queimada no altar e depois queimado fora.Lv 4:2-12
NovilhoPátio e Fora
Arraial
Toda comunidade peca por ignorânciaImposição de mãos pelos anciãos, sangue aspergido 7x no lugar santo, sangue nos chifres do altar de incenso e derramado a base do altar de sacrifícios. Gordura queimada no altar e depois o touro queimado.Lv 4:13-21
Bode MachoPátioChefe pecava por ignorânciaImposição de mãos, sangue aspergido nos chifres do altar de sacrifícios, sangue a base do altar e gordura queimada.Lv 4:22-26
Cabra FêmeaPátioPessoa comum pecava por ignorânciaImposição de mãos, sangue aspergido nos chifres do altar de sacrifícios, resto do sangue a base do altar e gordura queimada.Lv 4:27-35
Cordeira ou CabritaPátioQualquer pessoa que: ocultar pecado, tocar algo imundo, quando jurar mal ou bem.Faz expiação pelo pecadoLv 5:1-6
2 Rolas ou 2 PombinhosPátioPessoa que não tenha condições de levar Cordeira ou Cabrita, mas nas mesmas condições anteriores acima.Sacerdote pega o 1 animalzinho e quebra-lhe o pescoço torcendo sem a separar do corpo, o sangue sobre a parede do altar, resto do sangue a base. O outro animalzinho é para o holocausto.Lv 5:7-10
10ª parte de Efa de Flor de FarinhaPátioPessoa que não tenha condições de levar 2 Rolas ou 2 Pombinhos, mas nas mesmas condições anteriores acima.Sacerdote pega a farinha e coloca um punhado sobre as ofertas queimadas ao Senhor, lhe será perdoado.Lv 5:11-13
3. O Segundo Compartimento (O Lugar Santíssimo)
arca da aliança
No Lugar Santíssimo ficava a ARCA DA ALIANÇA. Dentro dela estavam os 10 mandamentos recebidos no Monte Sinai. Um luz sobrenatural irradiava sobre a arca, demonstrando a presença de Deus. O Sumo Sacerdote só entrava no Santíssimo uma vez por ano guando chegava até a presença de Deus, diante da arca da aliança e esparramava o sangue do cordeiro por cima da tampa da arca (o propiciatório). Nesse dia os pecados do ano inteiro eram expiados (o chamado yon Kippur judaico) e a cortina encharcada de sangue que dividia os compartimentos era retirada e colocada uma nova. Esse dia era cosiderado o dia de julgamento quando a nação ficava livre de seus pecados.
A Luz sobrenatural veio a desaparecer posteriormente. Já não existia quando o Profeta Jeremias mandou esconder a arca da aliança, antes da destruição do Templo em 587 AC.

Veja a continuação deste estudo no post O SANTUÁRIO CELESTIAL.

A simbologia do Santuário é riquíssima, e aqui nem foi comentado a relação dos utensílios do lugar santo (o castiçal, os pães de proposição) com os evangelhos. Para saber mais visite:
A Revista das Religiões da Ed. Abril traz na Internet um excelente infográfico sobre o Templo de Jerusalém, o santuário terrestre. Para conhecê-lo clique abaixo: