O SERVIÇO ANUAL NO SANTUÁRIO

Além do serviço diário, existia na economia israelita uma série de festas e convocações solenes que constituíam o calendário eclesiástico e que chamaremos o serviço anual do Santuário. Este serviço anual acha-se descrito mais sistematicamente no capítulo 23 do livro de Levítico.
A Páscoa (Lev. 23:4-5, Ex. 12)
A primeira destas festas era a Páscoa (Pesakh). Era realizada no dia 14 do primeiro mês (Nisã ou Abib). A primeira Páscoa foi realizada por ocasião da saída do povo israelita do Egipto, evento que passou a comemorar. No décimo dia do mês, era escolhido um cordeiro de um ano e sem defeito. Na tardinha do décimo quarto dia o cordeiro era morto e assado. A carne devia ser comida pela família aquela mesma noite com pães sem fermento e ervas amargas. Na primeira Páscoa, as portas deviam ser ungidas com sangue do cordeiro para que a família seja libertada da praga da morte do primogénito.
A palavra-chave desta cerimónia é libertação. Por esta razão se torna um tipo do sacrifico de Cristo. Jesus nos liberta da escravidão do pecado e da sentença de morte que pesava sobre nós. Mas para isso o Seu sangue precisava ser derramado e os Seus méritos aplicados a nós pela fé.
Os Pães Ázimos (Lev. 23:6-8)
No dia seguinte à Pascoa (15 de Nisã) começava a festa dos pães ázimos (Hag Hamatzot). Durante sete dias não poderia haver fermento dentro das casas dos israelitas. Originalmente os pães ázimos representavam a saída rápida do Egipto, mas podemos ver aqui (e Cristo nos autoriza a faze-lo na Santa Caia), no cereal moído, feito farinha e logo pão, um símbolo do corpo de Cristo quebrantado pelo homem e por causa do homem. Mas vemos também na ausência de fermento o símbolo de ausência de pecado em Cristo. E somos convidados a ingeri-lo, para que faça parte do nosso próprio organismo como alimento, dando-nos, desta forma, vida.
O primeiro e o último dia desta festa deviam ser dias de “santa convocação” e nenhum trabalho servil devia ser feito (eram portanto sábados cerimoniais).
A Festa das Primícias (Lev 23:9-14)
No "dia seguinte ao sábado" (verso 11), isto é, no dia 16 de Nisã, era celebrada a festa das primícias (Bikurim). Neste dia os israelitas deviam apresentar no templo o primeiro produto (os primeiros molhos de espigas) da colheita. O sacerdote pegava o molho e o mexia perante o Senhor.
Esta cerimónia era um tipo da ressurreição de Cristo. Cristo é a primícia e a garantia da ressurreição dos justos no dia a volta de Jesus (Notavelmente, Mat. 27:52-53 nos informa que muitos santos ressurgiram junto com Cristo, fazendo a analogia com a festa da primícias mais completa e interessante).
Notemos como Jesus cumpriu estas festas morrendo no dia da Páscoa (14 de Nisã) e ressuscitando no dia 16 do mês, no dia das primícias.
A Festa das Semanas (Lev 23:15-21)
Cinquenta dias após a festa das primícias, celebrava-se a festa das semanas (chamado em grego Pentecostes e em hebraico Shavuot). Este dia era, na verdade uma santa convocação. Os israelitas deviam apresentar dois pães como ``oferta mexida". Simultaneamente, eram oferecidos cordeiros e bodes como sacrifício (na maior parte dos serviços e festas do santuário estão presentes os sacrifícios pois sempre a aproximação do homem a Deus se faz na base dos méritos do substituto, isto é , de Cristo).
Primariamente a festa simbolizava o agradecimento a Deus pela colheita. No Novo Testamento aparece associada ao derramamento do Espírito Santo (Actos 2). Esta relação torna-se mais interessante quando percebemos que Actos 2:1 pode ser traduzido como: “Quando o dia de Pentecostes foi cumprido" (symplerousthai) que pode ser entendido como a realização antitípica daquilo que era anunciado pela festa. Foi também nesse dia que a igreja cristã teve sua "primeira colheita'' logo do discurso de Pedro e a conversão de três mil pessoas.
Festa das Trombetas (Lev. 23:23-25)
No primeiro dia do sétimo mês (Tisri), realizava-se a Festa das Trombetas (Rosh Hashanah, ou melhor Yom Teruah). Neste dia, que era uma santa convocação, nenhum trabalho servil devia ser feito. No templo eram tocadas as trombetas (shofar). Este dia anunciava a proximidade do Juízo, o Dia da Expiação. Esta festa apontava para a proclamação do evangelho realizado pelo Movimento Adventista entre os anos 1840 e 1844.
O Dia da Expiação (Lev. 23:26-32, Lev. 16)
Durante o ano todo, os israelitas tinham ido ao santuário para oferecer sacrifícios pelos pecados e, como já vimos, segundo o princípio da transferência, o pecado era através da cerimónia transferido ao santuário ou ao sacerdócio. Portanto, fazia-se necessário efectuar uma "purificação" que eliminasse de vez o pecado. Isto realizava-se no décimo dia do sétimo mês, no chamado Dia da Expiação (Yom Kippur). Junto com Páscoa este era o dia mais importante no calendário religioso judaico. Nenhum trabalho devia ser feito nesse dia (era, pois, um Sábado cerimonial) e o povo devia afligir suas almas (Lev. 23:27) e quem não o fizese seria cortado dentre o povo (Lev 23:29). Talvez por este motivo, o Yom Kippur tem sido, tradicionalmente, visto pelo Judaísmo como o Dia do Juízo.
No dia da Expiação o Sumo Sacerdode devia vestir as roupas de sacerdote (vestes santas) e tomar um novilho para, primeiramente fazer expiação por si e pela sua casa. Também tomava do povo dois bodes sobre os quais tirava sortes: um bode seria ``para o Senhor" e o outro ``para Azazel" (sobre a origem e o significado do nome Azazel é muito pouco o que se sabe; uma hipótese - especulativa, claro - pretende que Azazel seria o antigo nome de um demónio do deserto).
O Sumo Sacerdote imolava o novilho pegava um pouco do sangue e entrava no Lugar Santíssimo levando também um incensário (isto era preciso para que ele não ficasse directamente exposto à glória de Deus). Ele deixava o incensário no chão frente à arca de tal forma que a nuvem de incenso estivesse entre ele e arca. Então com seu dedo espargia o sangue do novilho sete vezes sobre o propiciatório. Assim tinha feito expiação por si e pela sua casa.
O sumo scerdote imolava o bode "para o Senhor" (que representa a Cristo), tomava do seu sangue, entrava novamente no Lugar Santíssimo e fazia da mesma como tinha feito com o novilho. Desta forma fazia expiação pelo Lugar Santíssimo (Lev 16:16,NIV). Depois, repetia a cerimónia para fazer expiação pela Tenda da Reunião (Lugar Santo).
Uma vez feito isto, o Sumo Sacerdote, saía do Lugar Santíssimo e se dirigia ao altar ``que esta perante o Senhor" (Lev. 16:18, provavelmente seja o altar de incenso, comparar com Êxodo 30:1-10). Tomava sangue do novilho e do bode e o colocava nas pontas do altar. Depois espargia sangue sete vezes sobre o altar.
Uma vez feito isto, a expiação estava acabada (Lev. 16:20)e só então o Sumo Sacerdote tomava o bode vivo ("para Azazel"), colocando as mãos sobre a cabeça do bode, confessava sobre ele todos os pecados do povo e o bode era enviado ao deserto. Notemos que este bode não participava do processo de expiação pois esta já tinha sido feita. Talvez o salmista se referisse a esta parte da cerimonia quando escreveu, falando acerca do ímpios: ``entrei no santuário de Deus; então percebi o fim deles". O bode por Azazel representa Satanás e todos os ímpios que, por não ter aceito o sacrifício expiatório de Cristo devem carregar o peso e a consequência dos seus próprios pecados, sofrendo assim a eterna separação de Deus e Seu povo (o que significa em última instância, destruição eterna). No caso de Satanás, ele deve levar também sua parte de culpa nos pecados dos santos por ter sido ele o originador da rebelião e o pecado (por esta razão os pecados do povo são confessados sobre o bode para Azazel). Desta forma o Dia da Expiação ilustra a final destruição do pecado e dos ímpios.
O Dia da Expiação antitípico começou em 1844 tal como foi anunciado pelo profeta Daniel (Daniel 8:14)
Festa dos Tabernáculos (Lev. 23:33-44)
No dia quinze do sétimo mês, começava a chamada Festa dos Tabernáculos (Sukkot) e durava sete dias. No primeiro dia havia uma santa convocação. Os israelitas deviam construir tabernáculos com folhas de palmeiras e ramos de árvores para morar neles durante os sete dias da festa. No oitavo dia havia novamente uma santa convocação.
A festa lembrava o tempo que os israelitas habitaram em tendas no deserto durante a viagem até a Terra Prometida logo de serem libertos da opressão do Egipto. Por esta razão a festa se torna um tipo da nossa libertação e nossa translação à verdadeira Terra Prometida, Canaã Celestial onde finalmente habitaremos nas moradas que Jesus foi preparar para nós.

Urim e Tumim

“À direita e à esquerda do peitoral havia duas grandes pedras de grande brilho. Estas eram conhecidas por Urim e Tumim. Por meio delas fazia-se saber a vontade de Deus pelo sumo sacerdote. Quando se traziam perante o Senhor questões para serem decididas, uma auréola de luz que rodeava a pedra preciosa à direita, era sinal do consentimento ou aprovação divina, ao passo que uma nuvem que ensombrava a pedra à esquerda, era prova de negação ou reprovação.” Cristo em Seu Santuário, p. 31

(Ex 28.30; Lv 8.8) Por meio do Urim e Tumim, o sumo sacerdote consultava a vontade de Deus em casos difíceis. Este processo não era aplicável a casos particulares, nem a interesses privados, e somente sobre negócios de interesse público. Por isso mesmo, o lugar do Urim e Tumim era no Racional do Juízo, onde se achavam gravados os nomes das doze tribos de Israel sobre pedras preciosas. Por meio do Urim e Tumim, se consultava a vontade de Deusa acerca de assuntos judiciais e de negócios públicos (Nm 27.21; cp. Js 9.14; Jz 1.1; 20. 18,23,27,28; 1Sm 10. 22; 14.36-42; 22.10,13; 23. 9-12; 28. 6; 30.7,8; 2Sm 2.1; 5.19, 23,24. O Urim e Tumim eram consultados, não só no onde estava a arca, Jz 20.27,28; 1Sm 22.10, como em qualquer outro lugar onde estivesse presente o pontífice devidamente autorizado. As respostas eram simples, consistindo em afirmativas ou negativas, nem sempre era este o caso, 1Sm 10.22; 2Sm 5.23,24. Ocasionalmente, também, quando o pecado havia interrompido a comunhão com Deus, não havia respostas, 1Sm 14.37; 28.6. Não se encontram referências ao Urim e Tumim, depois do reinado de Davi. Depois da volta do cativeiro, nenhum dos sacerdotes usava o Urim e Tumim, Ed 2.63; Ne 7.65. Somente o sumo sacerdote poderia gozar o privilégio de consultar o Senhor por meio do Urim e Tumim. leste privilégio constituiu a glória da tribo de Levi, Dt 33.8.

Tem havido diferentes explicações sobre o Urim e Tumim. Por exemplo: procuram descobrir analogia com as insígnias de que usava o sacerdote egípcio, quando funcionava como supremo juiz. Dizem os escritores clássicos que ele trazia um emblema suspenso ao pescoço por uma cadeia de ouro, representando a verdade, somente enquanto duravam as suas funções de juiz, que colocava sobre a pessoa a favor de quem pronunciava a sentença. Não existem provas que indiquem que tal insígnia também servisse para consultar a vontade divina. Outros são de parecer, que por ocasião de o sacerdote vestir o éfode com o Urim e Tumim e fazer oração a Deus, ocorria-lhe uma idéia, cuja origem divina se confirmava por um brilho estranho produzido pelas pedras preciosas do Racional do Juízo, ou peitoral. Deste fenômeno se originou a palavra Urim, que quer dizer luzes. Tem-se pensado que as respostas se percebiam através de um brilho sucessivo das letras que formavam os nomes próprios, gravados nas pedras; mas para nada dizer sobre o fato de que o alfabeto completo não havia produzido estes nomes, e que em várias das respostas de que há notícia, existem letras que não se encontram nas pedras, a ideia integral cheira aos milagres inventados pelos sacerdotes gregos e romanos, inteiramente estranhos aos métodos e concepções do ritual hebraico. Existem apenas duas teorias dignas de atenção.

1) O Urim e o Tumim eram um ou mais acessórios do éfode e que dele se podiam separar para serem usados à maneira de dados, e pelo modo por que caíam, revelavam a vontade de Deus. Esta é realmente uma concepção possível, mas sem provas a seu favor. Procuram firmar esta teoria, dizendo que duas vezes se faz referência ao lançamento de sortes, em íntima conexão com as consultas ao Urim e Tumim (1Sm 10. 19-22; 14.37-42). Neste último caso, Saul rogou ao Senhor que lhe desse a conhecer por meio da sorte porque é que não respondia ao seu servo. A palavra usada no original é thamim; que se pronunciava thummim. Assim sendo, o Urim e Tumim era uma espécie de sorte. Mas nas duas passagens citadas, o lançar as sortes é ato distinto de consultar o Senhor, e se realizava para propósito diferente daquele que pedia conselhos.
2) O Urim e Tumim não fazia manifestações exteriores, era antes um símbolo. O sumo sacerdote vestia o éfode com o Urim e Tumim, sinais de sua investidura para obter a luz e a verdade, como as duas palavras indicam, a fim de que pudesse buscar o conselho de Jeová da maneira por Ele indicada. Humildemente punha diante de Deus a sua petição. A resposta vinha-lhe à mente; e como tivesse feito o seu pedido de acordo com as Instruções divinas e baseada na promessa de que receberia luz e verdade, tinha-a como a expressão da vontade de Deus. A fé em Deus baseava-se na evidência das cousas não vistas. Esta interpretação do Urim e Tumim harmoniza-se com o espírito de todo o ritualismo do tabernáculo. A resposta consistia em uma iluminação interna, sem nenhum sinal exterior em paralelo com as revelações dos profetas.

Fonte: Dic. Bíblia John Davis

Bíblia Almeida de 1681 Prova a Doutrina do Santuário

Veja antes: Analisando Hebreus 9:12: Jesus entrou no Lugar Santo ou Santíssimo?

Como vimos na página anterior, 10 traduções bíblicas afirmam que Jesus entrou no lugar santo ou no santuário celeste por ocasião de sua ascenção. No entanto, a difundida tradução Almeida Revista e Atualizada afirma que Jesus já subiu direto ao “santo dos santos” no ano 31. Isso confunde a muitos, sendo um desafio a verdade de que Jesus apenas entrou no Santíssimo em 22/10/1844. Além das 10 traduções que provam que a Almeida Revista e Atualizada é uma tradução equivocada, trazemos uma edição antiga da própria, que acreditamos que encerra o assunto com chave de ouro.
O Novo Testamento Almeida Impresso na Companhia das Indias Orientais (Holanda, 1681) é uma grande prova em favor da doutrina do Santuário.Vejamos a Capa da Edição de 1691:

A Almeida Revista e Atualizada afirma afirma que Jesus entrou no Lugar Santíssimo por ocasião de sua ascenção aos Céus:

Hebreus 9:12: não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.

Vejamos a Página da edição de 1681 que traz o versículo 12 do capítulo 9 de Hebreus:

Vemos que Jesus entrou no SANTUÁRIO e não no lugar santíssimo, como trazem as versões modernas.

Hebreus 10:19 da Almeida Revista e Atualizada tb traz a expressão “santo dos santos”. Na edição de 1681 é diferente:

Novamente temos a Palavra SANTUÁRIO, concordando com a doutrina de que no ano 31 Jesus entrou no Santuário e apenas em 22/10/1844 ele acessou o Lugar Santíssimo, a sala do julgamento.

PORQUE RAZÃO NÃO ERA A FESTA DOS TABERNÁCULOS REALIZADO OU HÁ OUTRA RESPOSTA?

Esta festa não era celebrada desde o tempo de Josué, ou foi ela celebrada mais tarde por Zorobabel? Neemias 8:17
PROBLEMA: De acordo com esta passagem, a Festa dos Tabernáculos não era celebrada "desde os dias de Josué, filho de Num, até àquele dia". Entretanto, Esdras 3:4 declara que Zorobabel e os israelitas "celebraram a Festa dos Tabernáculos" depois de terem retornado do cativeiro na Babilónia.
SOLUÇÃO: A passagem de Neemias quer dizer que não tinha havido nada comparável à celebração daquele dia, desde os dias de Josué. Não significa que a festa não tenha sido celebrada por ninguém, desde os dias de Josué. A celebração descrita em Neemias foi excepcional sob muitos aspectos. Primeiro, foi comemorada por "toda a congregação" (Ne 8:17). Segundo, foi celebrada com "mui grande alegria" (v. 17), Terceiro, foi celebrada com uma leitura ininterrupta das Escrituras durante uma semana (v.18). Quarto, eles a celebraram exatamente como Moisés havia prescrito, com o sacerdócio restaurado e com o templo (8:18; cf. 12:1ss). Nada igual acontecera, desde os dias de Josué.

PRESENÇA DE DEUS ou a ARCA DO TESTEMUNHO ( ALIANÇA).

Onde a Glória do Senhor (Shekinah) se manifestava?No SANTO DOS SANTOS. De mesma forma, o espírito do homem foi restaurado para habitação da glória de Deus.
Dentro do Santo dos Santos havia uma única peça: A ARCA DA ALIANÇA.
A ARCA era uma caixa demadeira de Acácia revestida de ouro por dentro e por fora eu matampa de ouro puro, chamada de Propiciatório.
Dentro da Arca havia 3 objetos:
a) As Tábuas da Lei
b) O Pote de Maná
c) A vara de Arão que floresceu.
O que significavam estes objetos?
O que quis Deus revelar no Santuário?
Veja, então:
1 - Astábuas da Lei.
Estas eram as palavras da Aliança que O Senhor havia feito com Israel, mas o povo havia quebrado. Deus, então, renovou a Aliança e ordenou que as novas Tábuas fossem guardadas como testemunho dentro da Arca. (Deut. 10:5)
A Lei era a Palavra de Deus para o povo. Jesus é a Palavra Viva de Deus para o mundo. Esta Palavra, agora, precisa estar dentro do coração restaurado (revestido) - 2Cor. 3:3.
2 - O Vaso contendo o Maná.
Durante os 40 anos de peregrinação no deserto, Deus sustentou o seu
povo com o Maná. Nada lhes faltou (Sl. 23:1).
Deus queria mostrar com isso que Jesus seria a nossa provisão em todo o tempo da nossa jornada. Ele

JESUS É O CORDEIRO DE DEUS

O Salvador profetizado devia vir, não como um rei temporal, para livrar a nação judaica de opressores terrestres, mas como um homem entre homens, para viver uma vida de pobreza e humildade, e ser afinal desprezado, rejeitado e morto. O Salvador predito nas Escrituras do Antigo Testamento devia oferecer-Se como um sacrifício em favor da raça caída, cumprindo assim cada requisito da lei (Lei Moral) transgredida. N´Ele, os tipos sacrificiais deviam encontrar o seu antitípo, e a Sua morte na cruz devia dar significado à inteira dispensação judaica. - Atos dos Apóstolos, p. 163 (Ed. P. Servir).
O apóstolo Paulo disse, "Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Coríntios 15:3-4). O que significa a palavra "as Escrituras" na frase "Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras? Significa o Velho Testamento. O apóstolo Paulo diz que Jesus morreu por todos os nossos pecados de acordo com o plano e a revelação do Velho Testamento. Como é que Ele expiou todos os nossos pecados? Ele o fez por meio do seu ato justo: o Seu batismo e Sua morte na cruz.
Você sabe, nos tempos da igreja primitiva, não havia natal até ao fim do segundo século. Os cristãos primitivos juntamente com os apóstolos só comemoravam o dia seis de janeiro como o dia do batismo de Jesus, e essa era a única comemoração da igreja primitiva.
Porque os apóstolos davam tanta ênfase ao batismo de Jesus? Este é o segredo do verdadeiro evangelho da água e do Espírito, o qual eles receberam de Jesus e pregaram ao mundo. Jesus disse, "se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus" (João 3:5). A Bíblia diz que Jesus veio pela água e sangue para nos salvar de todos os nossos pecados (1 João 5:6). O sangue significa a cruz, então o que significa a água?

Porque Jesus foi batizado por João Batista? Porque Jesus proclamou ser o seu batismo: "porque assim nos convém cumprir toda a justiça" (Mateus 3:15).
Hebreus 10:1 diz, "Porque a lei, tendo a sombra dos bens futuros..." Vamos ver o sacrifício típico que Deus deu ao Seu povo para sua salvação no tempo do Velho Testamento. Se alguém pecava e era culpado, o pecador tinha que oferecer um sacrifício para expiar o seu pecado. Vamos ver Levítico 1:3-5. "Se a sua oferta for holocausto de gado vacum, oferecerá ele um macho sem defeito; à porta da tenda da revelação o oferecerá, para que ache favor perante o Senhor. Porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, e este será aceite a favor dele, para a sua expiação. Depois imolará o novilho perante o Senhor; e os filhos de Arão, os sacerdotes, oferecerão o sangue, e espargirão o sangue em redor sobre o altar que está à porta da tenda da revelação". Aqui, nós podemos ver que o sacrifício tinha que satisfazer as três condições abaixo para ser legítimo perante Deus.
Eles tinham que:
(1) Preparar um sacrifício animal sem defeito (v.3)
(2) Colocar as suas mãos sobre a cabeça do holocausto (v.4)
(3) Imolar o holocausto para expiação de seus pecados (v.5)
Nos versos acima, nós podemos confirmar a lei cerimonial de Deus que o pecado era transferido para a cabeça do holocausto por meio da imposição de mãos sobre a cabeça antes do animal ser morto. É uma verdade importante. Você pode encontrar muitas expressões como "imposição de mãos sobre a cabeça do sacrifício pelo pecado" para remissão de pecados nos capítulos seguintes de Levítico. Levítico 16:21 diz, "e, pondo as mãos sobre a cabeça do bode vivo, confessará sobre ele todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, sim, todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á para o deserto, pela mão de um homem designado para isso".

Quando Arão, o sumo sacerdote colocava as suas mãos sobre a cabeça do bode, todos os pecados dos Israelitas eram transferidos para a cabeça do bode. Quando um pecador colocava as suas mãos sobre a cabeça do sacrifício, os seus pecados eram transferidos para a cabeça do animal. Do mesmo modo, quando uma

O Santuário, lugar da Presença divina

1. Lugar da aliança
O mistério do santuário não só evoca a nossa origem junto do Senhor, mas recorda-nos também que Deus, que outrora nos amou, jamais cessa de nos amar e que hoje, no momento concreto da história em que nos encontramos, diante das contradições e dos sofrimentos do presente, Ele está connosco. A voz unânime do Antigo e do Novo Testamento testemunha como o Templo é não só o lugar da recordação de um passado salvífico, mas também o ambiente da experiência presente da Graça. O santuário é o sinal da Presença divina, o lugar da sempre nova actualização da aliança dos homens com o Eterno e entre si. Ao ir ao santuário, o piedoso israelita redescobria a fidelidade do Deus da promessa a cada “hoje” da história.
Ao olharem para Cristo, novo santuário, de cuja presença viva no Espírito os templos cristãos são “embaixadas”, os seguidores de Cristo sabem que Deus está sempre vivo e presente entre eles e para eles. O Templo é a habitação santa da Arca da aliança, o lugar em que se actualiza o pacto com Deus vivo, e o povo de Deus tem a consciência de constituir a comunidade dos crentes, “a raça eleita, sacerdócio real, nação santa” (1 Pd 2, 9). São Paulo recorda: “Já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o alicerce dos Apóstolos e dos Profetas, com Cristo por pedra angular. N'Ele qualquer construção, bem ajustada, cresce para formar um templo santo no Senhor, em união com o Qual também vós sois integrados na construção, para vos tornardes, no Espírito, habitação de Deus” (Ef 2, 19-22).
O santuário é o lugar do Espírito, porque é o lugar em que a fidelidade de Deus nos atinge e nos transforma. Vai-se ao santuário, antes de tudo, para invocar e acolher o Espírito Santo, para depois levar este Espírito a todas as acções da vida. Neste sentido, o santuário oferece-se como o apelo constante da presença viva do Espírito Santo na Igreja, que nos foi dado por Cristo ressuscitado (cf. Jo 20, 22), para glória do Pai. O santuário é um convite visível a haurir da invisível fonte de água viva (cf. Jo 4, 14); convite, cuja experiência pode ser feita sempre para viver na fidelidade à aliança com o Eterno na Igreja.
2. Lugar da Palavra
A expressão “comunhão dos santos”, que se encontra na secção do Credo relativa à obra do Espírito, pode servir para exprimir com densidade um aspecto do mistério da Igreja, peregrina na história. O Espírito Santo, penetrando nos membros do corpo de Cristo, faz da Igreja o santuário vivo do Senhor, como recorda o Apóstolo Paulo:  ... Esta construção recebe vários nomes: casa de Deus (1 Tm 3, 15), na qual habita a Sua família; habitação de Deus no Espírito (cf. Ef 2, 19-22); tabernáculo de Deus com os homens (Ap 21, 3). Nela, com efeito, somos edificados cá na terra como pedras vivas (cf. 1 Pd 2, 5)” (23).
"Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus." 1 Cor. 3:9
O santuário pode tornar-se um lugar excelente de aprofundamento da fé, num espaço privilegiado e num

O SANTUÁRIO LUGAR DE ENCONTRO

1. Memória da obra de Deus
O santuário é, antes de tudo, lugar da memória da acção poderosa de Deus na história, que está na origem do povo da aliança e da fé de cada um dos crentes.
Já os Patriarcas recordam o encontro com Deus mediante a erecção de um altar ou memorial (cf. Gn 12, 6-8; 13, 18; 33, 18-20), ao qual retornam em sinal de fidelidade (cf. Gn 13, 4; 46, 1), e Jacob considera “morada de Deus” o lugar da sua visão (cf. Gn 28, 11-22).Na tradição bíblica, portanto, o santuário não é simplesmente o fruto duma obra humana, repleta de simbolismos cosmológicos ou antropológicos, mas testemunha a iniciativa de Deus no Seu comunicar-se aos homens, para estabelecer com eles o pacto da salvação. O significado profundo de todo o santuário é recordar na fé a obra salvífica do Senhor .
No clima da adoração, da invocação e do louvor Israel sabe que foi o seu Deus que quis livremente o Templo, e não a pretensão humana que O obrigou. Disto é testemunho exemplar a esplêndida oração de Salomão, que parte precisamente da dramática consciência da possibilidade de ceder à tentação idolátrica: “Mas, em verdade, habitará Deus sobre a terra? Se nem o céu, se nem os altíssimos céus Vos podem conter, muito menos esta casa que edifiquei! Apesar disso, Senhor, meu Deus, atendei à oração e às súplicas do Vosso servo: ouvi o clamor e a prece que hoje Vos dirijo. Que os Vossos olhos estejam dia e noite abertos sobre esse templo, do qual dissestes: O Meu nome residirá ali. Ouvi a oração que Vosso servo Vos faz neste lugar” (1 Rs 8, 27-29).
O santuário, portanto, não é edificado porque Israel quer aprisionar a presença do Eterno, mas, exactamente ao contrário, porque Deus vivo, que entrou na história, que caminhou com o Seu povo na nuvem, durante o dia, e no fogo durante a noite (cf. Êx 13, 21), quer dar um sinal da Sua fidelidade e da Sua presença sempre actual no meio do Seu povo. O Templo será, pois, não a casa edificada pelas mãos dos homens, mas o lugar que testemunha a iniciativa d'Aquele, que é o único a edificar a casa. É a verdade simples e grande confiada às palavras do profeta Natã: “Vai e diz ao Meu servo David: Diz o Senhor: Não és tu que Me construirás uma casa para Eu habitar... Será Ele próprio quem edificará uma casa para ti. Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então suscitarei, depois de ti, um filho teu, que nascerá de ti e consolidarei o seu reino. Ele Me construirá um templo, e firmarei para sempre o seu régio trono. Eu serei para ele um pai e ele será para Mim um filho” (2 Sm 7, 5.11-14).
O santuário assume, portanto, o carácter de memória viva da origem, a partir do alto, do povo da aliança, eleito e amado. Ele é o apelo permanente ao facto que não se nasce da carne nem do sangue como povo de Deus (cf. Jo 1, 13), mas que a vida de fé nasce da iniciativa admirável de Deus, que

O SANTUÁRIO - Memória, Presença e Profecia do Deus vivo

1. Sentido e objectivo do documento
No interior da grande peregrinação que Cristo, a Igreja e a humanidade realizaram e devem continuar a realizar na história, todo o cristão é chamado a inserir-se e participar. O santuário para o qual ele se dirige deve tornar-se por excelência "a tenda do encontro", como a Bíblia chama ao tabernáculo da aliança. Estas palavras unem directamente a reflexão sobre a peregrinação àquela sobre o santuário, que é normalmente a meta visível do itinerário dos peregrinos: Sob o nome de santuário, entende-se a igreja ou outro lugar sagrado, aonde os fiéis em grande número, por algum motivo especial de adoração, fazem peregrinação. No santuário, o encontro com o Deus vivo é proposto através da experiência vivificante do Mistério proclamado, celebrado e vivido: Nos ( templos ou salas de culto) santuários, oferecem-se aos fiéis meios de salvação mais abundantes, anunciando com diligência a palavra de Deus, incentivando adequadamente a vida cristão e ao testemunho. Assim, os santuários são como pedras miliares que orientam o caminho dos filhos de Deus sobre a terra, promovendo a experiência de convocação, encontro e construção da comunidade local, regional ou mundial.
Reflectir, por isso, sobre a natureza e a função do santuário pode contribuir de maneira eficaz para acolher e viver o grande dom de reconciliação e de vida nova, que a igreja oferece continuamente a todos os discípulos do Redentor e, através deles, à inteira família humana.
A reflexão que a seguir se apresenta é apenas uma modesta ajuda para apreciar sempre mais o serviço que os santuários prestam à vida da comunidade.
2. À escuta da revelação
Para que a reflexão sobre o santuário/templo seja nutriente para a fé e fecunda para a acção pastoral, é necessário que ela derive da escuta obediente da revelação, na qual são apresentadas com densidade a mensagem e a força de salvação contidas no mistério do encontro ou da koinonia.
Na linguagem bíblica, sobretudo paulina, o termo “mistério” exprime o desígnio divino de salvação que se vem realizando na vicissitude humana. Quando na escola da Palavra de Deus se perscruta o “mistério do Templo”, percebe-se, para além dos sinais visíveis da história, a presença da “glória” divina (cf. Sl 29, 9), isto é, a manifestação de Deus três vezes Santo (cf. Is 6, 3), a sua presença em diálogo com a humanidade (cf. 1 Rs 8, 30-53), o seu ingresso no tempo e no espaço, através “da tenda” que Ele pôs no meio de nós (cf. Jo 1, 14). Aparecem assim as linhas de uma teologia do templo, em cuja luz pode ser melhor compreendido também o significado do santuário.
Esta teologia é caracterizada por uma concentração progressiva: em primeiro lugar, emerge a figura do “templo cósmico”, celebrado por exemplo pelo Salmo 19 através da imagem dos “dois sóis”, o “sol da Tora”, ou seja, da revelação explicitamente dirigida a Israel histórico bem como ao Israel espiritual (vv. 8-15), e o “sol do céu” que “narra a glória de Deus” (vv. 2-7) através duma revelação universal silenciosa, mas eficaz, destinada a todos. No interior deste templo a presença divina é viva em todas as partes, como recita o Salmo 139, e é celebrada uma liturgia aleluítica, atestada pelo Salmo 148, que além das criaturas celestes introduz 22 criaturas terrestres (tantas quantas são as letras do alfabeto hebraico, para significar a totalidade da criação) que entoam um aleluia universal.
Há, portanto, o templo de Jerusalém, guardião da Arca da aliança, lugar santo por excelência da fé hebraica e permanente memória do Deus da história, que estabeleceu aliança com o Seu povo e a ele permanece fiel. O templo é a casa visível do Eterno (cf. Sl 11, 4), preenchida pela nuvem da Sua presença (cf. 1 Rs 8, 10.13), repleta da Sua “glória” (cf. 1 Rs 8, 11).
Por fim, há o templo novo e definitivo, constituído pelo Filho eterno que veio na carne (cf. Jo 1, 14), o Senhor Jesus crucificado e ressuscitado (cf. Jo 2, 19-21), que faz dos crentes n'Ele o templo de pedras vivas, que é a Igreja peregrina no tempo: “Aproximai-vos d'Ele, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus. E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção dum edifício espiritual, por meio dum sacerdócio santo, cujo fim é oferecer sacrifícios espirituais que serão agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (1 Pd 2, 4-5). Ao aproximar-se d'Aquele que é “pedra viva” constrói-se o edifício espiritual da aliança nova e perfeita e prepara-se a festa do Reino “ainda não” plenamente realizado mediante os sacrifícios espirituais (cf. Rm 12, 1-2), agradáveis a Deus precisamente porque actuados em Cristo, por Ele e com Ele, a Aliança em pessoa. A Igreja, apresenta-se assim sobretudo como “o templo santo, representado de modo visível nos santuários de pedra.
3. As arcadas fundamentais
Na luz destes testemunhos é possível aprofundar o “mistério do Templo” em três direcções, que correspondem às três dimensões do tempo e constituem também as arcadas fundamentais de uma teologia do santuário, que é memória, presença e profecia do Deus connosco.
Em relação ao passado único e definitivo do evento salvífico, o santuário oferece-se como memória da nossa origem junto do Senhor do céu e da terra; em relação ao presente da comunidade dos remidos, reunida no tempo que está entre o primeiro e o último Advento do Senhor, delineia-se como sinal da divina Presença, lugar da aliança, onde sempre de novo se exprime e se regenera a comunidade da aliança; em relação à futura realização da promessa de Deus, àquele “ainda não” que é o objecto da maior esperança, o santuário apresenta-se como profecia do amanhã de Deus no hoje do mundo.
Em relação a cada uma destas três dimensões será possível desenvolver também as linhas inspiradoras de uma pastoral dos santuários, capaz de traduzir na vida pessoal e eclesial a mensagem simbólica do templo, no qual se reúne a comunidade cristã convocada pelo Senhor e pelos seus colaboradores.