JESUS É O CORDEIRO DE DEUS

O Salvador profetizado devia vir, não como um rei temporal, para livrar a nação judaica de opressores terrestres, mas como um homem entre homens, para viver uma vida de pobreza e humildade, e ser afinal desprezado, rejeitado e morto. O Salvador predito nas Escrituras do Antigo Testamento devia oferecer-Se como um sacrifício em favor da raça caída, cumprindo assim cada requisito da lei (Lei Moral) transgredida. N´Ele, os tipos sacrificiais deviam encontrar o seu antitípo, e a Sua morte na cruz devia dar significado à inteira dispensação judaica. - Atos dos Apóstolos, p. 163 (Ed. P. Servir).
O apóstolo Paulo disse, "Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Coríntios 15:3-4). O que significa a palavra "as Escrituras" na frase "Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras? Significa o Velho Testamento. O apóstolo Paulo diz que Jesus morreu por todos os nossos pecados de acordo com o plano e a revelação do Velho Testamento. Como é que Ele expiou todos os nossos pecados? Ele o fez por meio do seu ato justo: o Seu batismo e Sua morte na cruz.
Você sabe, nos tempos da igreja primitiva, não havia natal até ao fim do segundo século. Os cristãos primitivos juntamente com os apóstolos só comemoravam o dia seis de janeiro como o dia do batismo de Jesus, e essa era a única comemoração da igreja primitiva.
Porque os apóstolos davam tanta ênfase ao batismo de Jesus? Este é o segredo do verdadeiro evangelho da água e do Espírito, o qual eles receberam de Jesus e pregaram ao mundo. Jesus disse, "se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus" (João 3:5). A Bíblia diz que Jesus veio pela água e sangue para nos salvar de todos os nossos pecados (1 João 5:6). O sangue significa a cruz, então o que significa a água?

Porque Jesus foi batizado por João Batista? Porque Jesus proclamou ser o seu batismo: "porque assim nos convém cumprir toda a justiça" (Mateus 3:15).
Hebreus 10:1 diz, "Porque a lei, tendo a sombra dos bens futuros..." Vamos ver o sacrifício típico que Deus deu ao Seu povo para sua salvação no tempo do Velho Testamento. Se alguém pecava e era culpado, o pecador tinha que oferecer um sacrifício para expiar o seu pecado. Vamos ver Levítico 1:3-5. "Se a sua oferta for holocausto de gado vacum, oferecerá ele um macho sem defeito; à porta da tenda da revelação o oferecerá, para que ache favor perante o Senhor. Porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, e este será aceite a favor dele, para a sua expiação. Depois imolará o novilho perante o Senhor; e os filhos de Arão, os sacerdotes, oferecerão o sangue, e espargirão o sangue em redor sobre o altar que está à porta da tenda da revelação". Aqui, nós podemos ver que o sacrifício tinha que satisfazer as três condições abaixo para ser legítimo perante Deus.
Eles tinham que:
(1) Preparar um sacrifício animal sem defeito (v.3)
(2) Colocar as suas mãos sobre a cabeça do holocausto (v.4)
(3) Imolar o holocausto para expiação de seus pecados (v.5)
Nos versos acima, nós podemos confirmar a lei cerimonial de Deus que o pecado era transferido para a cabeça do holocausto por meio da imposição de mãos sobre a cabeça antes do animal ser morto. É uma verdade importante. Você pode encontrar muitas expressões como "imposição de mãos sobre a cabeça do sacrifício pelo pecado" para remissão de pecados nos capítulos seguintes de Levítico. Levítico 16:21 diz, "e, pondo as mãos sobre a cabeça do bode vivo, confessará sobre ele todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, sim, todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á para o deserto, pela mão de um homem designado para isso".

Quando Arão, o sumo sacerdote colocava as suas mãos sobre a cabeça do bode, todos os pecados dos Israelitas eram transferidos para a cabeça do bode. Quando um pecador colocava as suas mãos sobre a cabeça do sacrifício, os seus pecados eram transferidos para a cabeça do animal. Do mesmo modo, quando uma

O Santuário, lugar da Presença divina

1. Lugar da aliança
O mistério do santuário não só evoca a nossa origem junto do Senhor, mas recorda-nos também que Deus, que outrora nos amou, jamais cessa de nos amar e que hoje, no momento concreto da história em que nos encontramos, diante das contradições e dos sofrimentos do presente, Ele está connosco. A voz unânime do Antigo e do Novo Testamento testemunha como o Templo é não só o lugar da recordação de um passado salvífico, mas também o ambiente da experiência presente da Graça. O santuário é o sinal da Presença divina, o lugar da sempre nova actualização da aliança dos homens com o Eterno e entre si. Ao ir ao santuário, o piedoso israelita redescobria a fidelidade do Deus da promessa a cada “hoje” da história.
Ao olharem para Cristo, novo santuário, de cuja presença viva no Espírito os templos cristãos são “embaixadas”, os seguidores de Cristo sabem que Deus está sempre vivo e presente entre eles e para eles. O Templo é a habitação santa da Arca da aliança, o lugar em que se actualiza o pacto com Deus vivo, e o povo de Deus tem a consciência de constituir a comunidade dos crentes, “a raça eleita, sacerdócio real, nação santa” (1 Pd 2, 9). São Paulo recorda: “Já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o alicerce dos Apóstolos e dos Profetas, com Cristo por pedra angular. N'Ele qualquer construção, bem ajustada, cresce para formar um templo santo no Senhor, em união com o Qual também vós sois integrados na construção, para vos tornardes, no Espírito, habitação de Deus” (Ef 2, 19-22).
O santuário é o lugar do Espírito, porque é o lugar em que a fidelidade de Deus nos atinge e nos transforma. Vai-se ao santuário, antes de tudo, para invocar e acolher o Espírito Santo, para depois levar este Espírito a todas as acções da vida. Neste sentido, o santuário oferece-se como o apelo constante da presença viva do Espírito Santo na Igreja, que nos foi dado por Cristo ressuscitado (cf. Jo 20, 22), para glória do Pai. O santuário é um convite visível a haurir da invisível fonte de água viva (cf. Jo 4, 14); convite, cuja experiência pode ser feita sempre para viver na fidelidade à aliança com o Eterno na Igreja.
2. Lugar da Palavra
A expressão “comunhão dos santos”, que se encontra na secção do Credo relativa à obra do Espírito, pode servir para exprimir com densidade um aspecto do mistério da Igreja, peregrina na história. O Espírito Santo, penetrando nos membros do corpo de Cristo, faz da Igreja o santuário vivo do Senhor, como recorda o Apóstolo Paulo:  ... Esta construção recebe vários nomes: casa de Deus (1 Tm 3, 15), na qual habita a Sua família; habitação de Deus no Espírito (cf. Ef 2, 19-22); tabernáculo de Deus com os homens (Ap 21, 3). Nela, com efeito, somos edificados cá na terra como pedras vivas (cf. 1 Pd 2, 5)” (23).
"Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus." 1 Cor. 3:9
O santuário pode tornar-se um lugar excelente de aprofundamento da fé, num espaço privilegiado e num

O SANTUÁRIO LUGAR DE ENCONTRO

1. Memória da obra de Deus
O santuário é, antes de tudo, lugar da memória da acção poderosa de Deus na história, que está na origem do povo da aliança e da fé de cada um dos crentes.
Já os Patriarcas recordam o encontro com Deus mediante a erecção de um altar ou memorial (cf. Gn 12, 6-8; 13, 18; 33, 18-20), ao qual retornam em sinal de fidelidade (cf. Gn 13, 4; 46, 1), e Jacob considera “morada de Deus” o lugar da sua visão (cf. Gn 28, 11-22).Na tradição bíblica, portanto, o santuário não é simplesmente o fruto duma obra humana, repleta de simbolismos cosmológicos ou antropológicos, mas testemunha a iniciativa de Deus no Seu comunicar-se aos homens, para estabelecer com eles o pacto da salvação. O significado profundo de todo o santuário é recordar na fé a obra salvífica do Senhor .
No clima da adoração, da invocação e do louvor Israel sabe que foi o seu Deus que quis livremente o Templo, e não a pretensão humana que O obrigou. Disto é testemunho exemplar a esplêndida oração de Salomão, que parte precisamente da dramática consciência da possibilidade de ceder à tentação idolátrica: “Mas, em verdade, habitará Deus sobre a terra? Se nem o céu, se nem os altíssimos céus Vos podem conter, muito menos esta casa que edifiquei! Apesar disso, Senhor, meu Deus, atendei à oração e às súplicas do Vosso servo: ouvi o clamor e a prece que hoje Vos dirijo. Que os Vossos olhos estejam dia e noite abertos sobre esse templo, do qual dissestes: O Meu nome residirá ali. Ouvi a oração que Vosso servo Vos faz neste lugar” (1 Rs 8, 27-29).
O santuário, portanto, não é edificado porque Israel quer aprisionar a presença do Eterno, mas, exactamente ao contrário, porque Deus vivo, que entrou na história, que caminhou com o Seu povo na nuvem, durante o dia, e no fogo durante a noite (cf. Êx 13, 21), quer dar um sinal da Sua fidelidade e da Sua presença sempre actual no meio do Seu povo. O Templo será, pois, não a casa edificada pelas mãos dos homens, mas o lugar que testemunha a iniciativa d'Aquele, que é o único a edificar a casa. É a verdade simples e grande confiada às palavras do profeta Natã: “Vai e diz ao Meu servo David: Diz o Senhor: Não és tu que Me construirás uma casa para Eu habitar... Será Ele próprio quem edificará uma casa para ti. Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então suscitarei, depois de ti, um filho teu, que nascerá de ti e consolidarei o seu reino. Ele Me construirá um templo, e firmarei para sempre o seu régio trono. Eu serei para ele um pai e ele será para Mim um filho” (2 Sm 7, 5.11-14).
O santuário assume, portanto, o carácter de memória viva da origem, a partir do alto, do povo da aliança, eleito e amado. Ele é o apelo permanente ao facto que não se nasce da carne nem do sangue como povo de Deus (cf. Jo 1, 13), mas que a vida de fé nasce da iniciativa admirável de Deus, que

O SANTUÁRIO - Memória, Presença e Profecia do Deus vivo

1. Sentido e objectivo do documento
No interior da grande peregrinação que Cristo, a Igreja e a humanidade realizaram e devem continuar a realizar na história, todo o cristão é chamado a inserir-se e participar. O santuário para o qual ele se dirige deve tornar-se por excelência "a tenda do encontro", como a Bíblia chama ao tabernáculo da aliança. Estas palavras unem directamente a reflexão sobre a peregrinação àquela sobre o santuário, que é normalmente a meta visível do itinerário dos peregrinos: Sob o nome de santuário, entende-se a igreja ou outro lugar sagrado, aonde os fiéis em grande número, por algum motivo especial de adoração, fazem peregrinação. No santuário, o encontro com o Deus vivo é proposto através da experiência vivificante do Mistério proclamado, celebrado e vivido: Nos ( templos ou salas de culto) santuários, oferecem-se aos fiéis meios de salvação mais abundantes, anunciando com diligência a palavra de Deus, incentivando adequadamente a vida cristão e ao testemunho. Assim, os santuários são como pedras miliares que orientam o caminho dos filhos de Deus sobre a terra, promovendo a experiência de convocação, encontro e construção da comunidade local, regional ou mundial.
Reflectir, por isso, sobre a natureza e a função do santuário pode contribuir de maneira eficaz para acolher e viver o grande dom de reconciliação e de vida nova, que a igreja oferece continuamente a todos os discípulos do Redentor e, através deles, à inteira família humana.
A reflexão que a seguir se apresenta é apenas uma modesta ajuda para apreciar sempre mais o serviço que os santuários prestam à vida da comunidade.
2. À escuta da revelação
Para que a reflexão sobre o santuário/templo seja nutriente para a fé e fecunda para a acção pastoral, é necessário que ela derive da escuta obediente da revelação, na qual são apresentadas com densidade a mensagem e a força de salvação contidas no mistério do encontro ou da koinonia.
Na linguagem bíblica, sobretudo paulina, o termo “mistério” exprime o desígnio divino de salvação que se vem realizando na vicissitude humana. Quando na escola da Palavra de Deus se perscruta o “mistério do Templo”, percebe-se, para além dos sinais visíveis da história, a presença da “glória” divina (cf. Sl 29, 9), isto é, a manifestação de Deus três vezes Santo (cf. Is 6, 3), a sua presença em diálogo com a humanidade (cf. 1 Rs 8, 30-53), o seu ingresso no tempo e no espaço, através “da tenda” que Ele pôs no meio de nós (cf. Jo 1, 14). Aparecem assim as linhas de uma teologia do templo, em cuja luz pode ser melhor compreendido também o significado do santuário.
Esta teologia é caracterizada por uma concentração progressiva: em primeiro lugar, emerge a figura do “templo cósmico”, celebrado por exemplo pelo Salmo 19 através da imagem dos “dois sóis”, o “sol da Tora”, ou seja, da revelação explicitamente dirigida a Israel histórico bem como ao Israel espiritual (vv. 8-15), e o “sol do céu” que “narra a glória de Deus” (vv. 2-7) através duma revelação universal silenciosa, mas eficaz, destinada a todos. No interior deste templo a presença divina é viva em todas as partes, como recita o Salmo 139, e é celebrada uma liturgia aleluítica, atestada pelo Salmo 148, que além das criaturas celestes introduz 22 criaturas terrestres (tantas quantas são as letras do alfabeto hebraico, para significar a totalidade da criação) que entoam um aleluia universal.
Há, portanto, o templo de Jerusalém, guardião da Arca da aliança, lugar santo por excelência da fé hebraica e permanente memória do Deus da história, que estabeleceu aliança com o Seu povo e a ele permanece fiel. O templo é a casa visível do Eterno (cf. Sl 11, 4), preenchida pela nuvem da Sua presença (cf. 1 Rs 8, 10.13), repleta da Sua “glória” (cf. 1 Rs 8, 11).
Por fim, há o templo novo e definitivo, constituído pelo Filho eterno que veio na carne (cf. Jo 1, 14), o Senhor Jesus crucificado e ressuscitado (cf. Jo 2, 19-21), que faz dos crentes n'Ele o templo de pedras vivas, que é a Igreja peregrina no tempo: “Aproximai-vos d'Ele, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus. E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção dum edifício espiritual, por meio dum sacerdócio santo, cujo fim é oferecer sacrifícios espirituais que serão agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (1 Pd 2, 4-5). Ao aproximar-se d'Aquele que é “pedra viva” constrói-se o edifício espiritual da aliança nova e perfeita e prepara-se a festa do Reino “ainda não” plenamente realizado mediante os sacrifícios espirituais (cf. Rm 12, 1-2), agradáveis a Deus precisamente porque actuados em Cristo, por Ele e com Ele, a Aliança em pessoa. A Igreja, apresenta-se assim sobretudo como “o templo santo, representado de modo visível nos santuários de pedra.
3. As arcadas fundamentais
Na luz destes testemunhos é possível aprofundar o “mistério do Templo” em três direcções, que correspondem às três dimensões do tempo e constituem também as arcadas fundamentais de uma teologia do santuário, que é memória, presença e profecia do Deus connosco.
Em relação ao passado único e definitivo do evento salvífico, o santuário oferece-se como memória da nossa origem junto do Senhor do céu e da terra; em relação ao presente da comunidade dos remidos, reunida no tempo que está entre o primeiro e o último Advento do Senhor, delineia-se como sinal da divina Presença, lugar da aliança, onde sempre de novo se exprime e se regenera a comunidade da aliança; em relação à futura realização da promessa de Deus, àquele “ainda não” que é o objecto da maior esperança, o santuário apresenta-se como profecia do amanhã de Deus no hoje do mundo.
Em relação a cada uma destas três dimensões será possível desenvolver também as linhas inspiradoras de uma pastoral dos santuários, capaz de traduzir na vida pessoal e eclesial a mensagem simbólica do templo, no qual se reúne a comunidade cristã convocada pelo Senhor e pelos seus colaboradores.

O SANTUÁRIO TERRESTRE



Imagem Acima: Tenda que Deus mandou Moisés construir no Deserto por volta de 1500 AC. Este Santuário do Deserto se tornaria o Templo de Salomão (Imagem abaixo), um dos edifícios mais luxuosos da História:

Introdução (entrar O SANTUÁRIO)
Deus sempre revelou o futuro para os seus filhos. A Bíblia por exemplo declara que Cristo foi morto antes da fundação da Terra (Ap 13:8). A razão disso é que Deus já sabia que o homem poderia pecar e Ele tinha um plano de emergência para isso, O plano de Salvação! Ele daria Seu Filho para pagar a penalidade do pecado no lugar de todos os que cressem nEle e dessa maneira tivessem direito a vida eterna. Jesus pagaria a pena de morte que o pecador receberia! Só que para manter a fé dos homens na primeira vinda do Messias, Deus passou a simbolizar a futura morte de Seu Filho na cruz através de sacrifícios de animais. Deus pedia geralmente um cordeirinho sem defeito para sacrifício. É por isso que João Batista disse de Jesus: Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! João 1:29.
Isso passou a ser ensinado desde que o pecado entrou no nosso mundo. Adão e Eva já sabiam disso, e ensinou seus filhos a sacrificarem o cordeirinho. Abel fez o sacrificio do cordeiro como seus pais ensinaram, mas Caim desobedecendo a ordem levou o cereal da terra. (Veja Génesis 4:4).
Cerca de 2 mil anos se passaram. Quando Deus retirou Israel do Egito resolveu apresentaro plano da salvação de maneira completa. Acrescentou novos detalhes ao mero sacrifício de cordeiros. Moisés deveria construir um santuário e Deus lhe mostrou uma planta. Veja Hebreus 8:5. Esse modelo era uma cópia simples do santuário que existe no céu, que o Senhor construiu e não um ser humano. Veja Hebreus 8:2. O santuário tinha 3 partes: a parte externa onde eram feitos os sacrifícios de animais, o lugar santo e o lugar santíssimo.
1. O PÁTIO EXTERIOR
No Pátio externo o pecador trazia uma animal sem defeito (que simbolizava o sacrifício de Cristo e confessava seus pecados sobre sua cabeça). Depois disso tinha que matá-lo, degolando-o com uma faca. O sacerdote pegava uma bacia de prata e coletava um pouco do sangue do cordeirinho. O resto da carne era queimada.

Enquanto a carne gordurosa era queimada (O Sacerdote poderia guardar a carne sem gordura para se alimentar, caso desejasse), o sacerdote se banhava na pia (à esquerda na imagem) antes de entrar com a bacia de sangue no Santuário.

O PRIMEIRO COMPARTIMENTO: O LUGAR SANTO

No lugar santo (veja na imagem o cômodo à direita) se encontrava a mesa de pães, o castiçal e o altar de incenso. Quando o sacerdote entrava com a bacia de sangue noprimeiro compartimento do santuário espirrava o sangue 7 vezes no altar de incenso, perto da segunda cortina. Os pecados individuais do povo eram transferidos simbolicamente para o santuário. Isso acontecia pelo menos 2 vezes por dia durante 1 ano inteiro! O sangue sapilcava a cortina que dividia o primeiro do segundo compartimento enão podia ser lavada. O Sacerdote JAMAIS entrava no SEGUNDO compartimento. Isso era feito apenas uma vez por ano.
3. O Segundo Compartimento (O Lugar Santíssimo)
No Lugar Santíssimo ficava a ARCA DA ALIANÇA. Dentro dela estavam os 10 mandamentos recebidos no Monte Sinai. Um luz sobrenatural irradiava sobre a arca, demonstrando a presença de Deus. O Sumo Sacerdote só entrava no Santíssimo uma vez por ano guando chegava até a presença de Deus, diante da arca da aliança e esparramava o sangue do cordeiro por cima da tampa da arca (o propiciatório). Nesse dia os pecados do ano inteiro eram expiados (o chamado yon Kippur judaico) e a cortina encharcada de sangue que dividia os compartimentos era retirada e colocada uma nova. Esse dia era cosiderado o dia de julgamento quando a nação ficava livre de seus pecados.
A Luz sobrenatural veio a desaparecer posteriormente. Já não existia quando o Profeta Jeremias mandou esconder a arca da aliança, antes da destruição do Templo em 587 AC.

O Santuário Celestial
A Bíblia diz que quando Jesus morreu na cruz, os símbolos do santuário terrestre se cumpriram. Então para Deus demonstrar que o serviço do Santuário terrestre deveria cessar, rasgou a cortina que dividia o lugar santo do santíssimo (Leia Mateus 27:50-51):

Desde o Século XIX os estudantes Bíblicos encontraram provas indiscutíveis da existência de um santuário no Céu. Moisés fez o santuário terrestre segundo o modelo que lhe foi mostrado. Paulo declara que aquele modelo era baseado no verdadeiro santuário que está no Céu. (ver Heb. 8:2 e 5). E João testifica de que o viu no Céu, inclusive com uma arca da aliança original. (Apoc. 11:19).
O Santuário Terrestre, construído por Moisés de acordo com o modelo que lhe foi mostrado no monte, por ordem de Deus, era uma “alegoria para o tempo presente, em que se oferecem dons e sacrifícios” (Heb. 9:9). Os seus dois lugares santos eram “figuras das coisas que estão no Céu” (Heb. 9:23). Jesus Cristo, nosso grande Sumo Sacerdote, subiu aos Céus e se tornou “ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem” (Heb. 8:2). A Bíblia declara expressamente que “Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo Céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus”. Heb. 9:24.
O santuário do Céu, no qual Jesus passou a ministrar em nosso favor, é o grande original, de que o santuário terrestre construído por Moisés foi uma cópia. Assim como no santuário terrestre havia dois compartimentos, o santo e o santíssimo, existem dois lugares santos no santuário celestial. A arca contendo a lei de Deus, o altar de incenso e outros instrumentos, que se encontravam no santuário de baixo, também têm sua parte correspondente no santuário de cima. Assim, Tipo (O santuário terrestre) e o Anti-Típico ( o celestial) se encontraram perfeitamente.
Em santa visão, foi permitido ao apóstolo João penetrar no Céu, e ele contemplou Jesus entre o castiçal e o altar de incenso que fica no Lugar Santo conforme relata em Apocalipse 1:12-18. Veja a imagem que ilustra Jesus no Lugar Santo:

Novamente, contemplando os eventos finais da história desse planeta João vê “abrindo -se no céu o templo de Deus“, e dessa forma contempla também “a arca do Seu concerto”, no Lugar Santíssimo. (Leia Apoc. 11:19).

Na Arca da Aliança celeste, anjos verdadeiros velam o Trono de Deus .
A Purificação do Santuário
Como antigamente os pecados do povo eram transferidos, em figura, para o santuário terrestre mediante o sangue da oferta pelo pecado, assim nossos pecados são, de fato, transferidos para o santuário celestial, mediante o sangue de Cristo. E como a purificação típica do santuário terrestre se efetuava mediante a remoção dos pecados pelos quais se poluíra, conseqüentemente, a real purificação do santuário celeste deve efetuar-se pela remoção, ou apagamento, dos pecados que ali estão registrados. Isso necessita um exame dos livros de registro para determinar quem, pelo arrependimento dos pecados e fé em Cristo, tem direito aos benefícios de Sua expiação. A purificação do santuário, portanto, envolve uma obra de juízo investigativo. Na antiguidade essa obra era feita no Santuário e depois no Templo de Jerusalém, sendo simbolizados pelo Dia da Expiação ou Yon Kippur.
Cristo deveria fazer o mesmo trabalho no santuário celeste. Ele foi simbolicamente o cordeiro morto no pátio e agora é nosso único sacerdote. Assim, ele entrou com (a Sua ascenção no ano 31) no lugar Santo. Ali, ele fazia o ofício de advogado, salvando a todos os que se refugiassem nele. Mas em determinado momento da história ele deveria começar o julgamento da raça humana. Ao contrário do entendimento leigo, o julgamento não se dá após a segunda vinda, mas antes, porque na segunda vinda é dada somente a sentença! As 7 pragas que acontecem meses antes da segunda vinda, já fazem parte da sentença.
A Bíblia declara que Jesus ficou 18 séculos (do ano 31 até 22/10/1844) intercedendo em nosso favor fazendo o serviço tipificado no Lugar Santo. Após este período ele veio fazer o serviço típificado pelo Lugar Santíssimo. Vejamos o gráfico abaixo:

O Processo de conhecimento ou juízo de investigação ou Juízo Pré-Advento, começou em 22 de Outubro de 1844 conforme é explicado na página que trata de 2 grandes profecias Bíblicas: As 70 SEMANAS, e as 2300 TARDES E MANHÃS de Daniel capítulos 8 e 9.
Assim, após 1844 Cristo não faz apenas o trabalho de advogado, mas o de Juíz! Nesse julgamento celeste somente passa pelas mãos de Cristo o caso dos filhos de Deus. Começa desde Adão e Eva ate chegar a época presente, dos vivos. Por exemplo: o caso de Abel é examinado, mas o de Caim não, já que negou Deus abertamente. Seguindo 4000 mil anos no futuro, o caso de Pedro é examinado, mas o de Pilatos, Judas ou Herodes não passa pelas mãos de Cristo, pois eles morreram sem advogado e portanto estão literalmente condenados. Dessa forma, quando terminar o juízo dos santos vivos, Cristo retornará!
OBS: A expiação de acordo com o modelo mostrado a Moisés em Exodo e confirmado no livro de Hebreus, não termina na Cruz. Ela prossegue no santuário celestial, onde é feita a intercessão contínua, especialmente após 1844, quando começou o Juízo Pré-advento (Yom Kipur).

O JUÍZO PRÉ-ADVENTO DO SANTUÁRIO CELESTIAL

Hebreus 8:1-2, 9:11 e 24, declara que Jesus entrou no Santuário Celeste como nosso advogado e intercessor. Veja antes as páginas: O Santuário Terrestre e O Santuário Celestial. A Bíblia também nos ensina que no dia 22 de Outubro de 1844, Jesus começou o julgamento dos humanos neste Santuário. Como descobrimos isso?
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O JUÍZO UNIVERSAL
No livro do Apocalipse encontramos o anúncio de um juízo. Um juízo universal e de conseqüências eternas. Um dia Lúcifer disse que estava certo e Deus, errado. O Criador deu-lhe o tempo necessário para provar a validade de suas acusações e para esclarecer qualquer dúvida na mente das criaturas. Mas, finalmente, chega o dia em que todas as acusações e seus resultados devem ser julgados.
No capítulo 14 de Apocalipse, o apóstolo João nos leva a contemplar essa cena crucial do grande conflito entre o bem e o mal. “Vi outro anjo” – diz o profeta – “voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, tribo, língua, e povo.” (Apocalipse 14:6).
 Quem é esse anjo e a quem simboliza?
Ao longo de todo o livro do Apocalipse são mencionados muitos anjos. Dessa vez João vê outro anjo. Este “anjo” ou “mensageiro” representa, segundo os comentaristas bíblicos, “os servos de Deus empenhados na tarefa de proclamar o evangelho”.1 Afinal de contas, a missão de pregar o evangelho foi dada por Jesus aos discípulos antes de o Mestre partir.” (Marcos 16:15 e 16). Quer dizer que, hoje, existe neste mundo um povo especial, com uma mensagem especial para ser dada aos moradores da Terra.
A mensagem que essas pessoas proclamam é a seguinte: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora de Seu juízo.” (Apocalipse 14:7). Essa mensagem é de suma importância porque é o anúncio do dia do acerto de contas: finalmente chegou a hora do julgamento. Quando o juízo findar, todo o Universo saberá sem sombras de dúvidas quem estava com a razão: Satanás ou Cristo. Lá nos céus, muito tempo atrás, Lúcifer acusou a Deus de ser tirano, arbitrário e cruel. Acusou-O de estabelecer princípios de vida que nenhuma criatura poderia cumprir e, portanto, de não merecer mais adoração nem obediência. Mas agora chegou o momento do veredicto final. A História encarregou-se de acumular as provas. Os livros serão abertos, e o juízo começará.
A Bíblia está cheia de afirmações que confirmam a existência de um juízo para a raça humana. Observe algumas delas:
1. “Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más.” (Eclesiastes 12:14)
2. “Porquanto [Deus] estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça…” (Atos 17:31)
3. “Porque importa que todos nós compareçamos ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou mal que tiver feito por meio do corpo.” (II Coríntios 5:10)
Mas a grande pergunta é: Quando acontece o juízo? Como saber o tempo exato em que esse julgamento terá início? Se nosso destino eterno está em jogo, não deveríamos preocupar-nos por estudar a profecia a fim de estar preparados para aquele dia?
O DIA DO JUÍZO
Para compreender as profecias do Apocalipse é preciso conhecer bem o Velho Testamento. Isso porque, no Apocalipse, muitos detalhes proféticos do Velho Testamento cobram sentido. No Apocalipse está o maravilhoso final da história que começa no Gênesis. Portanto, para saber quando começa o juízo que o Apocalipse menciona, é preciso rever, na história bíblica, quando se realizava o juízo em Israel, o povo de Deus no Velho Testamento.
Segundo o Mishná, que é a coleção dos escritos judeus, o juízo de Israel começava no primeiro dia do sétimo mês, com a Festa das Trombetas, e terminava no décimo dia, com a Cerimônia da Expiação. Até hoje esse dia é denominado “Yom Kippur“, que significa literalmente “dia do juízo”.2 Nesse dia, cada verdadeiro israelita renovava sua consagração a Deus e confirmava seu arrependimento, ficando, assim, perdoado e limpo. (Levítico 16:30)
Nesse dia, também, o sumo sacerdote de Israel efetuava a limpeza ou purificação do santuário, com sacrifícios de animais. Note agora o que a Bíblia diz a esse respeito: “Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos Céus se purificassem com tais sacrifícios; mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores. Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém, no mesmo Céu, para compadecer, agora, por nós, diante de Deus.” (Hebreus 9:23 e 24).
UM SANTUÁRIO NO CÉU E O JUÍZO
Se você analisar com cuidado essa declaração bíblica, chegará à conclusão natural de que existe um Santuário lá nos Céus e que o santuário terreno do povo de Israel era apenas uma figura do verdadeiro que está nos Céus. Bom, se o dia da purificação do santuário de Israel era o dia do juízo para aquele povo, está claro que o dia da purificação do Santuário Celestial será também o dia do juízo da humanidade. Mas quando acontecerá isso? Se descobrirmos essa data, teremos descoberto a data do início do julgamento do planeta em que vivemos. Não é fascinante?
Agora vem algo que surpreende: a Bíblia contém uma profecia quase desconhecida pela humanidade (se você tiver uma Bíblia em casa, é só conferir). Essa profecia esta registrada em Daniel 8:14, e diz assim: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado.” Essa profecia não pode se referir à purificação do santuário de Israel, porque essa purificação era realizada a cada ano. Aqui está falando necessariamente da purificação do Santuário nos Céus. E isto é confirmado pela própria Bíblia (Hebreus 9:25 e 26). Isso que dizer que, se descobrimos quando termina essa profecia, teremos descoberto o dia da purificação do Santuário Celestial, ou seja, o dia do juízo dos seres humanos.
Enquanto Daniel orava pedindo que Deus lhe revelasse o significado da profecia, o anjo apresentou-se novamente ao profeta, dizendo: “No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a palavra, e entende a visão… Sabe e entende, que desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o Ungido, o Príncipe, haverá sete semanas e sessenta e duas semanas… E ele fará um pacto firme com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício.” (Daniel 9:23 a 27).
Nesse texto estão contidos dados necessários para entender a profecia. Com essa declaração bíblica podemos estabelecer o seguinte diagrama: (primeiro leia os pontos explicativos e depois olhe para o diagrama).
1. Perceba que o período profético de 2300 anos começa quando saiu “a ordem para restaurar e edificar Jerusalém”. (Daniel 9:25; Esdras 7:7 e 11; Esdras 7:21 e 22). E a História registra que essa ordem foi dada pelo rei Artaxerxes, da Pérsia, no ano 457 a.C. Este é, então, o ano do início do período profético.
2. A profecia diz que, do ano 457 a.C. “até o Ungido Príncipe” (ou seja, o batismo de Jesus), haveria “sete semanas e sessenta e duas semanas”. Esse total de 69 semanas, em linguagem profética, equivale a 483 anos, o que nos leva ao ano 27 d.C., data em que historicamente realizou-se o batismo de Jesus. Até aqui a profecia tem-se cumprido com exatidão.
3. A profecia fala de uma semana a mais (sete dias proféticos = sete anos), que nos leva do ano 27 d.C. até o ano 34 d.C., quando o apóstolo Estevão foi apedrejado pelo povo judeu e, com isso, o tempo de Israel estava acabado. “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo” (Daniel 9:24), tinha dito o anjo ao explicar a profecia para Daniel. Isso também se cumpriu com exatidão.
4. A profecia afirma que, na metade dessa última semana – que nos leva ao ano 31 d.C. – “fará cessar o sacrifício”. Noutras palavras, Jesus morreria na cruz e já não seria mais necessário o sacrifício de animais que Israel realizava. A História registra que, exatamente no ano 31 d.C., Jesus foi morto, e você pode ver mais uma vez como a profecia se cumpriu de maneira extraordinária.
5. Até aqui, tudo aconteceu como estava previsto. A profecia foi dada a Daniel por volta do ano 607 a.C. e, séculos depois, tudo se cumpriu ao pé da letra.
6. Agora me acompanhe no raciocínio. Se, depois do período de 70 semanas (490 anos) continuarmos contando o tempo, concluiremos que o período de 2300 anos termina em 1844. Quer dizer que, naquele ano, segundo a profecia, o Santuário Celestial seria purificado, ou seja, começaria o grande julgamento da raça humana.
 457 a.C. – Emissão da ordem para reconstruir Jerusalém (Esdras 7:11 e 12).
 408 a.C. – Jerusalém reconstruída e o Estado judeu restaurado.
 27 d.C. – Batismo de Jesus (Mateus 3:13 a 17).
 34 d.C. – Morte de Estevão (Atos 7:54 a 60); a Igreja é perseguida (Atos 8:1 a 3) e o Evangelho é levado aos gentios (Atos 13:44 a 48).
 1844 – Início do Juízo Investigativo (Daniel 8:14; Apocalipse 3:7 e 8).
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VIVENDO EM PLENO JUÍZO
Isso é algo surpreendente e de solene significado. A humanidade não pode viver este milênio sem saber que o juízo divino começou. Este não é um assunto para o futuro. Segundo a profecia, foi a partir de 1844 que o destino dos homens começou a ser definido, e milhões de pessoas no mundo ignoram essa verdade. Por isso o Apocalipse declara que era necessário levantar-se um anjo “voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a toda nação, tribo, língua, e povo, dizendo em grande voz: temei a Deus e dai-Lhe glória, pois “É CHEGADA A HORA DE SEU JUÍZO“.
Perceba que o anjo voa. Isso é urgente. Voar significa rapidez. Não há mais tempo a perder. Perceba que a mensagem é dada em alta voz. Isso não pode ser ignorado por mais tempo. Precisa ser proclamado em toda a Terra e para todos os seres humanos. E, finalmente, perceba que este evangelho é eterno. Não é nada novo; algo que foi inventado por alguém. Trata-se da história do maravilhoso amor de Deus pelos seres humanos.
Infelizmente, o juízo, por algum motivo, é mal compreendido pela humanidade. Muitos confundem o juízo divino com os flagelos e catástrofes que acontecerão antes da volta de Cristo, e que também estão profetizados no Apocalipse. Só que aqueles flagelos são parte da sentença. Eles são resultado do juízo. Não é juízo. A prisão ou pena de morte, por exemplo, não é o juízo da pessoa, mas a condenação. Juízo é o processo pela qual se considera o caso: existe um juiz, um advogado, um promotor de acusação, testemunhas e provas.
Veja como o profeta Daniel descreve o juízo celestial: “Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de dias Se assentou; Sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a lã pura… um rio de fogo manava e saía de diante dEle. Milhares e milhares O serviam, e miríades e miríades estavam diante dEle; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros.” (Daniel 7:9 e 10) Note, aí estão o Juiz e também os livros.
Agora confira como o juízo é descrito pelo Apocalipse: “E olhei, e eis não somente umaporta aberta como também a primeira voz que ouvi dizendo: sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas.” (Apocalipse 4:1). Depois de que coisas? Depois que a porta for aberta, claro. E quando é que a porta foi aberta?
Uma porta aberta em 1844
No santuário de Israel, a porta que levava do lugar santo ao lugar santíssimo, era aberta a cada ano, no Dia da Expiação (que era o dia do juízo). Com relação ao Santuário Celestial é dito que:
 “Pois Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus; nem também para Se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote de ano em ano entra no santo lugar com sangue alheio. Ora, neste caso, seria necessário que Ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, Se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de Si mesmo, o pecado.” (Hebreus 9:24 a 26)
(Assim, a oportunidade de Salvação ainda está aberta a todos, inclusive para você! Só que ela acabará quando cristo deixar o Lugar Santíssimo. O evento histórico que marcará isso são a queda das 7 pragas (AP 16). O Espírito Santo sempre tem razão, hoje é o dia de se decidir por Cristo, Hoje é o dia da sua, da nossa salvação. Porque amanhã Cristo poderá ter deixado de ser advogado e será apenas juíz e aí não haverá mais oportunidade de salvação para ninguém!). Veja abaixo o cronograma geral do juízo:
1844 Juízo Pré-Advento….Término do Juízo.… 7 Praga....Volta de Jesus.
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Referências:
Alejandro Bullón, O Terceiro Milénio e as Profecias do Apocalipse, 1.ª ed., 1998, pág. 29.
1. Seventh-Day Adventist Bible Comentary, vol.7, pág. 827.
2. The Jewish Encyclopedia, vol. 2, pág. 281.

O SANTUÁRIO UM ESPAÇO SAGRADO

Aquele que no Antigo Testamento é o Templo de Jerusalém, no Novo Testamento encontra o seu cumprimento mais alto na missão do Filho de Deus, que Se torna o novo Templo, a habitação do Eterno entre nós, a aliança em pessoa. O episódio da expulsão dos vendedores que estavam no templo (cf. Mt 21, 12-13), proclama que o espaço sagrado, por um lado, se dilatou a todas as nações - como confirma também o particular de grande valor simbólico do véu do templo “que se rasgou em duas partes, de alto a baixo” (Mc 15, 38) -; por outro, se concentrou na pessoa d'Aquele que, vencedor da morte (cf. 2 Tm 1, 10), poderá ser para todos oS CRENTES o encontro com Deus.
Aos chefes religiosos, Jesus diz: “Destruí este santuário e Eu em três dias o levantarei”. Ao referir-se à réplica deles - “Foram precisos quarenta e seis anos para edificar este santuário e Tu reedificá-lo-ás em três dias?” - o evangelista João comenta: “Mas Ele falava do santuário do Seu corpo. Por isso, quando Ele ressuscitou dos mortos, recordaram-se os discípulos do que tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra que Jesus dissera” (Jo 2, 19-22).
Também na economia da nova Aliança o Templo é o sinal da iniciativa do amor de Deus na história: Cristo, o enviado do Pai, o Deus que Se fez homem por nós, sacerdote supremo e definitivo (cf. Hb 7), é o Templo novo, o Templo esperado e prometido, o santuário da nova e eterna Aliança (cf. Hb 8). Tanto no Antigo como no Novo Testamento, portanto, o santuário é a memória viva da origem, isto é, da iniciativa com a qual Deus nos amou primeiro (cf. 1 Jo 4, 19). Todas as vezes que Israel olhou para o Templo com os olhos da fé, todas as vezes que com estes mesmos olhos os cristãos olham para Cristo, novo Templo, e para os santuários que eles mesmos edificaram a partir do édito de Constantino, como sinal de Cristo vivo no meio de nós, neste sinal reconheceram a iniciativa do amor de Deus vivo pelos homens.
Deste modo, o santuário testemunha que Deus é maior do que o nosso coração, que nos amou desde sempre e nos deu o seu Filho e o Espírito Santo, porque quer habitar em nós e fazer de nós o Seu templo e, dos nossos membros, o santuário do Espírito Santo, como diz São Paulo: “Não sabeis que sois templos de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus, que sois vós, é santo” (1 Cor 3, 16-17; cf. 6, 19); “porque nós somos o templo de Deus vivo, como Deus diz: "Habitarei e caminharei entre eles, e serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo"” (2 Cor 6, 16).
O santuário é o lugar da permanente actualização do amor de Deus, que pôs a Sua tenda no meio de nós (cf. Jo 1, 14), por isso, como afirma Agostinho, no lugar santo “não há sucessão de dias como se cada dia tivesse de chegar e depois passar. O início de um não indica o fim do outro, porque nele se encontram presentes todos contemporaneamente. A vida, à qual esses dias pertencem, não conhece ocaso”. No santuário ressoa assim, de modo sempre novo, o anúncio jubiloso de que “Deus nos amou primeiro e nos deu a capacidade de O amar... Não nos amou para nos deixar feios como éramos, mas para nos mudar e nos tornar belos... De que modo seremos belos? Amando-O, a Ele que é sempre belo. Quanto mais crescer em ti o amor, tanto mais crescerá a beleza; a caridade é precisamente a beleza da alma”. O santuário, então, recorda constantemente que a vida nova não nasce “de baixo” por uma iniciativa puramente humana, que a Igreja não é fruto simplesmente da carne nem do sangue (cf. Jo 1, 13), mas que a existência remida e a comunhão eclesial em que ela se exprime, nascem “do alto” (cf. Jo 3, 3), da iniciativa gratuita e surpreendente do amor trinitário que precede o amor do homem (cf. 1 Jo 4, 9-10).
Admiração e adoração
Para a vida cristã, quais são as consequências desta primeira e fundamental mensagem, que o santuário transmite enquanto memória da nossa origem junto do Senhor?
Podem-se determinar três perspectivas fundamentais.
Em primeiro lugar, o santuário recorda que a Igreja nasce da iniciativa de Deus: iniciativa que a piedade dos fiéis e a aprovação pública da Igreja reconhecem no evento de fundação, que está na origem de cada santuário. Portanto, em tudo aquilo que se refere ao santuário e em tudo o que nele se exprime, é preciso discernir a presença do mistério, obra de Deus no tempo, manifestação da Sua presença eficaz, escondida sob os sinais da história. Esta convicção é, além disso, veiculada no santuário através da mensagem específica a ele conexa, tanto em referência aos mistérios da vida de Jesus Cristo, quanto em relação a qualquer um dos títulos de Maria, “modelo de virtude diante de toda a comunidade dos eleitos”, e também em relação a cada um dos Santos, cuja memória proclama “as grandes obras de Cristo nos Seus servos”.