O SANTUÁRIO - O BODE POR AZAZEL
"(...) Receberá da comunidade de Israel dois bodes como oferta pelo pecado (...) Depois pegará os dois bodes e os apresentará ao SENHOR, à entrada da Tenda do Encontro*. E lançará sortes quanto aos dois bodes: uma para o SENHOR e a outra para Azazel. Arão trará o bode cuja sorte caiu para o SENHOR e o sacrificará como oferta pelo pecado. Mas o bode sobre o qual caiu a sorte para Azazel será apresentado vivo ao SENHOR para fazer propiciação, e será enviado para Azazel no deserto.
Então sacrificará o bode da oferta pelo pecado, em favor do povo, e trará o sangue para trás do véu (...) Assim fará propiciação pelo Lugar Santíssimo por causa das impurezas e das rebeliões dos israelitas, quaisquer que tenham sido os seus pecados.
(...) Quando Arão terminar de fazer propiciação pelo Lugar Santíssimo, pela Tenda do Encontro e pelo altar, trará para a frente o bode vivo. Então colocará as duas mãos sobre a cabeça do bode vivo e confessará todas as iniqüidades e rebeliões dos israelitas, todos os seus pecados, e os porá sobre a cabeça do bode. Em seguida enviará o bode para o deserto aos cuidados de um homem designado para isso. O bode levará consigo todas as iniqüidades deles para um lugar solitário. E o homem soltará o bode no deserto..." (Levítico capítulo 16. Tradução: Nova Versão Internacional).
O MINISTÉRIO NO LUGAR SANTÍSSIMO
Em posse do sangue do bode do SENHOR (que representava o sangue de Cristo), o sumo sacerdote aplicava-o no altar dos holocaustos e no altar do incenso, os quais haviam sido diariamente aspergidos com o sangue das ofertas que simbolizava os pecados confessados (Levítico capítulo 4; Hebreus 9:1-10). E, no lugar santíssimo, ele aplicava esse sangue no propiciatório(a), na presença de Deus, a fim de satisfazer as exigências de Sua lei; pois, pecado é transgressão da lei e sem sangue não há perdão (I João 3:4; Hebreus 9:22). Essa ação simbolizava o imensurável preço que Cristo teria de pagar pelos nossos pecados (Hebreus capítulo 9; Isaías capítulo 53). Desta forma, o sumo sacerdote efetuava expiação pelo povo e pelo santuário. Assim ambos eram purificados.1
Na etapa seguinte, representando a Cristo como mediador, o sumo sacerdote assumia sobre si mesmo os pecados que haviam poluído o santuário e os transferia para o bode vivo, Azazel; que era em seguida conduzido para fora do acampamento do povo de Deus. Este ato removia os pecados do povo, os quais durante o ano, tinham sido simbolicamente transferidos para o santuário através do sangue ou da carne dos sacrifícios diário de perdão. Deste modo o santuário estava habilitado para mais um ano de atividade ministerial (Levítico 16:29-34).2 E assim todas as coisas eram colocadas em ordem entre Deus e Seu povo.3
O dia da expiação ilustra o processo de julgamento que lida com a erradicação do pecado. A expiação realizada nesse dia prefigurava a aplicação final dos méritos de Cristo a fim de banir a presença do pecado por toda a eternidade, e para tornar efetiva a reconciliação do Universo, sob o governo harmonioso de Deus.
O BODE PARA AZAZEL
A palavra "Azazel" provém do hebraico עזאזל ('aza'zel) e é formado por dois radicais: אזל ('azal) que significa "ir embora", e, עז ('ez) que significa cabra, bode.4, 5 A análise cuidadosa de Levítico capítulo 16 revela que Azazel representa Satanás, e não Cristo, como alguns erroneamente ensinam. Os fatos que apoiam esta interpretação, são:
O bode para Azazel não era morto como sacrifício, e assim não poderia ser usado como um meio para trazer o perdão, uma vez que "sem derramamento de sangue, não há remissão" (Hebreus 9:22);
O santuário era inteiramente purificado pelo sangue do bode do SENHOR antes que o bode de Azazel fosse introduzido no ritual (Levítico 16:20);
A passagem trata Azazel como um ser pessoal que é o oposto, e se opõe, a Deus. Levítico 16:8 diz, literalmente: "E lançará sortes quanto aos dois bodes: uma para o SENHOR e a outra para Azazel." (Levítico 16:8).
OS DOIS JARDINS – Neles o Pecado e a Salvação Encontram-se
A nossa salvação vem de um Deus que nos ama tanto que não Se poupou a esforços para nos reconquistar para Si. O relato da Sua atividade redentora no conflito entre o Bem e o Mal é a história mais grandiosa que alguma vez foi contada; é, na verdade, o espetáculo dos séculos.
Nesta história, há dois jardins que forma o palco dos principais desenvolvimentos. Do primeiro jardim, vêm o pecado, a perda, a vergonha e a morte. Do segundo, brotam a esperança, a alegria e a vida.
Deus plantou o primeiro jardim. Era belo, era perfeito, era o Éden. Neste ambiente incontaminado, Deus colocou os primeiros seres humanos, feitos também pelas Suas próprias mãos (Gén. 2:8 e 9), e comungava com eles. O Éden era o Paraíso, o Paraíso da inocência. Adão e Eva eram puros, mas eram como crianças. Ainda não tinham desenvolvido o caráter, pois ainda não tinham feito escolhas. E as escolhas iriam, em breve, ser postas diante deles.
A Entrada do Pecado.Por detrás da tranquilidade do jardim espreitava uma figura sinistra. O Mal, uma coisa totalmente desconhecida de Adão e Eva, não estava muito longe – ele nunca está! Um anjo caído, em tempos como Lúcifer, a estrela da alva, mas agora conhecido por Satanás, o enganador, aguardava a sua oportunidade.
Não sabemos quanto tempo os nossos primeiros pais viveram no jardim. Um dia, porém, caiu uma sombra sobre o Paraíso. Satanás, recorrendo a uma atraente serpente como médium, baloiçou diante deles a sedução de uma nova experência, que iria torná-los semelhantes ao próprio Deus.
Deus instituíra um simples teste de obediência: “De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do Bem e o do Mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gén. 2:16,17). No entanto, a serpente disse: “Certamente, não morrerás. Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o Bem e o Mal” (Gén. 3:4,5).
Passaram-se muitos anos, mas o tentador continua hoje a vir ter com as pessoas da mesma maneira. Ele embeleza a desobediência, tornando-a atrativa. Pinta como enfadonho o apego aos mandamentos de Deus. Promete emoções, novas esperiências. Esconde a vereda da ruina, para onde nos convida a entrar – um caminho juncado de ébrios na valeta e de corpos a decomporem-se à distância.
O diabo procura sempre incutir a dúvida. Atribui a Deus o seu próprio caráter e finge assumir o verdadeiro caráter de Deus. Deus apenas quer o que é melhor para nós; Ele não nos priva de nada que resulte em saúde e felicidade. Satanás, por outro lado, oferece um pacote envenenado, o qual parece atrativo, mas que no fim degrada e nos corrompe.
Satanás é “mentiroso e pai da mentira” (João 8:44). “Certamente, não morrereis”, assim convenceu ele Adão e Eva. Contudo, era uma grande mentira. Eles morreram de facto e, desde então, os seus descendentes tês estado a morrer.
“Sereis como Deus”, prometeu ele, mas tratava-se de uma promessa que ele não podia cumprir. Ele tentara ser como Deus nas cortes celestiais (Isaías 14:13; Ezeq. 28:12-18), mas a sua autoilusão levou-o a ser expulso do Céu.
Só Deus pode ser Deus. Ele é o Criador de todos, quer anjos quer humanos. A criatura nunca pode tornar-se no Criador. Deus fez os homens e as mulheres à Sua imagem para viverem n´Ele e prestarem-Lhe amorosa obediência. Só em Deus encontramos o nosso verdadeiro eu. “Tu nos fizeste para Ti mesmo, Ó Senhor, e o nosso coração está inquieto até que encontre descanso em Ti”, como bem disse Santo Agostinho.
O pecado é irracional; é a suprema loucura. Agarra-se ao impossível – ser como Deus. Ignora o facto de a nossa existência ter sido feita por Deus e de ser pendente d´Ele em cada respiração.
Não obstante, quantos homens e mulheres hoje em dia estão a seguir os passos dos nossos primeiros pais! A grande maioria das pessoas sucumbe à sedução do tentador, “sereis como Deus”, afastado Deus do seu pansr, negando a Sua existência ou reijetando-O declaradamente.
As Consequências da Queda.As consequências da queda começaram a manifestar-se quase imediatamente. Depois da agitação inicial do prazer, os nossos primeiros pais começaram a serntir vergonha (Gén. 3:7). Ao perceberem que Deus estava a aproximar-se (v. 8). Mas não lhes era possível enconderem-se de Deus, tal como nós hoje também não podemos esconder-nos d`Ele. Começaram a culpar-se um ao outro pela sua desobediência: “A mulher que me deste por companhia, ela me deu da árvore, e comi”, lamuriou-se Adão. (v. 12).
Já conhecem este quadro? Culpar alguém, culpar até o próprio Deus, mas não admitir as faltas pessoais. Do mesmo modo procedeu Eva: “A serpente enganou-se, e eu comi”, procurou ela defender-se (v. 13).
Estas tentativas de lançar as culpas para qualquer outro lado e de justificar os respetivos atos foram tão débeis como as folhas de figueira que juntaram para cobrir a sua nudez. E ainda hoje abundam as desculpas e a autojustificação ao estilo de folha de figueira.
Foi então que o Senhor lhes delineou o futuro que estava diante deles. Seriam banidos do Paraíso para uma vida de árduo trabalho. Daí em diante, a Natureza iria dar-lhes cardos e espinhos. Eva daria à luz filhos com dor e, por fim, depois de uma vida de luta para conseguirem o pão de cada dia com o suor do seu rosto, voltariam ao pó de onde Deus os tinha formado (vs. 16-20).
O poeta John Milton, no final da sua obra épica. O Paraíso Perdido, descreve comovidamente os momentos finais que eles passaram no Éden:
“Tinhamos o mundo todo diante deles, para escolherem o seu lugar de descanso, e a Providência os guiaria: Eles, de mãos dadas, com passos inconstantes e arrastados, através do Éden seguiram o seu solitário caminho.”
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| Lugar onde seguramente Jesus orou antes de ser crucificado. |
Deus em seu Socorro.Deus, no entanto, não abandonou Adão e Eva sem uma esperança. Embora expulsos do jardim, não ficaram isolados da Sua presença. Para onde quer que a sua nova vida os levasse, Deus lá estaria.
Além disso, Deus deixou-lhes uma promessa para o futuro. Enquanto estavam ainda no jardim, Ele declarou à serpente: “Porei inimizade entre ti e a sua semente: esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (v. 15).
Esta “inimizade” não é uma reação humana natural. É uma coisa que Deus colocou em nós; é a graça em ação.
Ellen White escreveu: “É a graça que Cristo implanta na alma, que cria no homem a inimizade contra Satanás. Sem esta graça que converte, e este poder renovador, o homem continuaria cativo de Satanás, como servo sempre pronto a executar as sus ordens. Mas este novo princípio cria conflito na alma onde até então tinha havido paz. O poder que Cristo comunica dá ao homem a possiblidade de resistir ao tirano e usurpador. Quem quer que aborreça o pecado em vez de o amar, que resista a essas paixões que o têm dominado interiormente e as vença, demonstra a ação de um princípio inteiramente celestial” (O Grande Conflito, ed. P. SerVir, p. 422).
A obra da graça culmina na Semente da mulher – Jesus Cristo. Ao concluir a Sua vida sem pecado e a Seu ministério de amor, Ele foi orar a um jardim – o Jardim do Getsémani.
Este jardim foi plantado pel homem, não por Deus. Era o lugar de retiro favorito do Mestre. Ao findar a noite da última quinta-feira da Sua vida terrena, com a cruz olhando-O de perto, Jesus foi lá para contender com o Pai.
Com o peso dos pecados do mundo a oprimi-l´O fortemente, Jesus implorou: “Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice; todavia, não seja como Eu quero, mas como Tu queres” (Mat. 26:39). “E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão” (Luc. 22:44).
Nesse jardim, o destino da raça humana esteve pendente na balança Jesus ansiava pelo apoio dos Seus amigos mais intimos, mas todos eles adormeceram. Ele bebeu sozinho o cálice da aflição. Um outro ser estva presente, o mesmo enganador que estivera no Éden. Agora tentava Jesus a abandonar a Sua missão de salvar o mundo: Esta gente não é digna. Ninguém se interessa. Olha para eles – todos a dormir”
Ao contrário dos nossos primeiros pais, Jesus recusou ouvir a voz malévola, recusou acariciar qualquer dúvida. Aceitou da mão do Seu Pai o amargo cálice e prosseguiu para o Calvário.
Os dois jardins chamam-nos a contemplar em espírito de oração o preço da nossa salvação. Vemos aí quanto se perdeu, mas também vemos como como é grande a graça do maravilhoso Senhor que temos. Ellen White anima-nos a estudarmos cuidadosamente e compararmos “o Jardim do Éden com a sua infame nódoa de desobediência…com o Jardim do Getsémani, onde o Redentor do mundo sofreu uma agonia super humana, quando os pecadores de todo o mundo caíram sobre Ele” Manuscritos 1, 1892).
Aleluaia, Que Salvador!
Reflexão e Parilha:
1. Qual foi a primeira mentira de Satanás dirigida aos nossos primeiros pais, e como se repete ela agora na comunidade onde vive pessoalmente?
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2. Qual das consequências do pecado – o mal, a doença, a pobreza, a corrupção, etc. – mais incómodo lhe causa? O que é que lhe dá a si apoio nessta luta?
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3. Jesus, antes de morrer pelos nossos pecados , viveu para abençoar os outros. De que modo está a Sua Igreja na comunidade onde vive a abençoar outros?
O Santuário em Hebreus
O título nos manuscritos gregos mais antigos é simplesmente "Prós Hebráious" (Aos Hebreus). Este título é particularmente apropriado, já que o livro trata principalmente do significado do santuário e os seus serviços, temas que sem dúvida devem ter sido de especial significado para os primitivos cristãos de origem Hebraica ou judia. A paternidade literária do livro aos Hebreus foi motivo de debates desde os primeiros tempos. Muitos atribuíam o livro a Paulo, mas outros opunham-se intensamente a esta opinião. Orígenes, pai da igreja que escreveu a começos do século III, concluía o seu exame do livro com esta declaração: "Quem a tenha escrito é só conhecido por Deus" (chamado por Eusébio, História eclesiástica vi, 25, 14). Outros pais pensavam que o autor pôde ter sido Barnabé, Apolo, Clemente ou Lucas.
Esta incerteza quanto à paternidade literária da Epístola aos Hebreus foi um fator importante na relutância de muitos antigos cristãos do ocidente do Império Romano para a aceitar como canônica.
Nos séculos seguintes cessou a discussão sobre a paternidade literária de Hebreus, e a maioria dos cristãos aceitou como obra de Paulo, opinião que foi apoiada em forma geral até os tempos modernos; então se agitou de novo a polêmica, debatida especialmente pelos eruditos.
As evidências contra do ponto de vista de que Paulo escreveu a Epístola aos Hebreus foram extraídas principalmente de considerações quanto ao estilo literário e o conteúdo do livro. É possível que o vocabulário de um autor e seu estilo variem segundo o tema de que trate, mas essas variações serão principalmente nos termos técnicos, característicos dos diversos temas a respeito dos quais se escreva.
Apreciando o tema em seu conjunto, o estilo literário geral de Hebreus difere notavelmente de qualquer das epístolas que levam o nome de Paulo. O estilo Paulino tem a marca inconfundível de vívidos e ferventes passagens que revelam a corrente impetuosa dos pensamentos do autor. Mas Hebreus apresenta um tema completamente organizado e mantém um nível retórico mais elevado que o de qualquer outro livro.
Por meio do descobrimento dos papiros bíblicos do Chester Beatty, do século III, ficou manifesto alguma provável evidência em favor da paternidade literária paulina da Epístola aos Hebreus. No códice que contém as epístolas paulinas, Hebreus se acha entre Romanos e 1 Coríntios. Embora este fato não demonstra a paternidade literária paulina de Hebreus, é um significativo indício de que desde muito antigo na história da igreja havia quem acreditava que Hebreus devia ser incluída como parte dos escritos do Paulo.
Aceita-se geralmente que Hebreus foi escrito antes da queda de Jerusalém. O número de dirigentes da igreja era muito reduzido nos anos anteriores ao ano 70 d.c. Qual desses dirigentes poderia ter exposto um tema tão profundo como o que se apresenta no livro de Hebreus? A pessoa mais possível é, sem dúvida alguma, Paulo. Dizer que o autor foi um cristão desconhecido desse cedo período, só levanta um novo problema: como é possível que um cristão que possuísse o discernimento teológico necessário e a capacidade lógica
PLANOS ELABORADOS POR DEUS
Todos nós sabemos que há 4.000 anos, no topo do Monte Sinai, Deus deu a Moisés os Dez Mandamentos. Mas a maioria das pessoas não sabem que, ao mesmo tempo, o Senhor deu a Moisés os planos para uma das estruturas mais misteriosas já construídas – o santuário. Deve ter sido algo importante, porque os israelitas não podiam entrar na Terra Prometida até o término de sua construção. Este peculiar templo portátil representava a morada de Deus entre o Seu povo, e os seus serviços mostravam à nação de escravos recém-libertos um panorama tridimensional do plano de salvação. Um olhar cuidadoso nos segredos do santuário impressionaria a compreensão de como Jesus salva o perdido e conduz a igreja. O santuário é também uma chave para entender várias profecias. Descobrir neste maravilhoso santuário os seus significados ocultos. Foi uma experiência emocionante para mim e estou crente que o será também para você!
1. O que pede Deus a Moisés para construir?
“E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles” (Êxodo 25:8).
Nota: O Senhor pediu a Moisés para construir um santuário – um edifício especial que serviria de morada para o grande Deus do céu. O santuário era uma elegante estrutura do tipo tenda (15 ‘x 45′ – assumindo que a medida de um côvado é igual a 18 polegadas), onde a presença sobrenatural de Deus habitava e serviços especiais eram realizados. As paredes eram de tábuas verticais de madeira de acácia, colocadas em encaixes de prata e cobertas de ouro (Êxodo 26:15-19, 29). O telhado era feito de quatro camadas de
O MINISTÉRIO NO LUGAR SANTÍSSIMO
A segunda divisão do ministério sacerdotal acha-se centralizada primariamente no santuário, tendo a ver com a purificação do santuário e do povo de Deus. Essa forma de ministério, que focalizava o lugar santíssimo do santuário e que podia ser desempenhada tão-somente pelo sumo sacerdote, limitava-se a um único dia do calendário religioso.
A purificação do santuário requeria dois bodes – o bode do Senhor e o bode emissário (Azazel, em hebraico). Ao sacrificar o bode do Senhor, o sumo sacerdote efetuava a expiação pelo “santuário [na verdade, 'santuário' em todo este capítulo refere-se ao lugar santíssimo], pela tenda da congregação [o lugar santo], e pelo altar [o pátio]” (Levítico 16:15 a 21).
Tomando o sangue do bode do Senhor, o qual representava o sangue de Cristo, e levando-o para o interior do lugar santíssimo, o sumo sacerdote aplicava-o diretamente, na própria presença de Deus, ao propiciatório – a cobertura da arca, dentro da qual estavam contidos os Dez Mandamentos – a fim de satisfazer as exigências da santa Lei de Deus.
→ Sua ação simbolizava o imensurável preço que Cristo teria de pagar pelos nossos pecados, revelando quão ansioso Deus Se sente por efetuar a reconciliação de Seu povo consigo mesmo (II Coríntios 5:19). Então, o sumo sacerdote aplicava esse sangue ao altar do incenso e ao altar dos holocaustos, os quais haviam sido diariamente aspergidos com o sangue que representava os pecados confessados. Dessa forma, o sumo sacerdote efetuava a expiação pelo santuário, bem como pelo povo, efetuando assim a purificação
O JULGAMENTO DA HUMANIDADE
Eu estava em Nova Iorque na manhã em que saiu o veredito do julgamento de O. J. Simpson, acusado de ter matado a esposa e um amigo dela. Eu estava numa frutaria - da esquina da rua 216 Este com a rua 45. Os proprietários tinham colocado uma televisão enorme, e havia muita gente aglomerada em volta para assistir ao veredito final. Na realidade, os Estados Unidos praticamente pararam por 2 minutos. A expectativa era generalizada e o resultado do julgamento provocou as mais variadas reações. Os pais das vítimas choravam, sentindo-se impotentes diante do veredito que declarava Simpson inocente das acusações, enquanto o acusado respirava aliviado alegando que a justiça tinha sido feita.
No livro de Apocalipse encontramos o anúncio de outro julgamento. Desta vez, um juízo universal e de consequências eternas. Um dia, Lúcifer disse que estava certo e Deus, errado. O Criador deu-lhe o tempo necessário para provar a validade das suas acusações e para esclarecer qualquer dúvida na mente das criaturas. Mas, finalmente, chega o dia em que todas as acusações e os seus resultados devem ser julgados.
No capítulo 14 de Apocalipse, no versículo 6, o apóstolo João leva-nos a contemplar essa cena crucial do grande conflito entre o bem e o mal, dizendo: "Vi outro anjo voar pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo".
A MESA DOS PÃES
Também farás uma mesa de madeira de acácia; o seu comprimento será de dois côvados, a sua largura de um côvado e a sua altura de um côvado e meio. De ouro puro a cobrirás, e lhe farás uma moldura de ouro ao redor. Também lhe farás ao redor uma guarnição de quatro dedos de largura, e ao redor da guarnição farás uma moldura de ouro. Também lhe farás quatro argolas de ouro, e porás as argolas nos quatro cantos, que estarão sobre os quatro pés. Junto da guarnição estarão as argolas, como lugares para os varais, para se levar a mesa. (Ex 25:23-28). Material: Feita de madeira de Acácia revestida de ouro puro. Tinha 4 argolas para varais. Localizava-se em frente ao candelabro (Exodo 40:249.
No alimento Deus provê todas as nossas necessidades. É a presença de Jesus na vida do crente como principal fonte de alimento.
Comentário: A mesa dos pães era um quadro da vontade de Deus chamando ao companheirismo e comunhão (literalmente compartilhando algo). Isto seria igual a um convite para um almoço entre amigos. Comer junto é um acto de companheirismo, principalmente na época de Cristo. Deus está disposto a permitir que o homem entre na Sua companhia. Representa Cristo como o verdadeiro alimento, o pão da vida. Percebe-se que os pães estão organizados lado a lado em número de 6 (6 e 6), formando um número 66, que são a quantidade de livros da bíblia sem fermento, ou seja, uma bíblia original, não adulterada ou com livros apócrifos. Significa as 12 tribos de Israel e os 12 apóstolos de Cristo.
A cada sábado se colocava 12 pães sem fermento (fermento é símbolo de pecado) organizados em duas pilhas de 6, cada um feito com algo mais de 2,4 kg de flor de farinha.
Moisés tinha instruído o artesão cheio do Espírito em como construir a mesa dos pães. Esta mobília tipificou a vida e ministério de Jesus, incorruptível, tipificando a humanidade de Cristo que saiu como uma raiz de uma terra seca (Is 53:2). O ouro na mesa era um emblema de Jesus como divino. (Mt 28:20; Jo 2:24-25; Fl 3:21).
O Mishna (a primeira seção do Talmud) explica o procedimento que os sacerdotes quando ao mudar o pão. Quatro sacerdotes entram no lugar santo, dois deles que levam as pilhas de pão, e dois deles as xícaras de incenso. Quatro sacerdotes tinham entrado antes deles, dois para remover as duas pilhas velhas de pão, e dois para as xícaras de incenso.
O termo vem de uma palavra hebreia que significa pão da presença, porque os pães eram fixos ante a face ou presença de Jeová (Lev. 24:8).
Apresentando Jesus como alimento é um perfeito quadro desta mobília, assim como o evangelista João narra a multiplicação de 5 pães e 2 peixinhos, pois conhecendo Jesus o coração daquelas pessoas, os fez entender que a comida natural que deu só satisfazia temporariamente mas a comida espiritual provida por Ele, provê satisfação permanente. Entendendo mal tal declaração, as pessoas acreditaram que teriam que fazer algum trabalho externo para adquirir vida eterna. Mas as palavras do mestre tão claras quanto o sol mostrou que o verdadeiro alimento, a verdadeira vida era Ele mesmo (João 6:27-29).
A metáfora "comer deste pão" não ensina a necessidade de comer a carne de Jesus literalmente para adquirir vida eterna. Jesus simplesmente ensinou que como a comida se torna parte de um indivíduo quando é consumida, assim aqueles que acreditam nEle estão a fazer parte com Jesus.
Para produzir o pão com a farinha, é necessário que a massa seja esmagada, peneirada. Isso é um quadro do ministério divino! Jesus passou pelo processo da peneiração das tentações de Satanás (Mat. 4:1-11) e os líderes religiosos que testavam-no constantemente (Mt 22:15-40), contudo nenhum pecado foi achado em Ele (Hb 4:15). Ele passou por experiências esmagadoras, açoites e espancamentos (Is. 53:4-5; Mat. 27:26-30) e por fim crucificação (Mat. 27:33-50). A farinha refinada deve também ser assada, outro quadro de Jesus, que passou pelo fogo da perseguição, sofrimento, e morte por nós.
Depois que os pães eram colocados na mesa, eram pincelados com incenso como um comemorativo, e o resto queimado no altar do incenso como um oferecimento para Jeová (Lv 24:7). O incenso não deveria ser confundido com o incenso regular queimado no altar; era diferente em substância. O incenso emitiu um bálsamo como fragrância que enchia o lugar santo e passava para o lugar santíssimo.
Hoje, muitos cristãos sofrem fome espiritual. Alguns comparecem nas igrejas alimentados com o humanismo, com opiniões filosóficas e até mesmo heresias. Jesus deseja esses tais com o pão espiritual da Palavra de Deus que pode edificar para serviço.
Precisamos olhar ao redor, há almas famintas que estãoa sofrer fome por falta de comida espiritual e devemos prover-lhes alimento. Somos chamados a ir aos famintos dos bairros como única opção de alimento, pode você, em boa consciência, alimentar a outros com a medida de pão existente na sua vida? Isso representa levar a Cristo aos famintos, levar o pão de vida, para esses ao nosso redor satisfazendo-lhes as necessidades espirituais.
Obs: Os pães só eram substituídos quando os outros já estavam providenciados para os substituir, pois não podiam faltar.
Os pães que se tiravam eram considerados sagrados, os sacerdotes comiam no "lugar santo" (Lev. 24: 5-9). Estes 12 pães constituíam uma perpétua oferenda da parte das 12 tribos, em sinal de gratidão a Deus pelas bênçãos recebidas diariamente da sua mão.
A mesa do "pão da proposição", ou "pão da Presença". Marcos fala dos "pães da proposição" (Mr 2:26), literalmente, "o pão da apresentação", quer dizer, o pão apresentado a Deus, Paulo usa a mesma palavra grega em Heb. 9:2.
João 6:35 "Jesus é o pão da vida".
Utensílios: Todos de ouro, pratos, bacias, tigelas e colheres.
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