O SANTO SHEKINAH DO LUGAR SANTÍSSIMO

“A partir do santo Shekinah, Deus dava a conhecer a Sua vontade. Por vezes, eram comunicadas ao sumo sacerdote mensagens divinas através de uma voz vinda da nuvem. Outras vezes, uma luz incidia sobre o anjo à direita, significando aprovação ou aceitação: ou uma sombra ou nuvem repousava sobre o que ficava ao lado esquerdo, para revelar reprovação ou rejeição.” Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, 1ª ed. P. SerVir, p. 306.
“Neste mundo, o Senhor pretendia habitar na Sua plenitude no Seu povo; não apenas duma forma geral habitando numa tenda; mas tomando completamente, por esse meio, posse das suas vidas, de molde a mostrar-lhes, e por seu intermédio ao mundo, como o Messias seria o lugar da habitação de Deus.” – F.C. Gilebert, Practical Lessons From the Experince of Israel for the Church of Today (Lições Práticas da Experiência de Israel para a Igreja de Hoje). Concord, Mass.: Good Tidings Press, 1902, p. 351.
Nota: leia, de Ellen G. White, “A Lei e os Concertos”, em Patriarcas e Profetas. ()
Estudo Adicional (Sexta-feira, 22 de Julho, 2011)
Trimensário Escola Sabatina.

O Tabernáculo e a Soberania de Deus

“E me farão um santuário, e habitarei no meio deles”, Ex 25.8
Para descrever a obra da criação, Deus nos deu dois capítulos de Génesis. Para descrever o modelo exato como Deus desejava o tabernáculo, usou dez capítulos de Êxodo! No Novo Testamento há capítulos inteiros também que tratam do tabernáculo (Hebreus 9 e 10). Pelo grande volume de instruções dadas sobre o tabernáculo e pelo uso repetitivo da linguagem do tabernáculo pela Bíblia faz que o estudante sério da Palavra de Deus seja atencioso a tudo o que as Escrituras ensinam sobre o tabernáculo.
Soberano - [Do lat. vulg. superanu, 'que está de cima'.] Adj., 1. Que detém poder ou autoridade suprema, sem restrição nem neutralização: 2. Dominador, poderoso: 3. Fig. Supremo, absoluto: 4. Fig. Excelente, magnífico: 5. Fig. Altivo, arrogante: 6. Fig. Eficiente, eficaz; poderoso: (Dicionário Eletrônico Aurélio, Ver. 3, Nov. 1999).
Deus é soberano sobre a natureza. Cada um dos reinos da natureza foi usado na construção do tabernáculo (Êxodo 25.3-7). Pode entender que esse fato revela a soberania de Deus que é exercitada sobre tudo (Daniel 4.34, 35). O reino mineral supriu o ouro, prata e cobre para os móveis como também supriu as pedras preciosas para as vestes do sacerdote (v. 3 e 7; Ageu 2.8). O reino vegetal contribuiu a madeira de acácia para os móveis e para as colunas (v. 5), o linho fino para as cortinas e vestes dos sacerdotes, o óleo e as especiarias para o óleo da unção e para o incenso (v. 4,6; I Crônicas 29.16). O reino animal deu as peles para a cobertura do tabernáculo, a matéria prima para as cortinas e também supriu as muitas ofertas para as ofertas contínuas (v. 5; Salmos 50.10).
Deus é soberano sobre a alma do homem (Ezequiel 18.4). Todos os sacrifícios no tabernáculo apontavam a Cristo, “O Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Apocalipse 13.8). Como o tabernáculo foi revelado à Moisés, antes que o tabernáculo fosse construído (“assim mesmo o fareis”, Êxodo 25.9), assim as profecias e os símbolos de Cristo foram dados antes que Ele veio tomar carne. Se, na mente de Deus, Cristo foi crucificado desde a fundação do mundo, é claro que tudo aquilo que veio depois da criação do mundo que tipificava ou simbolizava Cristo, foi planejado na eternidade passada também. Isso incluirá o tabernáculo. Então, o tabernáculo manifesta o decreto eterno do Soberano e Eterno Deus. Estudar o tabernáculo é estudar a mente eterna e soberana de Deus. Não podemos conhecer tudo de Deus (Jó 11.7), mas este tanto Ele tem revelado, e o que Ele revelou, é para nós (Deuteronômio 29.29).
Por Deus não mudar, de eternidade foi o decreto que Cristo viria ao mundo, ser moído por Deus, para ser o único sacrifício que agradaria o Santo Deus no lugar do pecador arrependido que crê pela fé nEle (Isaías 53.4-6,10,11). O decreto eterno inclui a queda do homem no pecado e a única maneira de salvar o Seu povo da perdição do pecado. Devemos entender que o decreto eterno não causou o homem pecar, mas incluiu esse ato e a subseqüente salvação do pecador. A queda do homem no pecado manifesta a necessidade da redenção que Deus, pela Sua graça, já desde a eternidade, programava pelo sacrifício do Cordeiro no lugar do pecador arrependido. Como sabemos, na plenitude do tempo (Gálatas 4.4), Cristo veio para redimir os homens que o Pai tinha dado a Ele (João 6.37, 39, 40; II Tessalonicenses 2.13,14). E sabemos que Deus Se agradou no sacrifício do Seu Filho e salva todos que venham a crer nEle. Se você ainda não conhece Cristo como seu Senhor e Salvador, saiba que a sua responsabilidade é de se arrepender e crer neste Cordeiro que Deus tem dado desde a eternidade passada.
Deus é soberano sobre a capacidade do homem. Deus usa meios para que o Seu eterno decreto venha a ser feito como Ele, o Soberano, o decretou. Quando veio o tempo de construir o tabernáculo, Deus, através do Seu Espírito Santo, chamou e capacitou certos homens para a obra. O Espírito Santo encheu esses homens com a capacidade de criar invenções, para trabalhar em ouro, e em prata, e em cobre, e em lapidar de pedras, e em entalhar madeira, e para trabalhar em toda a obra esmerada (Êxodo 35.30-35). Isso nos ensina que Deus, pela obra do Seu Espírito Santo, na Palavra de Deus, chama e capacita os Seus a virem a Ele por Cristo e a viverem para a Sua glória (Filipenses 1.6; Efésios 1.11; I João 3.2,3). Alguns são chamados e capacitados para serem pastores, outros para serem evangelistas e outros doutores, tudo para o aperfeiçoamento dos santos (Efésios 4.11,12). Cada santo tem uma capacidade para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Cristo pois cada santo é uma construção espiritual de Deus (I Pedro 2.5). Se você é um destes santos já, saiba que essa realidade da graça de Deus que veio a ser consumada em tempo na sua vida foi programada na eternidade passada (Isaías 46.10; Atos 15.18). Se você se vê um pecador e se tiver desejo a vir a Cristo venha a Cristo o Salvador. Se tiver desejo de ministrar a Palavra de Deus publicamente no ministério, prepare-se para tal obra e faça já aquilo que pode e está ao seu alcance.

O SANTUÁRIO NO APOCALIPSE

Realmente o livro de Apocalipse é uma síntese de todos os livros do AT. Todas as palavras e frases são ecos do AT. Mais de 700 alusões ao AT. Não como citações diretas, mas ao nível de alusões. É bem claro que para entendermos o livro do Apocalipse precisamos entender o contexto do AT. Muito bem, para entendermos o livro do apocalipse, a chave está na sua estrutura. Se entendermos a estrutura, entenderemos o livro.
Algumas alusões interessantes e referências ao santuário que podem ser encontradas no livro, vejamos:
Cordeiro sacrificado – Tamid - Ap. 5:6
Sangue derramado no altar – Tamid - Ap. 6:9
Incenso no altar de ouro – Tamid - Ap. 8; 3, 4
Cântico da congregação – Tamid - Ap. 8:1 (a ordem um pouco alterada, mas relacionada intimamente)
Toque das trombetas – Tamid 7:3 – 8:2-6
Nos primeiros 8 capítulos de Apocalipse, encontramos exatamente esta sequência, evidenciando o Tamid de Cristo no Santuário Celestial.
Nos capítulos 10-11 nos movimentamos para o lugar Santíssimo.
A próxima cena do Santuário Celestial está em 11:19, na quarta cena do Santuário Celestial, no lugar santíssimo.
No capítulo 10 encontra-se o foco sobre o movimento adventista. Para reconhecer isto, precisamos encontrar os ecos do mesmo em Daniel.
Apoc. 10:3 -Tinha um livrinho na mão. Este livro estava “aberto”. A palavra em grego é específica para isto: está no particípio perfeito passivo, significando que acabara de ser aberto.
No v. 6 encontramos uma citação de Daniel 12:7.
Qual foi o juramento do anjo em Dan. 12? Foi a respeito do tempo. Esta afirmação leva-nos de volta a Dan. 7:25, onde fala de 3,5 tempos, ou tempo, tempos e metade de tempo.
Em Dan. 12:4, é ordenado que o livro seja selado até o tempo do fim. Só então seria aberto, e poderia ser compreendido. Refere-se a que no tempo do fim todos poderiam compreendê-lo.
No v. 6, um anjo pergunta quando seria o tempo do fim, e no v. 7 existe a resposta, afirmando que seria após 1798, que foi o período que terminou o 3,5 tempos.
À luz deste verso, podemos voltar a Apoc. 10. Em vez de dizer tempo, tempos e metade de tempo, diz que não haverá mais tempos. Algumas versões traduzem “cronos” como “não haverá mais demora”, mas é uma tradução equivocada. Quando comparada com a sua ligação com Daniel, torna-se fácil de compreender. Cronologia é o estudo dos tempos. A afirmação é clara em dizer que não haveria mais tempos proféticos após os 7 trovões.
O que são os sete trovões?
V. 8 – aqui está a conexão com Daniel. É sem dúvida o tema tratado em Ezequiel 2 – 3. Aqui também é dito para se pegar um livro e comer, que seria também doce na boca. No entanto, há uma grande diferença. O livro foi doce na boca de Ezequiel e João, mas para João foi amargo no ventre. Teve uma experiência doce e amarga.
Depois que Ezequiel comeu o livro, Deus ordenou que ele pegasse a mensagem e falasse para o povo. A mensagem era sobre o Juízo investigativo. Significa que depois de comido o livro, deveria ser dada a mensagem do juízo investigativo. É o que ocorre em Apoc. 10, pois Deus também ordena que profetize para todos os povos e a mensagem que deveria ser anunciada está em 10:8-11 e 11:1. Note a ordem:
1. Templo
2. Altar
3. Adoradores
Em que lugar do AT encontramos esta mesma ordem? No Dia da Expiação (Lev. 16). Medir é o trabalho de investigação. A sequência apresentada é a da purificação do santuário (Lev. 16:33).
A mensagem da expiação deveria ser dada após o livro ter sido comido. Vendo estes paralelos do AT, vemos os fundamentos que os adventistas tiveram. A escritora Ellen G. White afirma que os sete trovões eram a descrição do grande desapontamento, mas claro, vemos isso também no final do capítulo 10.
No capítulo 11, fala-se sobre os 1260 anos, as duas testemunhas que são o (AT e NT).
Apocalipse 14
A mensagem do 1º anjo são boas novas, o evangelho eterno. Aqui aparecem 8 palavras numa sequência exactamente igual a Ex 20:8. É a mais longa citação que se encontra no Apoc. Aqui temos a mensagem do julgamento ligada com o sábado. Na verdade, em 11:9 já houve uma ligação, mas agora está explicita aqui.
Além desses argumentos, encontramos todo o cenário do santuário, altar de incenso, altar de sacrifícios, candelabro, arca etc.
Outras informações importantes:
EXISTE UM PARALELO ESTRUTURAL ENTRE EZEQUIEL E APOCALIPSE
Deus toma Ezequiel e leva-o pessoalmente para ver o pecado de Israel. Deus mostrou-lhe 4 pecados. Vejamos pensando em Apocalipse:
v. 5 ele vê uma imagem de ciúmes. Começam as acusações do que o povo fazia de errado
v. 10-11 – cenas de espiritualismo egípcio
v.13-14 – cenas de idolatria a Tamuz – deus da mesopotâmia da vegetação que morria todos os anos e ressuscitava na primavera para salvar a lavoura. Era uma mensagem falsa substituindo a mensagem do Messias.
v. 16 - Adoração ao sol de costas para o santuário
Vejamos a relação deste trecho com o Apocalipse.

A Estrutura do processo legal em Ezequiel
5:5.a – Preâmbulo
5:5.b – Prólogo histórico
5:6 – Acusações
5:8-10 – Veredicto
6:2 – Testemunhas
6:8 – Clímax
8:1-18 - Descrição dos pecados
9:3 – Deus está pronto para se retirar do santuário.
9:4 – Aplicação da marca/sinal aos sinceros e fiéis. A palavra marca no palio-hebraico do tempo de Ezequiel era a letra tau, a última letra do alfabeto hebraico cuja forma era de cruz. Com este sinal Deus queria marcar os seus filhos fieis. Eram os remanescentes de Judá assim como haverão remanescente no final dos tempos e também receberão a marca ou selo de Deus. Em Ezeq 18:30-32, temos uma descrição do caráter de Deus. O julgamento é real.

O SANTUÁRIO NO LIVRO AO HEBREUS

O título nos manuscritos gregos mais antigos é simplesmente "Prós Hebráious" (Aos Hebreus). Este título é particularmente apropriado, já que o livro trata principalmente do significado do santuário e os serviços, temas que sem dúvida devem ter sido de especial significado para os primitivos cristãos de origem Hebreia ou judia. A paternidade literária do livro aos Hebreus foi motivo de debates desde os primeiros tempos. Muitos atribuíam o livro a Paulo, mas outros opunham-se intensamente a esta opinião. Orígenes, pai da igreja que escreveu a começos do século III, concluía o seu exame do livro com esta declaração: "Quem o tenha escrito é só conhecido por Deus" (chamado por Eusébio, História eclesiástica vi, 25, 14). Outros pais pensavam que o autor pode ter sido Barnabé, Apolo, Clemente ou Lucas.
Esta incerteza quanto à paternidade literária da Epístola aos Hebreus foi um factor importante na relutância de muitos antigos cristãos do ocidente do Império Romano para aceitá-lo como canónico.

O SANTUÁRIO NO LIVRO DE LEVÍTICO

O livro de Levítico recebeu este nome porque trata principalmente do sacerdócio, ofício que pertencia à tribo do Leví. O Talmud chamou-lhe "A lei dos sacerdotes", ou "A lei do sacrifício". O subtítulo, "Terceiro livro de Moisés", não formava parte do texto original hebreu, mas foi agregado séculos mais tarde. Não pode haver dúvida de que Moisés, é o autor Pentateuco, os primeiros cinco livros da Bíblia. Dos tempos mais antigos, tanto judeus como cristãos acreditaram que Levítico foi escrito por Moisés, e só em tempos modernos se levantaram dúvidas em relação ao autor.
O livro é uma parte integrante do que Jesus chamou "a lei de Moisés" (Luc. 24:44). O relato do Êxodo termina com a narração da construção do tabernáculo, e a preparação para sua dedicação. Posto que o livro que segue a Levítico, é o livro de Números, começa com o primeiro dia do segundo mês do segundo ano (Núm. 1:1), o intervalo é exatamente de um mês. Nesse mês Deus comunicou a Moisés as instruções contidas em Levítico, e nesse mesmo mês os acontecimentos registados no livro. O livro Levítico trata principalmente do sacerdócio e os serviços do santuário. Não contém toda a instrução que Deus tinha para Israel sobre estes temas, pois é reservada muita informação importante para o livro de Números. Entretanto, a maioria dos princípios fundamentais do culto são esboçados no livro de Levítico. Isto faz que seja importante e digno de um estudo especial. Os princípios da transferência do pecado, da mediação, a

O MONTE SINAI E O SANTUÁRIO

A questão de quem é o autor do livro de Êxodo está estreitamente relacionada com a de todos os livros do Pentateuco, Génesis em particular, do qual é a continuação. O livro do Êxodo é muito importante no problema de identificar o autor do Pentateuco, dado que alguns de suas declarações designam a Moisés como o autor de partes específicas dele.
O uso de muitas palavras egípcias e a descrição exacta da vida e os costumes egípcios que aparecem na primeira parte do livro sugerem com muita ênfase que o autor tinha sido educado no Egito e estava intimamente relacionado com o país e a sua cultura. Nenhum outro hebreu conhecido depois do tempo de José esteve capacitado para escrever o relato do Êxodo. Só Moisés parece ter sido "ensinado ... em toda a sabedoria dos egípcios". Entretanto, a evidência mais firme de que Moisés é o autor encontra-se no Novo Testamento. Em Marcos 12:26, Cristo refere: "o livro de Moisés".

O ESBOÇO DO SANTUÁRIO NO LIVRO DO GÉNESIS

Os judeus designam o livro de Génesis segundo a primeira palavra do texto hebreu, Bereshith no princípio. Entretanto, o Talmud judeu chama-lhe o "Livro da criação do mundo". O nome Génesis significa "origem" ou "fonte", foi tirado da LXX onde este termo foi usado pela primeira vez, para indicar o conteúdo do livro.
Judeus e cristãos por igual consideraram Moisés, o grande legislador e dirigente dos hebreus durante o êxodo, como o autor do livro. Esta convicção foi disputada algumas vezes por opositores pagãos no período inicial do cristianismo, mas nunca foi posta em dúvida seriamente por nenhum cristão nem judeu até meados do século XVIII. Há mais de dois séculos, puseram-se em duvida crenças e opiniões tradicionais em todo aspecto do pensamento humano.
Não é o propósito desta introdução refutar as muitas pretensões da alta crítica formuladas para sustentar

COMO COMEÇOU A HISTÓRIA DO SANTUÁRIO

A primeira parte da experiência do santuário é a sua beleza. Claro que presenciar só a beleza estética não é suficiente. Temos muitas igrejas bonitas, músicas bonitas, mas nada disso garante que nesta beleza esteja a verdade. A verdade é mais importante. Portanto conheçamos toda verdade!
Num longo período de 400 anos o povo de Israel permaneceu no Egito. Esse abismo de tempo quase os destruiu. Imagino Deus sentindo saudades, então, como que não aguentando mais, move um homem para tirar o seu povo do Egito. (Ex 12:37).
Infelizmente não bastava a libertação para este povo, Deus desejava um concerto, uma aliança que formasse uma união nesse relacionamento entre um Deus capaz de fazer qualquer coisa para os tornar felizes e um povo teimoso, duro de coração e insensível.
Conta-se a história que dizia: Um jovem andava pela floresta e de repente caiu num buraco, incapaz de sair por si mesmo, tentou com esforços inúteis livrar-se do seu problema. Conseguiu tirar forças de onde não as

O EVANGELHOS EM SÍMBOLOS

Para muitos tem sido um mistério por que tantos sacrifícios de animais eram requeridos no Antigo Testamento, por que tantas vítimas sangrentas eram oferecidas a Deus. A grande verdade revelada aos homens era esta: “Sem derramamento de sangue, não há remissão de pecados” (Heb. 9:22). Cada sacrifício de um animal inocente simbolizava a morte do verdadeiro “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29).
No trato com o homem, Deus costuma usar o conhecido para explicar o desconhecido. Em Sua sala de aula no deserto, através do pão que caiu do Céu (maná), Deus ensinou ao povo a primeira lição de fé e obediência. Então, se seguiu uma segunda lição quando Ele entregou Sua lei no Monte Sinai. Depois veio a terceira lição. Deus instruiu a Israel para que construísse um santuário (um templo) e nele realizasse determinados rituais. O santuário e os rituais (o conhecido) ajudariam Israel a compreender o desconhecido (o plano de Deus para salvar e libertar a humanidade da escravidão do pecado ocorrido no Éden).
O sistema de sacrifícios de animais tinha por objetivo apontar para a grande e definitiva obra salvadora que viria a ser realizada por Jesus Cristo, “o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Apoc. 13:8).
Por séculos, a principal maneira como Deus tornou conhecidos os Seus pensamentos ao homem foi através dos rituais praticados no santuário, que nada mais eram senão um “modelo” para o plano de salvação que se cumpriria no futuro na pessoa de Jesus Cristo. Na verdade, Deus estava revelando ao povo de Israel o evangelho por meio de símbolos. Como um símbolo, o santuário e os sacrifícios apontavam para o futuro ministério de Cristo, tanto como vítima inocente como Seu ministério sacerdotal. O santuário e os rituais nele executados tinham como objetivo básico a demonstração do plano divino para a salvação da humanidade em Jesus Cristo.
Neste sentido, o santuário funcionava como uma parábola da salvação. Através dele, Deus pretendia que