O EVANGELHOS EM SÍMBOLOS

Para muitos tem sido um mistério por que tantos sacrifícios de animais eram requeridos no Antigo Testamento, por que tantas vítimas sangrentas eram oferecidas a Deus. A grande verdade revelada aos homens era esta: “Sem derramamento de sangue, não há remissão de pecados” (Heb. 9:22). Cada sacrifício de um animal inocente simbolizava a morte do verdadeiro “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29).
No trato com o homem, Deus costuma usar o conhecido para explicar o desconhecido. Em Sua sala de aula no deserto, através do pão que caiu do Céu (maná), Deus ensinou ao povo a primeira lição de fé e obediência. Então, se seguiu uma segunda lição quando Ele entregou Sua lei no Monte Sinai. Depois veio a terceira lição. Deus instruiu a Israel para que construísse um santuário (um templo) e nele realizasse determinados rituais. O santuário e os rituais (o conhecido) ajudariam Israel a compreender o desconhecido (o plano de Deus para salvar e libertar a humanidade da escravidão do pecado ocorrido no Éden).
O sistema de sacrifícios de animais tinha por objetivo apontar para a grande e definitiva obra salvadora que viria a ser realizada por Jesus Cristo, “o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Apoc. 13:8).
Por séculos, a principal maneira como Deus tornou conhecidos os Seus pensamentos ao homem foi através dos rituais praticados no santuário, que nada mais eram senão um “modelo” para o plano de salvação que se cumpriria no futuro na pessoa de Jesus Cristo. Na verdade, Deus estava revelando ao povo de Israel o evangelho por meio de símbolos. Como um símbolo, o santuário e os sacrifícios apontavam para o futuro ministério de Cristo, tanto como vítima inocente como Seu ministério sacerdotal. O santuário e os rituais nele executados tinham como objetivo básico a demonstração do plano divino para a salvação da humanidade em Jesus Cristo.
Neste sentido, o santuário funcionava como uma parábola da salvação. Através dele, Deus pretendia que

DEVEM OS CRISTÃOS HOJE OBSERVAR AS FESTIVIDADES JUDAICAS?

Devem os cristãos hoje observar os festivividades judaicas? Que relação têm elas com o descanso do sétimo dia semanal? Que significado têm para os cristãos de hoje essas festividades/rituais do Antigo Testamento? Como deve a teologia adventista, que reconhece a validade do sábado, ver as festas levíticas?
O assunto deve ser abordado. Este artigo propõe-se desenvolvê-lo em duas partes, A primeira examinará cinco argumentos geralmente empregues sobre a observância das festas: O valor pedagógico de sua interpretação tipológica, o proveito de lembrar a ligação histórica entre as festas de Israel e a proclamação cristã, o relacionamento entre as festas e o sábado, a relação entre festa da Lua Nova com o sábado, e o potencial para melhor relacionamento entre judeus e cristãos.

O BODE POR AZAZEL

É lamentável a conclusão que chegam alguns evangélicos quanto ao significado que a IASD dá a Azazel. É incoerência dizer que o salvador de um grupo de pessoas que são batizadas em nome da Trindade, que tem como uma de suas profissões de fé “O sacrifício de Jesus Cristo e a aceitação do mesmo como Salvador pessoal”, pessoas que deixam o mundo e alistam-se nas fileiras de Cristo em luta contra o inimigo, terem essas pessoas a Satanás como Salvador. Somente a falta de sinceridade e respeito pode fazer algo assim. É exatamente isso que dizem os evangélicos de um modo geral em relação aos adventistas por aceitarem a idéia e que Satanás é tipificado no bode azazel.
Seria mais do que absurdo afirmar que Satanás seja um salvador em qualquer sentido. A IASD ensina que ele é o autor e instigador do pecado. Ele foi o primeiro responsável pelo pecado, deve ser exemplarmente

O BODE EMISSÁRIO

O “bode emissário” de Levítico 16 é um símbolo de Cristo ou de Satanás?
Uma análise detida de Levítico 16, à luz da tradição judaica, revela que o “bode emissário” (hebraico Azazel) é um símbolo de Satanás (e não de Cristo). Essa identificação é sugerida por Levítico 16:8, onde o bode “para Azazel” é mencionado em oposição ao bode “para o Senhor” (Bíblia de Jerusalém), e confirmada pela literatura pseudoepígrafa, onde Azazel é consistentemente descrito como um ser demoníaco e líder das forças do mal (I Enoque 8:1; 9:6; 10:4-8; 13:1; 54:5 e 6;

COBERTOS PELO SANGUE

O nosso caminho pode ser longo e difícil, mas podemos evitar a destruição, da mesma forma que os israelitas a evitaram.
Acaso, alguma vez já se perguntou porque Deus pediu que os filhos de Israel marcassem com sangue a verga e as duas ombreiras da porta da casa deles, antes da décima praga (Êx 12:7)? Seguramente, a sua resposta é que essa prática serviria de sinal para que o anjo da morte passasse por alto aquelas casas, protegendo-as, assim, da destruição (Êx 12:13).
Isso é verdade. Mas, porquê as ombreiras? Tendo em mente que ninguém é mantido fora de uma casa por causa das ombreiras, por que não manchar de sangue alguma outra coisa que chamasse a atenção, como uma grande cruz, ou a própria porta?
A arqueologia egípcia responde a essas perguntas. E uma das grandes lições que podemos aprender de sua resposta diz respeito à salvação somente pela fé.
Nação Corrompida.Os israelitas já foram descritos como um povo que “se manteria como uma raça distinta, nada tendo em comum com os costumes nem com a religião dos egípcios”1, e assim preservariam o conhecimento do Senhor. Essa divinamente planejada distinção mudou depois da morte de José e, por ocasião de sua experiência junto à sarça ardente, Moisés estava descontente com a “cegueira, ignorância e descrença dos filhos de Israel, muitos dos quais estavam quase destituídos do conhecimento de Deus”.2
De acordo com o relato bíblico, no tempo do fim do Êxodo, os israelitas já não eram nômades, pois haviam passado a morar em casas (Êx 12:22), um costume egípcio que eles tinham adotado. Em resumo, eles estavam se tornando muito parecidos com os egípcios. Esse ponto é muito importante para a compreensão do que apresentaremos a partir daqui.
Imortalidade.Os egípcios acreditavam na vida eterna após a morte e estruturavam toda a sua vida e suas práticas (que os israelitas também adotaram) de modo que refletissem essa crença. Eles construíam suas residências – desde as mais humildes casas dos escravos até os palácios luxuosos – com o mesmo material de construção, ou seja, tijolos de barro. Considerando que essa vida presente era temporária, usavam

MINISTÉRIO DE CRISTO NO SANTUÁRIO CELESTIAL

O SACRIFÍCIO DE CRISTO REVELADO NO MONTE MORIÁ

Introdução: Génesis 22:1-8
1. A salvação pela graça foi sempre o método divino oferecido à humanidade desde a entrada do pecado no mundo.
2. A salvação é o auge da revelação de Deus a fim de atrair o pecador. Deus faz de tudo para torná-la compreensível!
3. A salvação é um assunto que Deus mais quer esclarecer ao pecador, de valor incalculável.
4. A salvação pela graça é ilustrada de maneira pedagógica, didáctica e trágica no pedido de Deus a Abraão.
I. Abraão representa a – dedicação – de Deus Pai: Génesis 22:2-3, 161. “Toma agora o teu filho”. Se estas palavras foram pronunciadas lentamente, como é provável, Abraão deve ter sentido sucessivamente: orgulho, temor e horror.
1.1 A repetição foi calculada por Deus para despertar o afecto paternal e para preparar Abraão para a severa prova que em breve iria viver. Ao referir-se a Isaque como “teu único”filho. Deus queria dizer que ele era considerado o único herdeiro/legítimo herdeiro da promessa. Isto contrasta com a expressão do Génesis 21:12,13, onde Deus chama a Ismael “filho da serva”.
1.2 Nos tempos antigos era comum a oferta de sacrifícios humanos, especialmente meninos. Tanto na Bíblia

O SANTUÁRIO: RAZÕES DOS QUATRO EVANGELHOS.

Embora a crença na inspiração das Santas Escrituras seja um fato aceito e irrefutável entre os verdadeiros salvos, são poucos os que se preocupam em investigar mais a fundo as belezas e também a própria harmonia existente entre os 66 livros que compõem o Velho e o Novo Testamento.
Cremos que o Velho Testamento contém o Novo e o Novo Testamento revela o Velho. Por isso, nas Escrituras, tudo é importante. Nós não podemos ler ou interpretar as Escrituras como faríamos com qualquer outro livro, pois nenhum livro se assemelha às Escrituras.
A sublimidade das Escrituras com relação á outros livros é incomparável, assim como Jesus Cristo (o homem) o é entre os homens.
Neste estudo, não iremos abordar os quatro evangelhos, mas apenas um, o de Marcos. Creio que será o suficiente para instigar aqueles cristãos desejosos de conhecer melhor a Cristo, e as suas virtudes, a garimparem este terreno repleto de pedras preciosas.

A RELAÇÃO DO TABERNÁCULO COM CRISTO

“E me farão um santuário, e habitarei no meio deles”, Ex 25.8

Não é só o Novo Testamento que nos apresenta a Cristo mas o Velho Testamento também (Salmos 40:7, “Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste. Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito.”; Hebreus 10:7; Lucas 24:27, “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras”, 44, “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.”). Por isso convém estudar o que diz a Bíblia sobre o tabernáculo pois o tabernáculo simboliza muito Cristo.
1. O tabernáculo foi temporário – Uma tenda móvel, mudada de lugar em lugar, por um período de 35 anos no deserto durante a peregrinação no deserto e mais uns 450-550 anos na terra prometida até que David desejou construir o templo permanente (II Samuel 7:6). O período em que o tabernáculo desempenhou as funções de “lugar de encontro” no deserto pode representar a curta vida de Cristo enquanto Ele andava e ministrava na carne nesta terra. A Sua estadia foi temporária e de pouca duração (Lucas 3.23; João 14:1-3), mas o Seu reino literal será permanente (I Tessalonicenses 4:17; Apocalipse 22.5,11). O fato do tabernáculo ser temporário pode representar o andar do Cristão também. O tempo do Cristão nesta vida, neste templo da