A GRAÇA DE DEUS REVELADA NO TABERNÁCULO

Tabernáculo, lugar dos
sacrifícios (pátio),
o "mar" da libações.
“E me farão um santuário, e habitarei no meio deles”, Ex 25.8
É útil estudar sobre o tabernáculo para aprender mais da pessoa de Cristo. O espírito da profecia é Cristo (Apocalipse 19.10, “E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.”; I Pedro 1.10,11). O nosso conhecimento de Cristo não é danificado pelo estudo do Velho Testamento, mas é instruído e fortalecido pelo estudo dele. Por isso convém estudar o que diz a Bíblia sobre o tabernáculo.
A graça de Deus é inexprimível. Naturalmente conhecemos algo de Deus por umas testemunhas, uma exterior e a outra é interior. Essas testemunhas se manifestam pela graça de Deus. A testemunha exterior é a criação (Sl 19.1; Rm 1.19,20). A testemunha interior é a lei de Deus escrita na consciência (Rm 2.14, 15). As duas testemunhas são fiéis e manifestam um Deus magnífico, justo e de graça. O homem pecador sente imundo para com este Deus revelado pela criação e na consciência e frequentemente procura O agradar ou apaziguar a Sua ira. Sentem às vezes agraciados por Ele não os destruírem pelas ações radicais da natureza (terramoto, tsunami, vulcão, furacão, seca), ou por ter uma colheita abundante, ou etc. Essas testemunhas manifestam vagamente a graça real do Deus Vivo e Verdadeiro, mesmo que são suficientes para que o homem fique inescusável diante de Deus no dia de juízo.
A graça de Deus se revela na sua maior glória pelo Filho Unigênito de Deus, Jesus Cristo e a Sua obra da salvação. Jesus foi dado no lugar dos pecadores rebeldes e inimigos, para que o pecador arrependido recebesse perdão pleno diante deste Deus magnífico e justo. Além disso, o pecador arrependido tem as justiças de Jesus Cristo imputadas a ele. Agora o salvo goza da comunhão com Deus e herança igual do Seu Filho (Rm 8.15-17). Veja então, como é inefável essa graça de Deus? Hoje, o Evangelho é declarado abertamente pelo rádio, televisão, jornais, folhetos, livros e certamente pelas nossas bocas e vidas. Tudo isso pela graça de Deus.
Mesmo que a graça de Deus sempre existiu, nem sempre foi revelada na sua glória. No Velho Testamento, a graça de Deus foi manifesta por enigmas, símbolos, cerimónias e profecias (Hb 1.1, “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”; 10.1, “Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam”). Por que Deus fez exatamente assim não é para nos indagar, mas dizer que nenhum homem mereceu tal graça, e que ninguém buscou tal graça por Jesus ser verdade (Sl 14.2, 3). Se Deus não Se revelasse pelo Filho, ninguém teria a salvação. Mas, verdadeiramente, desde o começo do mundo, Deus tem pregado a salvação que agrada a Ele. Essa mensagem diz: o pecador arrependido confiando pela fé no Seu Filho Jesus Cristo, tem salvação eterna.
As manifestações da Sua graça são tão evidentes quanto à presença do pecado no homem. Logo que o homem pecou, Deus manifesta a Sua graça pela promessa do Salvador, vindo da semente da mulher (Gn 3.15). Depois da profecia de Cristo em Gn 3.15, veio o exemplo em símbolo da graça de Deus. Percebe-se esta graça quando Deus vestiu os culpados pelo sacrifício do inocente (Gn 3.22). Na primeira geração do homem na terra, Caim, que mereceu a morte por matar o seu irmão, pela graça de Deus foi lhe dado uma marca para não ser morto pelos homens (Gn 4.15). Depois destas manifestações da graça de Deus vieram muitas outras. Poderíamos falar do tempo de Noé em que todos os homens seguiram a imaginação dos pensamentos dos seus corações maus. Mas no meio de toda esta impiedade, a graça de Deus se manifesta em que “Noé achou graça aos olhos do Senhor” (Gn 6.5-8). A arca de Noé manifestava a justiça de Deus como também a Sua maravilhosa graça. Na escolha de Abrão se percebe a graça de Deus. Por Deus olhar a todas as nações, nenhuma justa (Sl 14.2, 3), mas escolheu um homem, e este idólatra (Jos. 24.15, “aos deuses a quem serviram vossos pais”; Is 51.1), desejando fazer dele uma nação elegida, predileta, e recebedora de uma aliança eterna de amor, a graça de Deus revela a Sua maravilhosa graça.
Tabernáculo, lugar santo
mesa dos pães, castiçal e
santuário do incenso.
O Tabernáculo também manifesta gloriosamente a graça de Deus. Deus, por ser omnisciente, conhecia os pecados grandes e imundos deste povo que Ele tinha escolhido em Abraão. Ele soube que o Seu povo escolhido O rejeitaria, O substituindo por um bezerro de ouro. Ele soube que o Seu povo, a quem tiraria de grande mão do Egito, murmurariam contra Ele e contra o homem que Ele colocou para os lidarem à terra prometida. Ele soube que o braço direito de Moisés, Arão, junto com a sua irmã Miriã, levantariam contra o líder Moisés (Nu 12.1-16). Ele soube que a multidão do Seu povo faltaria fé (Nu 13.27-14.10, 20 -24). Ele soube da desobediência de Moisés (Nu 20.7-13). Mas mesmo assim, quis habitar “no meio deles” (Ex 25.8). Essa é uma manifestação inexplicável da graça de Deus.
A ordem da construção do tabernáculo revela a graça de Deus. Por revelar Deus essa construção tem o nome “tenda do testemunho” (Nu 9.15). Testemunhar de quê? Para testemunhar o que Deus tem testemunhado desde o princípio, ou seja, a graça de Deus para com os pecadores por Seu filho Jesus Cristo.
Existem dois relatórios da construção do tabernáculo (Ex 25 - 30; 36 - 39). O primeiro relatório Deus vem ao Seu povo, ou seja, a graça de Deus em Si compadecer o Seu povo e declara o meio pelo qual os pecadores podem aproximar-se a Deus. O segundo relatório o tabernáculo apresenta a adoração do pecador remido a Deus por Cristo por causa da graça.
No primeiro relatório se vê a graça soberana de Deus para com o pecador. A graça é notada no começo da explicação da construção do tabernáculo com o lugar santíssimo e a suas duas peças: a arca da aliança e o propiciatório de ouro. Este lugar manifesta a glória do Senhor e a beleza da Sua graça. Pela graça Ele pensa no homem (Sl 8.4). Pela graça Ele ama os Seus (Jr 31.3; Rm 8.35-39). Pela graça Deus escolhe Israel ser Seu povo (Dt 7.7, 8). Pela graça, Deus decretou que por Jesus salvaria todos que se arrependem e crê n´Ele pela fé. A eternidade desta graça se vê pois Jesus é verdadeiramente o Cordeiro de Deus “morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8) O Deus santíssimo habitando entre o povo por Seu filho Jesus manifesta a Sua graça de maneira formosa.
Tabernáculo, lugar santíssimo
A graça soberana se vê no lugar santo e na suas três peças de móveis também. Nelas se vê a glória de Jesus, nas suas várias obras e atributos (luz, pão, oração e acompanhamento do Espírito Santo). O lugar santo prega de Cristo O único mediador entre o pecador e o Deus.
No pátio com as suas duas peças de móveis se vê a graça de Deus. A lavagem dos nossos pecados é feita pelo sangue de Jesus e pelo sacrifício feito por Ele no lugar do pecador. Nisso se aprenda da maravilhosa graça de Deus para com o pecador que se arrepende e crê nEle.
O tabernáculo está fechado pela cerca das cortinas de linho fino torcido. A beleza e glória de Deus por dentro. O pecador posto fora. A graça de Deus se apresenta pelo fato de existir uma porta. Essa porta prega a mediação de Cristo e o Seu sacrifício no lugar de pecadores arrependidos, separados do povo. Cristo é essa porta. Nessas maneiras entendem-se a graça de Deus. Deus provém tudo o que é necessário para Ele habitar com Seu povo. Que manifestação, mesmo em símbolos, da inefável graça de Deus!
No segundo relatório da construção do tabernáculo é descrito como o povo percebe Deus. A primeira parte do tabernáculo mencionada no segundo relatório são; as cobertas e cortinas do tabernáculo. Nisso se manifesta que o povo não vê em Deus nada formoso. Mas, com a obra da graça nos corações do Seu povo, Cristo é confiado como o Mediador suficiente e Deus é tido como precioso em justiça e santidade. Que diferença a graça de Deus traz a um povo na sua relação com O Divino!
A segunda peça relatada nesse relatório é a arca da aliança onde Deus se habita na Sua terrível glória. A coluna de fogo de noite e a nuvem de dia manifestam ao povo que há um Deus vivo e santo, um Deus verdadeiro e justo, um fogo consumidor. Manifesta-se a verdade que se o homem espera chegar a este Deus santo e justo vai ser pela porta e não sem animal apropriado para ser o sacrifício de um inocente no lugar do culpado. A necessidade de um mediador, alguém que obedeceu tudo no nosso lugar é necessário. Cristo é visto como este sacrifício (Jo 1.29). Cristo é apontado O único mediador entre um povo arrependido e um Deus glorioso (I Tm 20.5, 6). Este Mediador divino-humano, só pela graça de Deus pois Deus não tinha a obrigação de ser compassivo com os rebeldes e inimigos dEle. Mas, em graça, deu o Seu Unigénito para que todos e quaisquer que se arrependam e confiem nEle, tenham a vida eterna (Jo 3.16). Que maravilhosa graça!
Hoje sabemos que as figuras do Velho Testamento se apontavam a Jesus. Jesus Cristo é o justo que padeceu uma vez pelos pecados, o Justo pelos injustos. Pelo sacrifício de Cristo, os pecadores arrependidos são levados a Deus (I Pedro 3.18). Cristo é o único mediador declarado abertamente entre o homem e Deus (I Tm 2.5,6). O tabernáculo ocultava a declaração aberta da graça de Deus. Hoje essa mensagem da graça de Deus em Cristo não é oculta. Deus anuncia a todos os homens que se arrependam (At 17.30). Aquele que se arrepende é apontado a Jesus para ser salvo.
O tabernáculo revela a graça de Deus pois aponta a Cristo por Quem Deus habita com Seu povo. A mensagem do evangelho é: por Cristo Deus habita no pecador arrependido ainda hoje. A mensagem da graça inexprimível tem sentido para você?

O MOBILIÁRIO DO TEMPLO E SIGNIFICADO

Com a mesma simbologia dos objetos do Tabernáculo, a mobília e os utensílios do grande templo construído por Salomão eram repletos de analogias sagradas

O templo erguido para Deus por Salomão, assim como o que o sucedeu, foram feitos com o intuito de substituir o Tabernáculo. Basicamente, seguiam o mesmo planeamento dado pelo Senhor a Moisés para a grande tenda que acompanhava o povo de Israel pelo deserto. Tinha praticamente a mesma mobília cerimonial básica e quase as mesmas peças, com os mesmos significados.
Veremos aqui alguns dos principais elementos dos templos de Jerusalém e seus respectivos significados:
O altar de sacrifícios – Logo que se entrava no pátio externo do templo, após as muralhas, era encontrado o grande altar em que se sacrificavam os animais ofertados a Deus. Eles eram o símbolo dos pecados e morriam em expiação por eles. Só podiam ser abatidos animais em perfeitas condições, geralmente os melhores entre os melhores dos rebanhos. Queimados, produziam fumaça que subia aos céus como “cheiro suave” ao Senhor (Êxodo 29.25), significando estar o fiel livre dos pecados, o que agradava a Deus.

O “mar de bronze” – Também chamado “mar de fundição” (I Reis 7.23-40), era um grande reservatório de água que ficava ao lado do altar de sacrifícios. Com a mesma simbologia da antiga pia do Tabernáculo, em sua água eram lavados os pecados, com um forte significado de purificação (na forma do sangue e qualquer outro resíduo que ficasse nas mãos e pés dos sacerdotes). O reservatório, redondo, ficava sobre doze bois esculpidos em bronze que, em grupos de três, tinham suas cabeças voltadas para os quatro pontos cardeais. No mar de bronze eram abastecidas dez pias móveis, sobre rodas, que eram espalhadas pelo pátio externo, cinco de cada lado do templo.
As duas colunas – Ao lado do pórtico principal do templo ficavam duas colunas de bronze que iam quase até o teto, nomeadas Jaquin e Boaz por seu realizador, Hirão Abiff, enviado pelo rei de Tiro, seu homónimo, Hirão, com os arquitectos e artífices que trabalhariam na obra do templo (I Reis 7.13-22). Reconhecido artesão do bronze, Abiff teria homenageado os reis David e Salomão com os dois pilares, segundo alguns crentes. Para os judeus, são pilares simbólicos muito importantes para a vida com Deus: Jaquin simbolizando a sabedoria e Boaz a inteligência (ambos atributos de Salomão que o faziam famoso em todo o mundo conhecido da época).

A mesa dos pães – A exemplo da mesa dos pães do Tabernáculo, o grande templo também tinha a sua, na mesma posição, à direita de quem entrava no Lugar Santo. Com doze pães ázimos empilhados em duas colunas de seis, a mesa da proposição simbolizava o alimento que vem de Deus, bem como o alimento espiritual de sua palavra. Hoje sabemos que era um dos vários símbolos alusivos a Jesus Cristo, que se referiu a ele mesmo como sendo o “pão da vida” (João 6.35), mesmo que na época os construtores do templo não soubessem disso.

Os menorás – O menorá, grande candelabro de ouro com sete lâmpadas a óleo, era somente um no Tabernáculo. No grande templo de Salomão, o número aumentou para dez, em duas colunas de cinco ladeando o santo lugar (I Reis 7.49). Além da evidente utilidade de iluminar o ambiente, simbolizava a presença de Deus no local. Além disso, suas lâmpadas eram alimentadas com óleo, simbolizando a unção de Deus sobre nossas vidas. A luz simbolizava também a própria Palavra, a verdadeira iluminação para a vida, orientando o caminho para o Senhor.
Altar de incenso – No altar que ficava no fim do Santo Lugar, o oráculo (I Reis 7.49), eram colocados os incensos, cujos aromas de especiarias e outros perfumes dominavam o cómodo. Uma simbologia bastante forte para as súplicas, que novamente nos levam à figura do cheiro agradável que sobe aos céus em direção ao Senhor. Ali os sacerdotes dirigiam suas súplicas e a de seus fiéis, já que eram como intermediários entre o povo e Deus. Hoje, graças ao sacrifício supremo de Cristo, falamos diretamente ao Pai.


O Véu – Separando o Santo Lugar do Santo dos Santos havia um véu, uma grande cortina com dois querubins bordados que era a única barreira. Somente o sumo-sacerdote entrava por ele para conversar com Deus diretamente. O simbolismo do véu é forte: embora seja um material frágil, a única coisa que impedia outros sacerdotes de entrar ali era o respeito e o temor a Deus. Também era um obstáculo à visão. Os sacerdotes comuns, bem como o povo, ali não entravam. Mas por meio da oração que o sumo-sacerdote levava, todos tinham seu acesso indireto ao pai. Um obstáculo frágil, fácil de ser transposto para chegarmos a Deus, bastando para isso orar (Marcos 15.38).

A Arca da Aliança – A Arca da Aliança, após muitos anos habitando no Tabernáculo, foi depositada no Santo dos Santos do grande templo de Salomão. Objeto sagrado somente tocado pelos sacerdotes e nunca por uma pessoa comum do povo, encerrava outros objetos com imenso significado sagrado: as tábuas dos Dez Mandamentos que Moisés lavrara orientado por Deus (a Palavra), um bocado do maná que foi dado como alimento ao povo no deserto pela primeira vez (a provisão de Deus) e a vara de Arão que florescera (o reconhecimento de Deus da autoridade conferida a alguém). Sobre a Arca estava o Propiciatório, a tampa do grande baú, com duas imagens de querubins voltadas uma para a outra com as asas esticadas. Entre os anjos dourados, o sumo-sacerdote deveria focalizar a presença de Deus, que falava a ele (Êxodo 25.10-22).

AS OFERTAS LEVÍTICAS E OS SACRIFÍCIOS

Este sistema de sacrifícios foi ordenado por Deus e foi colocado no centro e no coração da vida da nação judaica. O que quer que os judeus pensassem, naquela ocasião, por causa do sacrifício contínuo de animais, e o fogo ardendo continuamente no altar do holocausto, não há nenhuma dúvida de que era Deus quem estava a impregnar nos corações de cada homem, uma consciência do pecado a cada membro do povo de Israel.
O Senhor tinha como claro objectivo gerar uma particular sensibilidade no coração de cada um. Uma marca indelével que permaneceria até ao último e perfeito sacrifício: O Cordeiro de Deus que tira o pecado de todos os que d´Ele se aproximam de coração contristado.
Há muitas instruções para o sacrifício ao longo do Pentateuco, mas em Levítico são dedicados os capítulos 1-7 completamente às 5 ofertas levíticas que eram os principais sacrifícios usados nos rituais. Eles descrevem 5 tipos de sacrifícios: O holocausto, a Oferta de Manjares, a Oferta Pacífica, a Oferta pelo Pecado, e a Oferta pela Culpa. Cada um dos sacrifícios foi cumprido exclusivamente em Jesus Cristo.

1. O Holocausto
O holocausto era um sacrifício que estava completamente queimado. Nada dele era comido, e então o fogo consumia o sacrifício inteiro. É importante notar que o fogo jamais se apagava:

Lev 6:13 O "fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará."

O adorador israelita trazia um animal masculino (um touro, cordeiro, cabra, pombo, ou rola, que dependem da riqueza do adorador) para a porta do tabernáculo.

Lev 1:3 Se a sua oferta for holocausto de gado, oferecerá macho sem defeito; à porta da tenda da congregação a oferecerá, de sua própria vontade, perante o SENHOR.

O animal devia ser sem defeito. O adorador então colocava as mãos dele na cabeça do animal, e em consciência que este animal inocente estava a tomar o lugar do pecador, ele buscava o Senhor para perdão, e então o animal era imediatamente imolado.

Lev 1:4-9 E porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação. Depois degolará o bezerro perante o SENHOR; e os filhos de Arão, os sacerdotes, oferecerão o sangue, e espargirão o sangue em redor sobre o altar que está diante da porta da tenda da congregação. Então esfolará o holocausto, e o partirá nos seus pedaços. E os filhos de Arão, o sacerdote, porão fogo sobre o altar, pondo em ordem a lenha sobre o fogo. Também os filhos de Arão, os sacerdotes, porão em ordem os pedaços, a cabeça e o redenho sobre a lenha que está no fogo em cima do altar; Porém a sua fressura e as suas pernas lavar-se-ão com água; e o sacerdote tudo isso queimará sobre o altar; holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave ao SENHOR.

Os sacerdotes eram responsáveis por lavar as várias partes do animal antes de colocar sobre o altar:

Lev 1:6-9 "Então esfolará o holocausto, e o partirá nos seus pedaços. E os filhos de Arão, o sacerdote, porão fogo sobre o altar, pondo em ordem a lenha sobre o fogo. Também os filhos de Arão, os sacerdotes, porão em ordem os pedaços, a cabeça e o redenho sobre a lenha que está no fogo em cima do altar; Porém a sua fressura e as suas pernas lavar-se-ão com água; e o sacerdote tudo isso queimará sobre o altar; holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave ao SENHOR."

Depois, na história de Israel haviam ofertas queimadas feitas duas vezes por dia, uma pela manhã e uma ao entardecer (quando aparecia a primeira estrela:

Num 28:3-4 "E dir-lhes-ás: Esta é a oferta queimada que oferecereis ao SENHOR: dois cordeiros de um ano, sem defeito, cada dia, em contínuo holocausto; Um cordeiro sacrificarás pela manhã, e o outro cordeiro sacrificarás à tarde; "

A oferta queimada era realizada para reconciliação dos pecados do povo contra o Senhor, que os separavam de Deus, e era uma oferta de dedicação contínua das suas vidas ao Senhor.


2. A Oferta de Manjares
Os Israelitas ofereciam manjares (cereais) ou legumes além dos animais. Levíticos 2, menciona 4 tipos de ofertas de cereal, e dá instruções de preparação para cada uma das pessoas. O pecador poderia oferecer massa de farinha de trigo assada num forno, cozida numa forma, frita numa panela, ou amassada para fazer pão (como na oferta das primeiras frutas). Todas as ofertas de manjares eram feitas com óleo e sal e nenhum mel e fermento seria usado (óleo e sal preservaram, enquanto o mel e fermento deteriorariam). O adorador também traria uma porção de incenso (puro incenso).

As ofertas de manjares eram trazidos a um dos sacerdotes que levaram isto ao altar e lançaram uma "porção memorial" ao fogo e fazia o mesmo com o incenso. O sacerdote comia o restante, a menos que ele próprio trazia a comida como oferta, e ele a queimaria por inteiro.

O propósito da oferta de manjares era um compromisso de vida dedicada a dar e à generosidade.


3. As Ofertas Pacíficas
A oferta pacífica era a comida ordenada pelo Senhor dada aos sacerdotes, e às vezes ao cidadão comum. O adorador trazia bois ou vacas, ovelhas, ou uma cabra. O ritual foi comparado com o das ofertas queimadas, até ao ponto de queimar, onde o sangue de animais era vertido ao redor das extremidades do altar. Foram queimadas a gordura e as entranhas, e o restante era comido pelos sacerdotes, e, (se fosse uma oferta espontânea) pelos adoradores. Este sacrifício de louvor e acção de graças era quase sempre, um acto voluntário.

As ofertas pacíficas, incluíram bolos sem levedura. Os sacerdotes comiam tudo, menos a porção comemorativa dos bolos, e certas partes do animal, no mesmo dia que o sacrifício foi feito, e quando o adorador os levava juntos, como oferta voluntária, o adorador poderia comer durante 2 dias do animal inteiro, menos o peito e a coxa direita que era comida pelos sacerdotes.

Jacob e Labão deram as suas ofertas pacíficas quando eles fizeram o seu pacto (Gén. 31:43 ss). era exigido fazer estas ofertas quando se fizesse um voto de consagração a Deus.

4. A Oferta pelo Pecado
As ofertas pelo pecado expiavam, (liquidavam a dívida por completo) das fraquezas e fracassos não intencionais dos adoradores e fracassos diante do Senhor.

Lev 4:1-4 FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quando uma alma pecar, por ignorância, contra alguns dos mandamentos do SENHOR, acerca do que não se deve fazer, e proceder contra algum deles; Se o sacerdote ungido pecar para escândalo do povo, oferecerá ao SENHOR, pelo seu pecado, que cometeu, um novilho sem defeito, por expiação do pecado. E trará o novilho à porta da tenda da congregação, perante o SENHOR, e porá a sua mão sobre a cabeça do novilho, e degolará o novilho perante o SENHOR.

Cada classe de pessoas tinha várias ordenanças para executar:
- Os pecados do sumo sacerdote: requeriam o oferecimento de um touro, e o sangue não era vertido no altar mas aspergido no dedo do sumo sacerdote 7 vezes no altar. Então a gordura era queimada, e o restante era queimado (nunca comido) fora do arraial "num lugar limpo" onde o sacrifício era feito e as cinzas se espalhavam.

Lev 4:12 "Enfim, o novilho todo levará fora do arraial a um lugar limpo, onde se lança a cinza, e o queimará com fogo sobre a lenha; onde se lança a cinza se queimará."

- Os pecados dos líderes: requeriam o oferecimento de um bode. O sangue era espargido somente uma vez, e o restante era vertido ao redor do altar como com o oferecimento queimado.

Os pecados do povo requeriam animais fêmeas, cabras, cordeiros, rolas, ou pombos e no caso de ser muito pobre, um oferecimento de grãos era aceitável só como um oferecimento de manjares.

Os pecados não intencionais eram difíceis identificar e poderiam acontecer a qualquer hora, e então os sacerdotes trabalhavam de perto como mediadores com Deus e o povo, e instruíam as pessoas sobre como eles buscariam ao Senhor. No caso de qualquer pecado cuja oferta não foi trazida diante do Senhor, havia ofertas para a nação e para o sumo sacerdote que os cobriam de um modo coletivo. No Dia da Expiação (Yom Kippur) o sumo sacerdote aspergia sangue no propiciatório para os seus próprios pecados e pelos pecados da nação.

5. As Ofertas pela Culpa
A Oferta pela culpa era em tudo semelhante à oferta pelo pecado, com uma nuance; a oferta pela culpa era uma oferta em dinheiro para pecados de ignorância relacionados à fraude. Por exemplo, se alguém enganasse sem querer a outro por dinheiro ou propriedade, o sacrifício dele devia ser igual à quantia levada, mais um quinto para o sacerdote e para o ofendido. Era reembolsada a quantia usurpada mais um quinto mais um carneiro sem defeito ao sacerdote.

Lev 6:5-7 " Ou tudo aquilo sobre que jurou falsamente; e o restituirá no seu todo, e ainda sobre isso acrescentará o quinto; àquele de quem é o dará no dia de sua expiação. E a sua expiação trará ao SENHOR: um carneiro sem defeito do rebanho, conforme à tua estimação, para expiação da culpa trará ao sacerdote; E o sacerdote fará expiação por ela diante do SENHOR, e será perdoada de qualquer das coisas que fez, tornando-se culpada. "


O Tratamento dos Animais
Embora o Senhor prescrevesse a moerte de animais para sacrifício e para comida, o tratamento dos animais é de importância extrema no Judaísmo. O Talmude descreve com cuidado as minúcias e o detalhe de como um animal seria sacrificado para comida, e os regulamentos são principalmente determinados por causa do desejo de proporcionar como possível uma morte indolor. O que abatia o animal não podia ser um surdo-mudo, ou um menor de idade, e ele devia ser de mente sã (Chul. 1. 1). A faca deve ser perfeitamente lisa sem o mais leve entalhe, e "a faca deve ser testada sobre seus três lados na carne do dedo e na unha " (ibid. 17b).

Há cinco causas de desqualificação (ibid. 9a); [1] Demora (Heb. shehiyah), deve haver um contínuo movimento para frente e para trás da faca sem qualquer interrupção; [2] pressão (Heb. derasah), o corte deve ser feito com suavidade, sem o exercício de qualquer força; [3] inserir (Heb. chaladah), a faca não deve ser inserida na carne, mas puxada transversalmente pela garganta; [4] penetrar (Heb. hagramah), o corte não deve ser feito, excepto por uma zona bem definida no pescoço; [5] rasgar (Heb. ikkur), o corte deve ser feito sem deslocar a traqueia ou garganta. Qualquer uma destas acções tornaria o animal impróprio para consumo, porque se tinha infligido dor no animal.

O Judaísmo ensina formalmente o cuidado dos animais, e um amor e respeita para com eles. Eles deviam ser alimentados correctamente (pág. Jeb. 14d), e "um homem não deve comer a comida dele antes de dar comida ao seu gado" (Ber. 40a). Isto foi retirado das Escrituras:

Deut. 11:15 " E darei erva no teu campo aos teus animais, e comerás, e fartar-te-ás."

O Judaísmo ensina o homem a ser grato pelos animais, porque eles são como modelos para os homens imitar. "Se o Torah não sido dado a nós para nossa direcção, nós não poderíamos aprender a modéstia do gato, a honestidade da formiga, a castidade da pomba, e os modos do galo" (Erub. 100b). O Senhor ensinou a Moisés ter cautela com as ovelhas antes de ele se ocupar em conduzir os membros do seu povo (Exodo. R 11.2)

Um Tipo de Cristo
Toda a oferta é um quadro claro de Cristo. Cada uma das 5 ofertas de Levíticos apontavam para Cristo como a sublime oferta em tudo perfeita.

A PORTA DO SANTÁRIO E SIGNIFICADO

João 14:6 "Disse Jesus: eu sou o caminho, a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim."

Ex 26:36-37 " Farás também para a porta da tenda, uma cortina de azul, e púrpura, e carmesim, e de linho fino torcido, de obra de bordador. E farás para esta cortina cinco colunas de madeira de acácia, e as cobrirás de ouro; seus colchetes serão de ouro, e far-lhe-ás de fundição cinco bases de cobre."

Somente os sacerdotes (os filhos de Arão) poderiam entrar no santo lugar e poderiam ministrar dentro do tabernáculo. Logicamente, ele tinha que lavar as mãos e os pés na pia de bronze antes de entrar. A bela cortina bordada, que foi chamada de porta revelava a santidade de Deus, vigiada pelos querubins, bordados por toda a cortina.
- A porta do tabernáculo tinha 10 cúbitos de comprimento x 10 cúbitos de largura (O portão de entrada tinha 20 x cúbitos, e o véu tinha 10 cúbitos quadrados. É muito interessante notar que todas as três entradas somavam 100 cúbitos cada uma.)

- Tinha 5 pilares (madeira de acácia revestida com ouro) com as suas 5 encaixes de bronze:

Sl 97:2 " Nuvens e escuridão estão ao redor dele; justiça e juízo são a base do seu trono."

- Cada pilar tinha um capitel (coroa) de ouro:

Ex 36:38 " Com as suas cinco colunas e os seus colchetes; e as suas cabeças e as suas molduras cobriu de ouro; e as suas cinco bases eram de cobre."
- Nestes 5 pilares haviam argolas de ouro para a cortina. A cortina foi feita de azul, purpúra, escarlata, bordadas em linho fino, obra de bordador (hábil no trabalho com agulhas)

Sl 139:15 " Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra."

Um Tipo de Cristo

Jesus disse, "eu sou a porta ". Quando o sacerdote vinha ao altar e fazia a expiação por ele, ele poderia se achegar da porta do tabernáculo, mas só depois se lavaria na pia. Na nova aliança, o crente (que é um sacerdote) tem que se reconciliar primeiro (buscar o perdão dos seus pecados) no altar da cruz, antes adentrar à Presença de Deus. Nós temos uma porta que sempre está aberta, e nós podemos adorar e podemos ter comunhão a qualquer hora com o Senhor . Isso porque Jesus é a porta de aproximação, e nós podemos estar seguros que somos aceitáveis aos Seus olhos. A Palavra de Deus nos diz, " Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno".

Jo 10:7-9 "Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens."

2 Pedro 1:11 " Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo."

O GRANDE DIA DA EXPIAÇÃO - YOM KIPPUR

Esta é talvez a verdade mais difícil do ser humano aceitar, a de que a vida de uma vítima inocente seria sacrificada em nome do culpado. Para entender isto completamente nós precisamos voltar para o jardim do Éden no Livro de Génesis.
1. Adão Entrega a Coroa Para o Diabo
O Senhor criou o homem à Sua imagem. Não porque Deus se parece um homem ou com uma mulher. De acordo com Lucas 24:39, Deus não tem um corpo mas Ele é um Espírito eterno. (João 4:24). Adão e Eva foram criados como seres de natureza espiritual, imortais, eternos. Naquele estado, era impossível para eles deixarem de existir. Adão teve domínio absoluto e autoridade com uma só restrição, não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Tudo o que voou, nadou, e rastejou estava debaixo do domínio de Adão. Quando a serpente entrou no jardim, também estava debaixo dos pés da autoridade de Adão. Adão permitiu esta serpente (Heb. Nachash, "o envenenador") dialogar com a mulher (sua esposa) que é proibido nas Escrituras. Nem sequer Cristo falou com o diabo, pois isso o sujeitaria à vontade ao diabo.

Naquele estado perfeito de controlo e domínio, Adão permitiu que a sua esposa dialogasse com esta criatura que estava debaixo da sua autoridade, a qual chamou a Deus mentiroso, e em nenhum momento, em quaisquer dessas fases do pecado, Adão notou que os seus olhos e os da sua esposa estavam sendo abertos. É importante a nota de que ele não estava neutro, escolhendo a fruta, mas estava "com ela" quando ela foi enganada:
Gén. 3:6 "E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela."

Paulo, o apóstolo, deixou também muito claro que Adão não foi enganado:
1 Tim. 2:14 "E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão."

Adão soube exactamente o que ela estava a fazer, e como ela escolheu pecar, Adão que estava com ela também escolheu pecar e morrer por causa do amor dele para com a sua mulher (um tipo de Cristo). Mas fazendo isto, ele deu literalmente ao diabo a coroa de poder espiritual e de domínio que ele possuiu anteriormente, e colocou-a na cabeça do Nachash. A partir daquele instante, a morte e Satanás passaram a dominar legalmente. Neste ponto, em 2 Cor 4:4, Satanás é denominado como o "deus deste mundo". A palavra 'mundo' no grego é interessante, significa "cosmos" que literalmente significa "o sistema mundial". Alguém pode perguntar, "Onde, na Escritura diz que Adão deu a coroa de autoridade ao diabo? " A resposta está na tentação de Jesus em Lucas 4:
Lucas 4:5-8 "E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás."


2. O Plano de Deus
Assim o mundo inteiro ficou desesperadamente mergulhado em escuridão e morte. Embora Adão e Eva só houvessem morrido fisicamente muitos anos depois, foi a morte espiritual que veio primeiro, como Deus os tinha advertido, "no dia em que dela comeres, certamente morrerás.". Morte significa separação de Deus. Eles não conheciam a morte, mas eles souberam que Deus havia dito "Não" e quando eles desobedeceram a Deus, a morte passou a reinar em seus espíritos e corpos. Seus espíritos eram a parte eterna, e a parte deles que tomou conhecimento de Deus, estavam agora cheios de escuridão e de morte reinando neles, contudo em Génesis 3, onde a queda aconteceu, no verso 15 Deus dá a primeira luz de profecia messiânica onde ele prediz "Aquele que virá" (Heb. Haba):

Gén. 3:15 "E porei inimizade (guerra) entre ti (Satanás) e a mulher (o Israel), e entre a tua semente (Género humano) e a sua semente (Messias); esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar."

Este versículo é muito importante para se lembrar, porque é a primeira menção da linha de escarlata da redenção de Deus, e de como as promessas são reveladas ao longo da história de Israel (O Antigo Testamento) e termina na cruz do Calvário, quando o sangue do Cordeiro de Deus é derramado. Assim Génesis 3:15 é o ponto de partida, quando Deus lança de Sua primeira promessa d'Aquele que um dia virá, o Messias, que transformará tudo. Em todas as épocas, as pessoas estavam a esperar por Ele.

Assim, Adão e Eva ao desobedecer, mergulharam todo o género humano em escuridão, e trazendo neles a natureza caída, e tudo aquilo que a árvore personificava, que era a natureza rebelde de Satanás. Daquele ponto em diante é o epitáfio da humanidade:
Isa 53:6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.
Rom 3:23 Tudo pecaram destituídos estão da glória de Deus.

O género humano inteiro é categorizado como esses, que buscam o seu próprio caminho. Em Romanos 8:2 Paulo fala sobre "a lei espiritual de pecado e morte". Assim quando Adão e Eva pecaram, naquele momento eles estavam nus, perdidos, em total escuridão e mortos espiritualmente, eles estão limitados, e em um novo reino, escravos dos seus desejos e com a natureza rebelde de Satanás a habitar neles. Mas neste momento algo acontece.

3. O Sangue
Neste momento Deus lhes dá vestes, através do sangue de um animal inocente:
Gén. 3:21-24 "E fez o SENHOR Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu. Então disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente, o SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado. E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida."

Note que Ele os vestiu com túnicas de "pele", e que houve um sacrifício para vestir a ambos. A palavra vestidos fala de expiação pelo sangue. Eles nunca tinham visto qualquer coisa morrer, e eles viram Deus, o doador da vida, sacrificando uma vida, porque quando Deus os vestiu, Ele tinha sacrificado um animal inocente para fazer isto, e eles souberam que a partir daí, eles só poderiam se aproximar de Deus somente através do sangue de um substituto, porque este substituto era um tipo do Cordeiro de Deus que estava por vir. Deste ponto em diante, qualquer pessoa só pode se aproximar de Deus pelo sangue. Este seria o meio de redenção. Sem o sangue não havia nenhum outro meio possível para o homem ser salvo. Não importa quão bom ele seja.
Lev 17:11 "Porque a vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma."

Sangue (Heb. dam) é vida, e a vida é o sangue. Quando o sangue é derramado, uma vida é derramada. O sangue se torna o veículo de redenção ao longo da Bíblia inteira. Se você não puder entender o sangue, você não pode entender a Jesus. Jesus não veio curar o doente, Ele fez isto com sua vida. Ele veio e determinou a si mesmo, ir para Jerusalém, e morrer. Jesus disse, "Para esta causa eu vim."

João 10:18 "Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai."

Jesus veio por uma razão, derramar o sangue dele. Lembre-se, Jesus veio restaurar o que Adão e Eva haviam perdido.

1 Cor 15:21-22 "Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo."

Quando João Batista viu Jesus, ele disse, "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo ". Por que João chamou Jesus de O Cordeiro de Deus? Porque o cordeiro era o animal cujo sangue foi derramado em lugar do pecador. Todo ser humano era culpado de pecar e o salário do pecado é a morte, e plano de Deus era que o sacrifício de um inocente sem pecado cobriria a culpa de muitos pecadores.

Deus é santo. O Céu é santo. Tudo o que está perfeito e justo na presença de Deus. Adão e Eva deveriam ter sido destruídos pelo anjo do juízo de Deus, "O Querubim," contudo as suas espadas foram suspensas porque Deus, em Seu amor lhes permitiu contemplar o sangue precioso. Veja a espada de juízo descendo sobre Adão e Eva, e no último momento, Deus revela que, em sua omnisciência, já havia preparado um substituto de forma que a espada pararia o seu curso e cairia sobre ele. Cai sobre aquele substituto toda a justiça, e Adão e Eva poderiam ir livres. Pense nisto como uma dívida, e que era tempo da dívida ser paga, e no último minuto alguém paga isto por completo.

Mas há algo mais que Deus quer que o homem saiba sobre o sangue.

4. O Sangue - Um Significado mais Profundo
Quando nós olhamos Génesis 9, precisamos nos lembrar de que Deus instituiu um plano, chamou o plano de redenção pelo sangue, e nós vamos começar a ver sangue por todo o Antigo Testamento. Desde o princípio, haviam aqueles que não concordaram e chamaram isto de "a religião do matadouro", mas Deus ainda está advertindo do mesmo modo que ele advertiu Caim. Assim, vemos o sangue ao longo do Antigo Testamento em todos os lugares. Em certos momentos durante a celebração da Páscoa haviam mais de 250.000 cordeiros sacrificados por todos os lados, com sangue, por todo o Templo, e fluiu tanto sangue como o riacho Cedron, que foi chamado a "visão horrível." Vendo o cordeiro que em casa, se tornou um animal de estimação por quatro dias, e depois, assistir a isto: golpes e gritos, e então ele é sacrificado na presença da família, e para as crianças era uma lição, um legado que as marcaria para sempre.

Pode nos fazer encolher, ver uma garganta de animais ser cortada, mas é a nossa garganta que merecia ser cortada. Aquele animal era o nosso representante. Deus nos amou, e por sua graça, proveu para nós um meio pelo qual a sua justiça seria completamente satisfeita, e não seria executada em nós. Deus tinha permitido que a medida da sua justiça se completasse nisto, não um pouco, mas completamente. O substituto "suportaria" o juízo que pertenceu ao pecador, e "identificaria com a sua condição ", porque, literalmente "se fez pecado " Deus só pretendia que os pecados do povo estivessem nele, mas aquele animal aos olhos de Deus se tornou a mesma natureza pecadora odiada, e o juízo cheio de Deus caiu sobre ele. Lembra-se do que a Escritura diz de Jesus?

2 Cor 5:21 " Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus."
Jesus não suportou somente um pouco dos nossos pecados, mas, Ele se tornou a mesma coisa pútrida, odiada que havia dentro de Adão, e que o separou de Deus. Quando Cristo se tornou pecado e se identificou completa e totalmente com a condição de homem caído, Ele não suportou somente os nossos pecados, mas, Ele suportou toda a natureza do pecado, e Ele a suportou para se identificar completamente com a nossa condição. E quando Cristo se identificou com a nossa condição, Ele se tornou o "objecto da Ira ". Todo o juízo de Deus foi posto n'Ele, e por isso não é nenhuma maravilha que Jesus bradou em alta voz , " Eli, Eli, sabactâni" o que significa "Meu Deus, Meu Deus, por que me desamparaste?" porque Ele literalmente se tornou pecado para o mundo. Todo pecado, passado, presente, e futuro, todo pecado que foi ou que será, estava naquele instante sobre Ele.

1 Cor 15:21-22 "Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo."

Assim, ao longo do Antigo Testamento, quando eles sacrificavam um cordeiro, quando a penalidade recaía completamente no substituto inocente, e o homem, que era o verdadeiro culpado, já não era nenhum pouco culpado, porque o preço do pecado foi pago. Ele poderia proclamar que ele estava perdoado, e que a dívida foi liquidada, até que pecasse novamente, e então ele viria novamente a cada vez, e uma vez por ano no Yom Kippur, onde todos os pecados da nação eram expiados. Claro que isto era ano a ano, todos os anos, até que veio o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, e levou o pecado para sempre.

5. Restrições do Sangue
Como nós vemos em Génesis 9, notamos que depois do dilúvio Deus permitiu que o homem comesse carne animal. Noé e sua família (8 pessoas) sobreviveram ao dilúvio. Noé fez um sacrifício, e então Deus disse:

Gén. 8:20-9:3 "E edificou Noé um altar ao SENHOR; e tomou de todo o animal limpo e de toda a ave limpa, e ofereceu holocausto sobre o altar. E o SENHOR sentiu o suave cheiro, e o SENHOR disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz. Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite, não cessarão.
E abençoou Deus a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra. E o temor de vós e o pavor de vós virão sobre todo o animal da terra, e sobre toda a ave dos céus; tudo o que se move sobre a terra, e todos os peixes do mar, nas vossas mãos são entregues. Tudo quanto se move, que é vivente, será para vosso mantimento; tudo vos tenho dado como a erva verde."

Note que Deus permitiu que o homem comesse carne animal. Até então eles eram vegetarianos. Mas, note que Deus começa a dar instruções restritivas, com relação ao sangue:

Gén. 9:4 " A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis."

Gén. 9:6 " Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem."

Desde então, o sangue não poderia ser comido, e nem poderia ser derramado. Também em Levíticos:

Lev 17:10 " E qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que comer algum sangue, contra aquela alma porei a minha face, e a extirparei do seu povo."

Lev 7:26-27 " E nenhum sangue comereis em qualquer das vossas habitações, quer de aves quer de gado. Toda a pessoa que comer algum sangue, aquela pessoa será extirpada do seu povo."

Por que Deus deu ordens tão restritas sobre não comer ou não derramar sangue? Porque o sangue era o instrumento de redenção. Era santo, rigidamente separado. Deus teve que dizer literalmente que Ele mataria qualquer um que comesse sangue. Ele santificou o sangue, e fez com que o sangue fosse assim limitado, para que em todo o mundo ele fosse tratado com reverência. Até mesmo durante o período menstrual da mulher, ela era considerada imunda, e não podia ser tocada nem sequer pelo seu marido, antes da sua purificação. Até mesmo após dar à luz, havia restrições por causa do contacto com o sangue.

Assim por que Deus pôs tal proibição no sangue? Por que Ele pôs tal restrição, em toda possibilidade de contacto com ele? Porque o sangue era o meio de redenção. O sangue não podia ser manuseado em qualquer outro contexto, a não ser o do sacrifício. Deus estabeleceu o sangue separadamente como uma coisa santa.

6. A Fé e o Sangue
Não bastava só trazer uma vítima substituta. Era necessário derramar o seu sangue de modo correcto e colocar correctamente a sua gordura no altar. Lembra-se de Abel e Caim? Caim ficou transtornado porque ele pensou ser uma pessoa melhor que seu irmão, e ainda mais, porque Deus aceitou o sacrifício de Abel. Caim era uma pessoa melhor que Abel em todos os sentidos, afinal de contas, ele apareceu para trazer uma oferta primeiro. Ele mostrou o primeiro ato de devoção religiosa. Mas Abel que clama à Deus acerca da indignidade, aproximou-se dele com o sangue de um substituto. Qual seria justificado? Qual Deus aceitaria? Caim trouxe o fruto do solo. Caim trouxe o melhor das suas boas obras e foi rejeitado por Deus. Não há nenhuma boa obra em um homem apartado de Jesus Cristo. Abel soube que ele era indigno, e por isso que, pela fé ele trouxe um substituto. Note o que diz em Hebreus 11:

Heb. 11:4 " Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala."

Não era porque ele trouxe do modo ritualmente correcto, fazendo a coisa certa, mas foi a atitude dele. Note que diz, "Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício mais excelente, " ele soube que ele merecia morrer e que o Senhor na Sua misericórdia, proveu um substituto para ele. Era a condição do coração. Não era o ato cerimonial do Antigo Testamento que justificava e trazia perdão, mas a aceitação do ritual adicionada à fé.

Somente o Ritual, com a atitude errada nunca foi aceito. Lembra-se quando Jesus condenou as cerimónias e tradições dos fariseus? Imagine que o Messias a tanto esperado, tinha finalmente chegado à Israel e os líderes do Judaísmo estavam tão endurecidos e cegados em seus costumes, que eles perderam tudo completamente. Jesus disse a eles, "Não me verás novamente até venha a dizer, Bendito é Aquele que vem em nome do Senhor ".

É duro para a pessoa religiosa, que dedica-se severamente aos seus rituais e obras de caridade, aceitar o fato de que Deus aceita o mais miserável pecador, que, porém, vem com um coração justo, um coração de fé. O amor de Deus cobre uma multidão de pecados.

Ao longo de toda a história, e igualmente hoje, é a atitude de fé que o Senhor deseja. É um coração que verdadeiramente acredita nas promessas de Deus, não importando o quão ruim ele tenha sido. Não importa qual a profundidade do pecado no qual ele tenha caído.

Quando um Israelita trazia um cordeiro, Deus não queria apenas a cerimónia. Ele não queria um ritual formal. Ele queria um coração confiante nas promessas mantidas por Deus. É por isso que o louvor era sempre uma parte do sacrifício. Você não pôde louvar a Deus verdadeiramente, de coração, a menos que você soubesse que foi perdoado.

Se você fosse bater o ombro de um dos Israelitas ao altar e lhe perguntar, "Por que você está aqui?" Se ele era um homem de fé ele diria: "porque eu sou um pecador e mereço morrer, mas o Senhor meu Deus, Bendito seja, me deu um meio, chamado de Sua Lei, e de acordo com a lei cerimonial, este animal, quando eu coloco minha mão em sua cabeça, torna-se eu, e eu me torno tão inocente como ele é, e a sua inocência torna-se minha, o meu julgamento torna-se dele, e quando eu o mato, eu percebo que era eu quem deveria ser morto, mas por causa daquilo que Deus disse, eu sou perdoado".

Sempre haviam essas pessoas que, há pouco passaram por estes sinais, e nunca compreenderam a misericórdia de Deus. Eles levavam o animal como perfeitamente justos, punham as suas mãos como justos, cortavam sua garganta como justos, punham seus pedaços no altar como justos, e olhavam para o sujeito ao lado vendo suas falhas, porém o coração estava errado, e ele então, era rejeitado por Deus. O olho desnudo mostra apenas duas pessoas idênticas, porque nós olhamos o exterior, porém, Deus vê o interior.

Jesus falou acerca desses dois homens. Um construiu a sua casa em uma fundação de pedra e o outro construiu a sua em uma fundação de areia. Ambas as casas eram iguais, contudo elas foram construídas em duas fundações diferentes. Mas você não percebe, até que vem o juízo.

A Fé age simplesmente pelas promessas de Deus. "Eu acredito no que Tu disse e eu recebo Teu perdão.

Heb. 11:1 "ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem."

MOISÉS E O ÊXODO

Moisés nasceu aproximadamente em 1500 AC. Ele foi escolhido para tirar Israel da escravidão, e lhes entregar as leis de Deus. Quando o Livro de Êxodo começa, os hebreus moravam no Egipto, e com o passar do tempo cresceram em número e o novo Faraó que não conheceu a José, escravizou os hebreus, com amarga escravidão. Os escravos hebreus, com o tempo, começaram a se reproduzir tão rapidamente que o rei se sentia ameaçado por uma revolta em potencial contra a sua autoridade. Então, ele deu ordens de que a mais nenhuma criança hebreia do sexo masculino poderia viver. Para salvar o pequeno Moisés, sua mãe fez uma cesta de papiro, e a impermeabilizou com asfalto e piche. Ela colocou Moisés no cesto, e o deixou-o e flutuando entre os juncos às margens do Rio Nilo.
Pela providência de Deus, Moisés - filho de escravos hebreus - foi encontrado e adoptado pela princesa egípcia, a filha do Faraó, sendo criado no palácio real como príncipe dos egípcios: "E Moisés era instruído em toda a sabedoria dos egípcios, e era poderoso em palavras e obras" (Atos 7:22). Ao mesmo tempo, o Senhor determinou que Moisés deveria ser ensinado em sua infância, pela sua própria mãe. Isto significa que, ele foi instruído na fé de seus pais, embora sendo criado como um egípcio (Ex. 2:1-10).
Moisés foi educado na civilização mais adiantada daquele tempo. O seu treino foi projectado para o preparar para um alto cargo, ou até mesmo o trono do Egipto. Ele ficou familiarizado com a vida na corte de Faraó, com toda a pompa e grandeza da adoração religiosa egípcia. Foi educado na escrita e na literatura do seu tempo. Também aprendeu a administração e a justiça. Quando tinha 40 anos, Moisés se indignou com um feitor egípcio que estava a bater num escravo hebreu; e ele matou o egípcio e o enterrou na areia (Ex. 2:12). Quando isto ficou conhecido, ele temeu por sua própria vida, e fugiu do Egipto para a terra do deserto de Midiã, onde ele se casou uma das filhas de Jetro, passando então a cuidar dos rebanhos de Jetro.
Depois de aproximadamente 40 anos, Deus falou a Moisés de uma sarça que ardia, mas não se consumia. Deus mandou Moisés de volta para o Egipto, para resgatar os hebreus da escravidão, para a terra prometida a Abraão. Deus demonstrou o Seu poder para Moisés e revelou a Ele o Seu Santo Nome "YHVH " ou " Yaweh " (Jeová se tornou uma pronuncia popular no 16º século por tradutores alemães, embora não há nenhum som para o " J " em Hebraico).

As consoantes hebraicas Yod (Y) Eh (H) Vav (V ou W) Eh (H), ou Yahweh, na
Catedral de Winchester. YHWH é chamado o Tetragrammaton, significado do
grego "quatro letras". Os escribas de masoréticos omitiram as vogais, assim
ninguém pronunciaria este Nome Santo. (Jeová se tornou uma pronunciação
popular no 16º século por tradutores alemães, embora não há nenhum som "J" no Hebraico).
O Mishnah estabeleceu a regra "No santuário, o nome de Deus será pronunciado
na Bênção Sacerdotal como é escrito: YHVH, mas fora do santuário deve ser
parafraseado e pronunciado como Adonai."

Deus ungiu Arão para ir com Moisés, para ser o seu porta-voz. Eles, então, convenceram o povo de Israel para os seguir, mas, Faraó não lhes deixaria ir.
Tradição Judaica
O Midrash dá o relato da primeira entrevista que aconteceu entre Faraó e Moisés e Arão. Quando o rei egípcio lhes perguntou, " Quem é seu Deus para que eu deva ouvir a sua voz? eles responderam, "O universo está cheio do poder do nosso Deus. Ele existiu antes que o mundo fosse criado, e Ele continuará a existir quando o mundo acabar. Ele te formou e colocou em ti fôlego da vida. Ele estendeu os céus e pôs os fundamentos da terra. A Sua expele chamas de fogo, rasga as montanhas, e quebra as pedras. O seu arco é fogo e as chamas são as suas flechas. A sua lança é uma tocha, e ele se cobre com as suas nuvens, e o relâmpago é a sua espada. Ele formou as montanhas, as colinas e os cobriu com a relva. Ele faz cair as chuvas e o orvalho, e faz com que brotem as pastagens. Ele também forma o embrião no útero da mãe, e permite que se torne um ser vivente." (Êxodo. R. v. 14).

Então Deus enviou as 10 pragas aos egípcios. A última praga foi a morte dos primogénitos em toda casa, cujas portas não estavam marcadas com o sangue. Quando as pragas do juízo foram todas lançadas, o Egito estava devastado. As pragas não só escarneceram do orgulho dos egípcios, mas também escarneceu dos seus deuses, porque nenhum lhes podia ajudar. A 10ª praga golpeou os egípcios.
1. Primeira Praga: Sangue
2. Segunda Praga: Rãs
3. Terceira Praga: Piolhos
4. Quarta Praga: Moscas
5. Quinta Praga: Peste nos Animais
6. Sexta Praga: Úlceras
7. Sétima Praga: Saraiva
8. Oitava Praga: Gafanhotos
9. Nona Praga: Escuridão
10. Décima Praga: Morte dos primogénitos

Todas as outras pragas reunidas não lançaram fora os hebreus da escravidão, mas a décima praga tocou em todo o Egipto, e matou à meia-noite os seus primogénitos, inclusive o de Faraó.

Ex 12:29-31 " E aconteceu, à meia noite, que o SENHOR feriu a todos os primogénitos na terra do Egipto, desde o primogénito de Faraó, que se sentava em seu trono, até ao primogénito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogénitos dos animais. E Faraó levantou-se de noite, ele e todos os seus servos, e todos os egípcios; e havia grande clamor no Egipto, porque não havia casa em que não houvesse um morto. Então chamou a Moisés e a Arão de noite, e disse: Levantai-vos, saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; e ide, servi ao SENHOR, como tendes dito."
Para os egípcios foi uma tragédia e um embaraço quando o Deus dos Hebreus fez uma exibição aberta à vista de todos, da sua superioridade.
Deus ordenou que os Israelitas celebrassem a " Páscoa" onde o anjo da morte poupou as casas que tinham o sangue de um cordeiro.

Ex 12:1-14
"E FALOU o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egipto, dizendo: Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. Mas se a família for pequena para um cordeiro, então tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; cada um conforme ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro. O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras. "

A ovelha era reconhecida por sua gordura, rabo carnudo.
A cor de sua lã normalmente era branca, marrom ou às vezes as pernas e a cabeças pretas. As ovelhas eram descritas como bondosas, não teimosas, temerosas, sem defesa, pacientes, sofredoras, e eram abundantes em Israel.
" E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. Não comereis dele cru, nem cozido em água, senão assado no fogo, a sua cabeça com os seus pés e com a sua fressura. E nada dele deixareis até amanhã; mas o que dele ficar até amanhã, queimareis no fogo."
" Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a Páscoa do SENHOR. E eu passarei pela terra do Egipto esta noite, e ferirei todo o primogénito na terra do Egipto, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egipto farei juízos. Eu sou o SENHOR. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egipto. E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo."

Tradição Judaica
Pesach
A Páscoa (Pesach) é a festa da libertação. O Pesach é uma combinação de 2 palavras, peh que significa boca, e sach - que pretende falar. De acordo com a tradição judaica, a escravidão era tão severa, que eles eram obrigados a trabalhar e se manter calados. E eles deviam manter silêncio sobre o seu Deus. Na noite de Páscoa os judeus ficaram livres e então foi-lhes permitido falar d'Ele e louvá-lO livremente.
Ex 15:1-2 "ENTÃO cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao SENHOR, e falaram, dizendo: Cantarei ao SENHOR, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. O SENHOR é a minha força, e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus, portanto lhe farei uma habitação; ele é o Deus de meu pai, por isso o exaltarei."

A Páscoa Moderna
Nos lares judaicos de hoje, a cerimónia da Páscoa é celebrada anualmente. A cerimónia é chamada de um Seder que literalmente quer dizer "a ordem" da cerimónia. Hoje, o ritual que foi projectado para os lembrar da amarga escravidão dos seus antepassados no Egipto, a tremenda libertação que Deus lhes deu, é relatado no livro de oração chamado de Haggadah. A mesa do banquete é decorada com artigos festivos que estimularão perguntas que contarão toda a história de Páscoa. Os artigos são:
Água salgada e Verdura (Representando a vida que vai adiante - a primavera).
Um Osso Assado (recordando o Cordeiro Pascal).
Pão sem fermento ou Matzos (Comido durante toda a semana).
Ervas amargas ou Moror, como rabanete (para os lembrar da amargura da escravidão).
Maçãs, castanhas e vinho, ou Haroseth (a mistura de cores os lembra do barro do qual são feitos os tijolos e a doçura do gosto, simbolizando a esperança de liberdade que adocicou a escravidão).
As crianças fazem quatro perguntas acerca da cerimónia de Páscoa, pois esta era uma noite diferente de todas as outras:
1. Por que em todas as outras noites nós comemos pão fermentado ou matzah e nesta noite nós comemos só matzos?
2. Por que em todas as outras noites nós comemos todo tipo de verduras e nesta noite nós só comemos ervas amargas?
3. Por que nesta noite nós mergulhamos as ervas na salmora, e ervas amargas em haroseth?
4. Por que em todas as outras noites nós comemos sentados ou reclinados, e nesta noite nós comemos em pé? (Antigamente um homem comia o jantar dele, sem pressa, reclinado à mesa).
Meshiach Y'shua Jesus Nossa Páscoa
1 Cor 5:7 "... Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós."
1 Pedro1:18-19 " Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado."
O Novo Testamento ensina que o Egipto era um tipo do mundo, e Faraó um tipo de Satanás, e a escravidão egípcia era um tipo do pecado, e o Cordeiro Pascal fala de Jesus, nosso Cordeiro Pascal que morreu em nosso lugar, e pelas suas pisaduras nós somos curados. O Anjo da Morte ignorou a casa dos hebreus pois viu o sangue que apontava ao Messias que um dia seria entregue, e morreria pelo seu povo.
Os escritos Rabínicos mostravam que o Messias, na Sua vinda, conquistará a morte [Pesikta Rabbah 161b].
Heb 2:14-15 " E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão."
Depois, Faraó finalmente cedeu e deixou o povo de Israel sair (e com toda a riqueza do Egipto).
Depois, Faraó finalmente cedeu e deixou o povo de Israel sair, (e com toda a riqueza do Egipto), mas assim que eles partiram, Faraó mudou de ideia. Ele enviou o seu exército atrás de Israel, que estava acampado diante do Mar Vermelho. Deus separou as águas e os levou em solo seco.
Ex 14:21-22
"Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o SENHOR fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas. E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como muro à sua direita e à sua esquerda."

Faraó conduzindo as suas tropas em uma carruagem de guerra. Ao seu lado estavam carruagens quebradas e soldados agonizantes. A carruagem de guerra era um poderoso instrumento de guerra no Egito em 1700 AC. Cada carruagem tinha um motorista e um tripulante que lutava, armado com um arco, lanças, e protecção.
Então as águas se precipitaram sobre os exércitos de Faraó:
Ex 14:28-29
"Porque as águas, tornando, cobriram os carros e os cavaleiros de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no mar; nenhum deles ficou. Mas os filhos de Israel foram pelo meio do mar seco; e as águas foram-lhes como muro à sua mão direita e à sua esquerda."
Os Israelitas eram guiados pela Shekinah, a misteriosa nuvem de glória que os conduziu no Monte Sinai. No caminho foi provada a fé deles, pois experimentaram intenso calor, fome, sede, e guerra. Deus fez muitos milagres inclusive o "maná", o pão que veio do céu.

Tradição Judaica
O deserto era um lugar de miséria e morte com uma temperatura que às vezes alcança mais de 120 graus. Sem o Senhor, os judeus nunca teriam sobrevivido à isto. Depois da libertação do Egipto, e da cruel escravidão, os judeus tiveram que enfrentar o castigo do amargo frio, e do calor devastador do deserto. Eles sobreviveram por causa da nuvem de glória protetora que pairou por cima deles de dia e de noite. Durante a Festa das Cabanas (Heb. Sukkah), os judeus faziam pequenas cabanas protetoras ou barracas, para lembrar-se dos perigos que eles enfrentaram, durante a Festa das Cabanas. De acordo com tradição judaica, Sukkah, é o mizvah que celebra o cuidado divino do Senhor, e as letras da palavra Sukkah são um acróstico para:
somekh - apoiando
kol - tudo
ha'noflim - que se caem

Sl 145:14 " O SENHOR sustenta a todos os que caem, e levanta a todos os abatidos."

O SUMO - SACERDOTE

INTRODUÇÃO
Êxodo 28-29
No estudo anterior tivemos a oportunidade de falar sobre os querubins, uma figura que representava uma espécie de ser celestial. Eles eram feitos de ouro, e formavam uma só peça com o Propiciatório. Ficavam na parte superior do Propiciatório de frente um para o outro e olhando um para o outro. Vimos que a principal simbologia envolvendo os querubins tem a ver com nossos relacionamentos como filhos de Deus. Ao formarem uma só peça com o Propiciatório, os querubins nos trazem a idéia de comunhão; suas asas cobrindo o Propiciatório tem a ver com a cobertura espiritual que devemos dispensar ao irmão mais fraco; o fato de estarem eles com as faces voltadas um para o outro e olhando um para o outro nos aponta para a transparência nos relacionamentos cristãos. Hoje queremos falar sobre o Sacerdote, bem como a simbologia que envolvia sua indumentária, vestes, apetrechos usados, etc..

O SUMO SACERDOTE
1. O primeiro Sumo-Sacerdote (Nhk lwdg - gadowl kohen) foi Arão. Ele, juntamente com seus filhos foram escolhidos por Deus para ministrarem o ofício sacerdotal. Lendo os primeiros versículos do capítulo 28, podemos ver que Arão era o sacerdote por excelência, sendo destacado de seus filhos através de uma indumentária esplêndida, pujante, enquanto seus filhos usavam roupas e ornamentos mais simples. Cole nos oferece uma boa descrição desta diferença marcante, significativa, entre Arão e seus filhos:
Arão era o sacerdote por excelência, e a maior parte da passagem (Êx 28) descreve as esplêndidas vestimentas para ele preparadas. Em contraste, seus "filhos" (quer literalmente, quer como referência a uma "casta" sacerdotal) se vestiam de maneira relativamente simples. O vestuário sacerdotal completo é bastante complexo, e o significado exato de algumas palavras já não nos é tão claro quanto para os contemporâneos do escritor. Este presume estar tratando de objetos bem conhecidos, e portanto não os descreve, embora concentre sua atenção nos detalhes: isso torna a interpretação difícil. Felizmente, entretanto, o esboço principal é claro: as vestes são santas, isto é, separadas de outras, e são também para glória e ornamento (v. 2). Fora isso, nenhuma outra significância litúrgica é atribuída às peças do vestuário, individualmente. Estas são feitas dos materiais mais finos (como as cortinas do Tabernáculo) entretecidos com fios de ouro, para aumentar o seu esplendor (v. 5).(1)
2. Ao Sumo-Sacerdote cabiam funções específicas, bem como ser "...responsável pelo Tabernáculo, suas ofertas e funções diárias, e também suas Festas regulares, três vezes por ano: a Páscoa, o Pentecostes e o Yom Kippur, o Dia da Expiação (a qual era seguida pela semana de júbilo na Festa dos Tabernáculos), como pode ser visto em Levítico capítulo 23"(2). Porém a sua função principal, era o oferecimento do sacrifício anual pelos seus próprios pecados, e pelos pecados do povo, o que acontecia no Dia da Expiação (Yon Kippur), quando deveria ele levar o sangue de um bode sacrificado no Lugar Santíssimo, tendo em vista o perdão oferecido pelo Senhor.
3. Para a realização do ofício sacerdotal, era exigido do Sumo-Sacerdote santidade, e uma indumentária toda especial – "vestes santas". Devemos observar que a expressão "vestes santas" tem a ver com vestes diferenciadas do vestuário de uso comum. Seriam roupas utilizadas somente no ofício do ministério sacerdotal, exclusivamente separadas para o serviço no Santuário. Barrow resume os trajes do Sumo-Sacerdote da seguinte maneira:
"Esta maravilhosa responsabilidade requeria uma pessoa santificada (Êxodo 29), o sumo sacerdote, vestido em seus "trajes santos". A parte superior da veste santa é parecido com um avental, e é chamado o Éfode. Por cima do Éfode, em forma quadrada, o peitoral, com doze pedras preciosas. Nos ombros havia mais duas pedras preciosas. A vestimenta azul era chamada de manto, embaixo do qual o sumo sacerdote usava uma túnica branca de linho fino, de obra tecida. Na sua cabeça está a mitra branca de linho fino. Ao redor da base da mitra está a lamina de ouro, gravada com os dizeres: "SANTIDADE AO SENHOR".(3)
4. Vejamos quais eram as principais peças que compunham as roupas e ornamentos do Sumo-Sacerdote:
a) A Estola Sacerdotal ou Éfode: Era uma peça parecida um avental, confeccionada nas cores "....azul, púrpura, carmesim e o branco de linho fino retorcido..."(4), Êx 39.1-2, "1 Fizeram também de azul, púrpura e carmesim as vestes, finamente tecidas, para ministrar no lugar santo, e fizeram as vestes sagradas para Arão, como o Senhor ordenara a Moisés. 2 Assim se fez o éfode de ouro, azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido".
b) O Peitoral do Juízo: "Trata-se de uma placa de ouro, engastada com jóias presas. O peitoral era de forma quadrada, e também bordado com fios de ouro. Fixados em ouro no peitoral estavam doze pedras preciosas, uma para cada uma das doze tribos de Israel. Cada uma tinha o nome da respectiva tribo gravado sobre ela"(5). É bom lembrar que Arão levava os nomes das doze tribos, para a presença do Senhor, todas as vezes que adentrava o Tabernáculo. Era uma forma de identificar-se com o povo. Observe aqui o comentário de Cole:
"Peitoral é pura especulação para o termo hebraico hõsen. Se a tradução for correta, Noth cita um paralelo impressionante em Biblos, na Idade do Bronze. Trata-se de uma placa de ouro, engastada com jóias, presa por uma corrente de ouro. Aparentemente servia de adorno para o tórax de um rei local. Excetuando-se o fato de que o peitoral israelita era feito de pano, não de metal, e era duplo (formando uma espécie de bolsa para as pedras com as quais se lançavam sortes), a semelhança é notável. Basicamente, a idéia é bem simples: o sacerdote levava os objetos preciosos (fossem eles o que fossem) numa pequena bolsa amarrada a seu pescoço: esta bolsa, por sua vez, é apropriadamente adornada com os símbolos das tribos de Israel".(6)
Esta peça era chamada de "peitoral do juízo", porque ai ficavam as duas pedras - "Urim e Tumim", através das quais o julgamento divino poderia ser manifesto, num tipo de "lançar sortes", como "sim" e "não", uma prática usada pelos judeus em diversas ocasiões, Jó 6.27, Ml 4.24, Jo 19.24. Convém observar o comentário de Cole com relação as pedras Urim e Tumim:
"Seus nomes significam ‘luzes e perfeição’, que se tomados literalmente, podem ser uma referência à natureza do Deus cuja vontade elas revelavam. Podem, entretanto, ter sido usadas no sentido de ‘alfa e ômega’, princípio e fim (Ap 1.8), já que os dois nomes começam respectivamente com a primeira e a última letras do alfabeto hebraico. Estas ‘sortes’ sagradas eram usadas para discernir a orientação divina, normalmente com respostas do tipo ‘sim’ e ‘não’: o exemplo mais claro é o caso da indagação de Saul (1 Sm 14.41). Sua natureza é bem incerta: a sugestão mais provável é a de duas pedras preciosas, mas a maneira em que eram usadas não é clara. A julgar de analogias mais recentes, uma das pedras era retirada (ou lançada fora) do peitoral, e a resposta sim ou ‘não’ dependeria de qual pedra aparecesse".(7)
c) O Manto do Éfode: Era um tipo de manto confeccionado na cor azul (alguns estudiosos dizem violeta) com uma abertura no meio para passar a cabeça. Esta abertura era arrematada com uma tira de tecido mais forte, para evitar que se rasgasse com facilidade. Em volta de toda a barra do manto, havia aplicações em forma de romãs, feitas de fios de lã azul, com sinos de ouro entre as romãs. Assim descreve Shedd:
"... aquela parte imediatamente debaixo do éfode; uma veste que provavelmente atingia abaixo dos joelhos, sem mangas, e com uma abertura somente no alto, provavelmente tecida sem costura (Êx 28.32). Era completamente feito de material azul (Êx 28.31). Ao redor da fímbria inferior havia romãs feitas de material vividamente colorido, alternando-se com campainhas de ouro (Êx 28.33, 34)".(8)
d) As Campainhas de Ouro: A função principal das campainhas era marcar os movimentos do Sumo-Sacerdote, principalmente quando ele oferecia as orações do povo no Altar do Incenso. Conforme nos fala Cole:
"Essas campainhas tinham, presumivelmente, a função de indicar ao povo os movimentos do sumo sacerdote, que ficava oculto aos olhos da multidão. Assim, saberiam se sua oferta havia sido aceita, e que não fora fulminado".(9)
e) A Mitra e a Lâmina de Ouro: A mitra era uma cobertura para a cabeça do Sumo-Sacerdote, um tipo de turbante. Amarrada à mitra havia uma lâmina de ouro gravada com frase "Santidade ao Senhor". "Assim como o éfode servia principalmente para levar as jóias, igualmente, o principal propósito da mitra era levar a lâmina de ouro sobre a testa de Arão (vs. 36, 37)".(10)
f) Os Calções de Linho: Era um tipo de "roupa de baixo", cujo objetivo principal era "cobrir a carne nua", indo dos ombros até às coxas, Êx 28.43, "Faze-lhes também calções de linho, para cobrirem a carne nua; estender-se-ão desde os lombos até as coxas". O não uso destes calções durante as ministrações na tenda da revelação, ou no lugar santo, poderia provocar a morte fulminante do sacerdote, v. 43.

SIMBOLOGIA
1. O Sumo-Sacerdote com toda a sua indumentária, representa Cristo, o Sumo-Sacerdote por excelência. O Escritor da carta aos Hebreus, nos exorta a "considerar" Jesus nesse ofício sagrado, "Pelo que, santos irmãos, participantes da vocação celestial, considerai o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus", Hb 3.1. Assim como o sacerdote representava o povo diante de Deus, quando adentrava o Santo dos Santos para oferecer o sacrifício anual, pelos seus próprios pecados e pelos pecados do povo, Jesus também nos representa diante do Pai, e pelo seu sacrifício abriu o caminho de acesso direto a Deus, Hb 10.19-22, "19 Tendo pois, irmãos, ousadia para entrarmos no santíssimo lugar, pelo sangue de Jesus, 20 pelo caminho que ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, através do véu, isto é, da sua carne, 21 e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, 22 cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência, e o corpo lavado com água limpa". Hoje, graças ao Grande Sacerdote de nossa confissão, não precisamos de qualquer intermediário que nos represente diante do Todo-Poderoso. O acesso é livre através do sangue de Cristo! Temos hoje "... um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem", 1 Tm 2.5.

2. Outros simbolismos também significativos, podemos ver na indumentária utilizada pelo Sumo-Sacerdote. Vejamos:
a) A Estola Sacerdotal, ou Éfode: Observe que a Estola Sacerdotal era confeccionada em quatro cores: azul, púrpura, carmesim e o branco de linho fino retorcido. Estas cores "... são as mesmas cores que podem ser vistas na Porta do Pátio externo, na Porta do Santuário e no Véu; elas referem a Cristo quando Ele é revelado nos quatro evangelhos. Mas também há uma outra importante característica no Éfode: os fios de ouro (cortados de uma barra de ouro) eram entrelaçados com as outras cores (Êxodo 39:3). Ouro não somente é precioso, como implica ser divino e celestial.(11) Não é por acaso que João viu o Jesus ressuscitado à direita do Pai com vestes pujantes, "12 E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro, 13 e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro", Ap 1.12-13. Na visão de Daniel temos uma descrição semelhante: "levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz", Dn 10.5. Este "homem vestido de linho", é uma figura de Cristo, o Rei dos reis, o Senhor dos senhores.
b) O Peitoral do Juízo: Temos aqui uma representação da orientação divina ao seu povo em situações difíceis, onde decisões importantes precisavam ser tomadas. Lembre-se que era através das pedras "Urim" e "Tumim" que a sorte era lançada e a questão era resolvida. O Peitoral do Juízo, portanto tem ver com a direção de Deus! Precisamos ser guiados pelo Senhor, e pela sua Palavra, para trilharmos o caminho seguro. É o Senhor, o Supremo Pastor de nossas almas, que nos guia a "águas tranqüilas", e também nos guia "nas veredas da justiça por amor de seu nome", Sl 23.2, 3. Como nos diz Isaías: "...com alegria saireis, e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cânticos diante de vós, e todas as árvores de campo baterão palmas". Quem anda na direção do Senhor, trilhará o caminho da paz. Será uma pessoa bem-aventurada que esbanjará alegria, felicidade! Quantos filhos de Deus sucumbem em sua vida cristã por não buscarem em Deus o Guia para seus caminhos. Precisamos fazer da Palavra de Deus nossa direção! Devemos dizer como o salmista: "Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho", Sl 119.105. Desta forma seremos abençoados e prósperos!
c) O Manto do Éfode: Devemos lembrar que era no manto que as romãs e as campainhas eram confeccionadas. As romãs teriam como significado a frutificação. "As romãs (símbolo da fertilidade) ficavam como que ‘penduradas’ entre as campainhas, ou então, eram bordadas no tecido"(12), e as campainhas de ouro "... proclamando que o Sumo-Sacerdote estava oferecendo as orações do povo no altar do incenso (não quando ele penetrava no santíssimo lugar, pois ali entrava somente com as vestes de linho, Lv 16.4). Ao ouvirem as campainhas, o povo, do lado de fora, podia ajuntar suas orações àquelas feitas por seu representante, que se encontrava no interior do santuário".(13) Conforme podemos ver, sobre o manto estava o simbolismo tanto da frutificação, como também a certeza de que as orações dos israelitas estavam sendo ouvidas por Deus. Como povo de Deus, devemos ser frutíferos! Uma das exigências de Jesus para seus discípulos é que eles produzam fruto e fruto em abundância, Jo 15.5, "Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer". Ver também Jo 15.16, "Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda".
d) A Mitra e a Lâmina de Ouro: Já vimos que o principal propósito da mitra era levar a lâmina de ouro sobre a testa do Sumo-Sacerdote. "Coroando todas as outras peças do vestuário do sumo sacerdote, ela proclamava que a santidade é a essência da natureza de Deus e que é o fim e o objetivo de toda adoração do sacerdote e do povo".(14) Isto nos mostra que a santidade de Deus precisa ser lembrada e proclamada pelo seu povo. Deus é Santo em toda essência de seu ser. Os serafins, na visão de Isaías proclamavam : "... Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória", Is 6.3. Não somente Deus é Santo, mas exige também a santidade de seu povo, "15 mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento; 16 porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo", 1 Pe 1.15-16. Sabemos que o conceito de santidade (vdq - qodesh) é o de "separação". Assim como Deus "separava", "santificava" instrumentos para serem usados exclusivamente no serviço do tabernáculo, assim também, ao sermos salvos pela graça de Deus mediante o sangue de Cristo, fomos "separados", "santificados", para servirmos a Deus. É por esta razão que freqüentemente Paulo usa a palavra "santos", para se referir aos filhos de Deus, quando envia suas cartas às igrejas, Rm 1.7, "... a todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados para serdes santos: Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo". Ver ainda 1 Co 1.2; 2 Co 1.1; Ef 1.1; Fp 1.1, etc..
e) Os Calções de Linho: Como já vimos os calções de linho tinham a propriedade de não permitir a nudez do Sumo-Sacerdote quando estava oficiando diante do Senhor. Isto os distinguia dos sacerdotes idólatras de outros povos. "Como em Êx 20.26 (a proibição de altares com degraus), trata-se aqui de uma reação contra a nudez ritual em outras religiões"(15) Como filhos de Deus, nós hoje desempenhamos a função de "sacerdotes" do Altíssimo, Ap 1.6, "... e nos fez reino, sacerdotes para Deus, seu Pai, a ele seja glória e domínio pelos séculos dos séculos. Amém". Que tristeza nos causa ao vermos pessoas que se dizem "crentes", "filhos de Deus", promoverem a nudez nos meios de comunicação, sob o slogan "o que é bonito deve ser mostrado", como no caso de algumas atrizes que se "converteram", mas não mudaram de vida. Tais pessoas não obedecem ao Deus Vivo, estando mais preocupadas com a auto-promoção, e desta forma ofendem à santidade de Deus. Nos convêm falar aqui também de algumas "irmãs" que vêm para o culto na Casa de Deus, com vestimentas inadequadas como mini-saias, frente única, corpo à mostra, etc.. Não queremos ser legalistas, mas a Palavra de Deus fala da decência em nossos trajes como filhos do Altíssimo: "Quero, do mesmo modo, que as mulheres se ataviem com traje decoroso, com modéstia e sobriedade, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos custosos", 1 Tm 2.9. Lembre-se que o Sumo-Sacerdote poderia até mesmo morrer, caso não se trajasse adequadamente para ministrar perante o Senhor. Muitas vidas também estão morrendo espiritualmente por abusar de trajes indecorosos, e a prática de nudez na presença de Deus. Deus exige santidade de seu povo!

BIBLIOGRAFIA:
BARROW, Martyn. Artigo "O Santuário do Tabernáculo". http://www.domini.org/tabern. martyn@domini.org. Tradução: Pastor Eduardo Alves Cadete (05/01). Revisão: Joy Ellaina Gardner (02/02). Calvin G. Gardner 03/02.
BÍBLIA ONLINE. Sociedade Bíblica do Brasil. Versão 2.01. 1999.
COLE, Alan, Ph.D. Êxodo, Introdução e Comentário. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova. São Paulo, 1963.
SHEED, Russel. O Novo Comentário da Bíblia. Edições Vida Nova. São Paulo. Vol. I, págs. 143-154.
SHEED, Russel. O Novo Dicionário da Bíblia. Edições Vida Nova. São Paulo. Vol. III, págs. 1553-1557.

NOTAS:
(1) COLE, Alan, Ph.D. Êxodo, Introdução e Comentário. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova. São Paulo, 1963. Pág. 192.
(2) BARROW, Martyn. Artigo "O Santuário do Tabernáculo". http://www.domini.org/tabern. martyn@domini.org. Tradução: Pastor Eduardo Alves Cadete (05/01). Revisão: Joy Ellaina Gardner (02/02). Calvin G. Gardner 03/02.
(3) id. ibid.
(4) id. ibid.
(5) id. ibid.
(6) COLE, Alan, Ph.D.. Op. cit. pág. 194.
(7) id. ibid. pág. 194.
(8) SHEED, Russel. O Novo Comentário da Bíblia. Edições Vida Nova. São Paulo. Vol. I, pág. 146.
(9) COLE, Alan, Ph.D. Op. cit. pág. 195.
(10) SHEED, Russel. Op. cit., pág. 146.
(11) BARROW, Martyn. Op. cit.
(12) COLE, Alan, Ph.D. Op. cit. pág. 195.
(13) SHEED, Russel. Op. cit., pág. 146.
(14) id. ibid. pág. 146.
(15) COLE, Alan, Ph.D.. Op. cit. pág. 196.