A BELEZA DO SANTUÁRIO

A primeira parte da experiência do santuário é a sua beleza. Claro que presenciar só a beleza estética não é suficiente. Aqui temos muitas igrejas bonitas, músicas bonitas, mas nada disso garante que nesta beleza esteja a verdade. A verdade é mais importante. Portanto conheçamos toda verdade!
Num longo período de 400 anos o povo de Israel permaneceu no Egipto. Esse abismo de tempo quase os destruiu. Imagino Deus morrendo de saudades, então, como que não aguentando mais, move um homem para tirar seu povo do Egipto. (Ex 12:37).
Infelizmente não bastava a libertação para este povo, Deus desejava um concerto, uma aliança que formasse uma união nesse relacionamento entre um Deus capaz de fazer qualquer coisa para os tornar felizes e um povo teimoso, duro de coração e insensível.
Conta-se a história que dizia: Um jovem estava andando pela floresta e de repente caiu em um buraco, ficando preso e sendo incapaz de sair por si mesmo, tentou com esforços inúteis livrar-se do seu problema. Conseguindo tirar forças de onde não tinha mais, gritava desesperadamente repetidas vezes na esperança de que alguém pudesse ouvi-lo. Quando ele menos esperava apareceu um FILÓSOFO seguidor de Buda, percebendo a situação do rapaz o mesmo resolveu ajudá-lo apenas jogando alguns livros que ensinavam como o jovem encurralado poderia "encontrar-se", não é isso que todos dizem? Mas o jovem continuava sem saída, depois veio um discípulo de Maomé e procurou ensinar-lhe a levitar para ser liberto, dizendo: faça assim, agora assim..., mas também não conseguiu sair. Até que ouvindo os gritos desesperados, um discípulo de Jesus Cristo apareceu, olhou-o em nos olhos estendeu o braço e de forma prática o puxou e o tirou do buraco e o libertou.
O grande Deus do universo vê o povo israelita que está escravizado no buraco do Egipto, muitos humilhados, torturados, alguns quem sabe tentando por esforços humanos a tentar tirá-los de lá, mas todos os esforços são vãos. Contudo, Jeová estende o Seu braço forte para os libertar, diz a Bíblia: "Eis que a mão do SENHOR não está encolhida para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir". Is 59:1
Foi assim que de forma prática o poderoso Deus conseguiu com milagres e duras pragas remover não um povo, mas uma grande nação e levá-los por um deserto onde só o grande Deus o poderia fazer.
Se um indivíduo que vivia do outro lado do Jordão fosse impressionado com o conhecimento do verdadeiro Deus, pelo seu contacto com os Israelitas, e desejasse a salvação, como poderia ser salvo? Que programa teria Deus, neste mundo, para salvá-lo? A resposta é: ele deveria ir ao santuário, oferecer o seu sacrifício e, assim fazendo, ele entrava em concerto com o verdadeiro Deus. Este é o plano veterotestamentário da salvação.
Durante 40 anos Israel vagou pelo deserto sob a liderança de Moisés. Cerca de 2 milhões de ex-escravos fizeram a maior caminhada das suas vidas, saíram do Egipto para a terra prometida. Na base da península do Sinai, onde o deserto é forte e causticante. São cerca de 1.620km de extensão. Levaram 3 meses para chegar lá, fazendo uma caminhada diária de 18km seguindo os rastos das nascentes de água, um caminho antigo utilizado por escravos egípcios. Permaneceram ali por cerca de 1 ano.
A partir de então a história do santuário começa a fazer parte da vida do povo israelita, de facto houveram alguns santuários na história deste povo.
Foram 4 santuários, a saber:
1) O santuário dado por intermédio de Moisés; Ex 25:1-40
2) O Templo de Salomão (destruído/invadido por Nabucodonosor); 1 Rs 5:1-12; 8:12-21
3) Zorobabel (70 anos depois reconstruído, porém inferior); Ed 2; 3
4) Herodes o grande, (reformou o templo de Zorobabel, essa é a época de Cristo).
O primeiro verso da Bíblia a mencionar a palavra santuário é Ex 15:17. Aqui o santuário ainda não havia sido construído. O texto aparece no perfeito profético do hebraico. Está tão certo quanto ao futuro que já se afirma como sendo verdade.
O povo de Deus naquela época sabia perfeitamente, que o Senhor do universo, o grande Deus que criou todas as coisas, não poderia habitar em uma construção feita por mãos de homens (1Re 8:27; Is 66:1; Hb 9:24), mas também não seria interessante que tivessem seus cultos sem um local de adoração. O santuário apresentava de forma visível um culto ao único Deus verdadeiro, servia também como forte instrumento contra adoração dos falsos deuses. O povo de Deus nesta época era nómada, por esta razão o tabernáculo podia ser desmontado para ser transportado a outros lugares.
O tabernáculo foi erguido primeiro no deserto um ano depois da Páscoa quando os Israelitas foram livrados da escravidão egípcia. Era uma barraca móvel com mobília portátil que podia ser transportada onde quer que eles lançassem acampamento.
Deus sabia que o povo precisava de uma presença visual, tanto que quando Moisés subiu ao monte Sinai e passou 40 dias ali, as pessoas impacientes juntaram ouro e fizeram um bezerro visível para adorá-lo em lugar de Deus, neste ato demonstraram a necessidade em seguir algo visível.
O santuário tem um propósito maior do que resolver o problema do pecado. Deus queria encontrar-se com o ser humano.
A direcção do santuário tinha de ser invariavelmente para o leste ou nascente. Ex 27:12-16 Há razão para Deus ter ordenado a entrada ser do lado oriental e esta é lógica e grandiosa, para entrar no santuário a pessoa precisava dar as costas ao sol, deus dos pagãos. Isso pode ser entendido na visão dada ao profeta Ezequiel, Ez 8:13-16. Nessa visão, Deus mostra ao profeta qual era a maior abominação que ele já tinha visto, e que era a adoração do sol. Por isso, o ato da pessoa entrar no pátio do Santuário já mostrava que ela estava desprezando o maior deus pagão.
O Santuário montado sob a ordem do Senhor em Ex: 25:8, demonstrava que Deus desejava ter em sua companhia todos aqueles a quem o pecado tinha levado para longe, estes seriam convidados novamente a estarem perto, aqueles pelos quais seriam perdoados pelo sangue do verdadeiro Cordeiro vindouro, Jesus, que morreria na cruz um dia no futuro como o verdadeiro sacrifício.
A tipologia do santuário ainda apresenta diversas lições espirituais, hoje, ao povo de Deus. Ao contrário do que se pensa, mais do que um ritual que teve seu momento de importância tipológica entre os homens, este tema abrange um longo período, indo desde o Génesis, quando encontramos traços, ligações, como se fossem pegadas que nos fazem lembrar um altar de sacrifícios, ou um cordeiro, assim, este assunto vai até o livro do Apocalipse, onde lemos João escrevendo "Abriu-se o templo de Deus, e foi vista a arca de sua aliança" Ap 11:19, como uma "sombra" tão grande que se projecta através dos séculos. Um dos assuntos mais importantes de todo o Canon Bíblico, pois não existe uma tipologia mais perfeita que apresente o plano de resgate de Deus em desejar salvar o homem do que o maravilhoso projecto do santuário. Esta mensagem ainda é capaz de trazer segurança, confiança e esperança num Salvador que virá nas nuvens para acabar com o problema do pecado para sempre.
Deus agora estava através do santuário oferecendo não só uma maneira para que os Israelitas saíssem do "buraco do Egipto" mas oferecia-lhes a oportunidade de morar com o Seu povo, estar entre eles, falar e ouvi-los, então surge uma proposta a Moisés: “e me farão o Santuário para que Eu possa habitar no meio deles”. (Ex 25:8 e 40).
No santuário do deserto havia muita riqueza sem dúvida, se pudéssemos efectuar um cálculo veríamos que isso é verdade, havia 1 tonelada de ouro e 4 toneladas de prata, não foi possível contar o bronze.
Para o povo de Deus, o santuário deveria representar um pedacinho do céu na terra.
O Senhor Deus sem dúvida alguma conseguiu atrair o ser humano pela beleza e grandeza, o santuário era a forma prática de entender o que Deus pensa a cerca do pecado e a salvação.
Não é a toa que a doutrina do santuário nos ensina muito sobre a beleza e a grandeza de Deus. O santuário é um assunto muito belo. Às vezes precisamos parar e contemplar a beleza desta doutrina. Agora imagine, tanta beleza assim e ainda é simplesmente apagado em relação ao verdadeiro tabernáculo, que o Senhor erigiu e não o homem (Santuário celestial). Hb 8:2.
O santuário era o lugar onde as pessoas vinham adorar ao Senhor. Imagine como não deve ter sido maravilhoso o fato de ter estado lá e ver toda aquela manifestação da glória de Deus. A mesma glória vista por Moisés nós também podemos experimentar.
Quando falamos sobre o santuário vem a mente um pecador andando pelo meio do arraial, ele puxa ali sua oferta pelo pecado em direcção ao santuário, todos que o vêem passando já sabem que ele pecou e que aquele inocente animal irá pagar um alto preço, a própria vida com a morte.
Talvez perguntemos, por que nunca vemos na bíblia uma mulher levando sacrifícios? O motivo é que o homem é o maior responsável por seu lar, pela sua esposa e filhos(as), Jesus o designou como cabeça da família.
Nada no santuário é por acaso, Deus estabeleceu métodos e tipologias tão perfeitas que ao compararmos com os ensinos de Jesus é como se nos fossem abertos os olhos.
Uma pessoa não podia entrar por qualquer direcção no santuário, como ela bem entendesse ou quisesse, ela tinha que entrar por um portão que ficava ao leste, assim, mostra-nos que só é possível chegar a Deus por um modo que Ele mesmo já definiu, não o que pensamos achar ser certo. Isto é tão sério que se os sacerdotes simplesmente não usassem a roupa certa servindo ao Senhor eles poderiam morrer Ex 28:2,43. Jesus mesmo falou quanto a entrada no santuário, Ele disse "... entrai pela porta estreita". Mt 7:13,14; "...a porta estreita é que conduz a vida". Além disso disse também que "...aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. Job 10:1. Deus estava ensinando que só podemos ir pelo modo que ele mesmo informou, de acordo com suas cláusulas, Jesus Cristo é a porta, Ele é a cláusula, veja: ... em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas Job 10:7. Uma escritora norte-americana disse que o pecador ao se deparar em frente ao santuário, ficava impressionado com a beleza e magnificência. O escritor americano Franck Holbrook escreveu "conhecer o santuário terrestre traz o céu para mais próximo da terra".
O santuário é o próprio evangelho do AT. Ao contrário do que pensam alguns, o único método usado para ensinar as verdades acerca de Deus, seu amor, seu plano, seu trato com o pecado, a graça etc... não é outro senão o santuário. Foi o Tabernáculo com as suas ministrações, o sacrifício de cordeiro, o derramamento de sangue, a expiação. O evangelho sempre existiu, pois o evangelho é Cristo, podemos encontrá-lo de Génesis ao Apocalipse, onde lemos a forte declaração afirmando a sua existência: "o evangelho eterno" Ap 14:6
Chega-se o momento da construção do santuário. Ao povo, estava sendo dado o privilégio de participar da construção do lugar que seria a morada de Deus entre eles. Era desejo do Senhor receber apenas aquelas dádivas que viessem do íntimo do coração. O povo respondeu exactamente como Deus quis, tão generosa foi a resposta do povo que Moisés precisou dizer que não trouxessem mais ofertas, desta maneira, o tabernáculo foi levantado, como resultado das oferendas de Israel. Trouxeram ouro, prata e bronze além de tecidos. Seguramente o povo tinha o seu evangelho, e este evangelho era o santuário, pois de forma tipológica tudo aquilo mostrava um salvador que morreria. Quando estudamos este assunto temos então uma compreensão mais clara a respeito do Plano de Deus na Tipologia do Santuário. Quando entendemos nos seus detalhes, então começamos a entender o maravilhoso carácter do Salvador e seu divino plano. Além dos materiais citados anteriormente, Deus também pediu madeira (Acácia): Uma madeira que não apodrece nem se corrompe, a única encontrada no deserto do oriente. Jesus como tendo um corpo perfeito, carne perfeita e incorruptível. Jesus morreu e ressuscitou, sua carne não viu corrupção. Pediu-se também azeite - Jesus era ungido. As especiarias nos falam de adoração. Devemos notar que as instruções dada por Deus a Moisés para construção do santuário, começam de dentro para fora. Lembra-se. Jesus falou que o que importa é o interior, o coração. Ele faz a mudança acontecer de dentro para fora. Ele muda o nosso coração até chegar ao exterior.
O tabernáculo construído por Moisés, era como uma casa, no qual tinha paredes de madeira, teto que eram quatro coberturas, no interior era de linho fino e as outras eram de outras peles de animais. Observe abaixo:
O santuário estava dividido em alguns compartimentos, a parte maior chama-se átrio ou pátio, que cercava todo o tabernáculo através de 60 estacas com cortinas afixadas por cordas.
Se a glória do Senhor estava com o povo nas sombras, quanto mais connosco hoje. Quando Jesus veio, os olhos de muitos do povo foram abertos e perceberam o cumprimento tipológico das coisas representativas.
A nuvem falava da presença de Deus, mas o fogo fala-nos do poder de Deus.
Se isso tudo aconteceu numa sombra, quanto mais não estará o Senhor disposto a manifestar-se hoje em meio de seu povo!
Ainda no pátio encontramos o altar chamado de altar de sacrifícios e uma pia. Os sacerdotes ministravam inicialmente neste compartimento, onde davam início a todo o processo. As pessoas, era dado o direito de estarem ali mas não podiam passar adiante nos outros compartimentos.
No segundo espaço que era o próprio templo, o tabernáculo apresenta compartimentos mais importantes, dividido em duas partes, onde a primeira e maior recebia o nome de Lugar Santo e a segunda, menor, recebia o nome de Lugar Santíssimo.
No primeiro compartimento como podemos observar no desenho abaixo, haviam alguns móveis: uma mesa com pães, um castiçal para iluminar os que ali ministravam, pois não havia janelas e tampouco outra iluminação tão forte como a do candelabro. Um altar chamado de incenso era visto ao entrar pela porta de cortinas que dava ao leste, a frente da pia, após as cortinas, a direita estava uma mesa com pães e a esquerda estava o castiçal. Estes pães que estavam sobre a mesa eram feitos de flor de farinha, colocados em duas colunas de seis cada uma, também haviam copos, colheres e outros utensílios que eram usados.
O móvel chamado de altar de incenso era coberto de ouro, e ao redor tinha como uma coroa de ouro. Sobre este altar o sacerdote colocava a vasilha com as brasas tiradas do altar (sacrifícios) que ficava logo a frente do templo. Quando colocava o incenso sobre as brasas, subia uma fumaça e como o véu que dividia o templo em dois não chegava até o teto, o incenso não só enchia o primeiro compartimento, mas penetrava também no segundo. Assim, o altar de incenso, apesar de estar no lugar santo, servia também ao lugar santíssimo.
No segundo compartimento estava uma arca contendo as pranchas, a lei de Deus escrita por seu próprio dedo, a vara de Arão que floriu e o maná. A coberta da arca era muito especial e servia de tampa, em cima desta havia esculpido dois anjos de ouro puro. Este lugar era o ponto mais importante de tudo, tudo girava em torno deste local.
Na bíblia nos é revelado as informações suficientes para sabermos como era o santuário, tabernáculo ou tenda da congregação. Ele foi feito conforme um modelo, o verdadeiro tabernáculo que está no céu. Hb 8:5.
No Novo Testamento João escreve "E o Verbo se fez carne, e habitou (em grego - skenoo) entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade" João 1:14. Esta palavra "habitou" tem o mesmo sentido da palavra usada no tabernáculo, quando Deus disse ...para que habite (em hebraico - shakan) no meio deles" Ex 25:8. Em Jesus, Deus entra em carne vivente para morar ou fazer "tabernáculo" entre as pessoas. Como ele caminhou entre as pessoas aqui na terra, cumpriu um perfeito quadro do santuário.
Obs: Os sacrifícios da manhã expiavam os pecados da noite, os sacrifícios da tarde os pecados cometidos durante o dia.
Assim, a revelação apenas nos mostra que aqui na terra o santuário era apenas uma figura, um desenho, um rascunho, uma sombra do que havia verdadeiramente no céu, pois jamais as construções de mãos de homens assemelhar-se iam às do céu. Claro que apontavam para Cristo, mas é inconcebível que a construção terrestre seja idêntica a celestial. Todos nós fomos feitos a imagem de Deus, Gn 1:27, mas só Cristo é realmente a imagem de sua substância Hb 1:3. O finito apenas se pode assemelhar-se ao infinito. Deus mostrara na linguagem humana as verdades celestiais, preferiu revelar de forma compreensível ao entendimento humano.
Salomão sabia que embora seu templo fosse maior e mais formoso que o tabernáculo do deserto, não poderia conter a Deus 1Re, 8:27. E sem problema algum Deus o reconheceu como sua casa Is 56:7, como também o fez mais tarde com o templo de Herodes Mt 21:13. Deus, que habita na altura e na santidade, também está disposto a morar com o quebrantado e humilde de espírito Is 57:15.
Hoje todo o sistema de sacrifícios não devem mais ser utilizados, pois todo esse sistema encontrou na pessoa de Cristo o seu cumprimento final. Sacrifícios de cordeiro não são mais necessários, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Job 1:29) ofereceu-se uma vez para sempre para libertar a humanidade da culpa do pecado.
O povo de Israel com o passar dos anos foi aceitando estas verdades. Hoje somos salvos por sua graça mediante a fé, isso não vem de nós mesmos, mas é um dom de graça de Deus. Ef 2:8
Note o que diz Ellen G. White sobre o momento exacto do cumprimento cerimonial na pessoa de Jesus na cruz: “Tudo é terror e confusão, o sacerdote está para matar a inocente vítima, mas o cutelo cai-lhe da mão paralisada, e o cordeiro escapa. O tipo encontra o antítipo por ocasião da morte do Filho de Deus. Foi feito o grande sacrifício. Acha-se aberto o caminho para o santíssimo. Um novo, vivo caminho está para todos preparado”. (Desejado de Todas as Nações, p. 757). LINDO!!!
O tipo encontrou o antítipo, a sombra encontra a substância e o modelo sua real figura.
Existe um vocábulo grego para as palavras “está consumado” ditas por Jesus na cruz no momento em que rende a vida como o verdadeiro cordeiro, a palavra é em grego "teleo" (telew) que segundo o Léxico do N.T Grego/Português pg 205 quer dizer "pagamento". Eis a maravilhosa notícia, nosso débito está pago, está nossa dívida quitada, completamente liquidada, precisamos apenas desejar recebê-la, tomar posse.
Uma vez construído o Santuário, deviam ser realizadas cerimónias de consagração tanto dos sacerdotes (Ex 29:1-37, Lv 8:1-36) e do próprio Santuário (Ex 40:9-11). Todos os móveis do templo deviam ser ungidos com o "óleo da unção".
Em tópicos posteriores será abordado que esta obra de inauguração foi realizada por Jesus no Santuário Celestial (Dn 9:24). Maravilhoso é notar que por ocasião da unção do santuário celeste, o "óleo" que é derramado escorre, o Espírito de Deus, cai na terra fazendo com que os homens iletrados, pescadores ignorantes transformem-se em homens de poder, a descida do Espírito Santo em Pentecostes.
Diante de todo o vasto universo, a bondade, o amor e a justiça são atribuídas a Deus, pois na cruz foram definidas absolutamente todas as questões. Aleluia!
Aproveite bastante todo o conteúdo deste maravilhoso trabalho.

A LEI DOS DEZ MANDAMENTOS E A LEI CERIMONIAL

A LEI DOS DEZ MANDAMENTOS [Êxodo 20:3-17 (H)]
(1)- Não terás outros deuses diante de Mim.
(2)- Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem em baixo da terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque Eu sou o SENHOR teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que Me aborrecem, e faço misericórdia até mil gerações daqueles que Me amam e guardam os Meus mandamentos.
(3)- Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o Seu nome em vão.
(4)- Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque em seis dias o SENHOR fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o SENHOR abençoou o dia de sábado, e o santificou.
(5)- Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá.
(6)- Não matarás.
(7)- Não adulterarás.
(8)- Não furtarás.
(9)- Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
(10)- Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.

A LEI CERIMONIAL
- "Esta é a lei do holocausto, da oferta de manjares, da oferta pelo pecado, da oferta pela culpa, da consagração, e do sacrifício pacífico." Levítico 7:37 (J).
SACRIFÍCIO DIÁRIO - "Oferecerás... dois cordeiros de um ano, cada dia continuamente." Êxodo 29:38 (J). Ver também Números 28.3.
OFERTA QUEIMADA - "Queimarás... uma oferta queimada ao SENHOR." Êxodo 28:18 (H).
OFERTA DE MANJARES - "Oferta de manjares... de flor de farinha, azeite... incenso." Levítico 2:1 (J).
OFERTA DE LIBAÇÃO - "Oferecerás para a oferta de libação a metade de um him de vinho." Números 15:10 (H).
OFERTA PACÍFICA - "Sacrifício pacífico ao SENHOR." Levítico 3:6 (H).
OFERTA PARA EXPIAÇÃO DA CULPA - "Se uma alma comete uma transgressão... trará... um carneiro sem mancha." Levítico 5:15 (H).
OFERTA PARA EXPIAÇÃO DO PECADO - "Trará uma cordeira... e a degolará por expiação do pecado." Levítico 4:32, 33 (H).
OFERTA DA BEZERRA RUIVA - "Trará... uma bezerra ruiva (vermelha) sem defeito... e a tirará fora do arraial... e a degolará." Números 19:2-3 (H).
PÁSCOA E PÃO ASMO - "Tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a páscoa." Êxodo 12:21 (H).
- "sete dias comeras pães asrnos. Êxodo 34:18 (J).
FESTA DAS SEMANAS - "Trareis um molho das primícias da vossa sega ao sacerdote." Levítico 23:10 (H).
- "Guardarás a festa das semanas." Êxodo 34:22 (J).
FESTA DAS TROMBETAS - "Tereis um sábado, memorial dos sonidos de trombetas." Levítico 23:24 (H).
DIA DA EXPIAÇÃO - "Haverá um dia de expiação." Levítico 23:27 (H).
FESTA DOS TABERNÁCULOS - "Sete dias habitareis em tendas." Levítico 23:42 (H).
FESTA DO JUBILEU - "O ano qüinquagésimo vos será jubileu." Levítico 23:11 (H).
1. LOGO QUE tomamos conhecimento dos fatos reais a respeito do Messias, começamos a perguntar-nos acerca dos rituais judeus, conhecidos como a lei cerimonial. Esta inclui muitos dos dias santificados judeus, tais como o Rosh-ha-Shanah (Ano Novo), Yom Kippur (Dia da Expiação), e Pesach (Páscoa), e outros dias santificados e de jejum. Deus deu a Moisés duas leis: uma, a Lei dos Dez Mandamentos, que Ele mesmo escreveu sobre duas tábuas de pedra; a outra, a lei cerimonial, que consistia de ordenanças relativas a cerimônias, sacrifícios, e outros ritos e rituais que Ele ditou a Moisés e este escreveu essa lei num rolo, ou livro. Deuteronômio 31:24.
2. Consoante a Bíblia, a Lei dos Dez Mandamentos é eterna. Salmo 111:7-8. Esteve e sempre estará em vigor; mas a lei cerimonial, o código de ordenanças ou ritos judaicos dados por Deus a Moisés, só era compulsória para a nação judaica, até ao primeiro advento do Messias.
3. Em conseqüência da transgressão de Adão e Eva, no Jardim do Éden, o pecado sobreveio a todos os homens. Encontramo-nos, pois, vivendo num mundo de iniqüidade, por causa da transgressão de nossos primeiros pais. Romanos 5:12.
4. Pecado é a transgressão da lei de Deus, e o salário do pecado é a morte. Mas Deus e Seu Filho, em Sua amorosa bondade para com o homem, não queriam que perecêssemos eternamente. Por isso, Eles arquitetaram um plano para remir-nos do pecado. Este plano é chamado o concerto eterno.
5. A lei cerimonial apontava para a vinda do Messias, a fim de redimir o homem do pecado, oferecendo-Se a Si próprio à morte, como expiação de nossos pecados. Assim, nós que somos pecadores, não precisamos pagar a pena de morte pelo pecado, contanto que nos arrependamos e O aceitemos como nosso Messias, pois Ele nos redimiu com Sua morte, da culpa e pena da iniqüidade. Portanto, todos os que O aceitam como seu Salvador pessoal, não continuam nem sob a culpa, nem sob a pena do pecado. A lei cerimonial que apontava para a vinda do Messias, chegou a termo quando Ele pagou a pena de morte por nossos pecados. Conseqüentemente não é necessário que o homem cumpra o ritual da lei cerimonial, porque essa lei se tornou sem efeito quando o Messias veio, faz quase 2.000 anos. Porém, a Lei dos Dez mandamentos continua vigorando, e Ele convida todos os homens a obedecer aos seus preceitos. Eclesiastes 12:13.
6. Todas as nações têm suas leis, nacionais, estatuais, municipais e rurais. Além disso, as organizações religiosas têm leis eclesiásticas, pelas quais são governadas suas congregações. Assim era também com o antigo Israel. Tiveram quatro séries de leis: primeiro, os Dez Mandamentos; segundo, a lei cerimonial ou ordenanças litúrgicas; terceiro, as leis civis; e quarto, as leis sanitárias. É de suma importância que estejamos bem informados a respeito das primeiras duas leis: a Lei dos Dez Mandamentos, e a lei cerimonial - pois com freqüência são confundidas.
Pergunta: Que é a Lei dos Dez Mandamentos?
Resposta: A Lei dos Dez mandamentos é o código de preceitos morais encontrados em Êxodo 20:3-14 (J). Ver página 2.
Pergunta: Que é a lei cerimonial?
Resposta: A lei cerimonial é o código de ordenanças relativas aos ritos religiosos.
7. Sobre os sacrifícios da lei cerimonial, lemos:
- "Esta é a lei da oferta queimada, da oferta de manjares, e da expiação do pecado, e da expiação da culpa, e da oferta das consagrações e do sacrifício pacífico." Levítico 7:37 (H). "Consistindo somente em manjares, e bebidas, e várias abluções, e justificações da carne, impostas até ao tempo de correção." Hebreus 9:10.
8. A lei dos Dez Mandamentos, que o próprio Deus enunciou do Monte Sinai, é a lei moral universal. Ela é obrigatória a todos os homens e está em vigor ainda hoje.
Entretanto, a lei cerimonial registrada por Moises vigorara somente até à vinda do Messias, porque Ele representava o final e completo sacrifício prefigurado por aquela lei. ver Daniel 9:24-27.
9. A lei dos Dez Mandamentos foi, em princípio, revelada ao homem quando da Criação, ao passo que a lei cerimonial de ritos, foi acrescentada em forma e princípio ritualísticos, logo depois do homem haver pecado. Foi dada em forma mais completa no Monte Sinai.
10. Isto se acha ilustrado nas primeiras páginas da Bíblia, com a história de Caim e Abel, apresentando ao Senhor seus sacrifícios, como expiação de seus pecados:
- "E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura. E atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta, mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante. E o Senhor disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, mas podes dominar sobre ele. E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estamos eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou." Gênesis 4:3-8 (L).
Não é significativo que Deus aceitasse o sacrifício de Abel, o qual era um cordeiro, e que representava o Messias por vir? Mas a oferta de Caim não foi aceita, porque ele ofereceu os frutos da terra, oferta incruenta, e não sacrifício de sangue, tal como um cordeiro ou bode.
11. Notemos estas palavras de Deus:
- "E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão." Hebreus 9:22. "Porquanto é o sangue que fará expiação pela alma." Levítico 17:11 (H).
12. Por causa da recusa de obedecer à lei sacrifical, como Deus a revelara a Adão, o sacrifício de Caim foi rejeitado. Ele irou-se e matou o irmão. Assim, a primeira morte a ocorrer no mundo resultou da desobediência de Caim ao deixar de cumprir as disposições da lei cerimonial.
13. Por aproximadamente 400 anos, o povo judeu esteve no cativeiro egípcio, e quase perderam de vista a Deus e Suas duas leis - A lei dos Dez Mandamentos e a lei cerimonial. Depois de Seu miraculoso livramento do Egito, o SENHOR reafirmou essas leis. Primeiro, Ele confirmou oralmente a lei dos Dez Mandamentos e escreveu-a em duas tábuas de pedra. Segundo, Ele ditou a Moisés a lei cerimonial, a qual este escreveu num livro ou rolo.
14. As leis sanitárias que Deus deu a Moisés, tratavam de alimentos puros e impuros, assim como de certas doenças. Embora não fizessem parte da lei cerimonial, algumas ordenanças cerimoniais vinculadas a ela serviam para ensinar lições espirituais. As leis sanitárias ampliam o mandamento que diz: "Não matarás." Este preceito pode ser violado comendo alimento prejudicial à saúde. Portanto, obedecendo a essas leis sanitárias, estaremos observando o mandamento de Deus que diz: "Não matarás."
Enquanto a lei dos Dez Mandamentos está ainda em vigor, a lei cerimonial, de acordo com a Bíblia, não mais vigora.
COMPARADAS AS LEIS MORAL E CERIMONIAL
15. Comparemos agora as duas leis, colocando a lei dos Dez Mandamentos na coluna da esquerda, e a lei cerimonial na coluna da direita.
A LEI DOS DEZ MANDAMENTOS enunciada por Deus
- "Então o SENHOR vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes, porém, além da voz, não vistes semelhança nenhuma. Então Ele vos anunciou o Seu concerto que vos prescreveu, os Dez Mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra." Deuteronômio 4:12-13 (H).
A LEI CERIMONIAL enunciada por Moisés
- "Falou mais o SENHOR a Moisés dizendo: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quem oferecer ao SENHOR o seu sacrifício pacífico, trará a sua oferta ao SENHOR do seu sacrifício pacífico.... Esta é a lei do holocausto, da oferta de manjares, e da expiação do pecado, e da expiação da culpa, e da oferta das consagrações, e do sacrifício pacífico, que o SENHOR ordenou a Moisés no Monte Sinai, no dia em que ordenou aos filhos de Israel que oferecessem as suas ofertas ao SENHOR no deserto de Sinai." Levítico 7:28, 29, 37, 38 (H).
16. Estas passagens declaram com ênfase que a lei dos Dez Mandamentos foi anunciada ao povo diretamente por Deus, e a lei cerimonial, conquanto procedesse dEle, foi anunciada ao povo diretamente por Moisés. Vejamos agora quem foi que escreveu cada uma dessas leis.
A LEI DOS DEZ MANDAMENTOS escrita por Deus
- "E deu a Moisés, quando acabou de falar com ele no Monte Sinai, as, duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus." Êxodo 31:18.
A LEI CERIMONIAL escrita por Moisés
- "E puseram de parte os holocaustos para os darem aos filhos do povo, segundo as divisões das casas paternas, para os oferecerem ao SENHOR, como está escrito no livro de Moisés." II Crônicas 35:12.
- "E aconteceu que, acabando Moisés de escrever as palavras desta lei num livro, até de todo as acabar...". Deuteronômio 31:24.
Estas passagens mostram que a lei dos Dez Mandamentos foi escrita por Deus com Seus próprios dedos, em duas tábuas de pedra. Tão sagrada era a Lei de Deus que nenhum homem teve qualquer parte em escrevê-la. Deus mesmo a escreveu. A lei cerimonial, no entanto, foi escrita por Moisés num livro, ou rolo, que era enrolado por ambas as extremidades.
17. Consultemos agora a Bíblia para saber onde foi colocada cada uma dessas leis.
A LEI DOS DEZ MANDAMENTOS onde colocada
- "Depois porás na arca o testemunho que Eu te darei." Êxodo 25:16 (J).
- "E tomou o testemunho, e pô-lo na arca, e meteu os varais à arca, e pôs o propiciatório sobre a arca, em cima." Êxodo 40: 20 (H).
A LEI CERIMONIAL onde colocada
- "Deu ordem Moisés aos levitas que levavam a arca do concerto do SENHOR, dizendo: Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca do concerto do Senhor vosso Deus." Deuteronômio 31:25, 26 (J).
Nestas passagens da Escritura vemos que a lei dos Dez Mandamentos foi colocada dentro da arca, a qual se achava no lugar santíssimo do Santuário; e que a lei cerimonial, ou lei dos rituais, foi colocada ao lado da arca. Assim, naturalmente, deduzimos que a lei cerimonial não deve ser considerada em pé de igualdade com a lei dos Dez Mandamentos. Foi por isso que Deus ordenou que a lei dos Dez Mandamentos fosse posta na arca, ao passo que a lei cerimonial foi posta ao lado da arca, indicando que se tratava de dois códigos de leis, separados e distintos.
18. Vejamos agora que espécie de lei é cada qual, de acordo com as Escrituras:
A LEI DOS DEZ MANDAMENTOS Lei Perfeita
- "A lei cio Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices." Salmo 19:8 (F).
- "E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom." Romanos 7:12.
A LEI CERIMONIAL Sombra dos Bens Futuros
- "Porque tendo alei á sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam." Hebreus 10:1.
De acordo com a Palavra de Deus, a lei dos Dez Mandamentos é perfeita, santa, justa e boa, ao passo que a lei cerimonial era simples sombra dos bens por vir, e se cumpriu no primeiro advento do Messias.
19. De acordo com as Escrituras, que espécie de leis eram?
A LEI DOS DEZ MANDAMENTOS Lei Espiritual
- "Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado." Romanos 7:14.
A LEI CERIMONIAL Lei de Manjares e Bebidas
- "Consistindo somente em manjares, e bebidas, e várias abluções e justificações da carne, impostas até ao tempo da correção." Hebreus 9:10.
A lei dos Dez Mandamentos era uma lei espiritual, ao passo que a lei cerimonial era lei de comidas e bebidas, e ordenanças carnais impostas a Israel até ao tempo do primeiro advento do Messias.
20. Examinemos ainda mais as características de cada uma dessas leis.
A LEI DOS DEZ MANDAMENTOS Caráter da Lei
- "Os preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e alumia os olhos." Salmo 19: 8 (F).
A LEI CERIMONIAL Caráter da Lei
"Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus." Hebreus 7:19.
Vemos aqui que a lei dos Dez Mandamentos era em si mesma perfeita, confortando a alma. Mas a lei cerimonial nada aperfeiçoava; ao contrário, apontava para a esperança melhor ou perfeita - Aquele que devia vir - o Messias.
21. De acordo com a Bíblia, por quanto tempo deviam vigorar essas leis?
A LEI DOS DEZ MANDAMENTOS Perpétua
- "As obras das Suas mãos são verdade e juízo; fiéis todos os Seus mandamentos. Permanecem firmes para todo o sempre; são feitos em verdade e retidão." Salmo 111:7-8 (H).
A LEI CERIMONIAL Não Perpétua (vide estudo: Os Estatutos de Moises).
- "E Ele firmará um concerto com muitos por uma semana [de anos]; e na metade da semana [de anos] fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares." Daniel 9:27 (H). "Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz." Colossenses 2:14.
Assim Deus revelou que a lei dos Dez Mandamentos devia permanecer "firme para todo o sempre", mas a lei cerimonial devia ser apagada, abolida, quando Yeshua, o Messias, viesse para morrer em nosso lugar.
22. Notemos a atitude do Messias para com cada uma dessas leis.
A LEI DOS DEZ MANDAMENTOS A Atitude do Messias
- "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir." Mateus 5:17.
A LEI CERIMONIAL A Atitude do Messias
- "Na Sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos que consistia em ordenanças, para criar em Si mesmo, dos dois um novo homem, fazendo a paz." Efésios 2:15.
O Messias declarou com ênfase que não viera para "destruir a lei ou os profetas": Ele veio para "cumprir". Pensemos nestas palavras. O Messias era judeu e devemos lembramos de que o povo judeu muitas vezes se refere aos cinco livros de Moisés como "a lei", e ao restante da Bíblia como "Os Profetas" e "Os Santos Escritos". Quando o Messias disse: "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir." Mateus 5:17. Ele Se referia especificamente aos Dez Mandamentos e a Santa Bíblia. Em outras palavras, o Messias diz que Ele veio cumprir, o que quer dizer obedecer. Quando um oficial comandante no exército dá uma ordem, esta só é cumprida depois que o soldado obedeceu plenamente. Portanto, a palavra "cumprir" quer dizer obedecer plenamente. Quanto à atitude do Messias para com a lei cerimonial, que era a lei dos comandos que consistia em ordenanças, vemos que ela foi abolida em Sua carne, quando Ele morreu por nós. Toda a lei cerimonial apontava para o,Messias por vir, Aquele que haveria de sacrificar Sua vida; para redimir o homem caído.
23. Para provar mais ainda que a lei dos Dez Mandamentos e a lei cerimonial eram dois códigos de leis distintos e separados, poderíamos notar o testemunho de Paulo, apóstolo do Messias. Sabemos que a Bíblia não se contradiz, tampouco o fazem os profetas ou apóstolos. Portanto observemos o que Paulo escreve sobre esses dois códigos de lei.
A LEI DOS DEZ MANDAMENTOS Santa, Justa, Boa
- "Assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom." Romanos 7:12.
A LEI CERIMONIAL Contra Nós
- "Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz." Colossenses 2:14.
Paulo, ao passo que declara que os Dez Mandamentos são santos, justos e bons, acentua que a lei de ordenanças era contra nós, e que foi pregada à cruz.
24. Notemos que Paulo diz que uma lei foi estabelecida e a outra abolida.
A LEI DOS DEZ MANDAMENTOS Estabelecida
- "Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei." Romanos 3:31.
A LEI CERIMONIAL Abolida
- "Na Sua carne desfez a inimizade isto é, a lei dos mandamentos que consistia em ordenanças, para criar em Si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz." Efésios 2:15.
25. Na passagem seguinte, notemos que Paulo diz de uma lei que é um deleite, e da outra que é um jugo de servidão.
A LEI DOS DEZ MANDAMENTOS Deleite na Lei
- "Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus." Romanos 7:22.
A LEI CERIMONIAL Jugo de Servidão
- "Estais, pois, firmes na liberdade com que Cristo [o Messias] nos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão." Gálatas 5:1.
26. Agora vejamos como Paulo comparava as duas leis, dos pontos de vista espiritual e carnal.
A LEI DOS DEZ MANDAMENTOS Espiritual
- "Porque bem sabemos que alei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado." Romanos 7:14.
A LEI CERIMONIAL Carnal
- "Que não foi feito segundo a lei do mandamento carnal, mas segundo a virtude da vida incorruptível." Hebreus 7:16.
27. Como reconheceu Paulo o pecado? Reconheceu-o mediante a lei dos Dez Mandamentos, ou através da lei das ordenanças? Observemos essas palavras:
A LEI DOS DEZ MANDAMENTOS Conheceu o Pecado pela Lei
- "Por isso nenhuma carne será justificada diante dEle pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado." Romanos 3:20.
- "Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum: mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência se a lei não dissesse: Não cobiçarás." Romanos 7:7.
A LEI CERIMONIAL Acrescentada por Causa das Transgressões
- "Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita." Gálatas 3:19.
Em Romanos 3:20, Paulo diz que "pela lei vem o conhecimento do pecado". "Eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência se a lei não dissesse: Não cobiçarás." Romanos 7:7.
A Lei dos Dez Mandamentos
28. Estudai cuidadosamente as duas leis, encontradas na página 2, e notai o mandamento: "Não cobiçarás." Encontra-se na lei cerimonial? Não, nada existe na lei cerimonial que diga ao homem que, quando cobiça, é pecador. Mas lede a lei dos Dez Mandamentos e ali encontrareis o mandamento: "Não cobiçarás." Lede cuidadosamente a lei dos Dez Mandamentos, e notai o décimo preceito. Quais são suas palavras? "Não cobiçarás." Portanto, pela lei dos Dez Mandamentos recebemos o conhecimento do pecado. Esta lei, porém, não pode salvar-nos do pecado. Não pode perdoar ao transgressor, nem dar-lhe poder para resistir à tentação de fazer o mal. Tem, sim, o propósito de dar-nos conhecimento do pecado.
Para ilustrar, imaginemos uma pessoa com o rosto sujo. Como sabe ela que está sujo? Obviamente, olhando ao espelho. Mas pode o espelho limpar-lhe o rosto? Naturalmente que não! Apenas lhe dá o conhecimento de que seu rosto está sujo; não lhe lava o rosto. Nunca um espelho teve este propósito. O mesmo se dá com a lei dos Dez Mandamentos. Ela não nos salva; dá-nos, sim, o conhecimento de que cometemos pecado. Então devemos arrepender-nos, e buscar e aceitar o perdão de nossos pecados. Tornando-nos obedientes filhos de Deus, somos salvos pela Sua graça, e não por obras da lei.
A Lei Cerimonial
29. Referindo-se à lei cerimonial, ou lei de ordenanças ritualistas, diz a Palavra de Deus:
- "Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade [o Messias] a quem a promessa tinha sido feita." Gálatas 3:19.
Esta promessa encontra-se primeiramente em Gênesis 3:15, onde o plano de salvação foi revelado a Adão e Eva, depois de haverem pecado. Se o pecado não tivesse entrado no mundo, a lei cerimonial, ou lei das ordenanças ritualistas jamais teria sido dada. Não se torna claro, pois, por que existe essa lei adicional? Desde o tempo em que o pecado entrou no mundo, até que o Messias sacrificasse Sua vida, a lei cerimonial, ou lei das ordenanças ritualistas prevalecia e vigorava.
30. Como mais uma prova de que Deus revelou ao homem que a lei cerimonial terminou junto da cruz, leiamos o que aconteceu no templo, onde era ministrada a lei das ordenanças. Notemos estas palavras:
- "E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito. E eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo: tremeu a terra, fenderam-se as rochas." Mateus 27:50-51.
Aqui vemos o próprio Deus destruindo o véu que separava o lugar santo do santíssimo do templo, indicando que a lei cerimonial chegara ao fim quando o Messias morreu na cruz. Isso foi indicado também por João, o precursor, que disse do Messias (João 1:29) quando Ele veio para ser imerso no rio Jordão:
- "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo."
O profeta Isaías também sabia disso quando profetizou do Messias: "Ele foi oprimido, mas não abriu a boca, como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha, muda perante os seus tosquiadores, Ele não abriu a Sua boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e da Sua linhagem quem dela cogitou? porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo foi Ele ferido." Isaías 53:7-8 (H).
Os antigos líderes judeus compreenderam que os sacrifícios de animais deviam terminar com a vinda do Messias. Isto era antigamente ensinado pelos antigos líderes rabinos.
- "Tempo virá quando todas as ofertas serão abolidas, mas a oferta de gratidão jamais será abolida." - Midrash Rabbah, sobre Levítico, cap. 27, sec. 12 (pág. 356 da edição de Soncino, de 1939.) 0 "tempo por vir", acreditava-se geralmente, ser o do advento do Messias, pois fora predito que "Ele faria cessar o sacrifício e a oferta de manjares". Daniel 9:25-27 (J).
Sim, a lei cerimonial, que continha todo o ritual prescrito pela lei das ordenanças, veio a termo quando o verdadeiro Cordeiro de Deus, Yeshua ha-Mashiasch, morreu por nós.
CONCLUSÃO
31. A lei dos Dez Mandamentos, portanto, revela o pecado: "Pela lei vem o conhecimento do pecado." Romanos 3:20. Mas a lei cerimonial pecado, até que viesse a Semente prometida (o Messias). Gálatas 3:19. Aqueles que afirmam que a lei dos Dez Mandamentos que revela o pecado, também foi abolida, fariam bem em ler as seguintes passagens:
- "0 pecado é a transgressão da lei." I João 3:4.
- "0 salário do pecado é a morte." Romanos 6:23.
- "Aquele que diz: eu 0 conheço, e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade." I João 2:4.
- "Porque este é o amor de Deus que guardemos os Seus Mandamentos; ora, os Seus mandamentos não são penosos". I João 5:3.
- "Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos." João 14:15.
- "Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus (Yeshua)." Apocalipse 14:12.
- "Bem-aventurados aqueles que guardam os Seus Mandamentos, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas." Apocalipse 22:14.
Do estudo que acabamos de fazer, fica evidente que a Bíblia apresenta dois distintos códigos de lei. 0 primeiro, conhecido como a Lei dos Dez Mandamentos, permanece firme "para todo o sempre". Salmo 111: 8. E o segundo, a lei cerimonial, teve seu cumprimento no Messias de Israel, e assim chegou ao seu termo. Colossenses 2:14.

'As Tábuas' (Ex 26:15-16)

A a armação central do tabernáculo tinha uma série de cortinas que eram colocadas em cima da armação para formar a tenda completa. Para construir esta estrutura portátil, primeiro era necessário colocar 48 tábuas na vertical cada uma tendo 10 côvados (4,5 metros) de comprimento e 11,5 côvados (5,20 metros) de largura.
Ex 26:15-16 " Farás também as tábuas para o tabernáculo de madeira de acácia, que serão postas verticalmente. O comprimento de uma tábua será de dez côvado, e a largura de cada tábua será de um côvado e meio."
Nota: A palavra hebraica origina "qereshim" foi encontrada num tablete cananeia que descreve a 'sala de trono do Deus El que foi construído de armações."
Ex 26:26-28 " Farás também cinco travessas de madeira de acácia, para as tábuas de um lado do tabernáculo, e cinco travessas para as tábuas do outro lado do tabernáculo; como também cinco travessas para as tábuas do outro lado do tabernáculo, de ambos os lados, para o ocidente. E a travessa central estará no meio das tábuas, passando de uma extremidade até à outra."

Eles não eram pranchas, mas tábuas emolduradas.
As tábuas do tabernáculo não eram pranchas sólidas de madeira, mas armações compostas de duas tábuas longas que eram ligadas no topo, no meio e no pé, através de trilhos cruzados. Aparte o facto de que a árvore de acácia no Sinai não cresce o suficiente para prover uma prancha de 70 centímetros de largura, as armações levavam vantagens sobre as pranchas sólidas. Elas eram muito mais leves quando erguidas. Também, a construção aberta permitiria a cortina interna com o seu material fino e figuras de querubins serem vistas de dentro. Estas armações foram cortadas, tratadas, secas, e então revestidas com puro ouro. (Não adornou a beleza natural delas, mas com aquele ouro precioso, eles eram revestidas de algo externo, o ouro divino). Quando estas armações foram colocadas na posição vertical haviam 20 ao longo, no lado norte e 20 ao sul, considerando que a parede traseira tinha apenas 8 armações, duas a menos que aquelas usadas nos cantos ocidentais como um tipo de contrapeso.
O Material das cortinas era vistos através das tábuas.
Ex 26:22-23 " E ao lado do tabernáculo para o ocidente farás seis tábuas. Farás também duas tábuas para os cantos do tabernáculo, de ambos os lados. "
A frente do tabernáculo não tinha nenhuma armação, e esta era a entrada, apoiada por cinco pilares de madeira de acácia revestidos com ouro e foram fixadas em bases de bronze.
Ex 26:36-37 " Farás também para a porta da tenda, uma cortina de azul, e púrpura, e escarlata, e de linho fino torcido, de obra de bordador. E farás para esta cortina cinco colunas de madeira de acácia, e as cobrirás de ouro; seus colchetes serão de ouro, e far-lhe-ás de fundição cinco bases de cobre."
Cada tábua foi colocada em duas bases de prata, cada uma das quais pesando aproximadamente 35 kg. Cada cova foi projectada de tal modo que uma extensão do braço lateral da armação pudesse se encaixar como uma espiga. Estas bases prateadas formaram uma fundação contínua então ao redor dos três lados da armação.
É interessante notar que foram mencionadas as bases de prata primeiro.
Elas eram extremamente valiosas (um talento de prata cada, era muito caro) e apoiou o Santo Lugar e o Santo dos Santos. Deus determinou que este metal precioso deveria ser a fundação para a estrutura. Considerando que a fundação prateada foi enterrada na terra, que não podia ser vista através de olhos humanos (o Homem não pode ver o valor total da redenção).
Na nova aliança, o apóstolo Paulo diz que, como um experiente construtor, ele estava pondo um fundamento. Então ele diz que o fundamento não é um sistema de convicções, mas uma Pessoa:
1 Co 3:11 " Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo."
Não facilmente reconhecido o alto preço do fundamento no qual está edificada a Igreja. De fato, o próprio Jesus indicou que a maioria do mundo não reconheceria.
A fila de tábuas foi unida através de argolas dourados no topo, no pé e no meio da armação, apoiada por barras de madeira de acácia encaixadas.
Cinco barras eram usadas em cada lado, com a barra mediana que ia desde o começo até ao final de um dos lados. As outras duas barras usavam as argolas no topo, e as argolas no pé percorriam até o meio de cada lado, e deste modo a parede ficava sólida.
Ex 26:26-30 " Farás também cinco travessas de madeira de acácia, para as tábuas de um lado do tabernáculo, e cinco travessas para as tábuas do outro lado do tabernáculo; como também cinco travessas para as tábuas do outro lado do tabernáculo, de ambos os lados, para o ocidente. E a travessa central estará no meio das tábuas, passando de uma extremidade até à outra. E cobrirás de ouro as tábuas, e farás de ouro as suas argolas, para passar por elas as travessas; também as travessas as cobrirás de ouro. Então levantarás o tabernáculo conforme ao modelo que te foi mostrado no monte."
As travessas eram colocadas juntas (as tábuas não eram divididas, mas colocadas juntas e assim se mantinham juntas graças à armadura feita pelas barras, anéis, e bases, e elas verdadeiramente eram um).
Cada uma das 48 tábuas tinha duas bases ao pé. Como elas eram exactamente, não é mencionado. A palavra hebraica usada significa "mãos" ou " espigas". Possivelmente eles eram duas armações que se esparramam como duas mãos, uma de cada lado, atrás de cada tábua. Elas eram firmadas dentro das covas prateadas.
Enquanto no lugar santo tudo que não era visível, estava abaixo do nível de solo, era de prata, e tudo que poderia ser visto sobre o solo era dourado, embora a armação fosse de madeira de acácia revestida com ouro.
Nós já notamos que armações não estavam na frente, porque era a entrada. Tinha cinco pilares revestidos de ouro e uma cortina pendurada. Em dois terços no edifício, somente o véu era pendurado, mas aqui só quatro pilares estavam usados e estes foram apoiados em bases de prata. Isto formou a divisão interna entre o Santo Lugar e o Santo dos Santos.
1 Pe 1:18-19 " Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado."

COMPREENDER OS MISTÉRIOS DO SANTUÁRIO

1 - Muitas pessoas não compreendem as leis e cerimónias apresentadas no Velho Testamento. Qual o seu significado? Estão ainda em vigor nos nossos dias?
2 - O santuário é o lugar onde Deus habita com o Seu povo (Êxo. 25:8).

I - Tendo uma Visão do Santuário

1 - Três homens, pelo menos, tiveram visões do santuário:
a) Moisés – recebeu uma ordem de Deus: "Faze segundo o modelo celestial, que no monte se te mostrou." (Êxodo 25:8; Hebreus 8:5).
b) Paulo – foram-lhe reveladas coisas maravilhosas no santuário. O Apóstolo apresenta um relato exaustivo no livro aos Hebreus.
c) João – teve visões do santuário, as quais estão descritas em vários capítulos do Apocalipse (Apoc. 11:19). Estas visões são do santuário celestial. Nesta terra havia uma miniatura do santuário celestial.
d) O plano da salvação está esboçado na obra do santuário, então devemos conhecê-lo bem.

2 - Como era o santuário (o tabernáculo desmontável) do Antigo Testamento?
Era uma tenda de cortinas brancas ao redor, símbolo da pureza de Cristo, aqui eram ministrados os serviços religiosos.

II - Peças do Santuário

1 - Altar de holocausto - ficava à entrada, fora da tenda, mas dentro do recinto ladeado por uma cerca. Aqui eram sacrificados os animais.
a) Jesus padeceu fora das portas de Jerusalém, no Calvário (Heb. 13:12). Cristo teve que descer à Terra. Não podia salvar o pecador sem deixar o Céu, por isso empreendeu essa grande viagem.
b) A vítima era queimada no altar de holocausto. c) Assim Jesus deu-Se inteiramente para nos salvar.

2 - Pia de cobre - continha a água na qual o sacerdote se purificava antes de entrar no santuário (tenda). No interior da pia havia um espelho doado pelas mulheres, onde o sacerdote se via. Podia ver se estava limpo para se apresentar no serviço religioso diário.
a) A água representa a graça de Cristo, que serve para nos purificar de todo o pecado. No Céu não entrará nenhuma pessoa impura (Apoc. 21:27 e 22:14).
b) Espelho - representa a lei de Deus, os Dez Mandamentos. Vemos os nossos defeitos e pecados quando olhamos a lei. Deus deixou a Sua lei como o espelho da nossa alma, é o espelho do cristianismo. Ela apenas aponta o pecado (S. Tia. 1:23-25).

3 - O santuário (a tenda) era dividido em dois compartimentos:
a) Lugar santo e santíssimo: um véu separava os dois compartimentos. O véu era vermelho, representando o sangue de Cristo, o Seu sacrifício. No santuário só se podia entrar com sangue. O sangue de Cristo é o preço para a entrada no Céu (Heb. 10: 19).
b) O lugar santíssimo era uma miniatura do que há nos Céus. Era ali que se manifestava a presença divina.

4 - Peças do Lugar Santo ou primeiro compartimento:
a) Castiçal - com sete lâmpadas (sete = perfeição) – representava a plenitude do Espírito Santo.
b) Mesa com os pães da proposição - No próprio pão que comemos representa o sacrifício no Calvári... o trigo tem que ser moído. Cristo é o pão da vida.
Jesus é o único por meio de quem podemos ter vida. Semeamos, colhemos, mas quem dá a vida? Quem faz a semente germinar?
c) Altar de incenso - Permanecia dia e noite aceso. Nele queimava-se incenso cuja fragrância subia, representando as orações dos justos desejosos de salvação.
Representa também os méritos de Cristo em cheiro suave a Deus.
Juntamente com o incenso era oferecido sangue.

5 - Um véu separava o lugar santo do santíssimo. Apenas o sumo sacerdote podia entrar no santíssimo, uma vez ao ano, no dia dez do 7 mês.
a) Santíssimo – neste lugar só existia uma peça: Arca do concerto - contendo as tábuas de pedra com os Dez Mandamentos. A arca era revestida de ouro puro. Em cima da tampa havia dois querubins em atitude de reverência para com a lei de Deus. Essa parte sagrada era chamada o Propiciatório.
b) No Propiciatório revelava-se a glória de Deus numa nuvem luminosa chamada Shekinah. Essa luz representava Cristo, nosso intercessor (I Tim. 2:5).
c) Ali estava representada a justiça - a lei e a misericórdia - o sangue de Cristo.

III - Descrição dos Serviços do Santuário

1 - As vítimas expiatórias (Lev. 4:27-29).
Quando alguém pecava e se arrependia, escolhia um animal: cordeiro, cabrito ou pomba... punha a mão sobre a cabeça da vítima, confessando a falta e dizendo pela fé: eu creio naquele que há de vir para tirar os meus pecados.

2 - Todos os dias, pela manhã e à tarde, o sacerdote oferecia um cordeiro em sacrifício pelo pecado de todo o povo. Sem sangue não havia remissão. (Heb. 9:22.)
O sacerdote tomava o sangue e espargia-o junto ao véu do santíssimo. Os pecados eram então transferidos para a vítima e desta para o santuário. Havia, porém, um dia em que eram purificados.

3 – O dia de expiação - era um dia introspecção. Dia de juízo.

a) O dia da purificação ocorria no décimo dia do sétimo mês. O primeiro dia desse mês era o dia das trombetas, em que os israelitas examinavam o coração, a fim de pôr a sua vida em harmonia com a lei divina, antes do décimo dia, que era o da expiação, ou purificação do santuário.

b) Só o sumo sacerdote podia presidir a esta cerimónia. No início deste solene ritual, o povo devia ajoelhar ao redor do tabernáculo, examinando a consciência e confessando a Deus todos os seus pecados.

c) Enquanto o povo orava a Deus, o sumo sacerdote tomava dois bodes, um para Deus e outro para Azazel. O sumo sacerdote, colocava a sua mão sobre a cabeça do bode que simbolizava Cristo, confessava todos os pecados que em tipo tinham sido levados para o santuário durante todo o ano. Depois disto era imolado o bode, aparando o sangue numa vasilha. Depois de lavar as mãos e os pés na pia de cobre como sinal de purificação moral e espiritual, ele entrava no lugar santo. Tomava então o incensário de ouro que estava ao lado do altar de incenso, abria as cortinas que separava o santo do santíssimo, e entrava no compartimento interior, onde a nuvem de incenso o escondia da glória de Deus.
d) Diante da arca, ele aspergia o sangue sete vezes.
Isto simbolizava o facto de a lei requerer o sangue do pecador.
Esta cerimónia prefigurava a morte de Jesus como satisfação às exigências da lei.

e) Depois de concluir esta parte da cerimónia, saía para o pátio, onde um sacerdote solenemente lhe apresentava o bode por Azazel (representava Satanás). Agora o sumo sacerdote confessava sobre a cabeça desse bode e deste modo os pecados eram transferidos do santuário para este animal. Dessa forma, o santuário ficava purificado de todos os pecados confessados durante o ano. Depois da confissão um levita era indicado para levar para o deserto o bode por Azazel, onde era abandonado para morrer.

4 - Quando pecamos há dois culpados: nós e o diabo que nos tentou e fez cair.

Cristo assume as nossas culpas confessadas e as perdoa. Um dia elas serão transferidas para o diabo, ele é o grande causadador do mal, ele pagará pela sua rebelião e pagará também as consequencias do pecado. O pecador não arrependido não pode ser inocentado.

Estude o assunto do milénio e compreenderá melhor o significado desta transferência do pecado, bem como a purificação.

5 - Tudo que se fazia no santuário terrestre era uma alegoria, uma figura da obra do Santuário celestial (Heb. 8:1 e 2).

O santuário terrestre terminou. Agora há um santuário no próprio Céu, do qual Jesus é o Sumo Sacerdote (Heb. 8:1 e 2).

IV - O Santuário e a Sombra da Cruz

1 - De Abel a Cristo vivia-se à sombra da cruz. Todos os cordeiros mortos apontavam para ela.
Vivemos, porém, nós agora à sombra da cruz?

2 - Que aconteceu quando Cristo morreu? (S. Mat. 27:51.)
Rasgou-se o véu do Templo de alto a baixo, por uma mão invisível (Se fosse de baixo para cima poderia ter sido um homem).

3 - Terminou assim a obra do santuário terrestre, após a ascensão de Cristo para o Santuário Celestial (Heb. 9:24).

v - Santuário Celestial

1 - Jesus é um sumo sacerdote perfeito, sem pecado (Heb. 7:26). É um sumo sacerdote que nos conhece, nos ama, e que faz a expiação através de seu próprio sangue (Heb. 9:12).

2 - O santuário terrestre era purificado cada dia dez do sétimo mês. O santuário do Céu, onde nossos pecados confessados vão sendo acumulados, deverá também ser purificado.
a) Conforme Daniel 8:14 o santuário seria purificado depois de 2.300 anos, os quais terminaram em 1844. Sendo que nesse tempo não havia mais santuário terrestre, concluímos que a referência de Daniel é ao santuário celestial.
b) Jesus permaneceu no santuário, desde que ascendeu ao Céu. Porém, segundo a profecia, em 1844 penetrou no santíssimo para efetuara obra de purificação, ou seja, executar o juízo investigativo.

3 - Única forma para a purificação - Sangue (Heb. 9:22). Precisamos crer no sangue de Cristo (Apoc. 22:14). "Bem-aventurados os que lavam suas vestiduras..."
Ele morreu na cruz por ti e por mim. Que fazes tu por Ele?

O TABERNÁCULO


Lembra-se que os hebreus foram sujeitos à escravidão egípcia durante 430 anos? Em Êxodo Capítulo 3, Deus ouve o clamor do seu povo e chama um homem chamado Moisés. Deus fala com Moisés na sarça ardente, e diz a para que ele vá até Faraó, Rei do Egipto e simplesmente lhe falar, "deixe o meu povo ir ".
Êxodo 3:12 " E disse: Certamente eu serei contigo; e isto te será por sinal de que eu te enviei: Quando houveres tirado este povo do Egipto, servireis a Deus neste monte."

Note que Ele diz que será um sinal que eles servirão Deus no Monte Sinai. Assim Moisés vai como o Senhor o instruiu, e depois de uma série de 10 pragas, os filhos de Israel foram lançados do Egipto. Eles foram conduzidos de dia no deserto por uma coluna de nuvem e a à noite pela coluna de fogo. Quando eles vieram para o Mar Vermelho, o Senhor dividiu as águas, e eles as atravessaram, e quando o exército egípcio tentou atravessá-las, as águas desceram neles e eles todos se afogaram. O Senhor os proveu e sustentou-os e então eles vieram ao Monte Sinai, exactamente como Deus disse a Moisés, e algo acontece.

No capítulo 19 de Êxodo é que nós vemos a história. Todos os 2 ou 3 milhões de hebreus estavam acampados ao pé de Monte Sinai, e Deus revela a sua glória, e diz que Ele quer que eles se santifiquem durante três dias, para então virem e se colocarem diante d´Ele. Assim eles fizeram, e Deus mostra a Sua força e Seu poder.

Êxodo 19:16 E aconteceu que, ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões e relâmpagos sobre o monte, e uma espessa nuvem, e um sonido de buzina mui forte, de maneira que estremeceu todo o povo que estava no arraial.

Eles tremeram da presença d´Ele, dizendo: "Não fale Deus a nós para que não morramos," e eles não quiseram ir novamente diante d´Ele e assim eles elegeram Moisés para ser o porta-voz permanente deles, embora o Senhor quisesse que eles fossem um "reino de sacerdotes" (Ex. 19:6).

É assim, quando o Senhor lhes ordena que construam a estrutura chamada "o tabernáculo".

Êxodo 25:1-9 Então o SENHOR falou a Moisés dizendo: "Fale aos filhos de Israel, que me tragam uma oferta alçada: de todo o homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomarei a minha oferta alçada... E me farão um santuário, e habitarei no meio deles. Conforme tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus vasos, assim mesmo o fareis.

Veja como se parecia:

O Antigo Tabernáculo de Israel
O Tabernáculo era uma tenda portátil com uma armação de madeira, para dar estabilidade. O santuário inteiro consistia em três partes:

1. O átrio exterior incluído por cortinas apoiadas em pilares. Era oblongo na sua forma, e a entrada estava no lado oriental.

2. O altar de sacrifício (altar de bronze) estava dentro do átrio, em frente da entrada.

3. O próprio Tabernáculo, localizado à parte ocidental do átrio. O Tabernáculo foi dividido por um véu ou cortina pendente em duas câmaras. A primeira câmara foi chamada o Lugar Santo, continha a Mesa, o Candelabro, e o Altar de Incenso. Só os sacerdotes eram permitidos nesta parte. A segunda câmara foi chamada de Santo dos Santos, continha a Arca da Aliança. O Sumo Sacerdote entrava no Santo dos Santos uma só vez no ano, o Santo dos Santos apenas uma vez ao ano, no Dia da Expiação.

Os objectos mais interiores para o Santo dos santos foram construídos de metais preciosos e tecidos. Os objectos exteriores foram feitos de bronze e outros tecidos. O Tabernáculo foi coberto por uma tenda, e revestido de tecidos adicionais.

A área de Tabernáculo era de 50 metros de comprimento e 25 metros de largura. Havia uma cortina de 2,5 metros, feita de linho fino branco, que foi firmado em 60 suportes de apoio de bronze, que cercavam, e com uma entrada pelo portão oriental. Dentro do átrio exterior estavam dois artigos de mobília, o altar de bronze, onde todo os sacrifícios eram feitos, e a pia de bronze onde os sacerdotes lavaram as suas mãos e os pés.

O Tabernáculo construído estava ao fim do átrio ocidental e era uma estrutura de madeira revestida de ouro, de 15 x 5 metros, divididos em duas partes por uma cortina pesada chamada o "Véu". A entrada era uma cortina colorida suportada por 5 pilares. A maior área construída do tabernáculo (10 x 5 m) , foi chamado "o Santo Lugar" e ali foi colocado três artigos de mobília dourada. O candeeiro de ouro que iluminava os pães da preposição à esquerda, a mesa de dos pães da preposição que representava o povo de Deus à direita, e o altar dourado de incenso na parte de trás, o que fala de fazer orações continuamente. A menor parte construída, (5x 5) do tabernáculo foi chamada de "Santo dos Santos " e continha apenas a arca da aliança (a arca que continha as duas tábuas da Lei) e sua tampa, o propiciatório onde o sangue era aspergido uma vez por ano pelo sumo sacerdote no Dia da Expiação.

Tudo no tabernáculo era portátil de modo que, se a nuvem de glória (Heb. Sh'chinah) se movia, eles se moviam também a arca, deste modo:

Nm 10:33-36 Assim partiram do monte do SENHOR caminho de três dias; e a arca da aliança do SENHOR caminhou diante deles caminho de três dias, para lhes buscar lugar de descanso. E a nuvem do SENHOR ia sobre eles de dia, quando partiam do arraial. Acontecia que, partindo a arca, Moisés dizia: Levanta-te, SENHOR, e dissipados sejam os teus inimigos, e fujam diante de ti os odiadores. E, pousando ela, dizia: Volta, ó SENHOR, para os muitos milhares de Israel.

Eles precisavam aprender que era Yahweh quem estava acampado entre eles. Como os Israelitas marcharam no deserto, os Levitas (tribo sacerdotal) desmontavam o Tabernáculo, e, a arca era levada pelos sacerdotes, em duas varas, então eles iam com a nuvem de glória sobre eles. Haviam três famílias procedentes da tribo de Levi que eram responsáveis para o transporte dos artigos do tabernáculo. O povo de Deus tinha que perceber que eles eram peregrinos aqui e quando Deus ordenasse que se movessem, eles precisaram estar prontos. Há algumas coisas muito importantes para se notar quanto à condição do homem ao estudar o tabernáculo.

Depois do colapso da fé deles, Deus criou algo que atrairia notavelmente os seus cinco sentidos, assim eles se lembrariam de que eram o povo de Deus. Ao longo do Antigo Testamento, Deus teve que estimular os sentidos, porque depois de Adão, e até o tempo de Jesus, o homem estava espiritualmente morto. Deus é Espírito, e todo o homem conhecia os cinco sentidos (com os quais ele poderia ver, tocar, provar, ouvir, e cheirar). O Senhor começaria aqui no tabernáculo a entesourar o povo de Israel com cerimónias e rituais de forma que eles se lembrariam d´Ele. Deus começaria a vincular um sentido ao povo por Ele governado, com algo espiritual, de forma que eles teria fé simplesmente pelo que eles viam. Se você pensa no pacto da circuncisão, cada vez que um homem ia para o banheiro, ele se lembraria do pacto. E o que foi o pacto? Aquele que um dia viria, o Messias, da nação que Deus iniciou, pelo primeiro hebreu, Abraão. O Messias seria o salvador de todo o mundo.
Ele começou lhes dando uma estrutura física chamada o tabernáculo, com toda sua mobília, e sacerdócio, e ofertas. Então Ele lhes daria sacrifícios diários (memoriais) e orações, sábados semanais, banquetes e festas, alimentos limpos e imundos, e muitas outras cerimonias e leis escolhidas, que seriam todas lembranças físicas que culminavam para o Homem que viria, que seria o Messias. Deus lhes deu tantas cerimónias, que quando Ele veio, eles não sentiriam sua falta. E o que aconteceu? Quando Ele veio eles sentiram falta d´Ele. Eles eram tão envolvidos em suas tradições e rituais que, quando Jesus veio, Ele que era a realização de todas as cerimónias, eles estavam completamente em trevas e não O reconheceram, e acabaram forçando o governador romano a crucificá-lO. Mas Deus, em Sua maravilhosa omnisciência, soube disto e planejou tudo desde o princípio. Por isso, Ele instituiu o sangue como o meio de redenção.

Assim o tabernáculo era o princípio das lembranças visíveis de um Deus que é Espírito, e de Seu plano. Tudo no tabernáculo era um tipo de Jesus. Por isso é que Deus era tão específico sobre o que eles iam construir com isto. Eles não puderam usar uma mínimo de imaginação humana "para que não morram". Ouro, prata, bronze, o linho branco fino, as quatro cores, o óleo da unção, o incenso, tudo apontava Àquele que, "se tornou carne e habitou (literalmente tabernaculou) entre nós ". Jesus disse, "eu não vim destruir a Lei e os profetas mas os cumprir." Não é nenhuma maravilha que quando Jesus foi trespassado Ele bradou, "está consumado". E o véu do templo foi rasgado pelo meio. O que foi consumado? O cerimonial do Antigo Testamento inteiro, moral, e o direito civil, foi pregado àquela cruz fora de Jerusalém. Ele veio ser a incorporação e realização da própria Lei.

Note o que Jesus disse aos dois homens na estrada para Emaús depois de Sua morte:

Lucas 24:25-27 E ele lhes disse: Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.

Também quando Jesus apareceu vivo aos discípulos dele depois da morte dele:

Lucas 24:44 E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.

Se lembre do que a Palavra diz, "toda a Escritura é divinamente inspirada (inspiração de Deus) por Deus... " Quando nós olharmos a Bíblia, lembre-mo-nos de que é completamente inspirada por Deus. Quando nós olhamos cada Palavra, temos que nos lembrar que, toda Palavra é divinamente inspirada. Isso era a visão de Cristo, quanto às Escrituras, que era a visão dos apóstolos e que deve ser a nossa visão. Esta é a mesma Palavra de Deus. Não apenas contém a Palavra de Deus, ou apenas uma experiência religiosa, ela é a Palavra de Deus.

É então algo maravilhoso que cada e todo detalhe da Palavra sobre o tabernáculo tem significado espiritual? Quando olhamos à estrutura do tabernáculo, e suas partes da redenção, sem igual, vemos na mobília grande simbolismo e tipologia encontrados nelas. Lembre-se, que tudo estava apontando o dedo para o Messias. O tabernáculo, como um tipo, especificamente e em detalhes foi projectado por Deus, apontando ao carácter e aspectos do ministério de Cristo. Quando Jesus estava acusando as autoridades judaicas Ele disse, "Vocês transformaram da Casa de Meu Pai em um covil de ladrões," e dizendo, " Meu Pai " eles souberam que Ele estava reivindicando autoridade Messiânica acima do templo, e assim eles disseram, que sinal tu nos mostra para que faça essas coisas?" Veja o que Ele disse:

João 2:19-21 "Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo."

Eles estavam olhando a estrutura física (Heb. Mikdash) do templo mas Ele disse, "Destruam este templo" Ele usou a palavra hebraica "Mishkan" que era a palavra usada no Antigo Testamento para referir a Presença que iluminou o Santo dos Santos, por ocasião do Yom Kippur, no tabernáculo ou templo. Jesus disse que eu sou o templo (Mishkan) de Deus. Quando a glória (Heb. Sh'chinah) viria abaixo como um tornado ou como um funil por cima do Santo dos Santos, a Presença se manifestaria no propiciatório entre os querubins depois do sangue ter sido aspergido, que era o mishkan. Aquela Presença foi o que o Jesus disse que, habitava dentro d´Ele. E de fato o Paulo disse sobre a igreja, não "Não sabeis que sois templo (Mishkan) de Deus?" Nós, como o Corpo de Cristo, temos a mesma Presença, que habita em nós. Deus não mora agora em edifícios, mas dentro do Seu povo . Romanos 10 diz que: "Se confessares com a tua boca que Jesus Cristo é Yaweh (Senhor) e crê em seu coração que Deus O ressuscitou dentre os mortos, serás salvo." Isto é fácil. A partir desse ponto você se torna o Mishkan de Deus. Quando Deus disse-lhes "Deixe me fazer um santuário que eu possa habitar entre eles," Ele disse literalmente "dentro" deles. O plano de Deus sempre foi habitar dentro dos que Lhe pertencem (Jer. 31:31-33) e pôr o Espírito d´Ele dentro de nós. Quando você aceita Jesus, você se torna o Mishkan de Deus.

Para você que começa este estudo rico e maravilhoso do tabernáculo, lembre-se que tudo aponta à Jesus Cristo. Tudo é uma figura d´Ele. Se você pode, inicie agora este tremendo estudo, que somará um elemento de nova força, e alegria em sua devoção para com o Senhor.

João 1:12-14 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade.

TEMPLO DE HERODES - 1

TEMPLO DE HERODES - 2

TEMPLO DE HERODES - 3

TEMPLO DE HERODES - 4